{"id":468,"date":"2012-01-11T09:55:40","date_gmt":"2012-01-11T11:55:40","guid":{"rendered":"http:\/\/cienciaumavelanoescuro.haaan.com\/?p=468"},"modified":"2012-01-11T09:55:40","modified_gmt":"2012-01-11T11:55:40","slug":"o-poder-da-gentileza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/socialmente\/2012\/01\/11\/o-poder-da-gentileza\/","title":{"rendered":"O Poder da Gentileza"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_471\" style=\"width: 435px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/socialmente\/wp-content\/uploads\/sites\/238\/2012\/01\/editions86_p81.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><br \/>\n<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-471\" class=\"size-full wp-image-471 \" style=\"margin-left: 10px;margin-right: 10px;margin-top: 5px;margin-bottom: 5px\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/socialmente\/wp-content\/uploads\/sites\/238\/2012\/01\/editions86_p81.jpg\" alt=\"\" width=\"425\" height=\"337\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-471\" class=\"wp-caption-text\">Obra de Keith Haring, 1987<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Nas grandes cidades, vivemos nossas vidas em meio a uma multid\u00e3o de desconhecidos. Cruzamos todos os dias com estranhos que n\u00e3o conhec\u00edamos e que, provavelmente, n\u00e3o vamos conhecer tamb\u00e9m. Nessa atmosfera, n\u00e3o \u00e9 de se surpreender que a apatia pelo sofrimento alheio e a distribui\u00e7\u00e3o de grosserias tenham se tornado t\u00e3o comuns e aceit\u00e1veis. Podemos at\u00e9 nos surpreender se um completo estranho \u00a0 emergir a partir da multid\u00e3o nos oferecendo um ato de gentileza, sem pedir nada em troca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Voc\u00ea n\u00e3o se surpreenderia se, ao chegar no caixa de um restaurante para pagar a sua conta, fosse informado de que uma pessoa gentilmente pagou a sua conta e n\u00e3o quis se identificar? Uma situa\u00e7\u00e3o como esta pode parecer muito improv\u00e1vel, mas <a href=\"http:\/\/www.nbcphiladelphia.com\/news\/local\/Mystery-Couple-Pay-It-Forward-79179347.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">foi exatamente o que aconteceu em um restaurante na Filad\u00e9lfia, em 2009, nos Estados Unidos<\/a>\u00a0[1]. O ato de gentileza inspirou, nas 5 horas seguintes, v\u00e1rias pessoas naquele restaurante a pagar a conta de outras mesas sem se importar com o valor da conta e de maneira an\u00f4nima. Os trabalhadores do restaurante ficaram emocionados, pois nunca tinham visto algo t\u00e3o solid\u00e1rio como aquilo acontecer. Como diz <a href=\"http:\/\/www.nbcphiladelphia.com\/news\/local\/Mystery-Couple-Pay-It-Forward-79179347.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">na reportagem da NBC10 Philadelphia<\/a>:\u00a0&#8220;\u00c9 uma hist\u00f3ria de feriado verdadeira que prova como um pequeno gesto de gentileza pode criar um pouco de magia.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A gentileza \u00e9 um tipo de a\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea e, muitas vezes, sutil, onde uma pessoa beneficia outra, seguindo normas impl\u00edcitas de conduta. \u00c9 um tipo de comportamento de baixo custo para quem o realiza, mas que pode beneficiar muito quem recebe. O v\u00eddeo abaixo demonstra v\u00e1rios exemplos de como a gentileza pode se manifestar no cotidiano.<\/p>\n<p>[youtube_sc url=&#8221;http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=nwAYpLVyeFU&#8221; width=&#8221;590&#8243;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Este v\u00eddeo \u00e9 uma bela ilustra\u00e7\u00e3o do que a gentileza \u00e9 capaz de produzir no cotidiano das pessoas. Ela \u00e9 contagiante. O v\u00eddeo (que encontrei no\u00a0<a href=\"http:\/\/www.treta.com.br\/2011\/12\/o-vrus-da-gentileza.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Treta<\/a>)\u00a0\u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o do projeto <em><a href=\"http:\/\/www.lifevestinside.