{"id":1485,"date":"2024-04-30T15:23:31","date_gmt":"2024-04-30T18:23:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/?p=1485"},"modified":"2024-04-30T15:59:51","modified_gmt":"2024-04-30T18:59:51","slug":"o-ornitorrinco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2024\/04\/30\/o-ornitorrinco\/","title":{"rendered":"O ornitorrinco"},"content":{"rendered":"<p><em>Por: <strong>Leonardo Dias Nunes<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong><em>Introdu\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O artigo apresenta de forma sucinta os principais argumentos do ensaio <em>O ornitorrinco<\/em> <strong>[1]<\/strong>, escrito pelo soci\u00f3logo Francisco de Oliveira e publicado originalmente no ano de 2003. O ensaio parte da evolu\u00e7\u00e3o da economia brasileira durante o s\u00e9culo XX e est\u00e1 relacionado com outros tr\u00eas artigos publicados anteriormente aqui no <em>Blog Sobre Economia<\/em>, quais sejam, <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2023\/02\/06\/mundializacao-do-capital\/\"><em>Mundializa\u00e7\u00e3o do capital<\/em><\/a>, <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2023\/06\/11\/transnacionalizacao-da-classe-capitalista\/\"><em>Transnacionaliza\u00e7\u00e3o da classe capitalista<\/em><\/a> e <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2023\/10\/13\/brasilianizacao-do-mundo-e-precarizacao-do-trabalho\/\"><em>Brasilianiza\u00e7\u00e3o do mundo e precariza\u00e7\u00e3o do trabalho<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>O Brasil passava por um momento de efervesc\u00eancia social quando o ensaio foi publicado. Era o ano de 2003 e o primeiro mandato do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva come\u00e7ava. \u00a0\u00a0Havia muita expectativa em torno das transforma\u00e7\u00f5es que poderiam ocorrer na sociedade brasileira. N\u00e3o se deixando levar pelas expectativas positivas que envolviam aquela conjuntura, Francisco de Oliveira publica seu ensaio com cr\u00edticas contundentes ao desenvolvimento capitalista no Brasil e \u00e0s possibilidades de transforma\u00e7\u00e3o radical dessa sociedade.<\/p>\n<p><strong><em>Do subdesenvolvimento ao ornitorrinco<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Francisco de Oliveira inicia seu ensaio <em>O ornitorrinco<\/em> argumentando que a teoria do subdesenvolvimento foi influenciada pelo paradigma da singularidade de Weber, onde h\u00e1 possibilidade de a\u00e7\u00e3o e de escolha. Afirma que a realidade do subdesenvolvimento se formou nas ex-col\u00f4nias da Am\u00e9rica transformadas em periferia, cuja fun\u00e7\u00e3o era fornecer elementos para a acumula\u00e7\u00e3o primitiva de capital para as economias centrais do sistema capitalista. Nessa regi\u00e3o foi criada a depend\u00eancia devido \u00e0 conjun\u00e7\u00e3o existente entre a divis\u00e3o social do trabalho e a articula\u00e7\u00e3o dos interesses internos.<\/p>\n<p>Francisco de Oliveira continua argumentando que foi o processo de substitui\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es que levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do subdesenvolvimento. A crise mundial de 1930 fez com que houvesse uma revolu\u00e7\u00e3o interna no Brasil, fazendo com que a industrializa\u00e7\u00e3o se transformasse em um projeto de domina\u00e7\u00e3o por meio de outras formas de divis\u00e3o social do trabalho. De acordo com o autor, o desenvolvimento capitalista \u00e9 um processo hierarquizado e a divis\u00e3o social do trabalho \u00e9 uma express\u00e3o dessa hierarquia. Por isso, o prefixo <em>sub<\/em> n\u00e3o \u00e9 neutro, pois apreende essa realidade hierarquizada.