{"id":1539,"date":"2022-05-23T19:40:00","date_gmt":"2022-05-23T22:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/?p=1539"},"modified":"2022-06-13T19:46:04","modified_gmt":"2022-06-13T22:46:04","slug":"memorias-postumas-da-agua-os-segredos-da-homeopatia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/2022\/05\/23\/memorias-postumas-da-agua-os-segredos-da-homeopatia\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3rias p\u00f3stumas da \u00e1gua: os &#8220;segredos&#8221; da homeopatia"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: justify\"><strong style=\"color: revert;font-size: revert\">Mem\u00f3rias p\u00f3stumas da \u00e1gua: os &#8220;segredos&#8221; da homeopatia<\/strong><\/h1>\n<div class=\"SFQRB\" style=\"text-align: justify\" data-hook=\"post-description\">\n<article class=\"blog-post-page-font\">\n<div class=\"post-content__body\">\n<div class=\"DHTiu\">\n<div class=\"DHTiu\">\n<div class=\"LUaQN qUxWM _3Z+zE\" data-rce-version=\"8.71.11\">\n<div class=\"kvdbP ZUTsX SO4Kx _1O7aH\" dir=\"ltr\" data-id=\"rich-content-viewer\">\n<div class=\"_1hN1O NwZmu _3EPBy\">\n<p id=\"viewer-cego3\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0 \u00a0 Voc\u00ea provavelmente j\u00e1 ouviu falar em tratamentos alternativos utilizados no combate \u00e0s diferentes doen\u00e7as. A homeopatia, por exemplo, \u00e9 aquela pr\u00e1tica que busca o tratamento de diversos problemas sem a necessidade de um medicamento dito convencional, aquele produzido por ind\u00fastrias e comercializado em farm\u00e1cias. Talvez voc\u00ea se lembre daquelas bolinhas homeop\u00e1ticas doces que at\u00e9 crian\u00e7as tomam. Mas, afinal, voc\u00ea j\u00e1 se questionou por que isso funcionaria em nosso corpo? O que tem por tr\u00e1s desse tipo de tratamento? No material deste m\u00eas, abordaremos um dos principais argumentos da homeopatia: <strong>a mem\u00f3ria da \u00e1gua<\/strong>.<\/span><\/p>\n<h2 id=\"viewer-cbis5\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Um in\u00edcio de conversa<\/strong><\/span><\/h2>\n<p id=\"viewer-8rps7\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Para come\u00e7armos, \u00e9 preciso, inicialmente, definir a homeopatia. Apesar de ser muitas vezes confundida com a fitoterapia \u2015 que \u00e9 uso de medicamentos de origem vegetal \u2015, ela consiste em uma abordagem diferente, com origem na <em>similia similibus curantur,<\/em> ou \u201clei dos semelhantes\u201d. Essa ideia foi proposta pelo m\u00e9dico alem\u00e3o Samuel Hahnemann por volta de 1779 e indica que sintomas poderiam ser curados ao se ingerir uma subst\u00e2ncia que gerasse esses mesmos sintomas. No entanto, ele enfatizava que, quanto mais dilu\u00edda essa subst\u00e2ncia estivesse, maior seria seu efeito. <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-4aalv\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0 \u00a0 Mas, como assim \u201csemelhante\u201d, \u201cdilu\u00eddo\u201d?<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-csqb7\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0 \u00a0 Pode parecer estranho (e de fato \u00e9), mas a ideia \u00e9 que para azia, ou queima\u00e7\u00e3o no est\u00f4mago, por exemplo, se voc\u00ea ingerisse algo \u00e1cido voc\u00ea resolveria o problema. Talvez at\u00e9 seja por esse fato que uns e outros afirmam que ingerindo lim\u00e3o voc\u00ea deixa o seu est\u00f4mago com pH b\u00e1sico (mas essa \u00e9 uma discuss\u00e3o que fizemos em outros textos <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/2022\/05\/23\/o-potencial-hidrogenionico-da-agua-e-sua-influencia-no-organismo-humano\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">AQUI<\/u><\/a>). A diferen\u00e7a \u00e9 que voc\u00ea deve ingerir essas subst\u00e2ncias em solu\u00e7\u00f5es bem dilu\u00eddas, ou seja, coloque o \u00e1cido em muita, muita, muita \u00e1gua e depois beba apenas um golinho dessa mistura. Mas isso funcionaria como tratamento, cura ou preven\u00e7\u00e3o? <\/span><\/p>\n<h3 id=\"viewer-50cf2\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Convencionalmente falando<\/strong><\/span><\/h3>\n<p id=\"viewer-9gm2i\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Para explicar ou refutar os argumentos da homeopatia, precisamos entender os princ\u00edpios b\u00e1sicos do funcionamento de um medicamento. A farmacologia \u00e9 uma das \u00e1reas que estuda como os medicamentos interagem no nosso organismo e \u00e9 com base nos princ\u00edpios dela que vamos buscar tal explica\u00e7\u00e3o (1).