{"id":1274,"date":"2023-06-11T22:09:02","date_gmt":"2023-06-12T01:09:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/?p=1274"},"modified":"2023-06-11T22:22:48","modified_gmt":"2023-06-12T01:22:48","slug":"transnacionalizacao-da-classe-capitalista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2023\/06\/11\/transnacionalizacao-da-classe-capitalista\/","title":{"rendered":"Transnacionaliza\u00e7\u00e3o da classe capitalista"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: <em><strong>Leonardo Dias Nunes<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>\u201cAs novas elites est\u00e3o em casa apenas quando est\u00e3o em tr\u00e2nsito, a caminho de uma confer\u00eancia de alto n\u00edvel, para a grande abertura de uma nova franquia, para um festival internacional de cinema ou para um resort desconhecido. Essa \u00e9 essencialmente a vis\u00e3o de mundo de um turista \u2013 e n\u00e3o \u00e9 uma perspectiva capaz de encorajar uma devo\u00e7\u00e3o apaixonada pela democracia\u201d<\/em> <strong>[1]<\/strong>.<\/p>\n<p><strong><em>Introdu\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O objetivo do artigo \u00e9 apresentar uma refer\u00eancia sobre a <em>transnacionaliza\u00e7\u00e3o da classe capitalista<\/em> e relacionar esse processo com a <em>mundializa\u00e7\u00e3o do capital<\/em> e com a <em>globaliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho<\/em>. Para atingir esses objetivos, dividi o artigo em tr\u00eas se\u00e7\u00f5es. Na primeira se\u00e7\u00e3o, recuperei a discuss\u00e3o em torno da mundializa\u00e7\u00e3o do capital. Na segunda, mostrei de forma sucinta uma refer\u00eancia que sintetiza o debate sobre a classe capitalista transnacional. Por fim, na terceira, destaquei o processo chamado de globaliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, uma relevante transforma\u00e7\u00e3o ocorrida na economia mundial nos \u00faltimos quarenta anos.<\/p>\n<p><strong><em>A mundializa\u00e7\u00e3o do capital<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Em meu <em><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2023\/02\/06\/mundializacao-do-capital\/\">artigo anterior<\/a><\/em>, ao apresentar os principais argumentos do economista Fran\u00e7ois Chesnais <strong>[2]<\/strong>, afirmei que no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990 iniciou-se um novo regime de acumula\u00e7\u00e3o comandado pelos fundos m\u00fatuos de investimento, fundos de pens\u00e3o e Estados nacionais mais poderosos da economia mundial. Nesse novo regime, j\u00e1 n\u00e3o era poss\u00edvel pensar em domar o capital, pois se formava um cen\u00e1rio em que as rela\u00e7\u00f5es entre o capital e o trabalho haviam sido transformadas, tornando o lado do capital muito mais forte. Foi este o momento em que a intensa acumula\u00e7\u00e3o de capital e a cria\u00e7\u00e3o das tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o possibilitaram a internacionaliza\u00e7\u00e3o dos grupos industriais que se tornaram oligop\u00f3lios e, consequentemente, transformaram as rela\u00e7\u00f5es laborais em busca de maior produtividade.<\/p>\n<p>Nessa nova conjuntura houve, por um lado, uma <em>integra\u00e7\u00e3o seletiva<\/em> de economias nacionais aos fluxos financeiros internacionais e, por outro, houve uma <em>desconex\u00e3o for\u00e7ada<\/em> das regi\u00f5es que deixaram de ser atrativas, tornando-se assim <em>zonas de pobreza<\/em>. De acordo com o autor, o resultado desse processo foi o enfraquecimento do quadro sociopol\u00edtico do Estado-na\u00e7\u00e3o e suas consequ\u00eancias podem ser observadas nos componentes da demanda efetiva, quais sejam: caiu o <em>consumo das fam\u00edlias<\/em>; o <em>gasto p\u00fablico<\/em> foi afetado pela diminui\u00e7\u00e3o da base tribut\u00e1ria e pela redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria incidente no capital; e, por fim, o <em>investimento<\/em> adquiriu um dinamismo m\u00e9dio ou fraco ao se concentrar nos processos de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com o processo de mundializa\u00e7\u00e3o do capital surgiu uma classe possuidora de caracter\u00edsticas pr\u00f3prias e que trabalhava de acordo com os interesses desse capital cujos limites para circular ao redor do mundo se tornaram m\u00ednimos.