{"id":1605,"date":"2024-10-31T15:20:45","date_gmt":"2024-10-31T18:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/?p=1605"},"modified":"2024-11-06T16:25:01","modified_gmt":"2024-11-06T19:25:01","slug":"taxa-de-juros-politica-fiscal-e-renda-o-modelo-is-lm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2024\/10\/31\/taxa-de-juros-politica-fiscal-e-renda-o-modelo-is-lm\/","title":{"rendered":"Taxa de juros, pol\u00edtica fiscal e renda: o modelo IS\/LM\u00b9"},"content":{"rendered":"<p>Por: <strong>Ulisses Rubio Urbano da Silva<\/strong><\/p>\n<p><strong>I. Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A discuss\u00e3o sobre taxa de juros no Brasil tem sido um dos principais temas de macroeconomia desde a implementa\u00e7\u00e3o do Plano Real. Junto a ela, a pol\u00edtica fiscal tamb\u00e9m foi al\u00e7ada a um dos principais temas macroecon\u00f4micos, desde que o controle rigoroso dos gastos do governo passou a ser a refer\u00eancia para a estabilidade da economia. Ambas, taxa de juros e pol\u00edtica fiscal ganharam relev\u00e2ncia por serem reguladoras da infla\u00e7\u00e3o. Contudo tanto a taxa de juros quanto a pol\u00edtica fiscal tamb\u00e9m afetam a possibilidade de as pessoas terem renda, seja oriunda do trabalho ou de neg\u00f3cios. O modelo IS\/LM \u00e9 um dos modelos mais utilizados para entender as rela\u00e7\u00f5es entre pol\u00edtica fiscal, taxa de juros e renda. Aqui, pretendemos abordar o modelo de forma bastante did\u00e1tica, sem uso de f\u00f3rmulas ou gr\u00e1ficos, sem nos aprofundarmos na decomposi\u00e7\u00e3o das vari\u00e1veis, mas tocando em elementos fundamentais para o entendimento do modelo <strong>[2]<\/strong>.<\/p>\n<p>O primeiro passo \u00e9 compreender que a economia de um pa\u00eds (sem considerar sua rela\u00e7\u00e3o com os demais pa\u00edses) cont\u00e9m dois mercados: o mercado de bens e o mercado monet\u00e1rio. Come\u00e7aremos pelo mercado de bens, depois falaremos sobre o mercado monet\u00e1rio e, finalmente, juntaremos os dois mercados.<\/p>\n<p><strong>II. O mercado de bens<\/strong><\/p>\n<p>O mercado de bens \u00e9 constitu\u00eddo pela soma de todas as transa\u00e7\u00f5es de bens e servi\u00e7os, isto \u00e9, pela compra e venda de bens e servi\u00e7os. Por exemplo, quando algu\u00e9m compra um ventilador: h\u00e1 o vendedor, o comprador e o bem (ventilador). Da mesma maneira seria a contrata\u00e7\u00e3o de um eletricista para instalar o ventilador comprado: h\u00e1 o vendedor do servi\u00e7o (o eletricista), o comprador do servi\u00e7o (propriet\u00e1rio do ventilador) e o servi\u00e7o em si (a instala\u00e7\u00e3o do ventilador). De maneira geral, portanto, toda transa\u00e7\u00e3o de um bem ou de um servi\u00e7o cont\u00e9m um vendedor, um comprador e um bem. O mercado de bens \u00e9 tamb\u00e9m chamado de lado real da economia.<\/p>\n<p>Quando se considera a economia do pa\u00eds como um todo, falamos em agregados. Isto \u00e9, n\u00e3o importa somente a compra de um indiv\u00edduo, mas a compra de todos os indiv\u00edduos, juntando pessoas, governo e empresas. Todas essas compras, tamb\u00e9m chamada de demanda agregada, s\u00e3o divididas em: consumo das fam\u00edlias, consumo do governo e investimentos.<\/p>\n<p>O consumo das fam\u00edlias \u00e9 afetado tanto pela renda quanto pela taxa de juros. Quanto \u00e0 renda, o mecanismo \u00e9 mais intuitivo: quanto maior a renda, mais compras s\u00e3o realizadas. Neste caso, a rela\u00e7\u00e3o entre consumo e renda \u00e9 positiva: se aumenta a renda, aumenta o consumo. O consumo das fam\u00edlias tamb\u00e9m \u00e9 afetado, negativamente, pela taxa de juros. Quanto maior a taxa de juros, menor o consumo das fam\u00edlias. Isso ocorre sobretudo nos itens de consumo n\u00e3o c\u00edclico. Isto \u00e9, aqueles itens que n\u00e3o s\u00e3o comprados regularmente. Em geral s\u00e3o itens de maior durabilidade, como, por exemplo, m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos. Como esses itens s\u00e3o, em sua maioria, pagos de forma parcelada, o aumento da taxa de juros tende a aumentar o valor total do produto, desestimulando o consumo.