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Life Vest Inside<\/a><\/em> (&#8220;Salva-Vidas Interno&#8221;), que busca promover a gentileza como uma maneira simples, mas poderosa e ativa, de melhorar o mundo. Uma parte da descri\u00e7\u00e3o do projeto merece ser traduzida aqui:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify\">O trabalho de caridade e o servi\u00e7o comunit\u00e1rio s\u00e3o ferramentas inestim\u00e1veis para melhorar o nosso mundo, mas a gentileza \u00e9 mais do que boas a\u00e7\u00f5es ou voluntariado apenas. Gentileza \u00e9 empatia, compaix\u00e3o e conex\u00e3o humana; \u00e9 um sorriso, um toque ou uma palavra confortante. Mesmo o menor gesto pode clarear um dia escuro ou aliviar um fardo pesado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O tema tem se tornado cada vez mais presente em campanhas empresariais como exemplifica o <a href=\"http:\/\/www.transitomaisgentil.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Movimento Tr\u00e2nsito + Gentil<\/a>. Este projeto busca promover a gentileza entre motoristas no contexto do tr\u00e2nsito. Qualquer um que dirija em uma grande metr\u00f3pole sabe reconhecer o valor de campanhas desta natureza, considerando a grosseria e falta de solidariedade que se pode observar facilmente no tr\u00e2nsito das grandes cidades. Como os idealizadores do projeto colocam de maneira simples: &#8220;E se voc\u00ea ouvisse uma m\u00fasica, em vez de buzinar? Ou apontasse o erro, em vez de xingar? Gentileza gera gentileza e se multiplica.\u00a0<strong>Experimente.&#8221;\u00a0<\/strong>Seguem abaixo dois v\u00eddeos curtos da campanha, onde um taxista fala sobre a import\u00e2ncia que ele v\u00ea na gentileza:<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">[youtube_sc url=&#8221;http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=notwHqGkvKY&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">[youtube_sc url=&#8221;http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=OzFTUP8M5NI&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outras iniciativas tamb\u00e9m\u00a0promovem a gentileza como um instrumento de mudan\u00e7a social, como a\u00a0<em><a href=\"http:\/\/www.randomactsofkindness.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Random Acts of Kindness Foundation<\/a><\/em>\u00a0e o <em><a href=\"http:\/\/www.helpothers.org\/ideas.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Help Others.org<\/a>.<\/em>\u00a0Toda esta aten\u00e7\u00e3o dirigida para a gentileza tem um motivo &#8211; ela pode ser um meio extremamente simples, mas poderoso, de melhorar a vida das pessoas e o conv\u00edvio social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0\" src=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/public\/citation_icons\/rb2_large_gray.png\" alt=\"ResearchBlogging.org\" \/><\/a><\/span>O poder da gentileza n\u00e3o est\u00e1 apenas no benef\u00edcio concreto que a pessoa ajudada recebe, mas a pr\u00f3pria pessoa que ajuda tamb\u00e9m pode se beneficiar.\u00a0Ser gentil pode tornar as pessoas mais felizes, at\u00e9 mesmo a longo prazo. Isto \u00e9 o que alguns estudos indicam [2, 3, 4, 5]. Ser gentil com outras pessoas pode aumentar momentaneamente a felicidade de algu\u00e9m que, por sua vez, aumenta a probabilidade dela agir gentilmente em situa\u00e7\u00f5es subsequentes [2, 3]. Alguns pesquisadores como a professora\u00a0<a href=\"http:\/\/www.faculty.ucr.edu\/~sonja\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sonja Lyubomirsky<\/a>, da Universidade de Stanford,\u00a0prop\u00f5em que a retroalimenta\u00e7\u00e3o positiva existente entre a felicidade e a gentileza pode funcionar como um mecanismo para a sustentabilidade da felicidade a longo prazo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um artigo publicado na revista <em>Science<\/em>\u00a0relatou evid\u00eancias correlacionais, longitudinais