{"id":545,"date":"2021-05-15T16:24:32","date_gmt":"2021-05-15T19:24:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/?p=545"},"modified":"2021-05-19T11:49:58","modified_gmt":"2021-05-19T14:49:58","slug":"pib-ou-pnb-qual-a-melhor-forma-de-enxergar-a-renda-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2021\/05\/15\/pib-ou-pnb-qual-a-melhor-forma-de-enxergar-a-renda-do-pais\/","title":{"rendered":"PIB ou PNB, qual a melhor forma de enxergar a renda do pa\u00eds?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Por: Victor Augusto Ferraz Young<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, PIB e PNB s\u00e3o conceitos que se referem \u00e0 renda de um pa\u00eds. Ambos est\u00e3o relacionados a tudo o que \u00e9 produzido em termos de bens e servi\u00e7os finais, sendo a soma do valor destes a renda considerada para o per\u00edodo de um ano. Assim, para os economistas, o produto (ou sua renda correspondente) \u00e9 tudo aquilo que passou por um processo de transforma\u00e7\u00e3o produtiva, fazendo com que elementos prim\u00e1rios da natureza passem a ter um valor comercial ainda maior, tornando-se estoques ou produtos finais. A grande diferen\u00e7a entre os dois conceitos de produto \u00e9, no entanto, o crit\u00e9rio de defini\u00e7\u00e3o daquilo que entrar\u00e1 ou n\u00e3o no valor total de cada um dos dois.<\/p>\n<p>Para o c\u00e1lculo do PIB (Produto Interno Bruto), o crit\u00e9rio mais importante \u00e9 o territorial (pa\u00eds, regi\u00e3o, munic\u00edpio, etc.)<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Ou seja, tudo o que for produzido dentro de certo territ\u00f3rio por empresas e trabalhadores aut\u00f4nomos \u00e9 considerado parte da soma total do PIB, mesmo que a origem dessas empresas e\/ou trabalhadores (fatores de produ\u00e7\u00e3o) seja do exterior. O importante \u00e9 que seja produzido no territ\u00f3rio nacional. O que n\u00e3o entra no c\u00e1lculo do PIB, entretanto, s\u00e3o as rendas recebidas no pa\u00eds, provenientes de filiais de empresas nacionais em outros pa\u00edses ou o sal\u00e1rio recebido por nacionais pagos por empresas fora do pa\u00eds, ou seja, a remunera\u00e7\u00e3o de fatores de produ\u00e7\u00e3o nacional no exterior. Sal\u00e1rios pagos por empresas residentes no pa\u00eds a estrangeiros s\u00e3o, todavia, contabilizados para dentro do valor do PIB.<\/p>\n<p>No caso do PNB (Produto Nacional Bruto)<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, o crit\u00e9rio \u00e9 um pouco distinto. Neste c\u00f4mputo, a propriedade dos fatores de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 o que mais importa. Um desses fatores, o fator capital, se refere geralmente a edif\u00edcios, m\u00e1quinas e ve\u00edculos utilizados na produ\u00e7\u00e3o. Outro fator importante \u00e9 o fator trabalho que se refere ao esfor\u00e7o produtivo humano, fornecido por indiv\u00edduos. Para o c\u00e1lculo do PNB, somente as rendas a partir de fatores de produ\u00e7\u00e3o de propriedade nacional, descontando-se a renda de fatores de propriedade de n\u00e3o residentes, \u00e9 que podem ser considerados no seu somat\u00f3rio (PAULANI, 2013: 47). De forma resumida, a renda a ser considerada para o PNB \u00e9 a renda produzida somente por fatores de produ\u00e7\u00e3o de propriedade nacional em territ\u00f3rio nacional mais a renda recebida de fatores de produ\u00e7\u00e3o de propriedade nacional em territ\u00f3rio estrangeiro, seja fator capital, seja fator trabalho. Assim, o principal crit\u00e9rio para o c\u00e1lculo do PNB \u00e9 a propriedade dos fatores de produ\u00e7\u00e3o e n\u00e3o o territ\u00f3rio onde os bens e servi\u00e7os s\u00e3o produzidos.<\/p>\n<p><strong>PIB e PNB s\u00e3o conceitos que podem ser relacionados na forma de uma equa\u00e7\u00e3o simples:<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Considerando:<\/p>\n<p>RRE: Rendas Recebidas do Exterior (Valor das rendas recebidas do exterior origin\u00e1rios de fatores de produ\u00e7\u00e3o de propriedade de nacionais)<\/p>\n<p>REE: Rendas Enviadas ao Exterior (Valor das rendas enviadas ao exterior aos propriet\u00e1rios de fatores de produ\u00e7\u00e3o de propriedade de estrangeiros)<\/p>\n<p>Podemos descrever PIB e PNB da seguinte forma:<\/p>\n<p>PIB = PNB + REE \u2013 RRE ou,<\/p>\n<p>PNB = PIB \u2013 REE + RRE<\/p>\n<p><strong>A partir dessas informa\u00e7\u00f5es, a que conclus\u00f5es podemos chegar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Primeiramente, devemos ter ci\u00eancia de que n\u00e3o estamos discutindo especificamente elementos embutidos no produto como importa\u00e7\u00f5es e exporta\u00e7\u00f5es ou outras transfer\u00eancias unilaterais com o resto do mundo. Estes agregados podem ser decisivos para a economia, mas, neste caso, estamos apenas debatendo o valor do produto da economia dentro dos conceitos de PIB e PNB e as rendas enviadas e recebidas do exterior em fun\u00e7\u00e3o do processo produtivo.