<\/p>\n<p>Francisco de Oliveira relembra que seu ensaio anterior \u2013 <em>Cr\u00edtica \u00e0 raz\u00e3o dualista<\/em> <strong>[2]<\/strong> \u2013 pertence ao campo marxista e ao campo cepalino. O primeiro campo faz a cr\u00edtica do processo de desenvolvimento capitalista e o segundo apreende sua especificidade. Al\u00e9m dessas caracter\u00edsticas, o autor afirma que a an\u00e1lise das forma\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas subdesenvolvidas tamb\u00e9m deve contemplar a pol\u00edtica, pois na forma espec\u00edfica do subdesenvolvimento brasileiro existiram dois fatores singulares. Primeiro, a agricultura de subsist\u00eancia era \u00fatil para o processo de acumula\u00e7\u00e3o interna de capital ao ajudar no rebaixamento do custo de reprodu\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho nas cidades. Segundo, o <em>ex\u00e9rcito industrial de reserva<\/em> ocupado nas atividades informais rebaixava o custo de reprodu\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho urbana. Esses dois fatores que operavam no Brasil resultavam de uma sociedade em que ocorreu uma revolu\u00e7\u00e3o produtiva sem uma revolu\u00e7\u00e3o burguesa. Por isso, o subdesenvolvimento poderia ser entendido como a <em>exce\u00e7\u00e3o permanente<\/em> na periferia do sistema capitalista.<\/p>\n<p>Na sociedade brasileira p\u00f3s-1930, a organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores perdeu a luta pela diminui\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o, a reforma agr\u00e1ria poss\u00edvel de ser realizada n\u00e3o acabou com o ex\u00e9rcito de reserva das cidades nem com o patrimonialismo. Por fim, faltou o projeto emancipador da burguesia nacional.<\/p>\n<p>J\u00e1 entre os anos de 1964 at\u00e9 1984 ocorreu uma longa <em>via prussiana<\/em> comandada pelos militares, na qual existiram os seguintes fatores: repress\u00e3o pol\u00edtica aos sindicatos, coer\u00e7\u00e3o estatal, aumento da presen\u00e7a das empresas estatais, abertura ao capital estrangeiro, industrializa\u00e7\u00e3o em marcha for\u00e7ada, aus\u00eancia de esfor\u00e7o para liquidar com o patrimonialismo, aus\u00eancia de esfor\u00e7o para resolver o financiamento interno da expans\u00e3o de capital, solu\u00e7\u00e3o por meio do endividamento externo e abertura para a financeiriza\u00e7\u00e3o do Estado.<\/p>\n<p>Esses vinte anos levaram \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de um ornitorrinco, sociedade possuidora das seguintes caracter\u00edsticas: tornou-se altamente urbanizada, possu\u00eda pouca for\u00e7a de trabalho no campo e nenhuma caracter\u00edstica pr\u00e9-capitalista. O setor do agrobusiness tornou-se forte e o setor relacionado \u00e0 2\u00aa Revolu\u00e7\u00e3o Industrial estava completo e avan\u00e7ado. Entretanto, o setor relacionado com a 3\u00aa Revolu\u00e7\u00e3o Industrial era fraco. No que diz respeito ao setor de servi\u00e7os, a parte direcionada \u00e0 alta renda era diversificada e a parte direcionada \u00e0 baixa renda era primitiva. O sistema financeiro era atrofiado e a popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa estava em decl\u00ednio. Depois de algum tempo, adquiriu consci\u00eancia e democratizou-se, por\u00e9m, n\u00e3o produzia conhecimento, ci\u00eancia nem t\u00e9cnica e precisava de dinheiro externo para movimentar a economia. Portanto, por um lado, essa sociedade j\u00e1 n\u00e3o era mais subdesenvolvida e, por outro, encontrava-se em condi\u00e7\u00f5es similares ao per\u00edodo anterior \u00e0 crise de 1930.<\/p>\n<p>Soma-se \u00e0 caracteriza\u00e7\u00e3o realizada acima a exist\u00eancia de uma economia industrial subordinada financeiramente. Al\u00e9m disso, com a 3\u00aa Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e a mundializa\u00e7\u00e3o do capital, houve um aumento brutal da produtividade do trabalho que levou \u00e0 plenitude do trabalho abstrato.