<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-l32b\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 De forma simplificada, o medicamento ao entrar no corpo precisa chegar ao seu local de atua\u00e7\u00e3o, o que depende de v\u00e1rios fatores como o pH dos ambientes pelo qual ele ir\u00e1 passar, se o medicamento \u00e9 mais sol\u00favel em gordura (lipof\u00edlico) ou em \u00e1gua (hidrof\u00edlico), das transforma\u00e7\u00f5es que pode sofrer ao longo do caminho, para citar algumas. Depois de passar por tudo isso, se o medicamento chegar ao local ele vai interagir com receptores adequados ou entrar em c\u00e9lulas por difus\u00e3o ativa ou passiva e ent\u00e3o promover efeitos no organismo. Ou seja, a trajet\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples assim. \u00c9 uma corrida com muitas barreiras e, al\u00e9m de tudo isso, uma parte do medicamento, ainda que n\u00e3o fique no meio do caminho, pode ser descartada em nossa urina e fezes.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-612tl\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0 \u00a0 Por esta raz\u00e3o, h\u00e1 perdas consider\u00e1veis do medicamento antes que ele encontre o seu local de atua\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e0 toa, em geral, ingerimos uma carga alta da subst\u00e2ncia porque s\u00f3 uma parte efetivamente chega ao local ideal ou, como dizemos, ao s\u00edtio ativo. Chegando finalmente ao local desejado, o medicamento vai interagir, muitas vezes tendo parte de sua estrutura atra\u00edda por outras mol\u00e9culas presentes no receptor. Um texto interessante sobre o assunto pode ser lido <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimikinha\/2017\/08\/22\/farmacos-e-quimica-interacoes-na-sua-vida\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">AQUI<\/u><\/a> <\/span><\/p>\n<h3 id=\"viewer-1l7n1\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Retomando\u2026<\/strong><\/span><\/h3>\n<p id=\"viewer-1a9nh\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Partindo da ideia de que na homeopatia n\u00f3s colocamos a subst\u00e2ncia que ir\u00e1 interagir com nosso organismo em uma solu\u00e7\u00e3o muit\u00edssimo dilu\u00edda (pouca subst\u00e2ncia em muita \u00e1gua, por exemplo), podemos considerar que praticamente nenhuma mol\u00e9cula dessa subst\u00e2ncia chegar\u00e1 ao seu receptor, ao seu alvo. Qual ent\u00e3o o argumento para seu funcionamento? <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-35nhs\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Um dos argumentos utilizados pela comunidade homeop\u00e1tica para explicar a efic\u00e1cia da excessiva dilui\u00e7\u00e3o a que a subst\u00e2ncia seria submetida \u00e9 a denominada \u201cmem\u00f3ria da \u00e1gua\u201d. Esse t\u00f3pico ganhou fama ap\u00f3s um artigo ser publicado pela revista cient\u00edfica Nature defendendo estudos e experimentos realizados a partir dessa hip\u00f3tese (2). E ela consiste na ideia de que a \u00e1gua, supostamente, se \u201clembraria\u201d de subst\u00e2ncias com as quais teve contato e, atrav\u00e9s dessa \u201cmem\u00f3ria\u201d, transferiria o princ\u00edpio ativo da cura para o organismo. Por isso, mesmo com a dilui\u00e7\u00e3o extrema pela qual a mistura passaria, ela ainda seria eficaz gra\u00e7as \u00e0 mem\u00f3ria da \u00e1gua.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-9im4j\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Calma l\u00e1. Que neg\u00f3cio \u00e9 esse de mem\u00f3ria da \u00e1gua? Isso tem alguma rela\u00e7\u00e3o com a nossa mem\u00f3ria? A resposta \u00e9 N\u00c3O!