{"id":616,"date":"2021-06-01T07:31:04","date_gmt":"2021-06-01T10:31:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/?p=616"},"modified":"2021-06-01T07:31:06","modified_gmt":"2021-06-01T10:31:06","slug":"o-dispositivo-militar-para-o-golpe-segundo-n-w-sodre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2021\/06\/01\/o-dispositivo-militar-para-o-golpe-segundo-n-w-sodre\/","title":{"rendered":"O dispositivo militar para o golpe, segundo N. W. Sodr\u00e9"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Sodr\u00e9<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por <em>Ulisses Rubio<strong><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-admin\/post.php?post=616&amp;action=edit#sdendnote1sym\"><sup data-rich-text-format-boundary=\"true\">i<\/sup><\/a><\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>No texto inicial deste blog falamos sobre os v\u00e1rios temas que podem ser abordados pela \u201cEconomia\u201d e como esta \u00e1rea do conhecimento dialoga com outras \u00e1reas, como a pol\u00edtica por exemplo. Um dos temas que tem sido abordado neste blog \u00e9 o do pensamento econ\u00f4mico, tratados nos textos de Victor Lopes (<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2020\/10\/07\/o-pensamento-economico-da-cepal-uma-apresentacao-didatica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">texto 1<\/a>; <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2020\/12\/01\/a-teoria-geral-de-keynes-uma-apresentacao-didatica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">texto 2<\/a>). Outro tema que tamb\u00e9m j\u00e1 foi abordado aqui \u00e9 o di\u00e1logo que a economia faz com o pensamento social brasileiro e a pol\u00edtica, como pode ser visto no <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2020\/09\/14\/o-7-de-setembro-de-jair-bolsonaro-defesa-historica-da-violencia-como-fundamento-da-ordem\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">texto de Ulisses Rubio e Gustavo Zullo. <\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Coerente com esta trajet\u00f3ria, apresentamos hoje um pouco sobre Nelson Werneck Sodr\u00e9. Sodr\u00e9 foi um militar nacionalista; lecionou Hist\u00f3ria Militar na Escola de Comando e Estado-Maior do Ex\u00e9rcito e Hist\u00f3ria no Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB); dentre os diversos livros escrito est\u00e1 o <em>Forma\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica do Brasil<\/em>; ficou preso e perdeu seus direitos pol\u00edticos ap\u00f3s o golpe de 1964. Neste artigo, falamos mais especificamente sobre como Sodr\u00e9 percebeu a manobra dos militares em dire\u00e7\u00e3o ao golpe nos anos 1960.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dispositivo e Manobra<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo Sodr\u00e9, a disputa eleitoral de 1960 teria come\u00e7ado mais cedo que o convencional. Neste sentido, o autor analisava a necessidade de se montar um dispositivo para o combate (\u00e0s elei\u00e7\u00f5es). Atrav\u00e9s deste texto, Sodr\u00e9 mostra que os militares conheciam a rela\u00e7\u00e3o entre manobra e dispositivo<a href=\"#sdfootnote1sym\"><sup>1<\/sup><\/a>. Disse o autor: \u201ca toda manobra corresponde um dispositivo; a todo combate, uma forma de combater; a toda t\u00e1tica, um modo de dispor os dados, ou as for\u00e7as\u201d<sup><a href=\"#sdfootnote2sym\"><sup>2<\/sup><\/a><\/sup>. O papel do dispositivo \u00e9 importante para entender como Sodr\u00e9 