De Veneza à Belém do Pará, do Oceano Atlântico ao rio Guamá, navegando por aproximadamente 8,5 mil quilômetros, chegou à COP30, a Aquapraça que compõe parte do Pavilhão da Itália e que ficará como presente à cidade amazônica entrelaçada com o maior número de canais fluviais e igarapés.
Com uma estrutura de aço belíssima flutuando sob as águas do Guamá, a Aquapraça marca um espaço de cultura e lazer em harmonia com a força das ondas que se assemelha à força das ondas oceânicas e reforça a conexão dos rios com o oceano.
A obra é assinada pelo italiano Carlo Ratti, colombiano Eric Höweler e sul-coreano J. Meejin Yoon e foi lançada durante a Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza com o objetivo de mostrar que a arquitetura deve estar harmonicamente integrada à natureza. Essa parece ser uma tendência para os anos de crise climática em curso.

A Aquapraça representa a importância da chamada conectividade, conceito presente na COP30, que marca a necessidade de tratarmos a crise climática a partir da união de rios, nuvens e oceano como parte de um grande ciclo da água, complexo, sem fronteiras e interligado com os ecossistemas, as cidades e a sociedade.
A imponente e elegante estrutura repousa a frente da Casa Vozes do Oceano, na icônica Casa das Onze Janelas, que durante a COP30 está sendo comandada pela Família Schürmann, composta por velejadores que há quatro anos viajam pelo mundo monitorando a presença de plásticos em águas oceânicas, e , tem uma programação recheada de debates, apresentações e atividades relacionadas ao oceano.

A plataforma de 400 metros quadrados se torna leve sobre as águas do rio Guamá que no rasgo de seu interior estão serenas, diferindo do agito das ondas do lado externo. Este é mais um legado da COP30 e que exemplifica o caminho da arquitetura em tempos de crise climática: natureza e construções devem andar juntas.
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