{"id":1686,"date":"2025-09-03T10:31:39","date_gmt":"2025-09-03T13:31:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/?p=1686"},"modified":"2025-09-03T10:31:39","modified_gmt":"2025-09-03T13:31:39","slug":"progresso-e-desenvolvimento-em-resenha-uma-coletanea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2025\/09\/03\/progresso-e-desenvolvimento-em-resenha-uma-coletanea\/","title":{"rendered":"Progresso e desenvolvimento em resenha: uma colet\u00e2nea"},"content":{"rendered":"<p>Por: <strong>Leonardo Dias Nunes<\/strong><\/p>\n<p><strong>I. Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O artigo organiza e apresenta um conjunto de textos que refletem sobre as condi\u00e7\u00f5es de possibilidade do desenvolvimento capitalista no Brasil desde meados da d\u00e9cada de 1950 at\u00e9 os dias atuais. Para tanto, al\u00e9m desta introdu\u00e7\u00e3o, na segunda se\u00e7\u00e3o foram apresentados os crit\u00e9rios de organiza\u00e7\u00e3o da colet\u00e2nea. Na terceira, cada texto foi apresentado resumidamente. Por fim, na quarta, foram apresentadas as considera\u00e7\u00f5es finais e os objetivos futuros do estudo e da pesquisa em torno da tem\u00e1tica do desenvolvimento capitalista no Brasil.<\/p>\n<p><strong>2. A organiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A colet\u00e2nea <em>Progresso e desenvolvimento em resenha<\/em> est\u00e1 organizada de acordo com tr\u00eas vetores de interpreta\u00e7\u00e3o: a <em>possibilidade<\/em> do desenvolvimento capitalista no Brasil, a <em>impossibilidade<\/em> desse desenvolvimento e a busca por algum tipo de <em>transi\u00e7\u00e3o<\/em> em rela\u00e7\u00e3o a este modo de produ\u00e7\u00e3o. Com essa organiza\u00e7\u00e3o, busquei simplificar um debate que se apresenta de forma muito mais complexa na \u00e1rea de pesquisa sobre o desenvolvimento econ\u00f4mico <strong>[1]<\/strong>.<\/p>\n<p>Os vetores <em>possibilidade-impossibilidade-transi\u00e7\u00e3o<\/em> s\u00e3o fruto de um di\u00e1logo estabelecido com tr\u00eas estudiosos deste tema, que geralmente n\u00e3o s\u00e3o colocados em di\u00e1logo devido as suas diferen\u00e7as te\u00f3ricas. Assim, simultaneamente, dialoguei com \u00c1lvaro Vieira Pinto, autor que refletiu sobre as <em>condi\u00e7\u00f5es de possibilidade<\/em> do desenvolvimento capitalista no Brasil durante a segunda metade do s\u00e9culo XX <strong>[2]<\/strong>. Com Paulo Arantes, j\u00e1 na segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI, aprendi sobre o novo tempo do mundo, a crise do progresso e as caracter\u00edsticas de um tempo hist\u00f3rico que \u00e9 marcado pelas expectativas decrescentes em rela\u00e7\u00e3o ao futuro. Assim, os argumentos desse fil\u00f3sofo fundamentam uma certa vis\u00e3o sobre a <em>impossibilidade<\/em> do desenvolvimento nacional na contemporaneidade <strong>[3]<\/strong>. Por fim, tamb\u00e9m na segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI, o di\u00e1logo com Enrique Dussel me mostrou a necessidade de se refletir sobre uma longa <em>transi\u00e7\u00e3o<\/em> para um novo modo de produ\u00e7\u00e3o da vida. Diante das crises que surgem no mundo contempor\u00e2neo, o fil\u00f3sofo argentino iniciou uma reflex\u00e3o sobre um novo modo de vida, dado que, de acordo com a sua an\u00e1lise, o modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista j\u00e1 n\u00e3o consegue esconder os limites de suas caracter\u00edsticas democr\u00e1ticas e liberais <strong>[4]<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>III. As partes<\/strong><\/p>\n<p>A colet\u00e2nea <em>Progresso e desenvolvimento em resenha<\/em> \u00e9 um mosaico, uma certa bricolagem. Procurei organiz\u00e1-la didaticamente e, por ter pesquisado a economia brasileira de meados do s\u00e9culo XX no meu per\u00edodo de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, destaquei que uma certa no\u00e7\u00e3o de progresso e de desenvolvimento econ\u00f4mico j\u00e1 n\u00e3o existem mais. Abaixo apresento sucintamente cada texto da colet\u00e2nea.