<\/p>\n<p>Nesse novo contexto, o regime de trabalho em que a explora\u00e7\u00e3o se dava por meio da <em>mais-valia relativa<\/em> passou a ser utilizado para gerir o trabalho em que a explora\u00e7\u00e3o se dava por meio da <em>mais-valia absoluta<\/em>. Os fatores listados acima fizeram com que o ornitorrinco se tornasse em uma das sociedades mais desiguais do mundo capitalista.<\/p>\n<p>Enquanto no subdesenvolvimento havia a capacidade de escolher a forma de organiza\u00e7\u00e3o da divis\u00e3o do trabalho interna que preservaria a domina\u00e7\u00e3o, com a evolu\u00e7\u00e3o para a sociedade do ornitorrinco essa capacidade foi perdida.<\/p>\n<p>Para explicar melhor seu argumento, Francisco de Oliveira diferencia as consequ\u00eancias da 2\u00aa Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e da 3\u00aa Revolu\u00e7\u00e3o Industrial. De acordo com o autor, o progresso t\u00e9cnico da 2\u00aa Revolu\u00e7\u00e3o Industrial era caracterizado por ser difuso e universal, j\u00e1 o da 3\u00aa Revolu\u00e7\u00e3o Industrial era incremental, dependia de conhecimentos anteriores, era descart\u00e1vel e ef\u00eamero. Por ter essas caracter\u00edsticas, na 3\u00aa Revolu\u00e7\u00e3o Industrial era anulada a fronteira entre a ci\u00eancia e a tecnologia.<\/p>\n<p>O novo cen\u00e1rio fez com que as economias perif\u00e9ricas s\u00f3 pudessem copiar o descart\u00e1vel e esse tipo de acumula\u00e7\u00e3o torna-se obsoleta rapidamente. Consequentemente, por um lado, o constante esfor\u00e7o de investimento nesses setores leva \u00e0 depend\u00eancia financeira. Por outro, o reduzido n\u00edvel de direitos trabalhistas existentes no Brasil reduziu a dificuldade da explora\u00e7\u00e3o realizada pelo capital da 3\u00aa Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, fazendo do Brasil uma das sociedades mais desiguais do mundo devido ao rebaixamento da for\u00e7a de trabalho e \u00e0 depend\u00eancia externa.<\/p>\n<p>Francisco de Oliveira tamb\u00e9m aponta para a transforma\u00e7\u00e3o da estrutura de classe ocorrida no Brasil e, ao mesmo tempo, mostra como houve uma aproxima\u00e7\u00e3o entre o <em>Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)<\/em> e o <em>Partido dos Trabalhadores (PT)<\/em>. Para o autor, os t\u00e9cnicos, economistas e professores universit\u00e1rios do PSDB transformaram-se em banqueiros. J\u00e1 os quadros do alto proletariado do PT transformaram-se nos administradores dos fundos de previd\u00eancia. Assim, \u201c(&#8230;) a identidade dos dois casos reside no controle do acesso aos fundos p\u00fablicos, no conhecimento do mapa da mina\u201d (OLIVEIRA, 2013, p. 147).<\/p>\n<p><strong><em>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O artigo apresentou de forma sucinta os principais argumentos presentes no ensaio <em>O ornitorrinco<\/em> escrito por Francisco de Oliveira, autor que prop\u00f5e uma interpreta\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o do subdesenvolvimento no Brasil e, posteriormente, da forma\u00e7\u00e3o do ornitorrinco. Esta \u00faltima, corresponde a uma sociedade fundada em uma avan\u00e7ada e complexa industrializa\u00e7\u00e3o da 2\u00aa Revolu\u00e7\u00e3o Industrial quando a 3\u00aa Revolu\u00e7\u00e3o Industrial j\u00e1 dominava a produ\u00e7\u00e3o nas economias centrais do sistema capitalista, fato que a tornou dependente financeira e tecnologicamente. No ornitorrinco, a imensa quantidade de trabalhadores de baixa qualifica\u00e7\u00e3o \u00e9 gerida pela reduzida quantidade de trabalhadores altamente qualificados. Finalmente, a estrutura de classe foi transformada nessa sociedade, fazendo com que houvesse uma aproxima\u00e7\u00e3o entre os t\u00e9cnicos, economistas e professores universit\u00e1rios do PSDB e os quadros do alto proletariado do PT. Aqueles transformaram-se em banqueiros, estes em gestores de fundos de pens\u00e3o, caracterizando a forma\u00e7\u00e3o de uma nova elite possuidora de acesso aos fundos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Mais