{"id":2358,"date":"2024-07-02T18:20:04","date_gmt":"2024-07-02T21:20:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/?p=2358"},"modified":"2024-07-02T18:24:27","modified_gmt":"2024-07-02T21:24:27","slug":"superhidrofobicidade-em-plantas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/2024\/07\/02\/superhidrofobicidade-em-plantas\/","title":{"rendered":"SUPERHIDROFOBICIDADE EM PLANTAS \u00a0\u00a0"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 Voc\u00ea j\u00e1 percebeu como algumas plantas t\u00eam folhas que parecem n\u00e3o se molhar, mesmo sob condi\u00e7\u00f5es de chuva forte? Quem tem horta ou jardim deve ter notado que as folhas das plantas se comportam de forma peculiar. Mas, por que ser\u00e1 que algumas formam got\u00edculas quase esf\u00e9ricas enquanto outras se molham por completo? E por que algumas, como as folhas de l\u00f3tus, permanecem praticamente secas? Qual a raz\u00e3o para isso ocorrer? Vamos investigar a ci\u00eancia envolvida nessa propriedade e suas aplica\u00e7\u00f5es inovadoras.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><span style=\"font-weight: 400\">Sarah Vit\u00f3ria B. Carvalho e Gildo Girotto J\u00fanior\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 A maneira mais utilizada para se obter informa\u00e7\u00f5es sobre a intera\u00e7\u00e3o da \u00e1gua com uma superf\u00edcie \u00e9 por meio da medi\u00e7\u00e3o do \u00e2ngulo de contato de uma gota sobre ela. Se o \u00e2ngulo de contato entre a gota e a superf\u00edcie estiver entre 90\u00b0 e 150\u00b0 ela \u00e9 considerada hidrof\u00f3bica. Para \u00e2ngulos superiores a 150\u00b0, \u00e9 tida como superhidrof\u00f3bica. [3,5,8,10]\u00a0<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\"><strong>Mas afinal, o que \u00e9 superhidrofobicidade?\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 Para responder a essa pergunta, precisamos primeiro definir o que \u00e9 uma superf\u00edcie hidrof\u00f3bica:\u00a0 de maneira simples, pode ser entendida como a repel\u00eancia de uma superf\u00edcie \u00e0 \u00e1gua, dificultando o seu molhamento. Sendo assim, a superhidrofobicidade refere-se a uma caracter\u00edstica que indica uma forte repulsa \u00e0 \u00e1gua. [5]\u00a0<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\"><strong>Mas o que torna uma superf\u00edcie superhidrof\u00f3bica?\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 Geralmente, as folhas das plantas s\u00e3o recobertas por filmes finos de ceras hidrof\u00f3bicas.\u00a0 Por\u00e9m, como voc\u00ea j\u00e1 deve ter observado, poucas esp\u00e9cies apresentam folhas com caracter\u00edsticas completamente repelentes \u00e0 \u00e1gua. Isso ocorre porque a intera\u00e7\u00e3o da \u00e1gua com uma superf\u00edcie depende n\u00e3o apenas da qu\u00edmica superficial, mas tamb\u00e9m da rugosidade e da estrutura tridimensional da superf\u00edcie. Dessa forma, as folhas que exibem comportamento superhidrof\u00f3bico s\u00e3o recobertas por estruturas tridimensionais de cera, como t\u00fabulos, plaquetas e bastonetes. Essas minimizam a \u00e1rea de contato entre a gota de \u00e1gua e a superf\u00edcie da folha, permitindo que o ar permane\u00e7a aprisionado sob a gota e reduzindo ainda mais a intera\u00e7\u00e3o entre a \u00e1gua e a superf\u00edcie foliar. [5]\u00a0<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\"><strong>Voc\u00ea deve estar se perguntando \u201co que tem a ver a folha de L\u00f3tus\u201d?