<\/p>\n<p>Nesse novo arranjo do sistema capitalista, da mesma forma que o capital perdeu as amarras nacionais, os membros da elite transnacional perderam as refer\u00eancias geogr\u00e1ficas nacionais e come\u00e7aram a se entender enquanto cidad\u00e3os do mundo.<\/p>\n<p><strong><em>A classe capitalista transnacional<\/em><\/strong><\/p>\n<p>No artigo <em>The transnational capitalist class<\/em> escrito por William Robinson e Jeb Sprague-Silgado <strong>[3]<\/strong>, \u00e9 apresentado o desenvolvimento das pesquisas sobre a classe capitalista desde 1960, duas interpreta\u00e7\u00f5es fundantes dessa \u00e1rea de pesquisa e seus desenvolvimentos recentes. Cabe frisar que as duas interpreta\u00e7\u00f5es focam no atributo <em>transnacional<\/em> da classe capitalista superando a antiga qualifica\u00e7\u00e3o de <em>internacional<\/em>. Assim, a classe capitalista transnacional \u00e9 entendida como um grupo possuidor de interesses fundamentados em um sistema global que est\u00e1 al\u00e9m do sistema internacional de Estados-na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para Leslie Sklair \u2013 autor do livro <em>Theory of Global System<\/em> (1995) e <em>The transnational capitalist class<\/em> (2000) e possuidor de uma an\u00e1lise de economia pol\u00edtica ecl\u00e9tica \u2013, existem cinco proposi\u00e7\u00f5es principais sobre a classe capitalista transnacional. Primeira, est\u00e1 baseada nas corpora\u00e7\u00f5es transnacionais e controla o processo de globaliza\u00e7\u00e3o. Segunda, come\u00e7a a agir como classe dominante em algumas esferas da exist\u00eancia. Terceira, organiza a globaliza\u00e7\u00e3o do sistema capitalista que se reproduz atrav\u00e9s do lucro orientado pela cultura do consumismo. Quarta, objetiva resolver os problemas existentes entre a polariza\u00e7\u00e3o da riqueza e da pobreza e do desequil\u00edbrio ecol\u00f3gico. Quinta, as fra\u00e7\u00f5es dessa classe s\u00e3o os executivos, os burocratas e pol\u00edticos, os profissionais dotados de conhecimento t\u00e9cnico e os comerciantes e profissionais da m\u00eddia.<\/p>\n<p>Para Sklair, a classe capitalista transnacional possui cinco caracter\u00edsticas principais. Primeira, seus interesses possuem nexos globais. Segunda, \u00e9 uma classe que busca exercer controle econ\u00f4mico no ambiente de trabalho; o controle das pol\u00edticas dom\u00e9sticas e internacionais; e o controle cultural da vida cotidiana atrav\u00e9s da ret\u00f3rica e das pr\u00e1ticas competitivas e consumistas. Terceira, \u00e9 uma classe orientada para fora. Quarta, os integrantes dessa classe possuem estilos de vida semelhantes. Quinta, os membros dessa classe buscam projetar a si mesmos como cidad\u00e3os do mundo.<\/p>\n<p>Enfim, para Sklair, essa classe possui um c\u00edrculo \u00edntimo que age como um agente pol\u00edtico coletivo e, a despeito dos conflitos geogr\u00e1ficos e setoriais, tem como interesse fundamental acumula\u00e7\u00e3o continuada de lucro privado.<\/p>\n<p>J\u00e1 para William I. Robinson \u2013 autor que publicou juntamente com Jerry Harris o artigo <em>Towards a global ruling class? Globalization and the transnational capitalist class<\/em> (2000) e o livro <em>Theory of global capitalism<\/em> (2004) \u2013 a transnacionaliza\u00e7\u00e3o do circuito de capital produtivo ocorrido no per\u00edodo posterior \u00e0 II Guerra Mundial \u00e9 a chave para o nascimento da classe capitalista transnacional.