e experimentais de que h\u00e1 um aumento maior na nossa felicidade quando gastamos nosso dinheiro com outras pessoas [3]. O dado mais interessante e contra-intuitivo \u00e9 que, independente da quantia de dinheiro gasta,\u00a0maiores gastos com outras pessoas se relacionaram com maior felicidade, mas maiores gastos consigo mesmo, n\u00e3o. Isto pode soar estranho, j\u00e1 que poder\u00edamos esperar, intuitivamente, que quanto mais gastamos conosco, mais felizes dever\u00edamos nos sentir. Entretanto, estes estudos indicam que utilizar dinheiro para beneficiar outras pessoas pode nos tornar mais felizes do que se os usarmos para n\u00f3s mesmos, independente de quanto seja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Adicionalmente, outros dados indicam que pessoas mais felizes tamb\u00e9m s\u00e3o mais propensas a agir gentilmente [5, 6, 7]. Em outro estudo que replicou a rela\u00e7\u00e3o entre felicidade e gentileza, uma simples interven\u00e7\u00e3o onde era pedido aos participantes que, ao longo de uma semana,\u00a0ficassem atentos e contassem quantos atos de gentileza realizaram, resultou em um aumento na felicidade subjetiva dos participantes [5]. Todos estes estudos indicam que a gentileza tem o poder de nos tornar mais felizes, tanto momentaneamente quanto a longo prazo, se a praticarmos com as outras pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O v\u00eddeo abaixo da <em><a href=\"http:\/\/www.randomactsofkindness.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Random Acts of Kindness Foundation<\/a><\/em>\u00a0mostra uma admir\u00e1vel a\u00e7\u00e3o de duas crian\u00e7as que aprenderam desde cedo com uma professora sobre como \u00e9 bom ser gentil.\u00a0Se voc\u00ea gostaria de praticar mais a gentileza, mas n\u00e3o sabe por onde come\u00e7ar, boas dicas podem ser encontradas\u00a0<a href=\"http:\/\/www.helpothers.org\/ideas.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">nessa p\u00e1gina do\u00a0<em>Help Others.org<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>E nunca se esque\u00e7a do poder da gentileza &#8211; ela \u00e9 contagiante, beneficia quem a recebe e, de brinde, ainda pode tornar mais feliz quem a pratica!<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">[youtube_sc url=&#8221;http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=JRaBKR6EKow&#8221;]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">[1]\u00a0Johnson, D. (2009). Mystery couple starts \u201cmagical\u201d chain reaction. Recuperado em 4 de Janeiro, 2011 de\u00a0<a href=\"http:\/\/www.nbcphiladelphia.com\/news\/local\/Mystery-Couple-Pay-It-Forward-79179347.html\">http:\/\/www.nbcphiladelphia.com\/news\/local\/Mystery-Couple-Pay-It-Forward-79179347.html<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Journal+of+Happiness+Studies&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1007%2Fs10902-011-9267-5&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Happiness+runs+in+a+circular+motion%3A+Evidence+for+a+positive+feedback+loop+between+prosocial+spending+and+happiness&amp;rft.issn=1389-4978&amp;rft.date=2011&amp;rft.volume=&amp;rft.issue=&amp;rft.spage=&amp;rft.epage=&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.springerlink.com%2Findex%2F10.1007%2Fs10902-011-9267-5&amp;rft.au=Aknin%2C+L.&amp;rft.au=Dunn%2C+E.&amp;rft.au=Norton%2C+M.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Psychology%2CSocial+Psychology%2C+Emotion\">[2] Aknin, L., Dunn, E., &amp; Norton, M. (2011). Happiness runs in a circular motion: Evidence for a positive feedback loop between prosocial spending and happiness.\u00a0<span style=\"font-style: italic\">Journal of Happiness Studies<\/span> DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1007\/s10902-011-9267-5\" rev=\"review\">10.1007\/s10902-011-9267-5<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">[3] Dunn, E., Aknin, L., &amp; Norton, M. (2008). Spending money on others promotes happiness.