\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 O estudo das superf\u00edcies das folhas ganhou grande relev\u00e2ncia ap\u00f3s o trabalho de Wilhelm Barthlott em 1997, quando o bot\u00e2nico alem\u00e3o descreveu o que hoje \u00e9 conhecido como &#8220;efeito l\u00f3tus&#8221; (BARTHLOTT &amp; NEINHUIS, 1997). Comparando as propriedades das folhas de L\u00f3tus com outras plantas super-hidrof\u00f3bicas, Barthlott e seus colegas demonstraram que, em contato com o ar, aquelas apresentam uma maior hidrofobicidade. Ainda, observaram que as folhas de L\u00f3tus n\u00e3o s\u00e3o lisas, mas sim rugosas, permitindo que a planta mantenha suas superf\u00edcies limpas e secas devido \u00e0 extrema hidrofobicidade. [2,3,5,8,9 e 10]\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 Diante disso, as folhas de L\u00f3tus se tornaram um \u00edcone de superhidrofobicidade e superf\u00edcies autolimpantes, originando o conceito de &#8220;Efeito L\u00f3tus&#8221;. Ainda que muitas outras plantas apresentem superf\u00edcies superhidrof\u00f3bicas com \u00e2ngulos de contato quase iguais, a L\u00f3tus se destaca pela estabilidade e repel\u00eancia \u00e0 \u00e1gua. [1-4]\u00a0<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\"><strong>Temos outra planta que se destaca nesse tema!\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 Estamos falando da samambaia aqu\u00e1tica <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Salvinia molesta<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">.\u00a0 A <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Salvinia molesta<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> \u2013 um dos quatro tipos de salvinia \u2013 \u00e9 uma samambaia de \u00e1gua flutuante que desperta extremo interesse tecnol\u00f3gico (KOCH, 2009), tendo em vista que suas folhas, quando dentro d\u2019\u00e1gua, s\u00e3o capazes de prender e manter uma camada est\u00e1vel de ar por longos per\u00edodos, a qual evita que elas fiquem \u00famidas e acabem afundando. Isso se deve ao fato de que suas folhas apresentam uma morfologia bem peculiar, na medida em que seus \u201cpelos\u201d t\u00eam forma de pequenos, \u2018batedores de ovos\u2019, os quais v\u00eam recobertos por cristais de cera nanom\u00e9tricos (que os torna hidrof\u00f3bicos), sendo que a ponta superior do pelo \u00e9 hidrof\u00edlica, pois n\u00e3o possui esta cera. Devido a isso, ela consegue fixar a \u00e1gua na ponta dos pelos e manter o ar retido quando submersa. Suas folhas possuem estruturas piliformes com propriedades hidrof\u00f3bicas combinadas com o fen\u00f4meno de reten\u00e7\u00e3o de ar. Essas caracter\u00edsticas trabalham juntas para impedir que gotas de \u00e1gua penetrem e molhe a superf\u00edcie da planta. No entanto, apesar dessa caracter\u00edstica, a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Salvinia molesta<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> n\u00e3o possui propriedades autolimpantes. [8,10]\u00a0<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\"><strong>Onde \u00e9 aplicada?\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 Nas pesquisas sobre sistemas de microfluidos, transporte de fluidos a longas dist\u00e2ncias e cascos de navios, o uso de superf\u00edcies hidrof\u00f3bicas para diminuir o arrasto tem ganhado destaque. Diversas superf\u00edcies superhidrof\u00f3bicas, microrugosas e nanorugosas j\u00e1 foram criadas, mas muitas vezes n\u00e3o mantinham a efic\u00e1cia em condi\u00e7\u00f5es de turbul\u00eancia (BARTHLOTT, 2010). Barthlott et al., ao estudar a samambaia <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Salvinia molesta<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, encontraram uma solu\u00e7\u00e3o para esse desafio. A superf\u00edcie das folhas dessa planta \u00e9 revestida por estruturas que se assemelham a pelos multimoleculares, possuindo terminais hidrof\u00edlicos (BARTHLOTT, 2010). A combina\u00e7\u00e3o de pontos hidrof\u00edlicos em superf\u00edcies hidrof\u00f3bicas apresenta um conceito inovador para revestimentos que ret\u00eam ar a longo prazo (BARTHLOTT, 2010). Esta tecnologia possui aplica\u00e7\u00f5es promissoras no setor naval, oferecendo maior efici\u00eancia energ\u00e9tica, menor consumo de combust\u00edvel e redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de gases, al\u00e9m de proteger contra