<\/p>\n<p>A taxa de juros afeta, tamb\u00e9m negativamente, o investimento. Nesse caso, o motivo \u00e9 distinto. Para decidir onde investir seu dinheiro, o indiv\u00edduo (pessoa ou empresa) vai analisar quais op\u00e7\u00f5es ele tem. Uma das op\u00e7\u00f5es sempre poss\u00edvel \u00e9 comprar t\u00edtulos que pagam a taxa b\u00e1sica de juros. Se essa taxa estiver muito alta, o indiv\u00edduo tende optar pela compra de t\u00edtulos, deixando de investir. Assim, o aumento da taxa de juros causa uma diminui\u00e7\u00e3o do investimento, em termos agregados, da economia.<\/p>\n<p>Toda essa demanda, composta por consumo das fam\u00edlias, consumo do governo e investimento, para ser realizada, precisa encontrar produtores que vendam os produtos e servi\u00e7os desejados. Ent\u00e3o, para que a demanda agregada se realize \u00e9 preciso ter a oferta agregada. Essa \u00e9 feita por tr\u00eas setores: ind\u00fastria, servi\u00e7os e agropecu\u00e1ria. Isso \u00e9, tudo o que \u00e9 demandado por fam\u00edlias, governo e empres\u00e1rios \u00e9 produzido pelos setores ind\u00fastria, servi\u00e7os e agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Temos, ent\u00e3o, o mercado de bens, composto pela oferta agregada e pela demanda agregada. Vejamos, em complemento, o mercado monet\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>III. Mercado monet\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>O mercado monet\u00e1rio \u00e9 derivado de uma contrapartida ao mercado de bens. Isto \u00e9, para que exista uma transa\u00e7\u00e3o comercial, \u00e9 necess\u00e1ria a exist\u00eancia da moeda (dinheiro). Ent\u00e3o, toda vez que h\u00e1 transa\u00e7\u00e3o de um bem ou servi\u00e7o h\u00e1 tamb\u00e9m uma transa\u00e7\u00e3o de moeda. O bem sai da m\u00e3o do vendedor e \u00e9 levado ao comprador; o dinheiro sai da posse do comprador e \u00e9 levado ao vendedor. Contudo, o dinheiro (a moeda) n\u00e3o \u00e9 utilizado apenas para transa\u00e7\u00f5es comerciais. A moeda \u00e9 utilizada tamb\u00e9m como reserva de valor, isto \u00e9, como uma forma de preservar a riqueza de quem a det\u00e9m. Nesse sentido, a moeda \u00e9 um ativo, como qualquer outro.<\/p>\n<p>Um ativo \u00e9 algo utilizado com o intuito de preservar a riqueza. Mas ele tamb\u00e9m \u00e9 utilizado como tentativa para expandir a riqueza de quem o det\u00e9m. Por exemplo, uma pessoa pode avaliar que, comprando um terreno hoje e vendendo esse mesmo terreno daqui a um ano, ela ganhar\u00e1 mais do que mantendo seu dinheiro na poupan\u00e7a. Nesse caso, o terreno \u00e9 um ativo. De maneira semelhante, analistas superbem formados podem entender que usar o dinheiro para comprar a\u00e7\u00f5es da Americanas vai gerar mais dinheiro, em um ano, do que utilizar esse mesmo dinheiro para ter a casa pr\u00f3pria. Como consequ\u00eancia, voc\u00ea deveria vender sua casa, comprar a\u00e7\u00f5es da Americanas e pagar aluguel. Obviamente que essa expectativa pode ser frustrada. Por ser tratar apenas de uma expectativa, dizemos que a compra desses ativos (tanto o terreno quanto as a\u00e7\u00f5es da Americanas) ocorreu por motivo de especula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A moeda tamb\u00e9m \u00e9 utilizada como um ativo. Isto ocorre sobretudo em momentos de crise econ\u00f4mica. Em cen\u00e1rios assim os investidores ficam receosos quanto a perspectiva de retorno sobre seus investimentos. Isto \u00e9, quem investe tem a esperan\u00e7a de recuperar o valor investido e receber algo a mais. Se h\u00e1 um investimento de R$10.000,00 hoje, \u00e9 esperado que, ap\u00f3s um certo per\u00edodo de tempo, o investidor recupere esse valor e ainda ganhe mais, por exemplo, R$1.500,00. Assim, os R$10.000,00 se tornariam R$11.500,00. Num cen\u00e1rio de crise econ\u00f4mica os investidores temem que isso n\u00e3o ocorra. Afinal, se h\u00e1 muito desemprego, se h\u00e1 neg\u00f3cios falindo, quem vai comprar o suficiente para garantir que a expectativa do investidor, de ganhar mais dinheiro, seja realizada de fato? Ent\u00e3o, em cen\u00e1rios de crise econ\u00f4mica, quem det\u00e9m riqueza tende a mant\u00ea-la em forma de moeda (dinheiro) para n\u00e3o correr o risco de investir em algo que gere perda de dinheiro.