<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-f9otm\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Quimicamente falando, quando voc\u00ea adiciona uma subst\u00e2ncia na \u00e1gua, as mol\u00e9culas de \u00e1gua passam a interagir com as mol\u00e9culas da subst\u00e2ncia e podem adquirir um arranjo espec\u00edfico. Ou seja, podem, por exemplo, momentaneamente formarem um hex\u00e1gono de mol\u00e9culas, como se estivessem dando as m\u00e3os umas \u00e0s outras. Esses arranjos s\u00e3o poss\u00edveis pois as mol\u00e9culas realizam o que chamamos de for\u00e7as intermoleculares. <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-3fq5c\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Os adeptos da &#8220;mem\u00f3ria da \u00e1gua&#8221; afirmam que, se formos adicionando, lentamente, mais e mais \u00e1gua na mistura inicial, as mol\u00e9culas que chegam na mistura v\u00e3o adquirindo esse mesmo formato, independente de existir o princ\u00edpio ativo ou n\u00e3o. Conclus\u00e3o, na solu\u00e7\u00e3o homeop\u00e1tica, na verdade, quem cura \u00e9 a \u00e1gua (no formato espec\u00edfico) e n\u00e3o o princ\u00edpio ativo, como ocorre nos rem\u00e9dios convencionais.<\/span><\/p>\n<h3 id=\"viewer-6suuu\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Problemas de mem\u00f3ria<\/strong><\/span><\/h3>\n<p id=\"viewer-vhc4\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 E como podem dois m\u00e9todos t\u00e3o diferentes e, aparentemente, sem nenhuma rela\u00e7\u00e3o, surtirem o mesmo efeito de cura?<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-d66bl\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">\u00a0 \u00a0 Na verdade, as pesquisas realizadas utilizando a mem\u00f3ria da \u00e1gua como agente de cura n\u00e3o foram t\u00e3o bem sucedidas quanto clamam os &#8220;homeopatas&#8221;. Apesar de publicadas em uma revista de destaque, elas n\u00e3o passam credibilidade, pois, al\u00e9m de ocorrer uma omiss\u00e3o parcial de resultados \u2015 para que, dessa forma, os \u00fanicos resultados \u201cque valessem\u201d fossem os de interesse dos &#8220;homeopatas&#8221; \u2015, o experimento n\u00e3o p\u00f4de ser reproduzido o que nos leva a concluir que o suposto sucesso desse experimento se deu ao acaso, n\u00e3o \u00e0 efic\u00e1cia de um m\u00e9todo milagroso (3 e 4).<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-6uiq1\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Al\u00e9m disso, do ponto de vista das intera\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas entre as mol\u00e9culas de \u00e1gua, \u00e0 luz de todo o conhecimento que temos constru\u00eddo ao longo da hist\u00f3ria, tais intera\u00e7\u00f5es (as chamadas liga\u00e7\u00f5es de hidrog\u00eanio) s\u00e3o constantemente feitas e desfeitas entre as mol\u00e9culas. A agita\u00e7\u00e3o e a movimenta\u00e7\u00e3o das mol\u00e9culas quando a \u00e1gua est\u00e1 no estado l\u00edquido impossibilita que um arranjo ou uma forma fixa se mantenha, descartando, inclusive com base em dados experimentais, a tal mem\u00f3ria da \u00e1gua.<\/span><\/p>\n<h3 id=\"viewer-aigmn\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Mas\u2026<\/strong><\/span><\/h3>\n<p id=\"viewer-fsr6e\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 \u201cMas, eu j\u00e1 consegui me curar com homeopatia! Como isso se explica\u201d?<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-b14f5\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Para sugerir uma hip\u00f3tese para essa quest\u00e3o, antes \u00e9 necess\u00e1rio abordar outro conceito: o efeito placebo.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-b3i59\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 O efeito placebo consiste em um paciente ingerir uma subst\u00e2ncia (rem\u00e9dio ou n\u00e3o) e, com o pensamento de que ser\u00e1 curado, se curar, de fato, devido \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do estresse e ansiedade. Estudos mostraram que h\u00e1 uma melhora f\u00edsica mesmo quando o paciente sabe que est\u00e1 sendo tratado com placebo (5).<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-dg167\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 A mem\u00f3ria da \u00e1gua, apesar de n\u00e3o ter sido completamente refutada por estudos e pesquisas, tamb\u00e9m n\u00e3o tem estudos de qualidade que a sustentem. Ent\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel que a cura homeop\u00e1tica que as pessoas experimentem se d\u00ea pela cren\u00e7a de que ir\u00e3o se curar, como um placebo e, obviamente, n\u00e3o h\u00e1 relatos de curas homeop\u00e1ticas de doen\u00e7as mais graves.