{"id":3014,"date":"2012-09-25T06:40:15","date_gmt":"2012-09-25T09:40:15","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/socialmente\/?p=3014"},"modified":"2012-09-25T06:40:15","modified_gmt":"2012-09-25T09:40:15","slug":"voce-pensa-sobre-si-mesmo-mas-nao-sabe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/socialmente\/2012\/09\/25\/voce-pensa-sobre-si-mesmo-mas-nao-sabe\/","title":{"rendered":"O que voc\u00ea pensa sobre si mesmo, mas n\u00e3o sabe"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><strong>Autor<\/strong>: Victor Keller (autor convidado)*<\/p>\n<div id=\"attachment_3017\" style=\"width: 299px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/socialmente\/wp-content\/uploads\/sites\/238\/2012\/09\/mirror-reflection-in-sphere2.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3017\" class=\" wp-image-3017 \" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/socialmente\/wp-content\/uploads\/sites\/238\/2012\/09\/mirror-reflection-in-sphere2.jpg\" alt=\"\" width=\"289\" height=\"385\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/socialmente\/wp-content\/uploads\/sites\/238\/2012\/09\/mirror-reflection-in-sphere2.jpg 321w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/socialmente\/wp-content\/uploads\/sites\/238\/2012\/09\/mirror-reflection-in-sphere2-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/socialmente\/wp-content\/uploads\/sites\/238\/2012\/09\/mirror-reflection-in-sphere2-300x400.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/socialmente\/wp-content\/uploads\/sites\/238\/2012\/09\/mirror-reflection-in-sphere2-150x200.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 289px) 100vw, 289px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-3017\" class=\"wp-caption-text\">O que voc\u00ea pensa sobre si mesmo, mas n\u00e3o sabe<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">A vis\u00e3o que temos sobre n\u00f3s mesmos, conhecida como a autoestima, tem um grande impacto em nossas vidas. Ela influi na nossa vis\u00e3o de mundo e, consequentemente, no nosso comportamento. Esta influ\u00eancia \u00e9 bem conhecida na psicologia cl\u00ednica, pois \u00e9 um elemento associado a diversos transtornos mentais como a depress\u00e3o e alguns transtornos de personalidade (e.g. narcisismo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A autoestima pode ser entendida como a avalia\u00e7\u00e3o que possu\u00edmos sobre n\u00f3s mesmos, podendo variar entre uma avalia\u00e7\u00e3o mais positiva ou negativa. Pessoas com uma autoestima muito positiva normalmente se consideram mais capazes e competentes para lidar com as situa\u00e7\u00f5es, enquanto que pessoas com uma autoestima mais negativa normalmente pensam que s\u00e3o menos capazes e preparadas para lidar com as situa\u00e7\u00f5es e responsabilidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se quisermos saber qual \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o consciente, ou expl\u00edcita, que uma pessoa possui sobre si mesma, poder\u00edamos pergunta-la diretamente por meio de quest\u00f5es como: voc\u00ea gosta de si mesma? Voc\u00ea se considera algu\u00e9m capaz e competente? Existem v\u00e1rios instrumentos validados que medem a autoestima expl\u00edcita (por exemplo, a Escala de Rosenberg).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0\" src=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/public\/citation_icons\/rb2_large_gray.png\" alt=\"ResearchBlogging.org\" \/><\/a><\/span>Entretanto, como a <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/socialmente\/2012\/08\/medidas-implicitas-investigando-esta-alem-da-consciencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pesquisa que faz uso de medidas impl\u00edcitas tem evidenciado<\/a>, as pessoas nem sempre ser\u00e3o capazes ou estar\u00e3o dispostas a relatar as suas avalia\u00e7\u00f5es. Muitas vezes, <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/socialmente\/2012\/08\/dizendo-mais-sobre-nos-mesmos-podemos-saber\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">n\u00e3o temos consci\u00eancia de diversas avalia\u00e7\u00f5es que possu\u00edmos<\/a> ou, se as percebemos, muitas vezes podemos