corros\u00e3o, bioincrusta\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de gelo. Isso diminui o atrito hidrodin\u00e2mico e os custos de manuten\u00e7\u00e3o dos cascos dos navios, cumprindo as normas de sustentabilidade e prote\u00e7\u00e3o ambiental. Assim, os benef\u00edcios dessa tecnologia para o setor naval s\u00e3o claros, reduzindo custos operacionais e de manuten\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de promover a sustentabilidade ambiental. [8]\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 Essas informa\u00e7\u00f5es representam apenas uma pequena parte do extenso estudo sobre o tema. Se voc\u00ea quer mergulhar fundo nessa pesquisa, as refer\u00eancias est\u00e3o logo abaixo, prontas para voc\u00ea explorar!\u00a0<\/span><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>Refer\u00eancias\u00a0<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">1 ENSIKAT, Hans J; KURU, Petra Ditsche. Superhydrophobicity in perfection: the outstanding properties of the lotus leaf. <\/span><b>Beilstein J. Nanotechnol.<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> 10 de mar. de 2011 Dispon\u00edvel em &lt;<\/span><a href=\"https:\/\/www.beilstein-journals.org\/bjnano\/articles\/2190-4286-2-19%3E\"><span style=\"font-weight: 400\"> https:\/\/www.beilstein-journals.org\/bjnano\/articles\/2190-4286-2-19&gt;<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. Acesso em: 02 de jul. de 2024.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">2 BARTHLOTT; NEINHUIS. Purity of the sacred lotus or escape from contamination in biological surfaces. <\/span><b>Springer link. <\/b><span style=\"font-weight: 400\">abr. de 1997 Dispon\u00edvel em &lt; https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s004250050096<\/span><a href=\"https:\/\/www.beilstein-journals.org\/bjnano\/articles\/2190-4286-2-19%3E\"><span style=\"font-weight: 400\"> &gt;<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. Acesso em: 02 de jul. de 2024.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">3 FIGUEIREDO, Sandro S; PRIOLI, Rodrigo; ZAMORA, Robert R. M. Estudo da Superhidrofobicidade de Folhas da Esp\u00e9cie Vegetal <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Thalia geniculata<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> (LINEU, 1753). <\/span><b>Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Farmac\u00eauticas, Universidade Federal do Amap\u00e1<\/b> <b>\u2013 UNIFAP. <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Dispon\u00edvel em &lt; https:\/\/www2.unifap.br\/ppgcf\/files\/2015\/04\/7-Hydrophobicity.pdf <\/span><a href=\"https:\/\/www.beilstein-journals.org\/bjnano\/articles\/2190-4286-2-19%3E\"><span style=\"font-weight: 400\">&gt;<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. Acesso em: 02 de jul. de 2024.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">4 KOCH, Kerstins; BHUSHAN, Bharat; JUNG, Yong Chae; BARTHLOTT, Wilhelm.<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">Fabrication of artificial Lotus leaves and significance of hierarchical structure for superhydrophobicity and low adhesion. <\/span><b>Publishing. <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Dispon\u00edvel em &lt; https:\/\/pubs.rsc.org\/en\/content\/articlelanding\/2009\/sm\/b818940d\/unauth<\/span><a href=\"https:\/\/www.beilstein-journals.org\/bjnano\/articles\/2190-4286-2-19%3E\"><span style=\"font-weight: 400\"> &gt;<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. Acesso em: 02 de jul. de 2024.