<\/p>\n<p>Portanto, a moeda pode ser utilizada como meio de troca (quando \u00e9 utilizada com contrapartida a transa\u00e7\u00f5es de bens e\/ou servi\u00e7os) ou como um ativo (para preservar o valor da riqueza). Quem deseja moeda para utilizar como meio de troca, realiza uma demanda por moeda por motivo transa\u00e7\u00e3o. Quem deseja moeda para utilizar como reserva de valor, realiza uma demanda por moeda por motivo especula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A demanda por moeda por motivo transa\u00e7\u00e3o \u00e9 determinada positivamente pela renda: quanto mais se tem dinheiro, mais produtos s\u00e3o comprados e maior a quantidade de moeda necess\u00e1ria para realizar compras. A demanda por moeda por motivo especula\u00e7\u00e3o \u00e9 determinada negativamente pela taxa de juros: quanto maior a taxa de juros, maior a tend\u00eancia de os investidores optarem por comprar t\u00edtulos que rendam os juros em vez de manter sua riqueza em dinheiro. Em s\u00edntese, quanto maior a renda, maior a demanda por moeda. Quanto maior a taxa de juros, menor a demanda por moeda.<\/p>\n<p>A demanda total de moeda \u00e9 formada por demanda por moeda por motivo transa\u00e7\u00e3o e demanda por moeda por motivo especula\u00e7\u00e3o <strong>[3]<\/strong>. Por outro lado, a oferta de moeda \u00e9 decidida pela autoridade monet\u00e1ria, que, no caso do Brasil, \u00e9 o Banco Central. Assim temos, ent\u00e3o, o mercado monet\u00e1rio. No mercado monet\u00e1rio, o pre\u00e7o do dinheiro \u00e9 a taxa de juros. E essa taxa de juros \u00e9 determinada pela oferta e demanda por moeda. Por exemplo, se a demanda por moeda se torna maior que a oferta de moeda, a taxa de juros tende a aumentar, pois isso diminui a demanda por moeda (atrav\u00e9s da redu\u00e7\u00e3o da demanda por moeda por motivo especula\u00e7\u00e3o) de modo a torn\u00e1-la compat\u00edvel com a oferta de moeda.<\/p>\n<p>Resta-nos, agora, ver como interagem o mercado monet\u00e1rio e o mercado de bens atrav\u00e9s da taxa de juros. Faremos isso atrav\u00e9s de dois exemplos. No primeiro exemplo, partiremos de altera\u00e7\u00f5es no mercado de bens. No segundo exemplo, partiremos de altera\u00e7\u00f5es no mercado monet\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>IV. Intera\u00e7\u00f5es entre mercado de bens e mercado monet\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Suponhamos que o governo decida fazer uma pol\u00edtica fiscal expansionista, isto \u00e9, uma pol\u00edtica com a inten\u00e7\u00e3o de ampliar a renda do pa\u00eds. Para isso, o governo escolhe ampliar o seu consumo. Como o consumo do governo \u00e9 parte da demanda agregada, ent\u00e3o essa tamb\u00e9m \u00e9 aumentada. Considerando um cen\u00e1rio de PIB abaixo do PIB potencial, o aumento da demanda agregada \u00e9 correspondido, em mesmo montante, pelo aumento da oferta agregada. Como isso, h\u00e1 o aumento da renda. Se consider\u00e1ssemos somente o mercado de bens, isso seria todo o efeito. Contudo, h\u00e1 tamb\u00e9m o mercado monet\u00e1rio.<\/p>\n<p>O aumento da renda provoca um aumento da demanda por moeda (por motivo transa\u00e7\u00e3o). Considerando que a autoridade monet\u00e1ria mantenha a quantidade de moeda ofertada, o aumento da demanda por moeda ocasiona aumento da taxa de juros. Mas uma alta na taxa de juros gera redu\u00e7\u00e3o tanto no consumo das fam\u00edlias quanto nos investimentos.