<\/p>\n<p>De um modo geral, para o nosso pa\u00eds em espec\u00edfico, usar o conceito de PIB pode n\u00e3o ser o mais adequado para termos uma percep\u00e7\u00e3o sobre a renda da produ\u00e7\u00e3o que realmente fica em territ\u00f3rio nacional. Grosso modo, como h\u00e1 muito mais filiais de empresas estrangeiras no Brasil (fatores de produ\u00e7\u00e3o de propriedade de n\u00e3o residentes) do que subsidi\u00e1rias brasileiras no exterior (fatores de propriedade nacional no exterior), a tend\u00eancia \u00e9 a de que o pa\u00eds sempre envie mais rendas da produ\u00e7\u00e3o ao exterior do que as receba. A renda da produ\u00e7\u00e3o que realmente permanece aqui, e que corresponde ao PNB, \u00e9 sempre menor do que aquela que corresponde o PIB<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>A partir desse dado, podemos compreender que a ideia de uma estrat\u00e9gia de desenvolvimento econ\u00f4mico dependente da atra\u00e7\u00e3o de capitais estrangeiros para investimentos diretos, t\u00e3o alardeada pela grande m\u00eddia e pelo governo, n\u00e3o pode ser a \u00fanica alternativa para um crescimento produtivo sustent\u00e1vel a longo prazo<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. Empresas estrangeiras, ao entrar no pa\u00eds, realizam novos gastos, criam empregos diretos e indiretos, podem eventualmente trazer pr\u00e1ticas gerenciais e tecnologias mais avan\u00e7adas. Mas n\u00e3o h\u00e1 de se esquecer, contudo, que estas entradas que duram apenas algum tempo t\u00eam uma contrapartida de grande monta e de longo prazo. Em 2018, por exemplo, o saldo entre os envios e os recebimentos (ou renda l\u00edquida enviada ao exterior<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>) foi de quase R$ 200 bilh\u00f5es (US$ 38 bilh\u00f5es em d\u00f3lares de hoje) a favor do resto do mundo. Os valores reais das invers\u00f5es no Brasil por estrangeiros voltam, ao longo do tempo, para seus investidores, mantendo-se, depois disso, um fluxo cont\u00ednuo de lucros para fora do pa\u00eds. N\u00e3o se trata de nada ilegal ou repreens\u00edvel. Mas \u00e9 algo problem\u00e1tico do ponto de vista do desenvolvimento econ\u00f4mico nacional.<\/p>\n<p>A atual estrat\u00e9gia de atra\u00e7\u00e3o de capitais estrangeiros tem se baseado num controle austero de pol\u00edticas governamentais de gasto e de juros. Assim realizada, acaba restringindo projetos de investimentos nacionais (sendo mais grave quando se trata de investimentos p\u00fablicos) e limita a oferta de cr\u00e9dito dom\u00e9stica atrav\u00e9s do aumento das taxas de juros.<\/p>\n<p><strong>Haver\u00e1 ganhos que compensem tais limita\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>Tendo aqui discutido os conceitos de PIB e de PNB e verificando que no Brasil o PNB \u00e9 reiteradamente menor do que o PIB ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas (vide gr\u00e1fico abaixo), podemos perceber certa tend\u00eancia nesses anos. A renda da produ\u00e7\u00e3o que realmente fica no pa\u00eds (PNB) \u00e9 sempre menor do que a renda que \u00e9 produzida no territ\u00f3rio (PIB). Esta acaba dividida entre propriet\u00e1rios nacionais e estrangeiros. Se n\u00e3o mudarmos esta estrat\u00e9gia que reduz o papel do Estado como incentivador econ\u00f4mico e ainda faz com que ele atue somente para privilegiar a entrada de capitais externos, permaneceremos perdendo, nos anos \u00e0 frente, boa parte de renda produzida no pa\u00eds, inviabilizando assim o desenvolvimento econ\u00f4mico sustentado do pa\u00eds no futuro.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-604\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/05\/Graf_PIB_PNB_2-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"582\" height=\"328\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/05\/Graf_PIB_PNB_2-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/05\/Graf_PIB_PNB_2-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/05\/Graf_PIB_PNB_2-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/05\/Graf_PIB_PNB_2-678x381.jpg 678w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/05\/Graf_PIB_PNB_2.