<\/p>\n<p>O artigo <a href=\"https:\/\/www.hehe.org.br\/index.php\/rabphe\/article\/view\/766\"><em>As principais dimens\u00f5es da no\u00e7\u00e3o de progresso de JK<\/em><\/a> reconstituiu as dimens\u00f5es da no\u00e7\u00e3o de progresso utilizada por Juscelino Kubitschek nos <em>Discursos<\/em> e nas <em>Mensagens ao Congresso Nacional<\/em>. Destaquei que essa no\u00e7\u00e3o expressava a busca, no Brasil, pela consolida\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o de vida resultante das transforma\u00e7\u00f5es decorrentes da Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial. Para tanto, o artigo apresentou as principais dimens\u00f5es da no\u00e7\u00e3o de progresso de Juscelino Kubitschek, quais sejam, as m\u00e9dico-sanit\u00e1rias, educacionais, cient\u00edficas, industriais e regionais. Por fim, observei que o per\u00edodo em an\u00e1lise era a express\u00e3o de um horizonte de expectativa positivo em rela\u00e7\u00e3o ao futuro.<\/p>\n<p>Em <a href=\"https:\/\/www.eco.unicamp.br\/publicacoes\/revistas\/leituras-economia-politica\/vol-16-n-1-f-24-p-1-102-jan-dez-2016\"><em>Pensadores necess\u00e1rios para compreender o Brasil<\/em><\/a> resenhei um livro que organizou uma colet\u00e2nea de artigos sobre a vida e a obra de int\u00e9rpretes do Brasil que publicaram suas principais obras durante o s\u00e9culo XX, per\u00edodo de transforma\u00e7\u00f5es estruturais e tens\u00f5es sociais devido ao intenso desenvolvimento capitalista no Brasil.<\/p>\n<p>Ao resenhar o livro <a href=\"https:\/\/revistasep.org.br\/index.php\/SEP\/article\/view\/694\"><em>O Brasil n\u00e3o cabe no quintal de ningu\u00e9m<\/em><\/a> evidenciei, de acordo com Paulo Nogueira Batista Jr., que o Brasil \u00e9 grande demais para ser coadjuvante na economia mundial. O autor fez uma cr\u00edtica aos economistas aculturados que aceitam os interesses das na\u00e7\u00f5es centrais nas institui\u00e7\u00f5es multilaterais para ganhar uma vida financeiramente confort\u00e1vel e o t\u00edtulo para participar de um clube enquanto integrantes de segunda classe. Seu testemunho revela as pr\u00e1ticas das institui\u00e7\u00f5es orientadas pela teoria econ\u00f4mica ortodoxa e, n\u00e3o menos importante, mostra como aqueles que dizem possuir a neutralidade da t\u00e9cnica s\u00e3o dominados por profundos interesses pol\u00edticos nacionais.<\/p>\n<p>J\u00e1 no livro <a href=\"https:\/\/econtents.bc.unicamp.br\/inpec\/index.php\/cma\/article\/view\/19205\"><em>O colapso do figurino franc\u00eas: cr\u00edtica \u00e0s ci\u00eancias sociais no Brasil<\/em><\/a>, resenhado com Fabio Padua dos Santos, apresentamos a obra de Nildo Ouriques que cont\u00e9m ensaios cr\u00edticos \u00e0s ci\u00eancias sociais no Brasil. O figurino franc\u00eas \u00e9 a met\u00e1fora que estabelece a cr\u00edtica \u00e0 escola de sociologia da Universidade de S\u00e3o Paulo, institui\u00e7\u00e3o em que foi elaborado um pensamento essencialmente euroc\u00eantrico, colonizado e academicista que, ao promover o desenraizamento te\u00f3rico, fez com que a academia brasileira evitasse o tema do nacionalismo, colocando-se de costas para a na\u00e7\u00e3o e, sobretudo, n\u00e3o reconhecendo importantes contribui\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas latino-americanas.