<\/span><\/p>\n<h3 id=\"viewer-f2rth\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Homeopatia na doen\u00e7a dos outros \u00e9 refresco<\/strong><\/span><\/h3>\n<p id=\"viewer-1lv1g\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 Ainda que n\u00e3o exista a comprova\u00e7\u00e3o, h\u00e1 diferentes grupos e pessoas que recomendam a homeopatia. Mas por qu\u00ea? Esta talvez seja uma quest\u00e3o com m\u00faltiplas raz\u00f5es. A confus\u00e3o entre homeopatia e fitoterapia, o desconhecimento dos princ\u00edpios por tr\u00e1s do seu &#8220;funcionamento&#8221;, a falsa percep\u00e7\u00e3o de que medicamentos sint\u00e9ticos fazem mal porque &#8220;tem qu\u00edmica&#8221; e, se tem qu\u00edmica, faz mal (quando na verdade tudo tem qu\u00edmica, a \u00e1gua \u00e9 uma subst\u00e2ncia qu\u00edmica) e at\u00e9 mesmo posicionamentos pol\u00edticos e religiosos podem ser raz\u00f5es para o uso de homeop\u00e1ticos. De fato n\u00e3o sabemos. <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-3abc3\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u00a0 \u00a0 O que sabemos e tentamos mostrar aqui \u00e9 que qu\u00edmica e biologicamente falando, n\u00e3o h\u00e1 qualquer explica\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel para um medicamento homeop\u00e1tico funcionar. Voc\u00ea pode se curar de uma gripe tomando um preparado homeop\u00e1tico n\u00e3o porque ele fez efeito mas porque seu pr\u00f3prio organismo deu conta de combater a doen\u00e7a, mas com certeza n\u00e3o ter\u00e1 os mesmos resultados para uma doen\u00e7a mais grave. Ent\u00e3o, como diria o ditado popular, homeopatia na doen\u00e7a dos outros \u00e9 refresco, ou algo assim.<\/span><\/p>\n<h4 id=\"viewer-4o5jm\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/span><\/h4>\n<p id=\"viewer-fkrbh\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">1. Fitoterapia. Dicion\u00e1rio Online de Portugu\u00eas. Dispon\u00edvel em: <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.dicio.com.br\/fitoterapia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/www.dicio.com.br\/fitoterapia\/<\/u><\/a><\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-6rlde\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">2. The memory of water. Nature. Dispon\u00edvel em: <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/news\/2004\/041004\/full\/news041004-19.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/www.nature.com\/news\/2004\/041004\/full\/news041004-19.html<\/u><\/a><\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-9u2jn\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">3. GRIMES, D. R. <em>Proposed mechanisms for homeopathy are physically impossible.<\/em> <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-7lvtl\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">4. Livro sobre \u201cmem\u00f3ria da \u00e1gua\u201d n\u00e3o chega nem a estar errado. Quest\u00e3o de Ci\u00eancia. Dispon\u00edvel em: <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.revistaquestaodeciencia.com.br\/resenha\/2020\/03\/20\/livro-sobre-memoria-da-agua-nao-chega-nem-estar-errado\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/www.revistaquestaodeciencia.com.br\/resenha\/2020\/03\/20\/livro-sobre-memoria-da-agua-nao-chega-nem-estar-errado<\/u><\/a><\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-1v0l2\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">5. GUEVARRA, D. A.; MOSER, J. S.; WAGER, T. D.; KROSS, E. <em>Placebos without deception reduce self-report and neural measures of emotional distress<\/em>. Nature. Dispon\u00edvel em:<br \/>\n<a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-020-17654-y?fbclid=IwAR3j7N_1FZrISesy7j8J9yHwL5wtgridD7iXgJSoBAFH1VDYn4HRDaZyZFw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-020-17654-y?<br \/>\nfbclid=IwAR3j7N_1FZrISesy7j8J9yHwL5wtgridD7iXgJSoBAFH1VDYn4HRDaZyZFw<\/u><\/a><\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-afc19\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">6. SILVEIRA, G. P. <em>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Qu\u00edmica Medicinal.<\/em> BioLab. Dispon\u00edvel em: <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"http:\/\/www.iq.ufrgs.br\/biolab\/images\/courses\/aula13-16.