{"id":1030,"date":"2024-08-15T16:02:46","date_gmt":"2024-08-15T19:02:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/?p=1030"},"modified":"2024-08-15T16:02:47","modified_gmt":"2024-08-15T19:02:47","slug":"mudancas-climaticas-na-costa-de-santa-catarina-ameacam-a-economia-e-ecossistemas-marinhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/2024\/08\/15\/mudancas-climaticas-na-costa-de-santa-catarina-ameacam-a-economia-e-ecossistemas-marinhos\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na costa de Santa Catarina amea\u00e7am a economia e ecossistemas marinhos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><em>Por Livia Sav\u00f3ia e Juliana Di Beo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Santa Catarina deu um passo in\u00e9dito no final de julho: inseriu os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em sua <a href=\"https:\/\/omunicipio.com.br\/sc-inclui-efeitos-de-mudancas-climaticas-na-lei-de-diretrizes-orcamentarias\/#:~:text=Mudan%C3%A7as%20clim%C3%A1ticas%203,Oficial%20da%20Uni%C3%A3o%20de%20anteontem.\">Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias<\/a>, o que na pr\u00e1tica define que o Governo do estado ter\u00e1 que incluir os impactos ambientais em seu or\u00e7amento. O feito vem como resposta aos danos ambientais sofridos no final de 2023. A medida vem em boa hora, pois estudo publicado por pesquisadores da Universidade do Vale do Itaja\u00ed (<a href=\"https:\/\/portal.univali.br\/\">Univali<\/a>) alertam para o aumento de desastres naturais, especialmente em \u00e1reas urbanizadas como Florian\u00f3polis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">O <a href=\"https:\/\/periodicos.univali.br\/index.php\/bjast\/article\/view\/19818\">artigo<\/a> de revis\u00e3o lan\u00e7ado em junho na revista nacional sobre ci\u00eancias ambientais, <em>Brazilian Journal of Aquatic Sciences and Technology<\/em>, aponta uma s\u00e9rie de impactos que j\u00e1 est\u00e3o atingindo o estado catarinense e podem causar mais danos nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Os principais impulsionadores desses impactos s\u00e3o o aumento do n\u00edvel do mar e eventos clim\u00e1ticos extremos, como ciclones extratropicais, chuvas e secas severas. A falta de planejamento urbano associado a esses impulsionadores trar\u00e1 preju\u00edzos \u00e0 pesca, maricultura, turismo, setor portu\u00e1rio, sa\u00fade p\u00fablica e \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Como a popula\u00e7\u00e3o tem desenvolvido suas atividades atreladas ao litoral de Santa Catarina, em uma rela\u00e7\u00e3o bastante pr\u00f3xima com a zona costeira, os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas t\u00eam exposto o Estado aos riscos e demandado mais avalia\u00e7\u00f5es sobre os impactos. O estudo coordenado pelo ocean\u00f3grafo Jos\u00e9 Angel Alvarez Perez, pesquisador da Univali, indica que a transforma\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio na regi\u00e3o litor\u00e2nea, em decorr\u00eancia da expans\u00e3o urbana desordenada, somada ao aumento de eventos extremos, v\u00e3o deixar os ecossistemas costeiros mais vulner\u00e1veis \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\" wp-block-heading has-medium-font-size eplus-wrapper\"><strong>Alerta para a sa\u00fade p\u00fablica e conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Um exemplo apontado pelo estudo \u00e9 o processo de eutrofiza\u00e7\u00e3o em praias de enseadas, que \u00e9 impulsionado pelas altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e atribu\u00eddo ao uso do solo, a falta de saneamento, ao turismo e outras atividades econ\u00f4micas. A eutrofiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo de polui\u00e7\u00e3o org\u00e2nica e despejo de nutrientes em excesso nas \u00e1guas que torna rios, lagos e oceano com colora\u00e7\u00e3o turva devido a prolifera\u00e7\u00e3o de algas e bact\u00e9rias decompositoras. Esse processo tem se tornado mais frequente e est\u00e1 associado tamb\u00e9m \u00e0 flora\u00e7\u00e3o de microalgas t\u00f3xicas (<em>dinoflagelados<\/em>), que causam o fen\u00f4meno da mar\u00e9 vermelha.