<\/p>\n<p>Robinson se diferencia de Sklair quanto \u00e0 defini\u00e7\u00e3o da classe, pois para ele existe uma diferen\u00e7a entre a classe capitalista transnacional e as elites transnacionais. Por um lado, a classe capitalista transnacional \u00e9 a detentora dos meios de produ\u00e7\u00e3o. Por outro, as elites transnacionais trabalham e se comportam de acordo com os interesses dos detentores desses meios apesar de n\u00e3o os ter. Sendo assim, Robinson concebe a classe capitalista transnacional e a elite transnacional como sendo os dois componentes de um <em>bloco hist\u00f3rico<\/em> possuidor de interesses espec\u00edficos, consci\u00eancia e projeto de classe que superam os limites das economias nacionais. Logo, ao observarem o globo terrestre, os integrantes desse bloco est\u00e3o pensando e organizando o processo de acumula\u00e7\u00e3o al\u00e9m das fronteiras nacionais.<\/p>\n<p>Na atual conjuntura hist\u00f3rica, a globaliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho foi uma conquista important\u00edssima da classe capitalista transnacional e \u00e9 sobre esse tema que tocaremos na pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><em>A globaliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Com uma classe capitalista transnacional que observa o globo terrestre na palma das m\u00e3os e busca gerir a economia mundial de acordo com seus interesses ao utilizar tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, teve origem a globaliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, que criou a concorr\u00eancia entre os trabalhadores de diferentes pa\u00edses do mundo que est\u00e3o dispostos a trabalharem para esse capital.<\/p>\n<p>Fran\u00e7ois Chesnais <strong>[4]<\/strong> afirma que a \u201cgrande conquista do capital nos \u00faltimos quarenta anos foi a cria\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a de trabalho global atrav\u00e9s da liberaliza\u00e7\u00e3o da finan\u00e7a, do com\u00e9rcio, do investimento direto e da incorpora\u00e7\u00e3o da China e da \u00cdndia no mercado mundial\u201d. Dessa forma, o capital tornou-se capaz de criar competi\u00e7\u00e3o entre trabalhadores e entre economias nacionais atrav\u00e9s do uso intensivo das tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o que auxiliam no aprofundamento da taxa de explora\u00e7\u00e3o. Consequentemente, o emprego permanente deu lugar ao emprego prec\u00e1rio que pode ser oferecido em qualquer regi\u00e3o do planeta, desde que seja a baixo custo.<\/p>\n<p>A mundializa\u00e7\u00e3o da concorr\u00eancia no interior da for\u00e7a de trabalho global \u00e9 um processo que \u00e9 orientado de acordo com os interesses da classe capitalista transnacional e cujo principal objetivo \u00e9 rebaixar o pre\u00e7o da for\u00e7a de trabalho no \u00e2mbito mundial. Ent\u00e3o, podemos entend\u00ea-lo como um processo que expressa uma vit\u00f3ria do capital mundializado e gerido pelas elites transnacionais.<\/p>\n<p><strong><em>Considera\u00e7\u00f5es finais: caracter\u00edsticas e interpreta\u00e7\u00f5es do capitalismo contempor\u00e2neo<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Ao analisar as caracter\u00edsticas do capitalismo contempor\u00e2neo, observamos a exist\u00eancia de fluxos de capitais que n\u00e3o possuem obst\u00e1culos para girar pelas economias nacionais; observamos tamb\u00e9m o surgimento de uma classe capitalista transnacional que gere esse capital sem limites e que se consolida como uma classe social desenraizada de fronteiras e interesses nacionais; por fim, observamos a cria\u00e7\u00e3o da concorr\u00eancia entre trabalhadores de diferentes nacionalidades, fato que possibilita o rebaixamento dos sal\u00e1rios e favorece aos interesses do capital. De acordo com o autor da ep\u00edgrafe desse artigo, uma sociedade possuidora de todas essas caracter\u00edsticas tende a n\u00e3o encorajar os valores da democracia.<\/p>\n<p>Nesse conjunto de artigos que escrevo, certamente haveria espa\u00e7o para discutir muitos outros assuntos relevantes para a compreens\u00e3o do capitalismo contempor\u00e2neo, tais como a desigualdade de renda existente no s\u00e9culo XXI, as consequ\u00eancias da mais nova revolu\u00e7\u00e3o industrial nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho e na transforma\u00e7\u00e3o dos sistemas industriais e financeiros, os fundamentos e as consequ\u00eancias pol\u00edticas da mundializa\u00e7\u00e3o do capital, os impactos da pandemia de covid-19 na economia mundial e os novos problemas que dela emergiram e, por fim, os conflitos geopol\u00edticos existentes em um momento de questionamento da hegemonia americana.