{"id":1122,"date":"2024-11-29T09:33:16","date_gmt":"2024-11-29T12:33:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/?p=1122"},"modified":"2024-11-29T09:36:16","modified_gmt":"2024-11-29T12:36:16","slug":"a-peca-chave-para-prevenir-que-o-oleo-invada-o-mar-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/2024\/11\/29\/a-peca-chave-para-prevenir-que-o-oleo-invada-o-mar-brasileiro\/","title":{"rendered":"A pe\u00e7a chave para prevenir que o \u00f3leo invada o mar brasileiro"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" eplus-wrapper\"><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image \">\n<figure class=\"aligncenter size-full eplus-wrapper\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"961\" height=\"639\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/vazamento-oleo-2019-compressed.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1126\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/vazamento-oleo-2019-compressed.jpg 961w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/vazamento-oleo-2019-compressed-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/vazamento-oleo-2019-compressed-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/vazamento-oleo-2019-compressed-500x332.jpg 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/vazamento-oleo-2019-compressed-800x532.jpg 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/vazamento-oleo-2019-compressed-360x240.jpg 360w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/vazamento-oleo-2019-compressed-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 961px) 100vw, 961px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cardume de peixes em meio a manchas de \u00f3leo decorrentes do desastre de 2019. Cr\u00e9ditos:Mateus Morbeck\/ National Geographic<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\" has-medium-font-size eplus-wrapper\">\u00a0Ap\u00f3s o desastre do vazamento de \u00f3leo no litoral Nordeste em 2019, \u00f3rg\u00e3os ambientais se viram obrigados a agir em resposta a este problema \u2013 que se repetiu em anos subsequentes e inaugurou uma nova preocupa\u00e7\u00e3o ambiental enfrentada pelo pa\u00eds. Na semana passada, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/vale-do-paraiba-regiao\/noticia\/2024\/11\/21\/inpe-inicia-desenvolvimento-de-satelites-para-monitorar-derramamento-de-oleo-nos-oceanos-saiba-como-vai-funcionar.ghtml\">anunciou<\/a> o desenvolvimento de sat\u00e9lites que v\u00e3o monitorar o \u00f3leo derramado por embarca\u00e7\u00f5es na costa brasileira. Esse projeto integra o Sistema Multiusu\u00e1rio para Detec\u00e7\u00e3o, Predi\u00e7\u00e3o e Monitoramento de Derramamentos de \u00d3leo no Mar (SisMOM), o mais importante e sem precedentes projeto brasileiro para enfrentar os derramamentos de \u00f3leo em alto mar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-medium-font-size eplus-wrapper\">O desenvolvimento desse sistema foi iniciado em 2019 com previs\u00e3o de implementa\u00e7\u00e3o em 2028. Um estudo de revis\u00e3o publicado na revista <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.marpolbul.2024.116663\"><em>Marine Pollution Bulletin<\/em><\/a> em julho deste ano apresentou direcionamentos e perspectivas para esse sistema,&nbsp; proposto como uma estrat\u00e9gia de mitiga\u00e7\u00e3o e de rastreio de futuros desastres. Assim, espera-se que este projeto possa assegurar prote\u00e7\u00e3o contra o derramamento de \u00f3leo ao oceano Atl\u00e2ntico sob jurisdi\u00e7\u00e3o brasileira, tamb\u00e9m conhecido desde 2004 como Amaz\u00f4nia Azul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-medium-font-size eplus-wrapper\"><strong>Pequenos vazamentos, grandes preju\u00edzos socioambientais&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-medium-font-size eplus-wrapper\">O Brasil \u00e9 reconhecido por seu vasto litoral com mais de 7 mil quil\u00f4metros de extens\u00e3o, sendo assim o d\u00e9cimo quinto pa\u00eds com a maior costa do mundo. Sua vastid\u00e3o litor\u00e2nea abrange praias tur\u00edsticas de beleza inigual\u00e1vel, pesca artesanal, comunidades tradicionais