percebeu a manobra para o golpe. Para realizar o golpe, era necess\u00e1rio, antes, que os golpistas dispusessem os dados, as for\u00e7as; isto \u00e9, montassem o dispositivo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Caracteriza\u00e7\u00e3o do golpe e seu dispositivo<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>o golpe \u201ccaracteriza-se antes pela sucessividade e pelo rigor crescente das a\u00e7\u00f5es atentat\u00f3rias aos direitos constitucionais, at\u00e9 um ponto em que s\u00f3 a for\u00e7a domina e dita as regras\u201d<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Portanto, para Sodr\u00e9, era engano pensar que o golpe ocorreria numa a\u00e7\u00e3o \u00fanica, s\u00fabita; era engano pensar que o golpe consistiria na passagem, \u201cde uma hora para outra, de um regime de franquias para um regime de exce\u00e7\u00e3o\u201d. Segundo o autor, o golpe \u201ccaracteriza-se antes pela sucessividade e pelo rigor crescente das a\u00e7\u00f5es atentat\u00f3rias aos direitos constitucionais, at\u00e9 um ponto em que s\u00f3 a for\u00e7a domina e dita as regras\u201d<sup><a href=\"#sdfootnote3sym\"><sup>3<\/sup><\/a><\/sup>. Isto \u00e9, o regime de exce\u00e7\u00e3o estava sendo implementado atrav\u00e9s de medidas arbitr\u00e1rias at\u00e9 se chegar definitivamente ao fim do formal regime democr\u00e1tico e da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Sodr\u00e9, o dispositivo que garantia a manuten\u00e7\u00e3o do regime democr\u00e1tico havia sido desmontado quando da sa\u00edda de Lott do Minist\u00e9rio da Guerra. A partir do momento em que este posto foi assumido por Od\u00edlio Denys, iniciou-se ent\u00e3o os preparativos para montar o dispositivo golpista. A montagem deste dispositivo, entretanto, teria sido aprofundada ap\u00f3s a posse de J\u00e2nio Quadros. Para Sodr\u00e9, \u201cAssistiu-se, ent\u00e3o, o alijamento quase total de todos os elementos que n\u00e3o tinham v\u00ednculos com a conspira\u00e7\u00e3o que come\u00e7ava, desde logo, a funcionar para a liquida\u00e7\u00e3o do regime. Os postos-chaves, os instrumentos de poder militar foram rigorosamente ocupados<sup><a href=\"#sdfootnote4sym\"><sup>4<\/sup><\/a><\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p>\u201cn\u00e3o \u00e9 preciso argumentar, basta comprar nas feiras, basta ter algu\u00e9m de alimentar-se\u201d<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Para Sodr\u00e9, J\u00e2nio Quadros havia sido eleito por duas for\u00e7as contradit\u00f3rias: \u201cdos grupos econ\u00f4micos estrangeiros, monopolistas, ajudados pelos seus agentes internos\u201d; e a \u201copini\u00e3o popular, congregando os descontentamentos, alimentada pelas promessas\u201d. Contudo, uma vez no governo, J\u00e2nio Quadros tinha que se definir por uma destas for\u00e7as, a qual representaria. E, ainda segundo Sodr\u00e9, j\u00e1 estava n\u00edtida a escolha de J\u00e2nio: \u201cn\u00e3o \u00e9 preciso argumentar, basta comprar nas feiras, basta ter algu\u00e9m de alimentar-se\u201d. Ou seja, o aumento dos pre\u00e7os em itens de consumo b\u00e1sico da popula\u00e7\u00e3o, mostrava que Quadros n\u00e3o cumpria as &#8220;promessas&#8221; feitas \u00e0 opini\u00e3o popular.