nos sentir desconfort\u00e1veis com relat\u00e1-las. A partir desta linha de pesquisa, diversos pesquisadores passaram a se perguntar se as pessoas possuem avalia\u00e7\u00f5es sobre si mesmas das quais elas n\u00e3o tem consci\u00eancia, mas que mesmo assim poderiam enviesar a percep\u00e7\u00e3o e o comportamento delas. Esta linha de pesquisa indicou que a nossa autoestima inconsciente, ou impl\u00edcita, pode nos influenciar de maneira consider\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os psic\u00f3logos sociais Greenwald e Banaji (1995) definem autoestima impl\u00edcita como \u201co efeito n\u00e3o identificado (ou imprecisamente identificado) por introspec\u00e7\u00e3o da autoavalia\u00e7\u00e3o sobre objetos associados e dissociados de si\u201d. Para ilustrar o efeito da autoestima impl\u00edcita, imagine que algu\u00e9m te informe que o Rasputin (personagem not\u00f3rio da dinastia Romanov) nasceu no mesmo dia do ano que voc\u00ea. Voc\u00ea acha que sua opini\u00e3o sobre o Rasputin mudaria? Talvez voc\u00ea pense que n\u00e3o, mas Finch e Cialdini (1989) mostraram que as pessoas que achavam que o anivers\u00e1rio delas coincidia com o do Rasputin avaliavam-no mais positivamente que os que achavam que seu anivers\u00e1rio <em>n\u00e3o <\/em>coincidia. Em outras palavras, coisas ou pessoas ligadas a n\u00f3s s\u00e3o avaliadas com um vi\u00e9s positivo (dado que sua autoestima impl\u00edcita seja mais positiva que o objeto avaliado).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pesquisadores trabalhando com medidas impl\u00edcitas t\u00eam desenvolvido v\u00e1rias t\u00e9cnicas para medir a autoestima impl\u00edcita, por\u00e9m muitas destas t\u00eam gerado \u00edndices de autoestima impl\u00edcita inst\u00e1veis ao longo do tempo, n\u00e3o alcan\u00e7ando n\u00edveis satisfat\u00f3rios de confiabilidade. Entretanto, duas t\u00e9cnicas tem se destacado: a tarefa de prefer\u00eancia pelas inicias do nome e o Teste de Associa\u00e7\u00e3o Impl\u00edcita (TAI).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A primeira consiste simplesmente na avalia\u00e7\u00e3o, numa escala de 0 a 9, das letras do alfabeto. O princ\u00edpio \u00e9 o mesmo do estudo do Finch e Cialdini comentado anteriormente<span style=\"font-size: 11px\">**<\/span>: quanto maior for a autoestima impl\u00edcita, as iniciais do nome do participante ser\u00e3o avaliadas de maneira mais positiva. Elas sofrem esse vi\u00e9s positivo por conta da associa\u00e7\u00e3o dessas letras com a vis\u00e3o que as pessoas t\u00eam de si mesmas. J\u00e1 o TAI, como sugere o nome, mede indiretamente a for\u00e7a da associa\u00e7\u00e3o entre duas categorias. Um TAI de autoestima, por exemplo, mede a for\u00e7a da associa\u00e7\u00e3o entre a categoria \u201ceu\u201d e as categorias \u201cpositivo\u201d e \u201cnegativo\u201d. Quanto maior a associa\u00e7\u00e3o da categoria \u201ceu\u201d \u00e0 categoria \u201cpositivo\u201d (em compara\u00e7\u00e3o com \u201cnegativo\u201d), mais alta \u00e9 a autoestima impl\u00edcita do participante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Estudos usando instrumentos como os citados acima mostram que discrep\u00e2ncias entre as autoestimas impl\u00edcita e expl\u00edcita t\u00eam consequ\u00eancias consider\u00e1veis no comportamento, na personalidade, na percep\u00e7\u00e3o e em v\u00e1rias outras facetas da cogni\u00e7\u00e3o humana. Bosson, Brown, Zeigler-Hill e Swann (2003) relatam que pessoas com alta autoestima expl\u00edcita e baixa autoestima impl\u00edcita tendem a achar: que n\u00e3o ter\u00e3o muitas dificuldades no futuro; que uma descri\u00e7\u00e3o lisonjeadora de outra pessoa \u00e9 bastante parecida com a sua autodescri\u00e7\u00e3o; e que elas atingiram seus ideais de intelig\u00eancia e de habilidades sociais. Por outro lado, pessoas com autoestimas impl\u00edcita e expl\u00edcita altas tendiam a ser mais modestas. Zeigler-Hill (2006) encontrou que pessoas com a autoestima impl\u00edcita baixa e expl\u00edcita alta eram mais narcisistas e sua autoestima expl\u00edcita era menos est\u00e1vel ao longo do tempo. Outros estudos tem demonstrado que quem tem a autoestima impl\u00edcita baixa e expl\u00edcita alta e inst\u00e1vel geralmente \u00e9 mais ansioso, mais vulner\u00e1vel a ataques a sua autoimagem, mais agressivo perante esses ataques, e mais predisposto a engajar em comportamentos compensat\u00f3rios \u00e0 sua baixa autoestima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/socialmente\/wp-content\/uploads\/sites\/238\/2012\/09\/depression1.