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Tudo isso compromete a balneabilidade das praias, o turismo, o lazer e a sa\u00fade dos ecossistemas, pois diminui a oxigena\u00e7\u00e3o e qualidade da \u00e1gua, afetando diretamente a sa\u00fade p\u00fablica e a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. Tamb\u00e9m impacta a pesca, diminuindo a disponibilidade de pescados e contaminando muitos animais marinhos, como moluscos bivalves (ostras, mexilh\u00f5es, vieiras e berbig\u00f5es) \u2014 que est\u00e3o em <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/santos-regiao\/noticia\/2024\/08\/13\/mare-vermelha-no-litoral-de-sp-microalgas-toxicas-provocam-alerta-e-estado-recomenda-evitar-consumo-de-moluscos.ghtml\">sinal de alerta essa semana no litoral paulista<\/a> com possibilidade de apresentar alto n\u00edvel de toxinas da microalga (<em>Dinophysis acuminata).<\/em>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Para se ter uma ideia, a toxina da mar\u00e9 vermelha pode levar a intoxica\u00e7\u00e3o paralisante, diarreia e alguns casos at\u00e9 a morte, caso haja a ingest\u00e3o de alta concentra\u00e7\u00e3o da toxina. No ar contaminado, o odor da mar\u00e9 vermelha \u00e9 parecido com o g\u00e1s de cozinha e se inalado pode causar dentre outros sintomas, enjoo, tosse e dor de garganta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Outra quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica apontada pelo estudo envolve queimaduras por \u00e1guas vivas durante o ver\u00e3o. Apesar de ser um fen\u00f4meno comum, principalmente pela exist\u00eancia de esp\u00e9cies menos nocivas aos banhistas <em>(Hydrozoa)<\/em>, os pesquisadores apontam a possibilidade de agravamento do fen\u00f4meno devido \u00e0s altera\u00e7\u00f5es do clima. Al\u00e9m disso, a presen\u00e7a de esp\u00e9cies letais que n\u00e3o ocorrem naturalmente na regi\u00e3o, como as Cubozoas, <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sc\/santa-catarina\/noticia\/2023\/06\/10\/agua-viva-muito-venenosa-perigosa-e-rara-em-praias-do-brasil-aparece-em-sc-video.ghtml\">pode ser mais frequente<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">O aquecimento das \u00e1guas e o processo de acidifica\u00e7\u00e3o marinha, leva esp\u00e9cies de Cubozoa a regi\u00f5es onde antes n\u00e3o eram vistas. Essas esp\u00e9cies perdem seus sentidos de orienta\u00e7\u00e3o e equil\u00edbrio, que s\u00e3o regulados por estatocistos &#8211; organelas formadas por \u201cestat\u00f3litos\u201d calc\u00e1reos pass\u00edveis de dissolu\u00e7\u00e3o e malforma\u00e7\u00e3o em um oceano progressivamente mais \u00e1cido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">No litoral catarinense, diversas esp\u00e9cies migrat\u00f3rias incluindo aves e mam\u00edferos marinhos que aparecem em determinadas \u00e9pocas do ano est\u00e3o sendo afetados pelas altera\u00e7\u00f5es do clima. Uma esp\u00e9cie emblem\u00e1tica \u00e9 a baleia franca (<em>Eubalaena australis<\/em>) que, durante os meses de inverno, utiliza o litoral sul catarinense como local de reprodu\u00e7\u00e3o e, ap\u00f3s o per\u00edodo reprodutivo, se desloca para suas \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o em \u00e1guas ant\u00e1rticas. No entanto, com o aumento da temperatura do oceano, a disponibilidade de krill diminui, prejudicando o sucesso reprodutivo das baleias francas no sul do Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\" wp-block-heading has-medium-font-size eplus-wrapper\"><strong>Impactos nos ecossistemas costeiros e no planejamento urbano<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Eventos clim\u00e1ticos extremos t\u00eam potencial de destruir propriedades, causar inunda\u00e7\u00f5es severas e tamb\u00e9m afetar a topografia de praias e vegeta\u00e7\u00e3o de dunas e manguezais, essencial para a prote\u00e7\u00e3o costeira. Estima-se que entre 20% e 90% das \u00e1reas costeiras alagadas podem desaparecer at\u00e9 2100, como marismas, manguezais e estu\u00e1rios, como resultado de