{"id":1600,"date":"2024-09-30T16:37:14","date_gmt":"2024-09-30T19:37:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/?p=1600"},"modified":"2024-09-30T16:51:17","modified_gmt":"2024-09-30T19:51:17","slug":"space-economy-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2024\/09\/30\/space-economy-ii\/","title":{"rendered":"Space Economy (II)"},"content":{"rendered":"<p>Por: <strong>Leonardo Dias Nunes<\/strong><\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Neste artigo s\u00e3o apresentados os dados que integram o relat\u00f3rio <em>The space economy in figures \u2013 responding to global challenges (2023)<\/em> <strong>[1] <\/strong>e os desenvolvimentos tecnol\u00f3gicos relacionados \u00e0 <em>space economy<\/em> que atualmente dinamizam novas \u00e1reas empresariais.<\/p>\n<p>Destaca-se \u00e0 leitora e ao leitor do <em>Blog Sobre Economia<\/em> que esses artigos s\u00e3o introdut\u00f3rios e n\u00e3o apreendem todo o campo de pesquisa que compreende a <em>space economy<\/em>. Entretanto, ressalta-se que o tema vem recebendo visibilidade na m\u00eddia <strong>[2]<\/strong>, na academia <strong>[3]<\/strong>, nas institui\u00e7\u00f5es multilaterais <strong>[4]<\/strong> e nos setores empresariais. Alguns de seus defensores argumentam que a explora\u00e7\u00e3o espacial \u00e9 uma forma de resolver os atuais problemas da humanidade <strong>[5]<\/strong>. Ser\u00e1 que essa afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 verdadeira? Ainda n\u00e3o se tem condi\u00e7\u00f5es de responder a essa pergunta. Entretanto, diante do aumento da import\u00e2ncia social destinada ao tema, foi escolhido dele se aproximar, mesmo cientes da exist\u00eancia de limites de contextualiza\u00e7\u00e3o, explica\u00e7\u00e3o e aprofundamento.<\/p>\n<p>Antes, relembra-se cinco argumentos apresentados no primeiro artigo sobre a <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2024\/01\/30\/space-economy\/\">Space Economy<\/a>. Primeiro, as transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e sociais advindas das tecnologias mais complexas s\u00e3o sempre um material rico para a cria\u00e7\u00e3o de tend\u00eancias, perspectivas e fic\u00e7\u00f5es <strong>[6]<\/strong>.<\/p>\n<p>Os outros argumentos listados est\u00e3o de acordo com o livro <em>Space economy: the new frontier for development<\/em>, escrito pela astrof\u00edsica italiana Simonetta Di Pippo <strong>[7]<\/strong>. Assim, o segundo argumento apresentado est\u00e1 relacionado com a afirma\u00e7\u00e3o da autora de que esse setor ser\u00e1 a base de um novo <em>boom<\/em> no desenvolvimento da economia global e sua democratiza\u00e7\u00e3o ir\u00e1 melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida no planeta Terra. O terceiro apontou para a possibilidade da esp\u00e9cie humana se transformar em uma esp\u00e9cie multiplanet\u00e1ria que extrair\u00e1 minerais da Lua, desenvolvendo a economia lunar e trazendo efeitos positivos para a economia capitalista global. O quarto mostrou que existem diferen\u00e7as entre a <em>old space economy<\/em> e a <em>new space economy<\/em>. Enquanto a <em>old space economy<\/em> tinha suas atividades desenvolvidas por institui\u00e7\u00f5es de pesquisa governamentais, a <em>new space economy<\/em> relaciona-se com empresas privadas que est\u00e3o transformando os neg\u00f3cios no setor. O quinto, por fim, relaciona a <em>space economy<\/em>\u00a0com a transforma\u00e7\u00e3o digital que ocorre em todas as partes do mundo e com as mega constela\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lites que auxiliar\u00e3o na implementa\u00e7\u00e3o da conectividade de todos os humanos adultos \u00e0 internet e no funcionamento dos sistemas aut\u00f4nomos.<\/p>\n<p><strong>I. Space Economy em n\u00fameros<\/strong><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio da <em>Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE)<\/em> \u2013 <em>The space economy in figures &#8211; responding to global challenges (2023)<\/em> apresenta dados sobre a dimens\u00e3o do setor. Ao list\u00e1-los, busca-se conhecer um pouco mais esse setor que atualmente contribui para lidar com muitos desafios globais. Entretanto, de acordo com o relat\u00f3rio, contribui\u00e7\u00f5es adicionais precisam ser feitas por parte dos setores p\u00fablico e privado para que as tecnologias espaciais continuem a auxiliar na resolu\u00e7\u00e3o desses desafios.