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-3023\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/socialmente\/wp-content\/uploads\/sites\/238\/2012\/09\/depression1.jpg\" alt=\"\" width=\"249\" height=\"311\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/socialmente\/wp-content\/uploads\/sites\/238\/2012\/09\/depression1.jpg 385w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/socialmente\/wp-content\/uploads\/sites\/238\/2012\/09\/depression1-241x300.jpg 241w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/socialmente\/wp-content\/uploads\/sites\/238\/2012\/09\/depression1-300x374.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/socialmente\/wp-content\/uploads\/sites\/238\/2012\/09\/depression1-160x200.jpg 160w\" sizes=\"(max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a>Tradicionalmente, na pesquisa em psicologia cl\u00ednica, a baixa autoestima expl\u00edcita \u00e9 vista como intr\u00ednseca \u00e0 depress\u00e3o. Por\u00e9m, h\u00e1 poucos estudos relacionando o transtorno mental com autoestima impl\u00edcita. Surpreendentemente, De Raedt, Schacht, Franck e De Houwer (2006) encontraram que a autoestima impl\u00edcita de pacientes depressivos \u00e9 igual \u00e0 de pessoas n\u00e3o depressivas. \u00a0Corroborando esse resultado, Franck, De Raedt, Dereu e Van den Abbeele (2007) relatam que apenas pacientes depressivos com idea\u00e7\u00e3o suicida tem a autoestima impl\u00edcita igual a pessoas n\u00e3o depressivas, e pacientes depressivos sem idea\u00e7\u00e3o suicida tem tanto a autoestima impl\u00edcita como expl\u00edcita baixa. A explica\u00e7\u00e3o deles desses resultados parte de estudos anteriores que mostram que a idea\u00e7\u00e3o suicida aumenta na medida em que aumenta a instabilidade da autoestima. Eles argumentam que, para a autoestima variar, \u00e9 necess\u00e1rio que o paciente tenha concep\u00e7\u00f5es positivas de si remanescentes, e s\u00e3o essas concep\u00e7\u00f5es que os instrumentos de autoestima impl\u00edcita acessam. Logo, pacientes depressivos com maior autoestima impl\u00edcita tem a autoestima mais inst\u00e1vel, apresentando idea\u00e7\u00f5es suicidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A autoestima impl\u00edcita se desenvolve em contextos onde a pessoa aprende as associa\u00e7\u00f5es avaliativas concernentes \u00e0 sua autoimagem. Um desses contextos \u00e9 a conviv\u00eancia com os pais. De Hart, Pelham e Tennen (2005) descobriram que a autoestima impl\u00edcita de crian\u00e7as coincidia com o relato das m\u00e3es de como elas eram criadas.\u00a0Crian\u00e7as cujas m\u00e3es n\u00e3o lhes davam afeto suficiente tinham autoestima impl\u00edcita baixa em compara\u00e7\u00e3o a crian\u00e7as com m\u00e3es mais am\u00e1veis. O mesmo aconteceu com crian\u00e7as cujas m\u00e3es eram superprotetoras &#8211; estas crian\u00e7as tinham uma autoestima impl\u00edcita mais baixa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por sorte, a autoestima impl\u00edcita n\u00e3o \u00e9 unicamente determinada pela inf\u00e2ncia nem permanece est\u00e1tica ao longo dos anos. Baccus, Baldwin e Packer (2009) mostraram que pessoas que jogavam um jogo de computador que frequentemente pareava carinhas felizes com informa\u00e7\u00f5es autorrelevantes demonstravam um aumento na autoestima impl\u00edcita. Em outras palavras, a autoestima impl\u00edcita pode ser alterada por condicionamento cl\u00e1ssico. Um resultado interessante foi o do estudo de Koole, Govorun, Cheng e Gallucci (2009) que mostrou que meditar aumenta a congru\u00eancia entre autoestimas impl\u00edcita e expl\u00edcita. Aparentemente, meditar leva as pessoas a acreditarem mais em seus sentimentos intuitivos autorreferentes fazendo-as deixarem de usar estrat\u00e9gias conscientes para acessar sua autoestima. Assim, sua