desmatamento e crescimento urbano desordenado, agravada pelo aumento do n\u00edvel do mar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, a eros\u00e3o costeira intensificada, devido ao aumento do n\u00edvel do mar e \u00e0 frequ\u00eancia de inunda\u00e7\u00f5es, deve reduzir a extens\u00e3o de praias arenosas e mudar seu relevo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-full eplus-wrapper\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"667\" height=\"488\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/08\/Apresentacao-sem-titulo-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1032\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/08\/Apresentacao-sem-titulo-1.jpg 667w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/08\/Apresentacao-sem-titulo-1-300x219.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/08\/Apresentacao-sem-titulo-1-500x366.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 667px) 100vw, 667px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impacto do mar na costa catarinense. Foto: Diogenes Pandini<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Segundo o estudo, as cidades da regi\u00e3o central da costa de Santa Catarina, onde h\u00e1 maior ocupa\u00e7\u00e3o urbana, tendem a ser mais suscet\u00edveis aos efeitos das mudan\u00e7as do clima. Com isso, Florian\u00f3polis est\u00e1 com risco aumentado de ocorr\u00eancia de desastres naturais, devido a possibilidade de chuvas intensas. O litoral centro-norte, onde est\u00e1 Balne\u00e1rio Cambori\u00fa, \u00e9 naturalmente suscet\u00edvel a alagamentos, devido \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o urbana, e a baixa hidrodin\u00e2mica formada por sistemas estuarinos. Na regi\u00e3o do litoral sul, os riscos de desastres naturais atrelados a chuvas s\u00e3o reduzidos, pela baixa taxa de ocupa\u00e7\u00e3o urbana e a presen\u00e7a de grande extens\u00e3o de ecossistemas costeiros, restingas, dunas e lagoas costeiras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Segundo o estudo, a ocupa\u00e7\u00e3o urbana imp\u00f5e efeitos sin\u00e9rgicos a eros\u00e3o costeira associada a \u00e1reas prop\u00edcias a inunda\u00e7\u00f5es, porque apresentam limita\u00e7\u00f5es de drenagem, impermeabiliza\u00e7\u00e3o do solo e influ\u00eancia direta dos regimes de mar\u00e9s<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\" wp-block-heading has-medium-font-size eplus-wrapper\"><strong>Setores vitais para economia s\u00e3o afetados<\/strong>&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Devido ao aumento da temperatura do oceano, regi\u00f5es marinhas estratificadas est\u00e3o se deslocando para os p\u00f3los, levando esp\u00e9cies tropicais e subtropicais para latitudes maiores. Esse processo chamado de \u201ctropicaliza\u00e7\u00e3o\u201d, segundo o artigo, tem afetado gradativamente o setor pesqueiro de Santa Catarina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Com essa tropicaliza\u00e7\u00e3o do oceano, esp\u00e9cies de \u00e1guas quentes, como a corvina (<em>Micropogonias furnieri<\/em>), o camar\u00e3o-rosa (<em>Penaeus spp.<\/em>) e o peixe porco (<em>Balistes capriscus)<\/em> tendem a se tornar mais dispon\u00edveis \u00e0 pesca, enquanto esp\u00e9cies de \u00e1guas frias, como a castanha (<em>Umbrina canosai<\/em>), a merluza (<em>Merluccius hubsi<\/em>) e o peixe-sapo (<em>Lophius gastrophysus<\/em>) t\u00eam se tornado progressivamente menos dispon\u00edveis.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Segundo o artigo, o impacto da \u201ctropicaliza\u00e7\u00e3o\u201d da fauna no desempenho econ\u00f4mico da pesca industrial e artesanal de Santa Catarina apresenta-se como um tema crucial a ser abordado pelas ci\u00eancias&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, como a diminui\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio dissolvido nas \u00e1guas e a acidifica\u00e7\u00e3o como consequ\u00eancia do aumento de CO2 atmosf\u00e9rico tem potencial para afetar organismos de cultivo. Muitas formas larvais de invertebrados marinhos, incluindo