costeiras e \u00e1reas marinhas sens\u00edveis \u2013 como o Atol das Rocas, o arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha e o sistema de recifes da foz do Amazonas, que refletem a riqueza geogr\u00e1fica e cultural do pa\u00eds. H\u00e1 derramamentos de \u00f3leo muito mais intensos do que o j\u00e1 ocorrido pelo mar brasileiro, como o acidente do petroleiro Exxon Valdez no Alasca em 1989. Contudo, desastres de pequenas e m\u00e9dias propor\u00e7\u00f5es t\u00eam potenciais de causar grandes danos socioecon\u00f4micos no pa\u00eds. Por isso, \u00e9 fundamental o monitoramento cont\u00ednuo da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em alto-mar (<em>offshore<\/em>) para garantir o bem-estar a longo prazo das comunidades e regi\u00f5es costeiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-medium-font-size eplus-wrapper\">Segundo o artigo de revis\u00e3o conduzido pelo meteorologista brasileiro Daniel Constantino Zacharias, os principais vazamentos de \u00f3leo em \u00e1guas marinhas brasileiras ocorreram entre 1960 e 1980, mas seus impactos permanecem ainda hoje obscuros. As principais causas dos vazamentos nesse per\u00edodo s\u00e3o atribu\u00eddas a acidentes com petroleiros, falhas em oleodutos e infraestrutura industrial. Por sua vez, no in\u00edcio dos anos 2000, ap\u00f3s o fim do monop\u00f3lio estatal da Petrobras, com a aprova\u00e7\u00e3o da Lei do Petr\u00f3leo em 1997 e o aprimoramento do aparato tecnol\u00f3gico, as causas de vazamento foram transferidas para falhas humanas (operacionais). No entanto, o estudo aponta que ondas de \u00f3leo sem motivo aparente come\u00e7aram a aparecer ap\u00f3s 2019, o que fez cientistas levantarem hip\u00f3teses que se tratava de despejo ilegal de \u00f3leo por navios cargueiros nas rotas internacionais do Atl\u00e2ntico Sul, resultando em um problema ambiental sem precedentes para autoridades brasileiras.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-medium-font-size eplus-wrapper\"><strong>Principais trag\u00e9dias petrol\u00edferas que atingiram a costa brasileira <\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-medium-font-size eplus-wrapper\">Segundo o estudo, desde o come\u00e7o da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no Brasil na d\u00e9cada de 1940, houveram tr\u00eas vazamentos de \u00f3leo na costa brasileira mais significativos em termos de impacto na sociedade e na biodiversidade. O primeiro deles ocorreu na Ba\u00eda de Guanabara, com registro de 8 desastres no per\u00edodo de 1975 a 2005. Os vazamentos de maiores propor\u00e7\u00f5es \u2013 aqueles de tamanho acima de 200 metros c\u00fabicos \u2013 segundo categoriza\u00e7\u00e3o empregada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) ocorreram at\u00e9 o ano 2000, causando preju\u00edzos enormes para manguezais, praias e comunidades que vivem na segunda maior ba\u00eda do litoral brasileiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-medium-font-size eplus-wrapper\">No ano 2000 houve um rompimento de um oleoduto submarino conectado \u00e0 Refinaria Duque de Caxias (REDUC), operada pela Petrobras. Este epis\u00f3dio ocasionou o despejo de 1200 toneladas de petr\u00f3leo bruto sob a Ba\u00eda de Guanabara e marcou o in\u00edcio das leis nacionais de prote\u00e7\u00e3o marinha, como a aprova\u00e7\u00e3o da Lei Federal 9966\/2000, conhecida como Lei do \u00f3leo e de outras subst\u00e2ncias nocivas.\u00a0<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image \">\n<figure class=\"aligncenter size-full eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" width=\"620\" height=\"357\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/Baia_de_Guanabara.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1123\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/Baia_de_Guanabara.jpg 620w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/Baia_de_Guanabara-300x173.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/Baia_de_Guanabara-500x288.