<\/p>\n<p>* O relat\u00f3rio continua afirmando que todos os assuntos relacionados com a digitaliza\u00e7\u00e3o da sociedade, as tens\u00f5es geopol\u00edticas entre diferentes Estados nacionais, as infraestruturas cr\u00edticas nacionais, a pandemia de Covid-19 e a mudan\u00e7a clim\u00e1tica recebem o aux\u00edlio das tecnologias espaciais no que tange ao monitoramento e \u00e0 tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n<p>* Ao observar o problema desta perspectiva, a relev\u00e2ncia social da <em>space economy<\/em> aumenta, mesmo que esse setor da economia represente US$ 75 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em 2022, ou seja, apenas 0,1% do PIB das economias da OCDE. Assim, a <em>space economy<\/em> se consolida cada vez mais como sendo um setor extremamente estrat\u00e9gico.<\/p>\n<p>* Desde 1957, quase 100 pa\u00edses foram capazes de colocar sat\u00e9lites em \u00f3rbita, 23 pa\u00edses est\u00e3o buscando projetos de lan\u00e7adores nacionais e 11 pa\u00edses est\u00e3o desenvolvendo os chamados <em>spaceports<\/em>, local destinado para o lan\u00e7amento e o recebimento de naves espaciais.<\/p>\n<p>* At\u00e9 o ano de 2022, existiam aproximadamente 6.700 sat\u00e9lites operacionais em \u00f3rbita, duas vezes mais do que existia em 2020. Dentro desse universo, os sat\u00e9lites comerciais representavam 78,6% do total em opera\u00e7\u00e3o, os governamentais 10,2%, os militares 8,8% e os civis 2,4%.<\/p>\n<p>* No que tange \u00e0 nacionalidade dos sat\u00e9lites operacionais em \u00f3rbita, 67,4% pertencem aos Estados Unidos, 8,8% \u00e0 China, 8,4% ao Reino Unido, 2,6% \u00e0 R\u00fassia, 1,3% ao Jap\u00e3o e 0,9% \u00e0 \u00cdndia. De acordo com esses \u00edndices, observa-se o alto grau de concentra\u00e7\u00e3o do setor e seu reduzido n\u00famero de participantes.<\/p>\n<p>* Para o ano de 2022, as estimativas selecionadas do or\u00e7amento espacial dos governos mostram os Estados Unidos em primeiro lugar, com quase 0,25% do PIB, seguido pela Fran\u00e7a, com aproximadamente 0,1%. Apesar do reduzido percentual do PIB destinado \u00e0 <em>space economy<\/em>, os governos continuam sendo importantes investidores do setor.<\/p>\n<p>* Por fim, destaca-se que o crescimento da <em>space economy<\/em> foi lento, 1,6% ao ano entre 2012 e 2019, e que as estimativas realizadas de que esse setor se transformaria em uma economia de um trilh\u00e3o de d\u00f3lares em 2040 n\u00e3o ocorrer\u00e3o. Por isso, o relat\u00f3rio enfatiza a necessidade da manuten\u00e7\u00e3o do financiamento estatal desse setor.<\/p>\n<p><strong>II. Space Economy: os novos neg\u00f3cios<\/strong><\/p>\n<p>Contemporaneamente, existem in\u00fameras an\u00e1lises sobre a <em>space economy<\/em> que criam cen\u00e1rios ut\u00f3picos e dist\u00f3picos. Nessa se\u00e7\u00e3o, s\u00e3o apresentadas apenas as an\u00e1lises da <em>space economy<\/em> que focam nas possibilidades dos novos neg\u00f3cios que surgem com o desenvolvimento desse setor.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise est\u00e1 centrada no relat\u00f3rio <em>Frontiers: space: five big ideas shapping tomorrow\u2019s off-word economy<\/em>, realizado pela <em>Wired Consulting<\/em> juntamente com a <em>HSBC-Global Private Banking<\/em> e publicada na revista <a href=\"https:\/\/www.wired.com\/sponsored\/story\/hsbc-frontiers-space-economy-trends\/\"><em>Wired<\/em><\/a>. Ao longo desta se\u00e7\u00e3o, busca-se sintetizar os principais argumentos contidos nos cinco artigos do relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O primeiro artigo, <em>Why \u2018living off the land\u2019 will be crucial to the dawning era of space exploration<\/em>, apresenta a necessidade de serem buscados recursos no espa\u00e7o para as atividades que l\u00e1 s\u00e3o realizadas. A busca pela explora\u00e7\u00e3o de recursos espaciais foi iniciada devido \u00e0 constata\u00e7\u00e3o de que, para cada quilo de material que chega na Lua ou em Marte, cerca de sete quilos e meio at\u00e9 onze quilos s\u00e3o lan\u00e7ados da terra. Diante destes n\u00fameros, as ag\u00eancias espaciais dos Estados Unidos e da China est\u00e3o com projetos para realizar miss\u00f5es espaciais cujo objetivo \u00e9 avaliar a viabilidade de coletar o gelo existente nas regi\u00f5es polares da Lua. Se essa coleta for vi\u00e1vel, a \u00e1gua encontrada ser\u00e1 usada para o consumo humano e tamb\u00e9m ser\u00e1 decomposta, criando ar respir\u00e1vel e combust\u00edveis com base em oxig\u00eanio l\u00edquido e hidrog\u00eanio l\u00edquido.