<\/p>\n\n\n\n<p>Concretamente, esta escolha se realizava nas medidas econ\u00f4micas, a come\u00e7ar pelas Instru\u00e7\u00f5es da SUMOC, entre elas, a Instru\u00e7\u00e3o 204<sup><a href=\"#sdfootnote5sym\"><sup>5<\/sup><\/a><\/sup>. Segundo Sodr\u00e9, esta escolha subordinava n\u00e3o s\u00f3 a economia a interesses estranhos \u00e0 na\u00e7\u00e3o. Esta escolha subordinava tamb\u00e9m \u201ca pol\u00edtica em seu sentido lato, o que abrange o regime, os partidos, as elei\u00e7\u00f5es, a representa\u00e7\u00e3o, os direitos individuais, as garantias democr\u00e1ticas\u201d<sup><a href=\"#sdfootnote6sym\"><sup>6<\/sup><\/a><\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A advert\u00eancia de Sodr\u00e9<\/h2>\n\n\n\n<p>Diante deste cen\u00e1rio de amea\u00e7a ao regime democr\u00e1tico observada por um militar nacionalista e democr\u00e1tico e que enxergava o dispositivo que estava sendo articulado para o golpe, o qual teve um importante precedente ap\u00f3s a ren\u00fancia de J\u00e2nio Quadros, \u00e9 que Sodr\u00e9 chamava a aten\u00e7\u00e3o para \u201cmostrar a na\u00e7\u00e3o a necessidade de desmontar o sinistro aparelho policial-militar que trouxe a Na\u00e7\u00e3o em sobresalto, que violou a tranquilidade, que derrogou todas as leis e que se preparou para transformar um regime democr\u00e1tico em um regime de for\u00e7a. Se a li\u00e7\u00e3o n\u00e3o for aproveitada, se a experi\u00eancia n\u00e3o for considerada, poderemos deparar, adiante, com novas demonstra\u00e7\u00f5es dessa esp\u00e9cie\u201d<sup><a href=\"#sdfootnote7sym\"><sup>7<\/sup><\/a><\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Notas<\/h3>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-admin\/post.php?post=616&amp;action=edit#sdendnote1anc\">i<\/a>As ideias deste artigo est\u00e3o contidas na tese de doutorado do autor, realizada no Instituto de Economia da Unicamp: \u201cA quest\u00e3o nacional no Brasil entre 1954 e 1964 : perspectivas de Caio Prado J\u00fanior e Nelson Werneck Sodr\u00e9\u201d. A tese est\u00e1 dispon\u00edvel em repositorio.unicamp.br\/jspui\/handle\/REPOSIP\/331530. Um artigo foi publicado na Revista da Sociedade Brasileira de Economia Pol\u00edtica, cujo t\u00edtulo \u00e9: \u201cNelson Werneck Sodr\u00e9: vida militar, democracia e pol\u00edtica econ\u00f4mica, dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.revistasep.org.br\/index.php\/SEP\/article\/view\/429\">http:\/\/www.revistasep.org.br\/index.php\/SEP\/article\/view\/429<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote1anc\">1<\/a>Acreditamos que o significado de \u201cmanobra\u201d, aqui, pode ser entendido pelos seguintes termos: 1) \u201cPRINC\u00cdPIO DA MANOBRA \u2013 Princ\u00edpio de Guerra que se caracteriza pela capacidade de movimentar for\u00e7as de forma eficaz e r\u00e1pida de uma posi\u00e7\u00e3o para outra, contribuindo para obter superioridade, aproveitar o \u00eaxito alcan\u00e7ado e preservar a liberdade de a\u00e7\u00e3o, bem como para reduzir as pr\u00f3prias vulnerabilidades. A finalidade da manobra \u00e9 criar, pela utiliza\u00e7\u00e3o da mobilidade de um conjunto de for\u00e7as, uma situa\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel para alcan\u00e7ar objetivo estrat\u00e9gico ou t\u00e1tico. Dessa maneira, os meios ser\u00e3o dispostos de forma tal que as for\u00e7as inimigas sejam colocadas em desvantagem, contribuindo para que os prop\u00f3sitos pretendidos sejam alcan\u00e7ados com menores perdas de pessoal e material\u201d; 2) MANOBRA &#8211; \u201cMovimento ou s\u00e9rie de movimentos destinados a colocar for\u00e7as, navios, aeronaves, tropas, equipamentos ou fogos em uma situa\u00e7\u00e3o vantajosa, em rela\u00e7\u00e3o ao inimigo ou para cumprir determinada miss\u00e3o\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, \u201cdispositivo\u201d pode ser entendido pelos seguintes termos: \u201cDISPOSITIVO \u2013 1. Modo particular por que s\u00e3o desdobrados, numa situa\u00e7\u00e3o t\u00e1tica, os elementos de uma for\u00e7a. 2. Arranjo ordenado de navios dispostos em formatura para atender a determinadas finalidades, navegando juntos, sob o mesmo comando. 