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">http:\/\/www.iq.ufrgs.br\/biolab\/images\/courses\/aula13-16.pdf<\/u><\/a><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mem\u00f3rias p\u00f3stumas da \u00e1gua: os &#8220;segredos&#8221; da homeopatia \u00a0 \u00a0 Voc\u00ea provavelmente j\u00e1 ouviu falar em tratamentos alternativos utilizados no combate \u00e0s diferentes doen\u00e7as. A homeopatia, por exemplo, \u00e9 aquela pr\u00e1tica que busca o tratamento de diversos problemas sem a necessidade de um medicamento dito convencional, aquele produzido por ind\u00fastrias e comercializado em farm\u00e1cias. 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A homeopatia, por exemplo, \u00e9 aquela pr\u00e1tica que busca o tratamento de diversos problemas sem a necessidade de um medicamento dito convencional, aquele produzido por ind\u00fastrias e comercializado em farm\u00e1cias. Talvez voc\u00ea se lembre daquelas bolinhas homeop\u00e1ticas doces que at\u00e9 crian\u00e7as tomam. Mas, afinal, voc\u00ea j\u00e1 se questionou por que isso funcionaria em nosso corpo? O que tem por tr\u00e1s desse tipo de tratamento? No material deste m\u00eas, abordaremos um dos principais argumentos da homeopatia: <strong>a mem\u00f3ria da \u00e1gua<\/strong>.<\/span><\/p><h2 id=\"viewer-cbis5\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Um in\u00edcio de conversa<\/strong><\/span><\/h2><p id=\"viewer-8rps7\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Para come\u00e7armos, \u00e9 preciso, inicialmente, definir a homeopatia. Apesar de ser muitas vezes confundida com a fitoterapia \u2015 que \u00e9 uso de medicamentos de origem vegetal \u2015, ela consiste em uma abordagem diferente, com origem na <em>similia similibus curantur,<\/em> ou \u201clei dos semelhantes\u201d. Essa ideia foi proposta pelo m\u00e9dico alem\u00e3o Samuel Hahnemann por volta de 1779 e indica que sintomas poderiam ser curados ao se ingerir uma subst\u00e2ncia que gerasse esses mesmos sintomas. No entanto, ele enfatizava que, quanto mais dilu\u00edda essa subst\u00e2ncia estivesse, maior seria seu efeito. <\/span><\/p><p id=\"viewer-4aalv\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Mas, como assim \u201csemelhante\u201d, \u201cdilu\u00eddo\u201d?<\/span><\/p><p id=\"viewer-csqb7\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Pode parecer estranho (e de fato \u00e9), mas a ideia \u00e9 que para azia, ou queima\u00e7\u00e3o no est\u00f4mago, por exemplo, se voc\u00ea ingerisse algo \u00e1cido voc\u00ea resolveria o problema. Talvez at\u00e9 seja por esse fato que uns e outros afirmam que ingerindo lim\u00e3o voc\u00ea deixa o seu est\u00f4mago com pH b\u00e1sico (mas essa \u00e9 uma discuss\u00e3o que fizemos em outros textos <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/salacincoiq.wixsite.com\/salacinco\/post\/o-potencial-hidrogeni%C3%B4nico-da-%C3%A1gua-e-sua-influ%C3%AAncia-no-organismo-humano\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">AQUI<\/u><\/a>). A diferen\u00e7a \u00e9 que voc\u00ea deve ingerir essas subst\u00e2ncias em solu\u00e7\u00f5es bem dilu\u00eddas, ou seja, coloque o \u00e1cido em muita, muita, muita \u00e1gua e depois beba apenas um golinho dessa mistura. Mas isso funcionaria como tratamento, cura ou preven\u00e7\u00e3o? <\/span><\/p><h3 id=\"viewer-50cf2\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Convencionalmente falando<\/strong><\/span><\/h3><p id=\"viewer-9gm2i\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Para explicar ou refutar os argumentos da homeopatia, precisamos entender os princ\u00edpios b\u00e1sicos do funcionamento de um medicamento. A farmacologia \u00e9 uma das \u00e1reas que estuda como os medicamentos interagem no nosso organismo e \u00e9 com base nos princ\u00edpios dela que vamos buscar tal explica\u00e7\u00e3o (1).