autoestima expl\u00edcita se assemelha mais \u00e0 sua autoestima impl\u00edcita. Outros processos mais complexos como autoafirma\u00e7\u00e3o, compara\u00e7\u00e3o social e autorregula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m influem na autoestima impl\u00edcita. Isso mostra que, apesar de ser de natureza impl\u00edcita, a autoestima impl\u00edcita tamb\u00e9m \u00e9 alterada por processos expl\u00edcitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><sup>**\u00a0<\/sup>Inclusive, h\u00e1 uma varia\u00e7\u00e3o deste instrumento avaliando a prefer\u00eancia pelos n\u00fameros da data de anivers\u00e1rio em vez de as iniciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">* Victor Keller \u00e9 atualmente graduando em psicologia na Universidade de Bras\u00edlia e um colaborador no nosso <a href=\"http:\/\/www.gepsocial.com.br\/geps\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">grupo de pesquisas<\/a>.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\">Refer\u00eancias:<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Psychological+Science&amp;rft_id=info%3Apmid%2F15200636&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Increasing+implicit+self-esteem+through+classical+conditioning.&amp;rft.issn=0956-7976&amp;rft.date=2004&amp;rft.volume=15&amp;rft.issue=7&amp;rft.spage=498&amp;rft.epage=502&amp;rft.artnum=&amp;rft.au=Baccus+JR&amp;rft.au=Baldwin+MW&amp;rft.au=Packer+DJ&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Psychology%2CSocial+Psychology%2C+Social+Cognition\">Baccus J. R., Baldwin M. W., &amp; Packer D. J. (2004). Increasing implicit self-esteem through classical conditioning. <span style=\"font-style: italic\">Psychological Science, 15<\/span> (7), 498-502 PMID: <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/15200636\" rev=\"review\">15200636<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Bosson, J. K., Brown, R. P., &amp; Zeigler-Hill, V. (2003) Self-enhancement tendencies among people with high explicit self-esteem: The moderating role of implicit self-esteem. <em>Self and Identity,2<\/em>, 169-187.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">De Hart, T., Pelham, B. W., &amp; Tennen, H. (in press). What lies beneath: Parenting style and implicit self-esteem. <em>Journal of Experimental Social Psychology<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">De Raedt, R., Schacht, R., Franck, E., &amp; De Houwer, J. (2006) Self-esteem and depression revisited: Implicit positive self-esteem in depressed patients? <em>Behaviour Research and Therapy, 44<\/em>, 1017-1028.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Finch, J. F., &amp; Cialdini, R. B. (1989) Another indirect tactic of (self-) image management: Boosting. <em>Personality and Social Psychology Bulletin, 15<\/em>, 222-232.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Franck, E., De Raedt, R., Dereu, M., &amp; Van den Abbeele, D. (2007) Implicit and explicit self-esteem in currently depressed individuals with and without suicidal ideation. <em>Journal of Behavior Therapy and Experimental Psychiatry, 38<\/em>, 75-85.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Greenwald, A. G., &amp; Banaji, M. R. (1995) Implicit Social Cognition: Attitudes, Self-Esteem, and Stereotypes. <em>Psychological Review, 102<\/em>, 4-27.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Koole, S. L., Govorun, O., Cheng, C. M., &amp; Gallucci, M. (2009) Pulling your self together: Meditation promotes congruence between implicit and explicit self-esteem. <em>Journal of Experimental Social Psychology, 45<\/em>, 1220-1226.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Zeigler-Hill, V. (2006) Discrepancies between implicit and explicit self-esteem: Implications for narcissism and self-esteem instability. <em>Journal of Personality, 74<\/em>, 120-144.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor: Victor Keller (autor convidado)* A vis\u00e3o que temos sobre n\u00f3s mesmos, conhecida como a autoestima, tem um grande impacto em nossas vidas. Ela influi na nossa vis\u00e3o de mundo e, consequentemente, no nosso comportamento. 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