<\/p>\n<p>N\u00e3o faltam problemas para serem analisados nesse s\u00e9culo que j\u00e1 chega perto de completar o seu primeiro quarto. Levando em considera\u00e7\u00e3o uma parte deles, no pr\u00f3ximo artigo, apresentarei uma an\u00e1lise desse sistema que se transforma de crise em crise.<\/p>\n<p><strong><em>Notas<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>[1] <\/strong>LASCH, C. <em>The revolt of the elites and the betrayal of democracy<\/em>. New York &#8211; London: W. W. Norton &amp; Company, 1996, p. 8. <em>Tradu\u00e7\u00e3o livre do seguinte excerto realizada pelo autor: \u201cThe new elites are at home only in transit, en route to high-level conference, to the grand opening of a new franchise, to an international film festival, or to an undiscovered resort. Theirs is essentially a tourist\u2019s view of the world \u2013 not a perspective likely to encourage a passionate devotion to democracy\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>[2]<\/strong> CHESNAIS, F. A globaliza\u00e7\u00e3o e o curso do capitalismo do fim-de-s\u00e9culo. <em>Economia e sociedade<\/em>, v. 5, p. 1\u201330, dez. 1995. Esse artigo est\u00e1 dispon\u00edvel <a href=\"https:\/\/periodicos.sbu.unicamp.br\/ojs\/index.php\/ecos\/article\/view\/8643195\"><em>aqui<\/em><\/a>.<\/p>\n<p><strong>[3]<\/strong> ROBINSON, W. I.; SPRAGUE-SILGADO, J. The transnational capitalist class. In: JUERGENSMEYER, M. et al. (Org.). <em>The Oxford Handbook of Global Studies<\/em>. Oxford: Oxford University Press, 2019. p. 309\u2013327. Esse artigo est\u00e1 dispon\u00edvel <a href=\"https:\/\/robinson.faculty.soc.ucsb.edu\/Assets\/pdf\/TheTransnationalCapitalistClass.pdf\"><em>aqui<\/em><\/a>.<\/p>\n<p><strong>[4]<\/strong> CHESNAIS, F. <em>Finance capital today: corporations and banks in the lasting global slump<\/em>. Leiden: Brill, 2016, p. 41. <em>Tradu\u00e7\u00e3o livre do seguinte excerto realizada pelo autor: \u201cCapital\u2019s greatest achievement during the past 40 years has been the creation of a \u2018global labour force\u2019, through the liberalisation of finance, trade and direct investment and the incorporation of China and India into the world market\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>*Cr\u00e9dito da imagem que ilustra esse artigo:<\/strong> https:\/\/www.wallpaperflare.com\/new-york-city-look-out-view-views-new-york-state-of-mind-wallpaper-wcvpk\/download<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u201cAs novas elites est\u00e3o em casa apenas quando est\u00e3o em tr\u00e2nsito, a caminho de uma confer\u00eancia de alto n\u00edvel, para a grande abertura de uma nova franquia, para um festival internacional de cinema ou para um resort desconhecido. Essa \u00e9 essencialmente a vis\u00e3o de mundo de um turista \u2013 e n\u00e3o \u00e9 uma perspectiva capaz de encorajar uma devo\u00e7\u00e3o apaixonada pela democracia\u201d <\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":680,"featured_media":1276,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[196],"tags":[142,299],"class_list":["post-1274","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-desenvolvimento-economico","tag-desigualdade-social"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2023\/06\/Perspectiva-do-turista-1-scaled.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1274","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/680"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1274"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1274\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1282,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1274\/revisions\/1282"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1276"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1274"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1274"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1274"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}