<\/p>\n<p>Em <a href=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/abs\/10.1177\/0094582X19882017\"><em>Limites e contradi\u00e7\u00f5es dos governos de esquerda no Brasil do s\u00e9culo XXI<\/em><\/a> busquei compreender a complexa realidade que emergia na sociedade brasileira no in\u00edcio do s\u00e9culo XXI. Foram resenhados tr\u00eas livros. O primeiro, <em>The Takeover of Social Policy by Financialization: The Brazilian Paradox<\/em>, de Lena Lavinas. O segundo, <em>S\u00f3 mais um esfor\u00e7o<\/em>, de Vladimir Safatle. E o terceiro, <em>Caminhos da esquerda: Elementos para uma reconstru\u00e7\u00e3o<\/em>, de Ruy Fausto. A an\u00e1lise desses livros tornou familiar ao leitor os debates em torno dos avan\u00e7os, das limita\u00e7\u00f5es e dos paradoxos do modelo de desenvolvimento realizado pelos governos de Lu\u00edz In\u00e1cio Lula da Silva e Dilma Rousseff, assim como contextualizou as origens e os desdobramentos da atual crise e as possibilidades de supera\u00e7\u00e3o existentes no cen\u00e1rio atual.<\/p>\n<p>Em <a href=\"https:\/\/revistas.marilia.unesp.br\/index.php\/RFM\/article\/view\/15150\"><em>A fratura brasileira do mundo<\/em><\/a> mostrei como Paulo Arantes relacionou a crise aberta ap\u00f3s a d\u00e9cada de 1970 com a atual impossibilidade de supera\u00e7\u00e3o do subdesenvolvimento e com o fim da tradi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica brasileira. A crise econ\u00f4mica iniciada na d\u00e9cada de 1970 acelerou os processos de mundializa\u00e7\u00e3o do capital e de transnacionaliza\u00e7\u00e3o da classe capitalista, gerando sociedades cada vez mais desiguais. Nessa conjuntura hist\u00f3rica, o Estado de bem-estar social na Europa e o Estado desenvolvimentista na Am\u00e9rica Latina desmoronaram. Com o fim do mundo criado no p\u00f3s-guerra, originou-se um outro cujas rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, econ\u00f4micas e sociais n\u00e3o s\u00e3o pass\u00edveis de compreens\u00e3o a partir de conceitos e categorias criados no s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Em <a href=\"https:\/\/medium.com\/mundorama\/resenha-do-livro-imperialismo-e-empresa-estatal-no-capitalismo-dependente-brasileiro-1956-1998-9cb748d8c610\"><em>Imperialismo e empresa estatal no capitalismo dependente brasileiro (1956-1998)<\/em><\/a> apresentei a an\u00e1lise da a\u00e7\u00e3o do imperialismo norte-americano e suas rela\u00e7\u00f5es com as metamorfoses do desenvolvimento capitalista no Brasil na segunda metade do s\u00e9culo XX. Diferentemente de conhecidas interpreta\u00e7\u00f5es, Rodrigues demonstra que o neoliberalismo no Brasil n\u00e3o foi tardio, pois iniciou-se no princ\u00edpio da d\u00e9cada de 1980, momento em que a economia brasileira se adequava \u00e0 nova conjuntura do imperialismo, caracterizada pela transi\u00e7\u00e3o para a internacionaliza\u00e7\u00e3o financeira. Rodrigues contribui para uma maior compreens\u00e3o dessa sociedade cujo Estado nacional orientou a a\u00e7\u00e3o de suas empresas de acordo com os interesses das empresas multinacionais que se instalaram no Brasil durante o processo de internacionaliza\u00e7\u00e3o produtiva e, posteriormente, de acordo com os interesses do capital internacional no processo de internacionaliza\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>Em <a href=\"https:\/\/ojs.ifch.unicamp.br\/index.php\/teoriacritica\/article\/view\/3994\"><em>A (des)constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico filos\u00f3fica de Enrique Dussel<\/em><\/a>, escrita com Robson Gabioneta, buscamos publicizar uma das muitas obras do fil\u00f3sofo argentino Enrique Dussel. O autor realiza uma hist\u00f3ria pol\u00edtica mundial muito mais complexa do que aquela que prop\u00f5e o milagre grego e sua suposta continuidade hist\u00f3rica. Dussel apresenta autores que escrevem em espanhol e em portugu\u00eas, colocando-os no patamar de igualdade com outros conhecidos autores europeus. Assim, o autor foi al\u00e9m de mostrar a import\u00e2ncia dos autores de origem ib\u00e9rica, real\u00e7ando a necessidade da realiza\u00e7\u00e3o de um di\u00e1logo destes com os j\u00e1 conhecidos autores do norte da Europa.