<em>\u00a0Science, 319<\/em>\u00a0(5870), 1687-1688 DOI:\u00a0<a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1126\/science.1150952\" rev=\"review\">10.1126\/science.1150952<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">[4] Buchanan, K. E., &amp; Bardi, A. (2010). Acts of kindness and acts of novelty affect life satisfaction.<em>\u00a0The Journal of Social Psychology, 150<\/em>\u00a0(3), 235-7 PMID:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/20575332\" rev=\"review\">20575332<\/a><\/p>\n<p><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Journal+of+Happiness+Studies&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1007%2Fs10902-005-3650-z&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Happy+People+Become+Happier+through+Kindness%3A+A+Counting+Kindnesses+Intervention&amp;rft.issn=1389-4978&amp;rft.date=2006&amp;rft.volume=7&amp;rft.issue=3&amp;rft.spage=361&amp;rft.epage=375&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.springerlink.com%2Findex%2F10.1007%2Fs10902-005-3650-z&amp;rft.au=Otake%2C+K.&amp;rft.au=Shimai%2C+S.&amp;rft.au=Tanaka-Matsumi%2C+J.&amp;rft.au=Otsui%2C+K.&amp;rft.au=Fredrickson%2C+B.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Psychology%2CSocial+Psychology%2C+Kindness%2C+Happiness\">[5] Otake, K., Shimai, S., Tanaka-Matsumi, J., Otsui, K., &amp; Fredrickson, B. (2006). Happy people become happier through kindness: A counting kindnesses intervention.\u00a0<span style=\"font-style: italic\">Journal of Happiness Studies, 7<\/span> (3), 361-375 DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1007\/s10902-005-3650-z\" rev=\"review\">10.1007\/s10902-005-3650-z<\/a><\/span><\/p>\n<p><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=The+Journal+of+Psychology&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1080%2F00223980.1983.9923590&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Happiness%2C+Unselfishness%2C+and+Popularity&amp;rft.issn=0022-3980&amp;rft.date=1983&amp;rft.volume=115&amp;rft.issue=1&amp;rft.spage=3&amp;rft.epage=5&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fwww.tandfonline.com%2Fdoi%2Fabs%2F10.1080%2F00223980.1983.9923590&amp;rft.au=Feingold%2C+A.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Psychology%2CSocial+Psychology%2C+Prosocial+Behavior%2C+Happiness\">[6] Feingold, A. (1983). Happiness, unselfishness, and popularity.\u00a0<span style=\"font-style: italic\">The Journal of Psychology, 115<\/span> (1), 3-5 DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1080\/00223980.1983.9923590\" rev=\"review\">10.1080\/00223980.1983.9923590<\/a><\/span><\/p>\n<p><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Psychological+Bulletin&amp;rft_id=info%3Apmid%2F16351326&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=The+benefits+of+frequent+positive+affect%3A+does+happiness+lead+to+success%3F&amp;rft.issn=0033-2909&amp;rft.date=2005&amp;rft.volume=131&amp;rft.issue=6&amp;rft.spage=803&amp;rft.epage=55&amp;rft.artnum=&amp;rft.au=Lyubomirsky+S&amp;rft.au=King+L&amp;rft.au=Diener+E&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Psychology%2CSocial+Psychology%2C+Happiness\">[7] Lyubomirsky S, King L, &amp; Diener E (2005). The benefits of frequent positive affect: Does happiness lead to success? <span style=\"font-style: italic\">Psychological Bulletin, 131<\/span> (6), 803-55 PMID: <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/16351326\" rev=\"review\">16351326<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas grandes cidades, vivemos nossas vidas em meio a uma multid\u00e3o de desconhecidos. Cruzamos todos os dias com estranhos que n\u00e3o conhec\u00edamos e que, provavelmente, n\u00e3o vamos conhecer tamb\u00e9m. Nessa atmosfera, n\u00e3o \u00e9 de se surpreender que a apatia pelo sofrimento alheio e a distribui\u00e7\u00e3o de grosserias tenham se tornado t\u00e3o comuns e aceit\u00e1veis. 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