de vinte anos ap\u00f3s sua publica\u00e7\u00e3o, o ensaio de Francisco de Oliveira continua atual e sua cr\u00edtica auxilia na compreens\u00e3o e na reflex\u00e3o sobre as contradi\u00e7\u00f5es e as desigualdades existentes na sociedade brasileira contempor\u00e2nea <strong>[3]<\/strong>. \u00c9 um ensaio que mostra as desiguais caracter\u00edsticas das possibilidades de desenvolvimento capitalista no Brasil e, ao mesmo tempo, as impossibilidades de transforma\u00e7\u00e3o de uma economia perif\u00e9rica do sistema e que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais subdesenvolvida.<\/p>\n<p>Cr\u00e9ditos da imagem que ilustra o artigo: <em>Wikip\u00e9dia<\/em>.<\/p>\n<p><em><strong>Notas<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>[1]<\/strong> OLIVEIRA, Francisco de. <em>Cr\u00edtica \u00e0 raz\u00e3o dualista: o ornitorrinco<\/em>. 1\u00aa ed. S\u00e3o Paulo, SP: Boitempo, 2013.<\/p>\n<p><strong>[2] <\/strong>Ensaio publicado em 1972 pelo autor.<\/p>\n<p><strong>[3]<\/strong> Um pequeno texto sobre os 20 anos do ensaio <em>O ornitorrinco<\/em> pode ser encontrado <a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2023\/07\/11\/20-anos-de-o-ornitorrinco\/\">aqui<\/a>. Outros dois artigos que fazem a an\u00e1lise do ensaio ap\u00f3s vinte anos de sua publica\u00e7\u00e3o podem ser acessados <a href=\"https:\/\/ojs.uel.br\/revistas\/uel\/index.php\/mediacoes\/article\/view\/47465\/49302\">aqui<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.publicacoes.agb.org.br\/boletim-campineiro\/article\/view\/3287\/2327\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p><em><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/em><\/p>\n<p>DOS SANTOS, Fabiano Jos\u00e9 Ara\u00fajo. &#8220;O Ornitorrinco&#8221;, 20 anos depois. <em>Media\u00e7\u00f5es-Revista de Ci\u00eancias Sociais<\/em>, p. 1-17, 2023.<\/p>\n<p>DUARTE, Jo\u00e3o Marcos. 20 anos de \u201cO ornitorrinco\u201d. <em>Blog da Boitempo<\/em>. 2023. Dispon\u00edvel em: https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2023\/07\/11\/20-anos-de-o-ornitorrinco\/Acesso em: 21 abr. 2024.<\/p>\n<p>OLIVEIRA, Francisco de. <em>Cr\u00edtica \u00e0 raz\u00e3o dualista: o ornitorrinco<\/em>. 1\u00aa ed. S\u00e3o Paulo, SP: Boitempo, 2013.<\/p>\n<p>RODRIGUES, Glauco Bruce; RAMOS, Tatiana Tramontani. O Ornitorrinco 20 anos depois: o que passou? <em>Boletim Campineiro de Geografia<\/em>, v. 13, n. 2, p. 409-433, 2023.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Mais de vinte anos ap\u00f3s sua publica\u00e7\u00e3o, o ensaio de Francisco de Oliveira continua atual e sua cr\u00edtica auxilia na compreens\u00e3o e na reflex\u00e3o sobre as contradi\u00e7\u00f5es e as desigualdades existentes na sociedade brasileira contempor\u00e2nea.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":680,"featured_media":1486,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[196],"tags":[142,299,91,232,22],"class_list":["post-1485","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-desenvolvimento-economico","tag-desigualdade-social","tag-economia-brasileira","tag-neoliberalismo","tag-trabalho"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2024\/04\/Ornitorrinco.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1485","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/680"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1485"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1485\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1491,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1485\/revisions\/1491"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1486"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1485"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1485"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1485"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}