<\/span><\/p><p id=\"viewer-l32b\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> De forma simplificada, o medicamento ao entrar no corpo precisa chegar ao seu local de atua\u00e7\u00e3o, o que depende de v\u00e1rios fatores como o pH dos ambientes pelo qual ele ir\u00e1 passar, se o medicamento \u00e9 mais sol\u00favel em gordura (lipof\u00edlico) ou em \u00e1gua (hidrof\u00edlico), das transforma\u00e7\u00f5es que pode sofrer ao longo do caminho, para citar algumas. Depois de passar por tudo isso, se o medicamento chegar ao local ele vai interagir com receptores adequados ou entrar em c\u00e9lulas por difus\u00e3o ativa ou passiva e ent\u00e3o promover efeitos no organismo. Ou seja, a trajet\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples assim. \u00c9 uma corrida com muitas barreiras e, al\u00e9m de tudo isso, uma parte do medicamento, ainda que n\u00e3o fique no meio do caminho, pode ser descartada em nossa urina e fezes.<\/span><\/p><p id=\"viewer-612tl\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Por esta raz\u00e3o, h\u00e1 perdas consider\u00e1veis do medicamento antes que ele encontre o seu local de atua\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e0 toa, em geral, ingerimos uma carga alta da subst\u00e2ncia porque s\u00f3 uma parte efetivamente chega ao local ideal ou, como dizemos, ao s\u00edtio ativo. Chegando finalmente ao local desejado, o medicamento vai interagir, muitas vezes tendo parte de sua estrutura atra\u00edda por outras mol\u00e9culas presentes no receptor. Um texto interessante sobre o assunto pode ser lido <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/quimikinha\/2017\/08\/22\/farmacos-e-quimica-interacoes-na-sua-vida\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">AQUI<\/u><\/a> <\/span><\/p><h3 id=\"viewer-1l7n1\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Retomando\u2026<\/strong><\/span><\/h3><p id=\"viewer-1a9nh\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Partindo da ideia de que na homeopatia n\u00f3s colocamos a subst\u00e2ncia que ir\u00e1 interagir com nosso organismo em uma solu\u00e7\u00e3o muit\u00edssimo dilu\u00edda (pouca subst\u00e2ncia em muita \u00e1gua, por exemplo), podemos considerar que praticamente nenhuma mol\u00e9cula dessa subst\u00e2ncia chegar\u00e1 ao seu receptor, ao seu alvo. Qual ent\u00e3o o argumento para seu funcionamento? <\/span><\/p><p id=\"viewer-35nhs\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Um dos argumentos utilizados pela comunidade homeop\u00e1tica para explicar a efic\u00e1cia da excessiva dilui\u00e7\u00e3o a que a subst\u00e2ncia seria submetida \u00e9 a denominada \u201cmem\u00f3ria da \u00e1gua\u201d. Esse t\u00f3pico ganhou fama ap\u00f3s um artigo ser publicado pela revista cient\u00edfica Nature defendendo estudos e experimentos realizados a partir dessa hip\u00f3tese (2). E ela consiste na ideia de que a \u00e1gua, supostamente, se \u201clembraria\u201d de subst\u00e2ncias com as quais teve contato e, atrav\u00e9s dessa \u201cmem\u00f3ria\u201d, transferiria o princ\u00edpio ativo da cura para o organismo. Por isso, mesmo com a dilui\u00e7\u00e3o extrema pela qual a mistura passaria, ela ainda seria eficaz gra\u00e7as \u00e0 mem\u00f3ria da \u00e1gua.<\/span><\/p><p id=\"viewer-9im4j\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Calma l\u00e1. Que neg\u00f3cio \u00e9 esse de mem\u00f3ria da \u00e1gua? Isso tem alguma rela\u00e7\u00e3o com a nossa mem\u00f3ria? A resposta \u00e9 N\u00c3O!<\/span><\/p><p id=\"viewer-f9otm\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Quimicamente falando, quando voc\u00ea adiciona uma subst\u00e2ncia na \u00e1gua, as mol\u00e9culas de \u00e1gua passam a interagir com as mol\u00e9culas da subst\u00e2ncia e podem adquirir um arranjo espec\u00edfico. Ou seja, podem, por exemplo, momentaneamente formarem um hex\u00e1gono de mol\u00e9culas, como se estivessem dando as m\u00e3os umas \u00e0s outras. Esses arranjos s\u00e3o poss\u00edveis pois as mol\u00e9culas realizam o que chamamos de for\u00e7as intermoleculares. <\/span><\/p><p id=\"viewer-3fq5c\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Os adeptos da \"mem\u00f3ria da \u00e1gua\" afirmam que, se formos adicionando, lentamente, mais e mais \u00e1gua na mistura inicial, as mol\u00e9culas que chegam na mistura v\u00e3o adquirindo esse mesmo formato, independente de existir o princ\u00edpio ativo ou n\u00e3o. Conclus\u00e3o, na solu\u00e7\u00e3o homeop\u00e1tica, na verdade, quem cura \u00e9 a \u00e1gua (no formato espec\u00edfico) e n\u00e3o o princ\u00edpio ativo, como ocorre nos rem\u00e9dios convencionais.