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cena emblem\u00e1tica de mergulh\u00e3o coberto por \u00f3leo durante o vazamento na Ba\u00eda de Guanabara em 2000. Cr\u00e9ditos: Domingos Peixoto\/ O Globo <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\" has-medium-font-size eplus-wrapper\">O segundo desastre que o estudo destaca \u00e9 o \u2018misterioso\u2019 derramamento de \u00f3leo na costa Nordeste que ocorreu por oito meses, entre agosto de 2019 a mar\u00e7o de 2020, afetando 1000 praias em nove estados da regi\u00e3o Nordeste e dois estados do Sudeste, Rio de Janeiro e Esp\u00edrito Santo. Considerado o mais extenso vazamento de petr\u00f3leo da costa brasileira, estima-se que at\u00e9 4.000 quil\u00f4metros de litoral e pelo menos 81 \u00e1reas marinhas e costeiras protegidas foram afetadas pelo \u00f3leo de alguma forma. Um total aproximado de 5000 toneladas de res\u00edduos de \u00f3leo foram removidos das praias causando um irrepar\u00e1vel impacto social, econ\u00f4mico e ambiental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-medium-font-size eplus-wrapper\">Segundo o estudo, este epis\u00f3dio desastroso afetou cerca de 870.000 pessoas que se dedicam \u00e0 pesca artesanal e ao turismo, resultando em uma redu\u00e7\u00e3o estimada de 50% no consumo de todas as esp\u00e9cies de peixes em compara\u00e7\u00e3o com antes do epis\u00f3dio. Apesar do volume do despejo ter sido relativamente pequeno (entre 5.000 e 12.000 toneladas) muitos esfor\u00e7os cient\u00edficos foram feitos para avaliar os impactos na biodiversidade marinha, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 um consenso cient\u00edfico quanto a sua extens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-medium-font-size eplus-wrapper\">Em rela\u00e7\u00e3o aos danos \u00e0 biodiversidade, uma <a href=\"https:\/\/openurl.ebsco.com\/contentitem\/doi%3A10.1002%252Fetc.5932?sid=ebsco:ocu:record&amp;id=ebsco:doi:10.1002%2Fetc.5932&amp;bquery=AU%20Santos,%20Giovanni&amp;page=1\">pesquisa<\/a> recente conduzida por pesquisadora do <a href=\"https:\/\/projetohippocampus.org\/\">Projeto Hippocampus<\/a> em Pernambuco revelou que em uma das \u00e1reas afetadas pelo \u00f3leo foram identificadas malforma\u00e7\u00f5es em cavalos marinhos rec\u00e9m-nascidos. Ou seja,&nbsp; isso aponta o efeito t\u00f3xico e teratog\u00eanico (que causa altera\u00e7\u00f5es na estrutura ou fun\u00e7\u00e3o do embri\u00e3o) de componentes presentes no \u00f3leo em esp\u00e9cies da fauna marinha. Outros estudos demonstram preocupa\u00e7\u00e3o sobre os bancos de rodolitos, que s\u00e3o importantes ecossistemas formados por carbonato de c\u00e1lcio derivado da atividade fisiol\u00f3gica de algas calc\u00e1rias, que servem de abrigo e alimento para uma extraordin\u00e1ria diversidade biol\u00f3gica. Com os sucessivos fen\u00f4menos de ressurg\u00eancias do \u00f3leo, pesquisas sugerem que ele pode ter sido depositado no fundo da plataforma continental brasileira, afetando \u00e1reas de rodolitos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image \">\n<figure class=\"aligncenter size-vp_sm eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"331\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/garoto-remove-oleo-com-areia-durante-desastre-de-2019-compressed-500x331.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1128\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/garoto-remove-oleo-com-areia-durante-desastre-de-2019-compressed-500x331.jpg 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/garoto-remove-oleo-com-areia-durante-desastre-de-2019-compressed-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/garoto-remove-oleo-com-areia-durante-desastre-de-2019-compressed-768x509.