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">5<\/span><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0001868611001552?casa_token=qzBC2sZBIvsAAAAA:HPJDOiE1-0c_YscknpmKgt_ga-OCI4QDmm8AR0Ac1BPyvl3FHEGPJcOsSMQs6tNGfdvUWaMq-2tR\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0001868611001552?casa_token=qzBC2sZBIvsAAAAA:HPJDOiE1-0c_YscknpmKgt_ga-OCI4QDmm8AR0Ac1BPyvl3FHEGPJcOsSMQs6tNGfdvUWaMq-2tR<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">6 <\/span><a href=\"https:\/\/plantmethods.biomedcentral.com\/articles\/10.1186\/s13007-024-01174-7\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/plantmethods.biomedcentral.com\/articles\/10.1186\/s13007-024-01174-7<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">7 <\/span><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/icb\/article\/54\/6\/1001\/638456\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/academic.oup.com\/icb\/article\/54\/6\/1001\/638456<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">8 <\/span><a href=\"https:\/\/lume.ufrgs.br\/bitstream\/handle\/10183\/159293\/000950958.pdf?sequence=1\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/lume.ufrgs.br\/bitstream\/handle\/10183\/159293\/000950958.pdf?sequence=1<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">9 <\/span><a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/full\/10.1098\/rsta.2009.0022\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/full\/10.1098\/rsta.2009.0022<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">10 <\/span><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1PwGi-uCb4bmJ03_1V_jLtkT9xcFAFzB6\/view\"><span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1PwGi-uCb4bmJ03_1V_jLtkT9xcFAFzB6\/view<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 Voc\u00ea j\u00e1 percebeu como algumas plantas t\u00eam folhas que parecem n\u00e3o se molhar, mesmo sob condi\u00e7\u00f5es de chuva forte? Quem tem horta ou jardim deve ter notado que as folhas das plantas se comportam de forma peculiar. Mas, por que ser\u00e1 que algumas formam got\u00edculas quase esf\u00e9ricas enquanto outras se molham por completo? [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":411,"featured_media":2359,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0 \u00a0 Voc\u00ea j\u00e1 percebeu como algumas plantas t\u00eam folhas que parecem n\u00e3o se molhar, mesmo sob condi\u00e7\u00f5es de chuva forte? Quem tem horta ou jardim deve ter notado que as folhas das plantas se comportam de forma peculiar. Mas, por que ser\u00e1 que algumas formam got\u00edculas quase esf\u00e9ricas enquanto outras se molham por completo? E por que algumas, como as folhas de l\u00f3tus, permanecem praticamente secas? Qual a raz\u00e3o para isso ocorrer? Vamos investigar a ci\u00eancia envolvida nessa propriedade e suas aplica\u00e7\u00f5es inovadoras.\u00a0\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Sarah Vit\u00f3ria B. Carvalho e Gildo Girotto J\u00fanior\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0 \u00a0 A maneira mais utilizada para se obter informa\u00e7\u00f5es sobre a intera\u00e7\u00e3o da \u00e1gua com uma superf\u00edcie \u00e9 por meio da medi\u00e7\u00e3o do \u00e2ngulo de contato de uma gota sobre ela. Se o \u00e2ngulo de contato entre a gota e a superf\u00edcie estiver entre 90\u00b0 e 150\u00b0 ela \u00e9 considerada hidrof\u00f3bica. Para \u00e2ngulos superiores a 150\u00b0, \u00e9 tida como superhidrof\u00f3bica. [3,5,8,10]\u00a0<\/span><\/p><h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Mas afinal, o que \u00e9 superhidrofobicidade?\u00a0<\/span><\/h3><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0 \u00a0 Para responder a essa pergunta, precisamos primeiro definir o que \u00e9 uma superf\u00edcie hidrof\u00f3bica:\u00a0 de maneira simples, pode ser entendida como a repel\u00eancia de uma superf\u00edcie \u00e0 \u00e1gua, dificultando o seu molhamento. Sendo assim, a superhidrofobicidade refere-se a uma caracter\u00edstica que indica uma forte repulsa \u00e0 \u00e1gua. [5]\u00a0<\/span><\/p><h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Mas o que torna uma superf\u00edcie superhidrof\u00f3bica?\u00a0<\/span><\/h3><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0 \u00a0 Geralmente, as folhas das plantas s\u00e3o recobertas por filmes finos de ceras hidrof\u00f3bicas.