<\/p>\n<p>O segundo artigo, <em>Satellites can now show businesses what the human eye can\u2019t see<\/em>, apresenta os sat\u00e9lites de radar de abertura sint\u00e9tica <strong>[8]<\/strong> que n\u00e3o possuem lentes, mas antenas de r\u00e1dio. Essa tecnologia possibilita a realiza\u00e7\u00e3o de imagens com qualidade durante a noite e em dias nublados.<\/p>\n<p>O terceiro artigo, <em>Are space-based solar farms the future of clean energy?<\/em>, apresenta a viabilidade da coleta de energia solar no espa\u00e7o e da irradia\u00e7\u00e3o desse poder energ\u00e9tico para a Terra. Nos idos de 1941, Isaac Asimov escreveu uma hist\u00f3ria de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica intitulada <em>Reason<\/em>, e nela os seres humanos faziam essa transfer\u00eancia energ\u00e9tica. Contemporaneamente, pesquisadores afirmam que a energia solar baseada no espa\u00e7o pode ser t\u00e9cnica e economicamente vi\u00e1vel.<\/p>\n<p>O quarto artigo, <em>How celestial \u2018gas stations\u2019 could unlock the space economy<\/em>, afirma que, ao serem lan\u00e7ados em \u00f3rbita, os sat\u00e9lites possuem a totalidade de combust\u00edvel para realizar seu posicionamento correto, suas manobras e mudan\u00e7as em sua \u00f3rbita. Entretanto, quando o combust\u00edvel acaba, mesmo que o sat\u00e9lite ainda tenha condi\u00e7\u00f5es de ser usado, \u00e9 decretado o seu fim. Por isso, \u00e9 valiosa a possibilidade de reabastecer sat\u00e9lites e, consequentemente, estender sua vida \u00fatil <strong>[9]<\/strong>.<\/p>\n<p>O quinto e \u00faltimo artigo, <em>Space junk is a huge problem. It\u2019s also a business opportunity<\/em>, trata do lixo e do congestionamento espacial. Diante do aumento dos detritos espaciais, especialistas afirmam que \u00e9 necess\u00e1rio cuidar do meio ambiente espacial e fazer o mesmo que est\u00e1 sendo feito no planeta Terra: reutilizar, reaproveitar e reciclar materiais para reduzir os danos causados pela a\u00e7\u00e3o humana <strong>[10]<\/strong>.<\/p>\n<p>Os artigos publicados na revista <em>Wired<\/em> apresentam os novos neg\u00f3cios que est\u00e3o sendo criados com as tecnologias espaciais que fundamentam a <em>space economy<\/em>. Neles, pesquisadores da <em>National Aeronautics and Space Administration (NASA)<\/em>, da <em>European Space Agency (ESA-Solaris)<\/em> e profissionais de alta qualifica\u00e7\u00e3o do setor privado apresentam suas perspectivas otimistas para o setor. Tais perspectivas podem ser traduzidas como sendo as mais novas promessas do progresso capitalista com base na <em>space economy<\/em>.<\/p>\n<p><strong>III. Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\n<p>Nesse artigo foram apresentados dados referentes \u00e0 dimens\u00e3o da <em>space economy<\/em> de acordo com o relat\u00f3rio da <em>OCDE<\/em> e os desenvolvimentos tecnol\u00f3gicos que impulsionam os neg\u00f3cios desse setor de acordo com relat\u00f3rio publicado pela <em>HSBC-Wired. <\/em>Al\u00e9m disso, foram recuperados os principais argumentos do livro <em>Space economy<\/em>. As tr\u00eas refer\u00eancias em an\u00e1lise apresentam argumentos otimistas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s consequ\u00eancias da expans\u00e3o do desenvolvimento capitalista no espa\u00e7o. Afinal, diante das atuais crises existentes no mundo contempor\u00e2neo, argumenta-se que o desenvolvimento da <em>space economy<\/em> pode auxiliar no monitoramento e na gest\u00e3o das infraestruturas cr\u00edticas e, talvez, trazer recursos do espa\u00e7o para a Terra.