{"id":1365,"date":"2023-11-23T13:13:19","date_gmt":"2023-11-23T16:13:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/?p=1365"},"modified":"2023-11-23T13:13:19","modified_gmt":"2023-11-23T16:13:19","slug":"educacao-mobilidade-social-e-a-superexploracao-da-forca-de-trabalho-no-contexto-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2023\/11\/23\/educacao-mobilidade-social-e-a-superexploracao-da-forca-de-trabalho-no-contexto-brasileiro\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o, mobilidade social e a superexplora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho no contexto brasileiro"},"content":{"rendered":"<p><strong>Igor Silva Figueiredo<\/strong><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p><strong>Roberta Cristina Gobi<\/strong><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p>\u00c0 luz da categoria de superexplora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, conforme proposta por Ruy Mauro Marini, e das rela\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o-domina\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, termo sustentado por Heleieth Saffioti, aliadas ao entendimento da explora\u00e7\u00e3o de classe racializada e regionalizada, conforme postulado por Andr\u00e9 Gunder Frank<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, no qual regi\u00f5es mais desenvolvidas exploram aquelas menos desenvolvidas, acreditamos que a manifesta\u00e7\u00e3o concreta da superexplora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho no Brasil \u00e9, al\u00e9m de historicamente fundamentada, predominantemente evidenciada por meio dos elementos interligados de classe, ra\u00e7a, g\u00eanero e desigualdades regionais. Para al\u00e9m desse entendimento preambular, propomos avan\u00e7ar um pouco mais na apreens\u00e3o sobre a condi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico-concreta da realidade brasileira (e latino-americana se assemelhando) adicionando mais alguns aspectos que, no nosso entendimento, s\u00e3o fundamentais para tal compreens\u00e3o, quais sejam, o da educa\u00e7\u00e3o e o da mobilidade social.<\/p>\n<p>Considerando a complexa teia de rela\u00e7\u00f5es entre esses fatores, torna-se crucial aprofundar nossa compreens\u00e3o para explorar as nuances dessas conex\u00f5es intrincadas no que se refere \u00e0 mobilidade social e, sobretudo, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. No cen\u00e1rio brasileiro, a superexplora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho se apresenta como um fen\u00f4meno que possui m\u00faltiplas determina\u00e7\u00f5es e diversas express\u00f5es na vida concreta, no qual as estruturas hist\u00f3ricas e sist\u00eamicas de opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o est\u00e3o entrela\u00e7adas.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p>Diante desse panorama, uma investiga\u00e7\u00e3o mais profunda pode iluminar as particularidades e din\u00e2micas subjacentes a essas formas de explora\u00e7\u00e3o e estrutura\u00e7\u00e3o social, oferecendo uma compreens\u00e3o mais abrangente dos mecanismos que perpetuam as desigualdades na vida social brasileira.<\/p>\n<p>Em sentido complementar, a educa\u00e7\u00e3o, aqui entendida como determina\u00e7\u00e3o estruturante, \u00e9 um outro fator igualmente importante, mas pouco destrinchada em an\u00e1lise na literatura da teoria social brasileira que se dedica a pesquisar a categoria superexplora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho lastreada na Teoria Marxista da Depend\u00eancia (TMD). Entender como a educa\u00e7\u00e3o se insere neste contexto, seja refletindo sobre as categorias da TMD formuladas em um n\u00edvel de abstra\u00e7\u00e3o mais elevado, que tinham como objetivo analisar as leis de tend\u00eancia do capitalismo latino-americano, ou se debru\u00e7ando sobre n\u00edveis de concreticidade maiores e a estrutura\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do capitalismo dependente.<\/p>\n<p>O acesso desigual \u00e0 educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um aspecto evidente da superexplora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, pois perpetua uma divis\u00e3o de classes e refor\u00e7a a marginaliza\u00e7\u00e3o de certos grupos sociais. A depend\u00eancia econ\u00f4mica impacta diretamente a aloca\u00e7\u00e3o de recursos para a educa\u00e7\u00e3o, na sua qualidade, prioriza\u00e7\u00e3o, conte\u00fado, resultando em disparidades significativas entre classes e no que se refere \u00e0s regi\u00f5es do pa\u00eds. A concentra\u00e7\u00e3o de recursos nas \u00e1reas economicamente mais desenvolvidas contribui para a perpetua\u00e7\u00e3o do ciclo de superexplora\u00e7\u00e3o, onde a for\u00e7a de trabalho menos qualificada \u00e9 explorada em setores mais precarizados da economia e com remunera\u00e7\u00e3o mais baixa.