<\/span><\/p><h3 id=\"viewer-6suuu\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Problemas de mem\u00f3ria<\/strong><\/span><\/h3><p id=\"viewer-vhc4\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> E como podem dois m\u00e9todos t\u00e3o diferentes e, aparentemente, sem nenhuma rela\u00e7\u00e3o, surtirem o mesmo efeito de cura?<\/span><\/p><p id=\"viewer-d66bl\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Na verdade, as pesquisas realizadas utilizando a mem\u00f3ria da \u00e1gua como agente de cura n\u00e3o foram t\u00e3o bem sucedidas quanto clamam os \"homeopatas\". Apesar de publicadas em uma revista de destaque, elas n\u00e3o passam credibilidade, pois, al\u00e9m de ocorrer uma omiss\u00e3o parcial de resultados \u2015 para que, dessa forma, os \u00fanicos resultados \u201cque valessem\u201d fossem os de interesse dos \"homeopatas\" \u2015, o experimento n\u00e3o p\u00f4de ser reproduzido o que nos leva a concluir que o suposto sucesso desse experimento se deu ao acaso, n\u00e3o \u00e0 efic\u00e1cia de um m\u00e9todo milagroso (3 e 4).<\/span><\/p><p id=\"viewer-6uiq1\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Al\u00e9m disso, do ponto de vista das intera\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas entre as mol\u00e9culas de \u00e1gua, \u00e0 luz de todo o conhecimento que temos constru\u00eddo ao longo da hist\u00f3ria, tais intera\u00e7\u00f5es (as chamadas liga\u00e7\u00f5es de hidrog\u00eanio) s\u00e3o constantemente feitas e desfeitas entre as mol\u00e9culas. A agita\u00e7\u00e3o e a movimenta\u00e7\u00e3o das mol\u00e9culas quando a \u00e1gua est\u00e1 no estado l\u00edquido impossibilita que um arranjo ou uma forma fixa se mantenha, descartando, inclusive com base em dados experimentais, a tal mem\u00f3ria da \u00e1gua.<\/span><\/p><h3 id=\"viewer-aigmn\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Mas\u2026<\/strong><\/span><\/h3><p id=\"viewer-fsr6e\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> \u201cMas, eu j\u00e1 consegui me curar com homeopatia! Como isso se explica\u201d?<\/span><\/p><p id=\"viewer-b14f5\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Para sugerir uma hip\u00f3tese para essa quest\u00e3o, antes \u00e9 necess\u00e1rio abordar outro conceito: o efeito placebo.<\/span><\/p><p id=\"viewer-b3i59\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> O efeito placebo consiste em um paciente ingerir uma subst\u00e2ncia (rem\u00e9dio ou n\u00e3o) e, com o pensamento de que ser\u00e1 curado, se curar, de fato, devido \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do estresse e ansiedade. Estudos mostraram que h\u00e1 uma melhora f\u00edsica mesmo quando o paciente sabe que est\u00e1 sendo tratado com placebo (5).<\/span><\/p><p id=\"viewer-dg167\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> A mem\u00f3ria da \u00e1gua, apesar de n\u00e3o ter sido completamente refutada por estudos e pesquisas, tamb\u00e9m n\u00e3o tem estudos de qualidade que a sustentem. Ent\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel que a cura homeop\u00e1tica que as pessoas experimentem se d\u00ea pela cren\u00e7a de que ir\u00e3o se curar, como um placebo e, obviamente, n\u00e3o h\u00e1 relatos de curas homeop\u00e1ticas de doen\u00e7as mais graves.<\/span><\/p><h3 id=\"viewer-f2rth\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Homeopatia na doen\u00e7a dos outros \u00e9 refresco<\/strong><\/span><\/h3><p id=\"viewer-1lv1g\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> Ainda que n\u00e3o exista a comprova\u00e7\u00e3o, h\u00e1 diferentes grupos e pessoas que recomendam a homeopatia. Mas por qu\u00ea? Esta talvez seja uma quest\u00e3o com m\u00faltiplas raz\u00f5es. A confus\u00e3o entre homeopatia e fitoterapia, o desconhecimento dos princ\u00edpios por tr\u00e1s do seu \"funcionamento\", a falsa percep\u00e7\u00e3o de que medicamentos sint\u00e9ticos fazem mal porque \"tem qu\u00edmica\" e, se tem qu\u00edmica, faz mal (quando na verdade tudo tem qu\u00edmica, a \u00e1gua \u00e9 uma subst\u00e2ncia qu\u00edmica) e at\u00e9 mesmo posicionamentos pol\u00edticos e religiosos podem ser raz\u00f5es para o uso de homeop\u00e1ticos. De fato n\u00e3o sabemos. <\/span><\/p><p