larvas v\u00e9liger de bivalves, apresentam sensibilidade ao baixo pH, al\u00e9m de problemas associados \u00e0 calcifica\u00e7\u00e3o de suas conchas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">O setor portu\u00e1rio, tamb\u00e9m ser\u00e1 afetado pelo aumento de eventos extremos, seja pelo aumento do n\u00edvel do mar por um lado, com o aumento da frequ\u00eancia de mar\u00e9s altas e ressacas, seja pelo efeito de eventos de grandes precipita\u00e7\u00f5es no lado continental, o que resulta no aumento da probabilidade de enchentes, no represamento de \u00e1gua pelas frentes frias que eventualmente ocorrem durante as enchentes e ainda pelo assoreamento dos canais de navega\u00e7\u00e3o&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\" wp-block-heading has-medium-font-size eplus-wrapper\"><strong>Solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza e nas pessoas&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">&#8220;Esse artigo foi desenvolvido com o intuito de chamar a aten\u00e7\u00e3o principalmente da academia e dos cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em ci\u00eancias ambientais do estado para direcionar esfor\u00e7os \u00e0 compreens\u00e3o das poss\u00edveis transforma\u00e7\u00f5es ecossist\u00eamicas em curso na zona costeira e suas consequ\u00eancias \u00e0s atividades humanas&#8221;, resumiu Perez, em mat\u00e9ria no G1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Os pesquisadores do estudo enfatizam a urg\u00eancia de a\u00e7\u00f5es baseadas em evid\u00eancias cient\u00edficas para mitigar os impactos, prever os desastres e evitar perdas. \u201cOs impactos permanentes podem estar acontecendo lentamente \u2013 a pesca, por exemplo, tem diminu\u00eddo desde 2012. Sem que a ci\u00eancia olhe para eles, eles ficam fora do radar at\u00e9 que seja tarde demais para evitar\u201d, ressalta Perez em press release da Ag\u00eancia Bori.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size eplus-wrapper wp-block-paragraph\">Os pesquisadores propuseram um organograma ao final do artigo, com riscos e oportunidades de a\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em diferentes ecossistemas e sistemas socioecol\u00f3gicos do estado catarinense. A an\u00e1lise contribui para identificar prioridades para a pesquisa cient\u00edfica, com \u00eanfase no papel dos Programas de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Ambientais, incentivando o preenchimento de lacunas de conhecimento para o enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na regi\u00e3o costeira de Santa Catarina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center eplus-wrapper wp-block-paragraph\"><strong><em>O Blog Um Oceano tem parceria com a Rede&nbsp;<a href=\"https:\/\/ressoaoceano.eco.br\/\">Ressoa Oceano<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"aligncenter size-medium eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"300\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo-300x300.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-796\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo-300x300.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo-150x150.png 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo-768x768.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo-1536x1536.png 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo-500x500.png 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo-800x800.png 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo-1280x1280.png 1280w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo.png 1800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/figure>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Livia Sav\u00f3ia e Juliana Di Beo Santa Catarina deu um passo in\u00e9dito no final de julho: inseriu os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em sua Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias, o que na pr\u00e1tica define que o Governo do estado ter\u00e1 que incluir os impactos ambientais em seu or\u00e7amento. 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