3. Qualquer instrumento, mecanismo, pe\u00e7a, aparelho, pertence ou acess\u00f3rio, inclusive o equipamento de comunica\u00e7\u00f5es, empregado ou destinado a operar ou controlar uma plataforma\u201d. Retiramos estes significados do <em>Gloss\u00e1rio de Termos e Express\u00f5es para uso no Ex\u00e9rcito <\/em>(EB20-MF_03.109), 5\u00aa Edi\u00e7\u00e3o, 2018. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/bdex.eb.mil.br\/jspui\/handle\/1\/1148\">https:\/\/bdex.eb.mil.br\/jspui\/handle\/1\/1148<\/a>. Acesso em 31\/05\/2021..<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote2anc\">2<\/a> N.W.S.\u201cDispositivo e manobra\u201d. O seman\u00e1rio. Rio de Janeiro, 08-14\/08\/1959, p. 2. Coluna <em>Situa\u00e7\u00e3o Militar<\/em>. Assinado como <em>Cel. X<\/em>. <a href=\"http:\/\/memoria.bn.br\/DocReader\/149322\/2596\">http:\/\/memoria.bn.br\/DocReader\/149322\/2596<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote3anc\">3<\/a> N.W.S.\u201cO golpe: sua pr\u00e1tica\u201d. O Seman\u00e1rio. Rio de Janeiro, 02-09\/08\/1961, p. 2. Sess\u00e3o <em>Fato da Semana<\/em>. Sem assinar. <a href=\"http:\/\/memoria.bn.br\/DocReader\/149322\/3842\">http:\/\/memoria.bn.br\/DocReader\/149322\/3842<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote4anc\">4<\/a> N.W.S. \u201cOrigens do golpe militar\u201d. O Seman\u00e1rio. Rio de Janeiro, 26\/09 a 02\/10\/1961, p. 2. Sess\u00e3o <em>Fato da semana<\/em>. Sem assinar. <a href=\"http:\/\/memoria.bn.br\/DocReader\/149322\/3938\">http:\/\/memoria.bn.br\/DocReader\/149322\/3938<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote5anc\">5<\/a>N.W.S. \u201cO golpe: sua teoria\u201d. O Seman\u00e1rio. Rio de Janeiro, 30\/07 a 05\/08\/1961, p. 2. Se\u00e7\u00e3o <em>Fato da Semana<\/em>. Sem assinar. <a href=\"http:\/\/memoria.bn.br\/DocReader\/149322\/3830\">http:\/\/memoria.bn.br\/DocReader\/149322\/3830<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote6anc\">6<\/a> N.W.S.\u201cO golpe: sua pr\u00e1tica\u201d. O Seman\u00e1rio. Rio de Janeiro, 02-09\/08\/1961, p. 2. Sess\u00e3o <em>Fato da Semana<\/em>. Sem assinar. <a href=\"http:\/\/memoria.bn.br\/DocReader\/149322\/3842\">http:\/\/memoria.bn.br\/DocReader\/149322\/3842<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote7anc\">7<\/a> N.W.S. \u201cOrigens do golpe militar\u201d. O Seman\u00e1rio. Rio de Janeiro, 26\/09 a 02\/10\/1961, p. 2. Sess\u00e3o <em>Fato da semana<\/em>. Sem assinar. <a href=\"http:\/\/memoria.bn.br\/DocReader\/149322\/3938\">http:\/\/memoria.bn.br\/DocReader\/149322\/3938<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Sodr\u00e9 Introdu\u00e7\u00e3o No texto inicial deste blog falamos sobre os v\u00e1rios temas que podem ser abordados pela \u201cEconomia\u201d e como esta \u00e1rea do conhecimento dialoga <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2021\/06\/01\/o-dispositivo-militar-para-o-golpe-segundo-n-w-sodre\/\" title=\"O dispositivo militar para o golpe, segundo N. W. 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