<\/p>\n<p>Na resenha de <a href=\"https:\/\/periodicos.ufes.br\/argumentum\/article\/view\/43822\/32797\"><em>Territ\u00f3rios em rebeldia<\/em><\/a> escrevi sobre um livro que traz uma colet\u00e2nea de artigos sobre a luta das comunidades latino-americanas que resistem \u00e0s investidas do capital no s\u00e9culo XXI e buscam construir novos mundos. Seus artigos apresentam uma tem\u00e1tica variada, tais como o Estado de exce\u00e7\u00e3o como forma de domina\u00e7\u00e3o no capitalismo contempor\u00e2neo, a busca por um novo modelo de sociedade, a vida e a luta na condi\u00e7\u00e3o antissist\u00eamica e as contradi\u00e7\u00f5es dos governos progressistas latino-americanos. Zibech argumenta que para construir um novo mundo \u00e9 necess\u00e1rio lidar com as m\u00faltiplas dimens\u00f5es da crise contempor\u00e2nea que se manifestam em guerras, fome, polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e desemprego. Esse processo possui muitos improvisos, pois s\u00e3o urgentes os problemas que surgem e devem ser resolvidos, por exemplo, em um bairro popular. <em>Territ\u00f3rios em Rebeldia<\/em> difunde as pr\u00e1ticas e os conhecimentos das classes populares que lutam com esperan\u00e7a para construir novos mundos. Enfim, \u00e9 um livro que aponta para os limites das promessas de reforma social realizadas pelos governos progressistas latino-americanos e para a paralisia cr\u00edtica existente diante da atual impossibilidade de superar o capital.<\/p>\n<p>Por fim, no ensaio-ep\u00edlogo <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2024\/07\/31\/leituras-crise-capitalista\/\"><em>As crises conexas do capitalismo contempor\u00e2neo<\/em><\/a>, vers\u00e3o ampliada e modificada do artigo publicado no <em>Blog Sobre Economia<\/em>, sistematizei a leitura de um conjunto de obras que versam sobre a atual crise do capitalismo contempor\u00e2neo. Diante desse conjunto de crises e da aus\u00eancia de solu\u00e7\u00f5es na atual conjuntura hist\u00f3rica, me pareceu razo\u00e1vel ensaiar sobre o tema, com toda a liberdade que o g\u00eanero ensaio possibilita.<\/p>\n<p><strong>IV. Considera\u00e7\u00f5es finais: os vetores de interpreta\u00e7\u00e3o e uma cole\u00e7\u00e3o imaginada<\/strong><\/p>\n<p>Como foi afirmado anteriormente, o artigo, as resenhas e o ensaio-ep\u00edlogo fazem parte de um mosaico individual, uma bricolagem que trata das condi\u00e7\u00f5es de possibilidade do desenvolvimento econ\u00f4mico no Brasil. A colet\u00e2nea apresenta tr\u00eas vetores de intepreta\u00e7\u00e3o do desenvolvimento capitalista \u2013 <em>possibilidade-impossibilidade-transi\u00e7\u00e3o<\/em> \u2013, uma s\u00edntese \u00fatil que se prop\u00f5e a auxiliar na apreens\u00e3o da complexidade da sociedade brasileira.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a colet\u00e2nea <em>Progresso e desenvolvimento em resenha<\/em> busca contribuir para a se\u00e7\u00e3o brasileira, ou at\u00e9 mesmo latino-americana, de uma cole\u00e7\u00e3o imaginada cujo t\u00edtulo provis\u00f3rio \u00e9: <em>Grandes livros da crise do mundo ocidental<\/em> <strong>[5]<\/strong>. Tal crise muitas vezes \u00e9 definida por europeus e norte-americanos como sendo a crise de todo o mundo. Certamente \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o bastante limitada, pois o mundo oriental cresce e se orienta com outras no\u00e7\u00f5es de progresso e desenvolvimento. Entretanto, esse \u00e9 um assunto para um outro artigo.