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/garoto-remove-oleo-com-areia-durante-desastre-de-2019-compressed-800x530.jpg 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/garoto-remove-oleo-com-areia-durante-desastre-de-2019-compressed.jpg 823w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Garoto tenta remover \u00f3leo do corpo com areia durante a\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria em \u00e1reas afetadas pelo desastre de 2019. Cr\u00e9ditos: Leo Malafaia\/ Folha PE<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\" has-medium-font-size eplus-wrapper\">A terceira trag\u00e9dia apontada pelo estudo atingiu o arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha em 2021 e a quarta afetou cerca de 342 km da costa semi\u00e1rida no estado do Cear\u00e1 em 2022. O \u00f3leo que afetou Fernando de Noronha, foi trazido at\u00e9 a costa pela Corrente Equatorial Sul, portanto, o derrame ocorreu fora da jurisdi\u00e7\u00e3o nacional, em \u00e1guas internacionais. J\u00e1 o derramamento que atingiu a costa cearense afetou 84 praias e 15 \u00e1reas marinhas protegidas, 8 dessas \u00e1reas j\u00e1 tinham sido atingidas em 2019, al\u00e9m de 73,5% das praias tropicais que foram novamente afetadas. An\u00e1lises da composi\u00e7\u00e3o do \u00f3leo nesses locais indicam que n\u00e3o se tratava do mesmo que afetou o Nordeste em 2019, pois os biomarcadores avaliados foram distintos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-medium-font-size eplus-wrapper\"><strong>Despejo ilegal de \u00f3leo na Amaz\u00f4nia Azul&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-medium-font-size eplus-wrapper\">Uma das preocupa\u00e7\u00f5es de pesquisadores e \u00f3rg\u00e3os ambientais no decorrer desses incidentes foi a mudan\u00e7a da causa do derramamento de \u00f3leo. Se os primeiros acidentes apontaram para causas de falha t\u00e9cnica, os desastres mais recentes de 2019 em diante foram suscitados por crimes ambientais, pois segundo o estudo, ocorrem de caso pensado por embarca\u00e7\u00f5es estrangeiras que desejam se livrar do \u00f3leo \u201cvelho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-medium-font-size eplus-wrapper\">A hip\u00f3tese mais apoiada para explicar esses \u201cincidentes\u201d de \u00f3leo estrangeiro atingindo a costa brasileira \u00e9 o uso do Oceano Atl\u00e2ntico Sul para limpar por\u00f5es e tanques de carga de navios que est\u00e3o em rota. O \u00f3leo residual deixado no oceano geralmente forma pelotas de piche que podem viajar milhares de quil\u00f4metros nas correntes de giro subtropical, atingindo as costas equatorial e nordeste brasileiras, destacam os pesquisadores do artigo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-medium-font-size eplus-wrapper\">Estimativas iniciais sugerem que a rota internacional do Cabo da Boa Esperan\u00e7a, na \u00c1frica do Sul,&nbsp; possa receber 10.000 pequenos vazamentos de \u00f3leo por ano que, somados, podem chegar a 70.000 toneladas por ano em apenas uma das rotas. Esses vazamentos compartilham algumas semelhan\u00e7as: s\u00e3o formados por pequenos volumes de \u00f3leo, h\u00e1 uma dispers\u00e3o em grandes \u00e1reas ao longo da costa e a composi\u00e7\u00e3o desses \u00f3leos n\u00e3o \u00e9 produzida ou consumida no Brasil. Al\u00e9m disso, eles t\u00eam caracter\u00edsticas t\u00edpicas de mancha de \u00f3leo linear decorrente de procedimentos de limpeza de tanques de carga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-medium-font-size eplus-wrapper\"><strong>Sistema de monitoramento de derramamento de \u00f3leo no mar\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-medium-font-size eplus-wrapper\">O SisMOM \u00e9 um projeto em rede que envolve 16 institui\u00e7\u00f5es e que est\u00e1 ancorado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Seu objetivo \u00e9 detectar embarca\u00e7\u00f5es e manchas de \u00f3leo no mar e estabelecer previs\u00f5es do percurso das manchas. Para tanto, o artigo de revis\u00e3o destaca que o sistema de monitoramento ser\u00e1 capaz de identificar comportamento suspeito de embarca\u00e7\u00f5es por meio de algoritmos de intelig\u00eancia artificial e potenciais manchas de \u00f3leo por meio de imagens de sat\u00e9lite de alta resolu\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, ao longo de seu desenvolvimento, dados atmosf\u00e9ricos, oceanogr\u00e1ficos e AIS (Automatic Identification System) ser\u00e3o incorporados para executar modelos de dispers\u00e3o de derramamento de \u00f3leo, gerando um pacote de probabilidade para a chegada do \u00f3leo derramado no litoral, permitindo