<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, temos, pelo lado do mercado de bens, um aumento da renda provocado pelo aumento do consumo do governo. Mas tamb\u00e9m temos a redu\u00e7\u00e3o da renda provocada, pelo lado do mercado monet\u00e1rio, pela eleva\u00e7\u00e3o na taxa de juros. O resultado disso depende do quanto o consumo e o investimento est\u00e3o sens\u00edveis ao aumento na taxa de juros. Contudo, a tend\u00eancia \u00e9 a de que a renda fique maior e a taxa de juros tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Como um segundo exemplo, suponhamos que o Banco Central decida ampliar a oferta monet\u00e1ria. Em um primeiro momento, o aumento da oferta monet\u00e1ria, permanecendo a demanda constante, provoca redu\u00e7\u00e3o na taxa de juros. Diante disso, h\u00e1 efeitos no mercado de bens. A redu\u00e7\u00e3o na taxa de juros promove aumento no consumo das fam\u00edlias e nos investimentos. Como consumo e investimento s\u00e3o itens da demanda agregada, essa tamb\u00e9m cresce. Havendo capacidade produtiva ociosa, o aumento da demanda agregada \u00e9 correspondido por um aumento na oferta agregada, gerando um aumento na renda. Por consequ\u00eancia ao aumento da renda ocorre um aumento na demanda por moeda (por motivo transa\u00e7\u00e3o), ocasionando aumento da taxa de juros.<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, temos redu\u00e7\u00e3o da taxa de juros provocada pelo lado monet\u00e1rio, atrav\u00e9s do aumento de oferta de moeda. Por outro lado, temos aumento da taxa de juros originado de um efeito no mercado de bens: o aumento da renda gerou mais transa\u00e7\u00f5es comerciais e isso ampliou a demanda por moeda (por motivo transa\u00e7\u00e3o). Novamente, o resultado final depende do quanto consumo e investimento est\u00e3o sens\u00edveis aos juros. Contudo, a tend\u00eancia, nesse caso, \u00e9 haver aumento na renda e redu\u00e7\u00e3o na taxa de juros.<\/p>\n<p>Concluindo, o modelo IS\/LM apresenta as intera\u00e7\u00f5es entre o mercado de bens e o mercado monet\u00e1rio, permitindo acompanhar a sequ\u00eancia de efeitos de um acontecimento originado em um dos mercados e qual o resultado final na renda do pa\u00eds e na taxa de juros.<\/p>\n<p>Cr\u00e9ditos da imagem que ilustra o artigo: Livros de macroeconomia e c\u00e9dulas de diferentes economias nacionais. Acervo pessoal de Leonardo Dias Nunes.<\/p>\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p><strong>[1]<\/strong> O professor Ulisses Rubio Urbano da Silva agradece \u00e0s turmas dos cursos de Agronomia e Zootecnia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) para as quais ministrou a disciplina de Economia no ano de 2024.<\/p>\n<p><strong>[2]<\/strong> Para mais informa\u00e7\u00f5es sobre o modelo <em>IS-LM<\/em>, ver: HICKS, J. R. O sr. Keynes e os cl\u00e1ssicos: uma sugest\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o. In: CARNEIRO, R. (Org.). <em>Os cl\u00e1ssicos da economia.<\/em> 1. ed. S\u00e3o Paulo: Editora \u00c1tica, 2003. v. 2. p. 143\u2013159; HICKS, J. R. IS-LM: uma explica\u00e7\u00e3o. In: CARNEIRO, R. (Org.). <em>Os cl\u00e1ssicos da economia.<\/em> 1. ed. S\u00e3o Paulo: Editora \u00c1tica, 2003. v. 2. p. 159\u2013174.<\/p>\n<p><strong>[3] <\/strong>Em verdade, h\u00e1 tamb\u00e9m a demanda por moeda por motivo precau\u00e7\u00e3o. Contudo, como esta tamb\u00e9m \u00e9 determinada pela renda total, preferimos aqui n\u00e3o abord\u00e1-la. Assim, podemos simplificar a explica\u00e7\u00e3o sem, contudo, prejudicar o racioc\u00ednio aqui proposto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>O modelo IS\/LM \u00e9 um dos modelos mais utilizados para entender as rela\u00e7\u00f5es entre pol\u00edtica fiscal, taxa de juros e renda.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":638,"featured_media":1606,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[196],"tags":[],"class_list":["post-1605","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2024\/11\/Livros-cedulas.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1605","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/638"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1605"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1605\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1611,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1605\/revisions\/1611"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1606"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1605"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1605"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1605"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}