\u00a0 Por\u00e9m, como voc\u00ea j\u00e1 deve ter observado, poucas esp\u00e9cies apresentam folhas com caracter\u00edsticas completamente repelentes \u00e0 \u00e1gua. Isso ocorre porque a intera\u00e7\u00e3o da \u00e1gua com uma superf\u00edcie depende n\u00e3o apenas da qu\u00edmica superficial, mas tamb\u00e9m da rugosidade e da estrutura tridimensional da superf\u00edcie. Dessa forma, as folhas que exibem comportamento superhidrof\u00f3bico s\u00e3o recobertas por estruturas tridimensionais de cera, como t\u00fabulos, plaquetas e bastonetes. Essas minimizam a \u00e1rea de contato entre a gota de \u00e1gua e a superf\u00edcie da folha, permitindo que o ar permane\u00e7a aprisionado sob a gota e reduzindo ainda mais a intera\u00e7\u00e3o entre a \u00e1gua e a superf\u00edcie foliar. [5]\u00a0<\/span><\/p><h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Voc\u00ea deve estar se perguntando \u201co que tem a ver a folha de L\u00f3tus\u201d?\u00a0<\/span><\/h3><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0 \u00a0 O estudo das superf\u00edcies das folhas ganhou grande relev\u00e2ncia ap\u00f3s o trabalho de Wilhelm Barthlott em 1997, quando o bot\u00e2nico alem\u00e3o descreveu o que hoje \u00e9 conhecido como \"efeito l\u00f3tus\" (BARTHLOTT &amp; NEINHUIS, 1997). Comparando as propriedades das folhas de L\u00f3tus com outras plantas super-hidrof\u00f3bicas, Barthlott e seus colegas demonstraram que, em contato com o ar, aquelas apresentam uma maior hidrofobicidade. Ainda, observaram que as folhas de L\u00f3tus n\u00e3o s\u00e3o lisas, mas sim rugosas, permitindo que a planta mantenha suas superf\u00edcies limpas e secas devido \u00e0 extrema hidrofobicidade. [2,3,5,8,9 e 10]\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0 Diante disso, as folhas de L\u00f3tus se tornaram um \u00edcone de superhidrofobicidade e superf\u00edcies autolimpantes, originando o conceito de \"Efeito L\u00f3tus\". Ainda que muitas outras plantas apresentem superf\u00edcies superhidrof\u00f3bicas com \u00e2ngulos de contato quase iguais, a L\u00f3tus se destaca pela estabilidade e repel\u00eancia \u00e0 \u00e1gua. [1-4]\u00a0<\/span><\/p><h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Temos outra planta que se destaca nesse tema!\u00a0<\/span><\/h3><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0 \u00a0 Estamos falando da samambaia aqu\u00e1tica <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Salvinia molesta<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0 A <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Salvinia molesta<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 um dos quatro tipos de salvinia \u2013 \u00e9 uma samambaia de \u00e1gua flutuante que desperta extremo interesse tecnol\u00f3gico (KOCH, 2009), tendo em vista que suas folhas, quando dentro d\u2019\u00e1gua, s\u00e3o capazes de prender e manter uma camada est\u00e1vel de ar por longos per\u00edodos, a qual evita que elas fiquem \u00famidas e acabem afundando. Isso se deve ao fato de que suas folhas apresentam uma morfologia bem peculiar, na medida em que seus \u201cpelos\u201d t\u00eam forma de pequenos, \u2018batedores de ovos\u2019, os quais v\u00eam recobertos por cristais de cera nanom\u00e9tricos (que os torna hidrof\u00f3bicos), sendo que a ponta superior do pelo \u00e9 hidrof\u00edlica, pois n\u00e3o possui esta cera. Devido a isso, ela consegue fixar a \u00e1gua na ponta dos pelos e manter o ar retido quando submersa. Suas folhas possuem estruturas piliformes com propriedades hidrof\u00f3bicas combinadas com o fen\u00f4meno de reten\u00e7\u00e3o de ar. Essas caracter\u00edsticas trabalham juntas para impedir que gotas de \u00e1gua penetrem e molhe a superf\u00edcie da planta. No entanto, apesar dessa caracter\u00edstica, a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Salvinia molesta<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> n\u00e3o possui propriedades autolimpantes. [8,10]\u00a0<\/span><\/p><h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Onde \u00e9 aplicada?