que as autoridades respons\u00e1veis \u200b\u200btomem as a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias. Dessa forma, o projeto SisMOM \u00e9 estruturado em uma cascata de a\u00e7\u00f5es integradas que vai desde a identifica\u00e7\u00e3o de potenciais poluidores at\u00e9 a entrega de informa\u00e7\u00f5es validadas aos \u00f3rg\u00e3os governamentais &#8211; Marinha do Brasil e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renov\u00e1veis (IBAMA) &#8211; para opera\u00e7\u00f5es, prote\u00e7\u00e3o e remedia\u00e7\u00e3o de impactos ambientais em \u00e1guas jurisdicionais brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-large eplus-wrapper\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"582\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/2.teste-gimp-1024x582.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1135\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/2.teste-gimp-1024x582.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/2.teste-gimp-300x170.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/2.teste-gimp-768x436.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/2.teste-gimp-1536x873.png 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/2.teste-gimp-500x284.png 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/2.teste-gimp-800x455.png 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/2.teste-gimp-1280x727.png 1280w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2024\/11\/2.teste-gimp.png 1559w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Infogr\u00e1fico sobre o sistema de monitoramento de derramamento de \u00f3leo no mar, SisMOM. Cr\u00e9ditos: Adaptado de Zacharias et al (2024) <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" has-medium-font-size eplus-wrapper\">A expectativa \u00e9 que a implementa\u00e7\u00e3o do SisMOM aprimore as capacidades operacionais da Marinha do Brasil e do IBAMA para responder a vazamentos de \u00f3leo, rastrear suas fontes usando modelos de vazamento de \u00f3leo, aplicar san\u00e7\u00f5es aos respons\u00e1veis \u200b\u200be prevenir danos ambientais maiores. Isso ajudar\u00e1 o Brasil a reduzir a polui\u00e7\u00e3o causada pelo \u00f3leo que chega \u00e0s praias e proteger os ecossistemas e as atividades econ\u00f4micas costeiras, alterando assim a tend\u00eancia hist\u00f3rica de polui\u00e7\u00e3o marinha sem informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis para aplicar a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e de mitiga\u00e7\u00e3o observadas nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-text-align-center has-medium-font-size eplus-wrapper\"><strong><em>O Blog Um Oceano tem parceria com a Rede\u00a0<a href=\"https:\/\/ressoaoceano.eco.br\/\">Ressoa Oceano<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image \">\n<figure class=\"aligncenter size-medium eplus-wrapper\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"300\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo-300x300.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-796\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo-300x300.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo-150x150.png 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo-768x768.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo-1536x1536.png 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo-500x500.png 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo-800x800.png 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo-1280x1280.png 1280w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/umoceano\/wp-content\/uploads\/sites\/285\/2023\/12\/ressoa_vert_cor_circulo.png 1800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/figure>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Ap\u00f3s o desastre do vazamento de \u00f3leo no litoral Nordeste em 2019, \u00f3rg\u00e3os ambientais se viram obrigados a agir em resposta a este problema \u2013 que se repetiu em anos subsequentes e inaugurou uma nova preocupa\u00e7\u00e3o ambiental enfrentada pelo pa\u00eds. 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