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo \u201cO elevador social est\u00e1 quebrado? Como promover mobilidade social\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>, publicado pela Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), o Brasil \u00e9 o segundo pior pa\u00eds em mobilidade social dentre os pa\u00edses analisados pela OCDE; a Col\u00f4mbia, pa\u00eds latino-americano, \u00e9 o pior. Conforme demonstrado na pesquisa, o Brasil apresenta um patamar de desigualdade de renda superior \u00e0 m\u00e9dia observada nos pa\u00edses pertencentes \u00e0 OCDE. O coeficiente de Gini atribu\u00eddo ao Brasil \u00e9 categorizado como &#8220;Alto&#8221; em compara\u00e7\u00e3o com a m\u00e9dia da OCDE, sugerindo uma disparidade de renda mais acentuada no contexto nacional.<\/p>\n<p>O coeficiente de Gini \u00e9 uma medida de desigualdade de renda que varia de 0 a 1, onde 0 representa a igualdade perfeita (todos t\u00eam a mesma renda) e 1 representa a desigualdade perfeita (uma pessoa tem toda a renda e as outras n\u00e3o t\u00eam nenhuma). Ampla e frequentemente empregado, o coeficiente de Gini \u00e9 utilizado para mensurar a desigualdade de renda em pa\u00edses ou regi\u00f5es. Quanto mais pr\u00f3ximo de 1 o coeficiente de Gini estiver, maior ser\u00e1 a desigualdade de renda. Em contextos de pa\u00edses \u201cemergentes\u201d, observa-se que a mobilidade social enfrenta desafios consider\u00e1veis, tornando a ascens\u00e3o social praticamente invi\u00e1vel. A mobilidade de renda de uma gera\u00e7\u00e3o para outra \u00e9 notavelmente limitada. De acordo com os dados, seriam necess\u00e1rias nove gera\u00e7\u00f5es para que um cidad\u00e3o brasileiro, pertencente ao grupo dos 10% mais pobres do pa\u00eds, atingisse o patamar m\u00e9dio de rendimento nacional.<\/p>\n<p>A realidade retratada pela Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) destaca que a condi\u00e7\u00e3o de pobreza tende a perpetuar-se ao longo de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es. Enquanto a taxa de &#8220;persist\u00eancia&#8221; de renda intergeracional nos pa\u00edses n\u00f3rdicos alcan\u00e7a 20%, no Brasil esse \u00edndice atinge 70%. A an\u00e1lise revela que mais de um ter\u00e7o daqueles situados entre os 20% mais pobres da na\u00e7\u00e3o permanece em estratos de baixa renda, com apenas 7% conseguindo transpor a barreira para integrar os 20% mais ricos.<\/p>\n<p>O estudo referido oferece an\u00e1lises acerca da interconex\u00e3o entre educa\u00e7\u00e3o e desigualdade de renda em contextos nacionais variados. No caso espec\u00edfico do Brasil, destaca-se que a disparidade de renda revelou-se mais acentuada entre indiv\u00edduos com baixa escolaridade em compara\u00e7\u00e3o \u00e0queles com elevado n\u00edvel educacional. Ademais, a pesquisa apresenta dados que elucidam a discrep\u00e2ncia salarial entre os estratos sociais mais baixos e mais altos da popula\u00e7\u00e3o em diferentes na\u00e7\u00f5es, sugerindo uma poss\u00edvel correla\u00e7\u00e3o com a vari\u00e1vel educacional.<\/p>\n<p>O texto tamb\u00e9m apresenta informa\u00e7\u00f5es sobre a mobilidade social entre gera\u00e7\u00f5es em diferentes pa\u00edses. A mobilidade social refere-se \u00e0 capacidade de uma pessoa mudar de posi\u00e7\u00e3o social em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua fam\u00edlia de origem. O documento menciona que a mobilidade social \u00e9 mais baixa em pa\u00edses com maior desigualdade de renda e menor investimento em educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p>No que tange \u00e0 primeira etapa da produ\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, com a redu\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios se reduzem os gastos relativos \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o dos filhos dos trabalhadores atuais. Gera-se, com isso, uma m\u00e3o de obra de qualidade inferior, constitu\u00edda de trabalhadores desnutridos e destreinados, que s\u00e3o lan\u00e7ados mais cedo ao mercado para garantirem o pr\u00f3prio sustento.