<\/p>\n<p>Concluo apresentando a hip\u00f3tese de que ainda n\u00e3o existe um conjunto de refer\u00eancias para compreender o s\u00e9culo XXI como talvez tenha existido na segunda metade do s\u00e9culo XX. Assim, enquanto essas refer\u00eancias n\u00e3o se consolidam, refletir e difundir cr\u00edticas sobre o mundo contempor\u00e2neo torna-se uma tarefa necess\u00e1ria a ser realizada no <em>Blog Sobre Economia<\/em>.<\/p>\n<p><strong>V. Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p><strong>[1] <\/strong>Para uma obra cl\u00e1ssica sobre esse tema ver: BIELSCHOVSKY, R. <em>Pensamento econ\u00f4mico brasileiro: o ciclo ideol\u00f3gico do desenvolvimentismo<\/em>. \u2013 4. ed. Rio de Janeiro: Contraponto, 2000. Para uma obra recente sobre esse tema, ver: COSENTINO, Daniel do Val; GAMBI, Thiago Fontelas Rosado (organizadores). <em>Hist\u00f3ria do pensamento econ\u00f4mico: pensamento econ\u00f4mico brasileiro<\/em>. Niter\u00f3i \u2013 Eduff; S\u00e3o Paulo: Hucitec, 2019.<\/p>\n<p><strong>[2]<\/strong> PINTO, \u00c1lvaro Vieira. <em>Indica\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas para a defini\u00e7\u00e3o do subdesenvolvimento<\/em>. Revista Brasileira de Ci\u00eancias Sociais, Belo Horizonte, v. 3, n. 2, p. 252\u2013279, 1963. PINTO, \u00c1lvaro Vieira. <em>Ci\u00eancia e exist\u00eancia.<\/em> Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1969.<\/p>\n<p><strong>[3]<\/strong> ARANTES, Paulo Eduardo. <em>O novo tempo do mundo: e outros ensaios sobre a era da emerg\u00eancia<\/em>. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2014.<\/p>\n<p><strong>[4]<\/strong> DUSSEL, Enrique. <em>Pol\u00edtica da liberta\u00e7\u00e3o 1: hist\u00f3ria mundial e cr\u00edtica.<\/em> Passo Fundo: IFBE, 2014.<\/p>\n<p><strong>[5]<\/strong> A concep\u00e7\u00e3o dessa cole\u00e7\u00e3o imaginada est\u00e1 relacionada com a cole\u00e7\u00e3o <em>Great Books of the Western World<\/em> cuja apresenta\u00e7\u00e3o pode ser lida <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Great_Books_of_the_Western_World\">aqui<\/a>. Um artigo sobre a filosofia da hist\u00f3ria do editor da cole\u00e7\u00e3o pode ser lido em: LACY, T. The lovejovian roots of Adler\u2019s philosophy of history: authority, democracy, irony, and paradox in Britannicas\u2019s Great Books of the Western World. <em>Journal of the History of Ideas<\/em>, v. 71, n. 1, p. 113\u2013137, 2010.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>O artigo trata das condi\u00e7\u00f5es de possibilidade do desenvolvimento econ\u00f4mico no Brasil e apresenta tr\u00eas vetores de intepreta\u00e7\u00e3o do desenvolvimento capitalista \u2013 possibilidade-impossibilidade-transi\u00e7\u00e3o \u2013, uma s\u00edntese \u00fatil que se prop\u00f5e a auxiliar na apreens\u00e3o da complexidade da sociedade brasileira.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":680,"featured_media":1687,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[196],"tags":[577,142,91,165,232],"class_list":["post-1686","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-crises-conexas-do-capitalismo-contemporaneo","tag-desenvolvimento-economico","tag-economia-brasileira","tag-macroeconomia","tag-neoliberalismo"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2025\/09\/Imagem-Livros-Resenhados.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1686","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/680"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1686"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1686\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1688,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1686\/revisions\/1688"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1687"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1686"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1686"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1686"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}