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 582px) 100vw, 582px\" \/><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong>:<\/p>\n<p>CONTABILIDADE social: refer\u00eancia atualizada das contas nacionais do Brasil. Organiza\u00e7\u00e3o de Carmen Aparecida Feij\u00f3, Roberto Luis Olinto Ramos. Coautoria de Fernando Carlos G. de Cerqueira Lima, Nelson Henrique Barbosa Filho, Rebeca Palis. 5. ed. rev., atual Rio de Janeiro: GEN Atlas, 2017.<\/p>\n<p>PAULANI, Leda. A nova contabilidade social: uma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 macroeconomia. Coautoria de Marcio Bobik Braga. 4. ed. rev. e atual. S\u00e3o Paulo, SP: Saraiva, 2013.<\/p>\n<p><strong>Notas:<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> A medida do PIB de um pa\u00eds ou regi\u00e3o representa a produ\u00e7\u00e3o de todas as unidades produtoras da economia (empresas p\u00fablicas e privadas produtoras de bens e prestadoras de servi\u00e7os, trabalhadores aut\u00f4nomos, governo etc.) num dado per\u00edodo (ano ou trimestre, em geral) a pre\u00e7os de mercado (FEIJ\u00d3 <em>et. al.<\/em>, 2017: 21).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Conforme Feij\u00f3 (2017), a sigla PNB n\u00e3o \u00e9 mais utilizada na atual Contabilidade Social, ramo da economia que trata deste assunto. O c\u00e1lculo \u00e9 exatamente o mesmo, mas a forma nominal RNB (Receita Nacional Bruta) seria a mais correta, \u201cpois n\u00e3o podemos usar o conceito de valor adicionado para a renda nacional porque inclui rendas do resto do mundo que podem ser geradas em atividades n\u00e3o produtivas, como juros\u201d (<em>op. cit.<\/em>: 93). Contudo, em fun\u00e7\u00e3o do uso bastante difundido do termo PNB nos meios de comunica\u00e7\u00e3o nos dias atuais e at\u00e9 mesmo por organiza\u00e7\u00f5es internacionais como o FMI (Fundo Monet\u00e1rio Internacional), decidimos seguir com esta denomina\u00e7\u00e3o. Para uma refer\u00eancia ao FMI, ver: https:\/\/www.imf.org\/external\/datamapper\/NGDP_RPCH@WEO\/OEMDC\/ADVEC\/WEOWORLD. Acessado em 10 de maio de 2021.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Ver por exemplo, referente a 2018, \u2018Tabela 3 &#8211; Economia nacional &#8211; Contas de produ\u00e7\u00e3o, renda e capital &#8211; 2000-2018\u2019 no s\u00edtio do IBGE. O valor total do PIB \u00e9 de R$ 7.004.141 milh\u00f5es enquanto o valor da Renda Nacional Bruta (PNB) \u00e9 de R$ 6.809.381 milh\u00f5es, ou seja, h\u00e1 uma diferen\u00e7a a menor para o PNB de R$ 194 bilh\u00f5es. Acessar: https:\/\/www.ibge.gov.br\/estatisticas\/economicas\/contas-nacionais\/9052-sistema-de-contas-nacionais-brasil.html?=&amp;t=resultados.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Investimentos estrangeiros diretos s\u00e3o geralmente investimentos realizados por empresa estrangeira para a constru\u00e7\u00e3o ou aquisi\u00e7\u00e3o de empresas em territ\u00f3rio nacional para a opera\u00e7\u00e3o de suas unidades subsidi\u00e1rias.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Renda L\u00edquida Enviada ao Exterior corresponde \u00e0 Renda Enviada ao Exterior menos a Renda Recebida do Exterior.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Por: Victor Augusto Ferraz Young<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":390,"featured_media":548,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[196],"tags":[142,91,291,286,287,89,90,281,284,285,288,289,290,282],"class_list":["post-545","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-desenvolvimento-economico","tag-economia-brasileira","tag-estrategia-de-desenvolvimento-economico","tag-ied","tag-investimentos-estrangeiros-diretos","tag-pib","tag-pib-brasileiro","tag-pnb","tag-produto","tag-produto-da-economia","tag-produto-interno-bruto","tag-produto-nacional-bruto","tag-remessa-de-lucros","tag-rnb"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/05\/PIB_PNB.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/545","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/390"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=545"}],"version-history":[{"count":55,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/545\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":614,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/545\/revisions\/614"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/548"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=545"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=545"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=545"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}