id=\"viewer-3abc3\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> O que sabemos e tentamos mostrar aqui \u00e9 que qu\u00edmica e biologicamente falando, n\u00e3o h\u00e1 qualquer explica\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel para um medicamento homeop\u00e1tico funcionar. Voc\u00ea pode se curar de uma gripe tomando um preparado homeop\u00e1tico n\u00e3o porque ele fez efeito mas porque seu pr\u00f3prio organismo deu conta de combater a doen\u00e7a, mas com certeza n\u00e3o ter\u00e1 os mesmos resultados para uma doen\u00e7a mais grave. Ent\u00e3o, como diria o ditado popular, homeopatia na doen\u00e7a dos outros \u00e9 refresco, ou algo assim.<\/span><\/p><h4 id=\"viewer-4o5jm\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/span><\/h4><p id=\"viewer-fkrbh\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">1. Fitoterapia. Dicion\u00e1rio Online de Portugu\u00eas. Dispon\u00edvel em: <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.dicio.com.br\/fitoterapia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/www.dicio.com.br\/fitoterapia\/<\/u><\/a><\/span><\/p><p id=\"viewer-6rlde\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">2. The memory of water. Nature. Dispon\u00edvel em: <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/news\/2004\/041004\/full\/news041004-19.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/www.nature.com\/news\/2004\/041004\/full\/news041004-19.html<\/u><\/a><\/span><\/p><p id=\"viewer-9u2jn\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">3. GRIMES, D. R. <em>Proposed mechanisms for homeopathy are physically impossible.<\/em> <\/span><\/p><p id=\"viewer-7lvtl\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">4. Livro sobre \u201cmem\u00f3ria da \u00e1gua\u201d n\u00e3o chega nem a estar errado. Quest\u00e3o de Ci\u00eancia. Dispon\u00edvel\u00b4em: <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.revistaquestaodeciencia.com.br\/resenha\/2020\/03\/20\/livro-sobre-memoria-da-agua-nao-chega-nem-estar-errado\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/www.revistaquestaodeciencia.com.br\/resenha\/2020\/03\/20\/livro-sobre-memoria-da-agua-nao-chega-nem-estar-errado<\/u><\/a><\/span><\/p><p id=\"viewer-1v0l2\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">5. GUEVARRA, D. A.; MOSER, J. S.; WAGER, T. D.; KROSS, E. <em>Placebos without deception reduce self-report and neural measures of emotional distress<\/em>. Nature. Dispon\u00edvel em: <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-020-17654-y?fbclid=IwAR3j7N_1FZrISesy7j8J9yHwL5wtgridD7iXgJSoBAFH1VDYn4HRDaZyZFw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-020-17654-y?fbclid=IwAR3j7N_1FZrISesy7j8J9yHwL5wtgridD7iXgJSoBAFH1VDYn4HRDaZyZFw<\/u><\/a><\/span><\/p><p id=\"viewer-afc19\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">6. SILVEIRA, G. P. <em>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Qu\u00edmica Medicinal.<\/em> BioLab. Dispon\u00edvel em: <a class=\"_3Bkfb _1lsz7\" href=\"http:\/\/www.iq.ufrgs.br\/biolab\/images\/courses\/aula13-16.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-hook=\"linkViewer\"><u class=\"_3zM-5\">http:\/\/www.iq.ufrgs.br\/biolab\/images\/courses\/aula13-16.pdf<\/u><\/a><\/span><\/p><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/article><\/div>","_et_gb_content_width":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1539","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-https-www-blogs-unicamp-br-salav-textos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.6 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Mem\u00f3rias p\u00f3stumas da \u00e1gua: os &quot;segredos&quot; da homeopatia - Sala V<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/2022\/05\/23\/memorias-postumas-da-agua-os-segredos-da-homeopatia\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Mem\u00f3rias p\u00f3stumas da \u00e1gua: os &quot;segredos&quot; da homeopatia - Sala V\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Mem\u00f3rias p\u00f3stumas da \u00e1gua: os &#8220;segredos&#8221; da homeopatia \u00a0 \u00a0 Voc\u00ea provavelmente j\u00e1 ouviu falar em tratamentos alternativos utilizados no combate \u00e0s diferentes doen\u00e7as. 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