\u00a0<\/span><\/h3><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0 \u00a0 Nas pesquisas sobre sistemas de microfluidos, transporte de fluidos a longas dist\u00e2ncias e cascos de navios, o uso de superf\u00edcies hidrof\u00f3bicas para diminuir o arrasto tem ganhado destaque. Diversas superf\u00edcies superhidrof\u00f3bicas, microrugosas e nanorugosas j\u00e1 foram criadas, mas muitas vezes n\u00e3o mantinham a efic\u00e1cia em condi\u00e7\u00f5es de turbul\u00eancia (BARTHLOTT, 2010). Barthlott et al., ao estudar a samambaia <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Salvinia molesta<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, encontraram uma solu\u00e7\u00e3o para esse desafio. A superf\u00edcie das folhas dessa planta \u00e9 revestida por estruturas que se assemelham a pelos multimoleculares, possuindo terminais hidrof\u00edlicos (BARTHLOTT, 2010). A combina\u00e7\u00e3o de pontos hidrof\u00edlicos em superf\u00edcies hidrof\u00f3bicas apresenta um conceito inovador para revestimentos que ret\u00eam ar a longo prazo (BARTHLOTT, 2010). Esta tecnologia possui aplica\u00e7\u00f5es promissoras no setor naval, oferecendo maior efici\u00eancia energ\u00e9tica, menor consumo de combust\u00edvel e redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de gases, al\u00e9m de proteger contra corros\u00e3o, bioincrusta\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de gelo. Isso diminui o atrito hidrodin\u00e2mico e os custos de manuten\u00e7\u00e3o dos cascos dos navios, cumprindo as normas de sustentabilidade e prote\u00e7\u00e3o ambiental. Assim, os benef\u00edcios dessa tecnologia para o setor naval s\u00e3o claros, reduzindo custos operacionais e de manuten\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de promover a sustentabilidade ambiental. [8]\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0 \u00a0 Essas informa\u00e7\u00f5es representam apenas uma pequena parte do extenso estudo sobre o tema. Se voc\u00ea quer mergulhar fundo nessa pesquisa, as refer\u00eancias est\u00e3o logo abaixo, prontas para voc\u00ea explorar!\u00a0<\/span><\/p><h4 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Refer\u00eancias\u00a0<\/span><\/h4><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">1 ENSIKAT, Hans J; KURU, Petra Ditsche. Superhydrophobicity in perfection: the outstanding properties of the lotus leaf. <\/span><b>Beilstein J. Nanotechnol.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> 10 de mar. de 2011 Dispon\u00edvel em &lt;<\/span><a href=\"https:\/\/www.beilstein-journals.org\/bjnano\/articles\/2190-4286-2-19%3E\"><span style=\"font-weight: 400;\"> https:\/\/www.beilstein-journals.org\/bjnano\/articles\/2190-4286-2-19&gt;<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Acesso em: 02 de jul. de 2024.\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">2 BARTHLOTT; NEINHUIS. Purity of the sacred lotus or escape from contamination in biological surfaces. <\/span><b>Springer link. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">abr. de 1997 Dispon\u00edvel em &lt; https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s004250050096<\/span><a href=\"https:\/\/www.beilstein-journals.org\/bjnano\/articles\/2190-4286-2-19%3E\"><span style=\"font-weight: 400;\"> &gt;<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Acesso em: 02 de jul. de 2024.\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">3 FIGUEIREDO, Sandro S; PRIOLI, Rodrigo; ZAMORA, Robert R. M. Estudo da Superhidrofobicidade de Folhas da Esp\u00e9cie Vegetal <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Thalia geniculata<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (LINEU, 1753). <\/span><b>Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Farmac\u00eauticas, Universidade Federal do Amap\u00e1<\/b> <b>\u2013 UNIFAP. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Dispon\u00edvel em &lt; https:\/\/www2.unifap.br\/ppgcf\/files\/2015\/04\/7-Hydrophobicity.pdf <\/span><a href=\"https:\/\/www.beilstein-journals.org\/bjnano\/articles\/2190-4286-2-19%3E\"><span style=\"font-weight: 400;\">&gt;<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Acesso em: 02 de jul. de 2024.\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">4 KOCH, Kerstins; BHUSHAN, Bharat; JUNG, Yong Chae; BARTHLOTT, Wilhelm.<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Fabrication of artificial Lotus leaves and significance of hierarchical structure for superhydrophobicity and low adhesion. <\/span><b>Publishing. <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Dispon\u00edvel em &lt; https:\/\/pubs.rsc.org\/en\/content\/articlelanding\/2009\/sm\/b818940d\/unauth<\/span><a href=\"https:\/\/www.beilstein-journals.org\/bjnano\/articles\/2190-4286-2-19%3E\"><span style=\"font-weight: 400;\"> &gt;<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Acesso em: 02 de jul. de 2024.\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">5<\/span><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0001868611001552?casa_token=qzBC2sZBIvsAAAAA:HPJDOiE1-0c_YscknpmKgt_ga-OCI4QDmm8AR0Ac1BPyvl3FHEGPJcOsSMQs6tNGfdvUWaMq-2tR\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0001868611001552?casa_token=qzBC2sZBIvsAAAAA:HPJDOiE1-0c_YscknpmKgt_ga-OCI4QDmm8AR0Ac1BPyvl3FHEGPJcOsSMQs6tNGfdvUWaMq-2tR<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">6 <\/span><a href=\"https:\/\/plantmethods.biomedcentral.com\/articles\/10.1186\/s13007-024-01174-7\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/plantmethods.biomedcentral.com\/articles\/10.1186\/s13007-024-01174-7<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">7 <\/span><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/icb\/article\/54\/6\/1001\/638456\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/academic.oup.com\/icb\/article\/54\/6\/1001\/638456<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">8 <\/span><a href=\"https:\/\/lume.ufrgs.br\/bitstream\/handle\/10183\/159293\/000950958.pdf?sequence=1\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/lume.ufrgs.br\/bitstream\/handle\/10183\/159293\/000950958.pdf?sequence=1<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">9 <\/span><a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/full\/10.1098\/rsta.2009.0022\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/full\/10.1098\/rsta.2009.0022<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">10 <\/span><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1PwGi-uCb4bmJ03_1V_jLtkT9xcFAFzB6\/view\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1PwGi-uCb4bmJ03_1V_jLtkT9xcFAFzB6\/view<\/span><\/a><\/p><p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>","_et_gb_content_width":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-2358","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-https-www-blogs-unicamp-br-salav-textos"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>SUPERHIDROFOBICIDADE EM PLANTAS \u00a0\u00a0 - Sala V<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/salav\/?p=2358\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"SUPERHIDROFOBICIDADE EM PLANTAS \u00a0\u00a0 - Sala V\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"\u00a0 \u00a0 Voc\u00ea j\u00e1 percebeu como algumas plantas t\u00eam folhas que parecem n\u00e3o se molhar, mesmo sob condi\u00e7\u00f5es de chuva forte? 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Quem tem horta ou jardim deve ter notado que as folhas das plantas se comportam de forma peculiar. Mas, por que ser\u00e1 que algumas formam got\u00edculas quase esf\u00e9ricas enquanto outras se molham por completo? 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