<\/p>\n<p>Para concluir, reitera-se que as descri\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es desse artigo ainda se encontram em um est\u00e1gio inicial. Por um lado, a <em>space economy<\/em> \u00e9 um campo de estudos que pode ser comparado a uma gal\u00e1xia composta por conhecimentos consolidados por d\u00e9cadas. Por outro, as cr\u00edticas \u00e0s consequ\u00eancias do desenvolvimento capitalista desse setor formam uma outra gal\u00e1xia. Assim, diante das dimens\u00f5es desse campo de estudos, esse introdut\u00f3rio artigo buscou mostrar uma reduzida parte da <em>space economy<\/em>. No pr\u00f3ximo artigo desta s\u00e9rie ser\u00e3o apresentadas as cr\u00edticas ao atual desenvolvimento capitalista no espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Cr\u00e9ditos da imagem que ilustra o artigo: <em>rawpixel.com<\/em><\/p>\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p><strong>[1] <\/strong>OECD (2023), <em>The Space Economy in Figures: Responding to Global Challenges<\/em>, OECD Publishing, Paris, <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1787\/fa5494aa-en\">https:\/\/doi.org\/10.1787\/fa5494aa-en<\/a>.<\/p>\n<p><strong>[2]<\/strong> Uma evid\u00eancia desse destaque pode ser apreendida no <em>2nd Anual Space Economy Summit 2024<\/em> organizado pela revista <em>The Economist<\/em>. Acesse a p\u00e1gina do evento <a href=\"https:\/\/events.economist.com\/space-economy-summit\/\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p><strong>[3]<\/strong> Universidades e institui\u00e7\u00f5es multilaterais est\u00e3o oferecendo cursos voltados para a \u00e1rea empresarial e eventos sobre <em>space economy<\/em>. Apresenta-se tr\u00eas desses cursos <a href=\"https:\/\/professionalprograms.mit.edu\/online-program-new-space-economy\/\">aqui<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.unoosa.org\/oosa\/en\/ourwork\/topics\/space-economy\/index.html\">aqui<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.sbs.ox.ac.uk\/events\/global-space-economy-next-frontier\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p><strong>[4]<\/strong> O site da <em>United Nations Office for Outer Space Affairs (UNOOSA)<\/em> pode ser acessado <a href=\"https:\/\/www.unoosa.org\/oosa\/index.html\">aqui<\/a>. O site da <em>Ag\u00eancia Espacial Brasileira (AEB)<\/em> pode ser acessado <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/aeb\/pt-br\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p><strong>[5]<\/strong> Uma afirma\u00e7\u00e3o sobre esse tema pode ser encontrada <a href=\"https:\/\/blog.neuraspace.com\/space-economy-future-of-humanity\">aqui<\/a>. Sobre as crises do capitalismo contempor\u00e2neo, ver o artigo <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2024\/07\/31\/leituras-crise-capitalista\/\">Uma teia em constru\u00e7\u00e3o: leituras sobre a crise capitalista<\/a>.<\/p>\n<p><strong>[6]<\/strong> Sobre esse tema, ver: PINTO, \u00c1. V. <em>O conceito de tecnologia<\/em>. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005. v. I.<\/p>\n<p><strong>[7]<\/strong> DI PIPPO, S. <em>Space economy: the new frontier for development<\/em>. Milano: Bocconi University Press, 2023.<\/p>\n<p><strong>[8] <\/strong>O termo ingl\u00eas \u00e9 <em>Synthetic aperture radar (SAR)<\/em> e mais informa\u00e7\u00f5es sobre o tema podem ser encontradas <a href=\"https:\/\/www.iceye.com\/sar-data\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p><strong>[9]<\/strong> Mas informa\u00e7\u00f5es sobre o tema podem ser encontradas <a href=\"https:\/\/www.orbitfab.com\/\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p><strong>[10]<\/strong> Mais informa\u00e7\u00f5es sobre o tema podem ser encontradas <a href=\"https:\/\/astroscale-us.com\/\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>O novos neg\u00f3cios criados pela space economy podem ser traduzidos como sendo a mais nova fronteira do progresso capitalista.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":680,"featured_media":1601,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[196],"tags":[],"class_list":["post-1600","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2024\/09\/Davis-MeltzerRawpixel.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1600","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/680"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1600"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1600\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1604,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1600\/revisions\/1604"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1601"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1600"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1600"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1600"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}