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Ato cont\u00ednuo, o ciclo de reprodu\u00e7\u00e3o do capital em economias dependentes \u2013 caracterizadas pela superexplora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho \u2013, com um sistema educacional fr\u00e1gil ou insuficiente, resulta em uma forma\u00e7\u00e3o humana e cient\u00edfica limitada, uma qualifica\u00e7\u00e3o profissional deficiente e, consequentemente, com a possibilidade de recebimento de um sal\u00e1rio capaz de suprir as necessidades pessoais e familiares ao longo da vida bastante reduzida para as gera\u00e7\u00f5es que continuamente se formam nesse cen\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Igor Silva Figueiredo \u00e9 pesquisador e professor visitante do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), especialista em economia do trabalho e sindicalismo pelo IE-Unicamp, mestre em sociologia e doutor em ci\u00eancias sociais pelo IFCH-Unicamp. E-mail: <a href=\"mailto:igor.figueiredo@gmail.com\">igor.figueiredo@gmail.com<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Roberta Cristina Gobi possui gradua\u00e7\u00e3o em pedagogia pela Universidade Estadual de Campinas, \u00e9 mestra em educa\u00e7\u00e3o pela FE-Unicamp e participa do Grupo de Estudos e Pesquisas em Pol\u00edticas Educacionais (GREPPE)\/Unicamp. Professora de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica na Prefeitura Municipal de Valinhos.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> SAFFIOTTI, Heleieth I.B. A mulher na sociedade de classes: mito e realidade. Petr\u00f3polis \u2013 RJ: Editora Vozes, 1967.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Gunder Frank, A. (1966) \u201cThe Development of Underdevolopment\u201d in Rhodes (1970).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Para entender um pouco mais sobre a rela\u00e7\u00e3o entre educa\u00e7\u00e3o e superexplora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, conferir \u201cA l\u00f3gica de funcionamento da superexplora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho e o que a educa\u00e7\u00e3o tem a ver com isso\u201d, dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2023\/09\/28\/a-logica-de-funcionamento-da-superexploracao-da-forca-de-trabalho-e-o-que-a-educacao-tem-a-ver-com-isso\/\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2023\/09\/28\/a-logica-de-funcionamento-da-superexploracao-da-forca-de-trabalho-e-o-que-a-educacao-tem-a-ver-com-isso\/<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Original: <a href=\"https:\/\/www.oecd.org\/social\/broken-elevator-how-to-promote-social-mobility-9789264301085-en.htm\">https:\/\/www.oecd.org\/social\/broken-elevator-how-to-promote-social-mobility-9789264301085-en.htm<\/a>. Tradu\u00e7\u00e3o de parte do estudo para portugu\u00eas: <a href=\"https:\/\/www.oecd.org\/brazil\/social-mobililty-2018-BRA-PT.pdf\">https:\/\/www.oecd.org\/brazil\/social-mobililty-2018-BRA-PT.pdf<\/a>. Acesso em 13\/11\/2023.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Franklin, R. S. P.. (2019). O que \u00e9 superexplora\u00e7\u00e3o?. Economia E Sociedade, 28(3), 689\u2013715. https:\/\/doi.org\/10.1590\/1982-3533.2019v28n3art04, p.705. Acesso em 14\/11\/2023.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Igor Silva Figueiredo[1] Roberta Cristina Gobi[2] \u00c0 luz da categoria de superexplora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, conforme proposta por Ruy Mauro Marini, e das rela\u00e7\u00f5es <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2023\/11\/23\/educacao-mobilidade-social-e-a-superexploracao-da-forca-de-trabalho-no-contexto-brasileiro\/\" title=\"Educa\u00e7\u00e3o, mobilidade social e a superexplora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho no contexto brasileiro\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":623,"featured_media":1366,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[196],"tags":[142,510,48,526,520,522],"class_list":["post-1365","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-desenvolvimento-economico","tag-desigualdade-de-renda","tag-educacao","tag-mobilidade-social","tag-superexploracao-do-trabalho","tag-teoria-marxista-da-dependencia"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2023\/11\/salgado.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1365","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/623"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1365"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1365\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1369,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1365\/revisions\/1369"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1366"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1365"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}