{"id":153,"date":"2009-10-22T10:49:14","date_gmt":"2009-10-22T13:49:14","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/universofisico\/2009\/10\/deixem_higgs_em_pazmagnetricid\/"},"modified":"2009-10-22T10:49:14","modified_gmt":"2009-10-22T13:49:14","slug":"deixem_higgs_em_pazmagnetricid","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/2009\/10\/22\/deixem_higgs_em_pazmagnetricid\/","title":{"rendered":"Deixem Higgs em paz!,magnetricidade,buraco negro port\u00e1til"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Esses foram alguns dos destaques nos sites de not\u00edcias de ci\u00eancia que chamaram minha aten\u00e7\u00e3o semana passada:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px;font-weight: bold\">Magnetricidade &#8211; a &#8220;eletricidade&#8221; do magnetismo<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">&#8220;Gelo de spins&#8221; \u00e9 o nome de um material s\u00f3lido feito de cristais ionizados, magnetizados e congelados a temperaturas pr\u00f3ximas do zero absoluto, em que o arranjo conjunto do momento magn\u00e9tico faz surgir &#8220;monop\u00f3los magn\u00e9ticos&#8221;. \u00c9 como se polos magn\u00e9ticos norte ou sul andassem separados e independentes pelo material. <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2009\/09\/enfim_monopolos_magneticos.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A descoberta desses monop\u00f3los<\/a> no gelo de spins foi anunciada em setembro. Agora, outro grupo de pesquisadores mediu a corrente de carga magn\u00e9tica gerada pelo movimento desses monop\u00f3los pelo material, um efeito que eles chamam de magnetricidade. Saiba mais em <a href=\"http:\/\/www.newscientist.com\/article\/dn17983-magnetricity-observed-for-first-time.html?DCMP=OTC-rss&amp;nsref=physics-math\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">New Scientist<\/a> , <a href=\"http:\/\/blogs.physicstoday.org\/newspicks\/2009\/10\/spin-ice-route-to-monopoles-ma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Physics Today<\/a> e <a href=\"http:\/\/news.bbc.co.uk\/2\/hi\/technology\/8307804.stm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">BBC<\/a>.<\/span><\/p>\n<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><strong>Corrente el\u00e9trica eterna<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">F\u00edsicos conseguiram gerar e medir uma corrente el\u00e9trica de um bilion\u00e9simo de Amp\u00e9re circulando por um anel met\u00e1lico de um mil\u00e9simo de mil\u00edmetro de di\u00e2metro, congelado a 1 Kelvin. Um efeito qu\u00e2ntico previsto em 1983 faz os el\u00e9trons no anel se comportarem como se estivessem orbitando um n\u00facleo at\u00f4mico, indefinidamente, sem resist\u00eancia el\u00e9trica. Em princ\u00edpio essa corrente pode durar para sempre. Em um arranjo experimental extremamente dif\u00edcil de construir, os pesquisadores usaram um mesmo campo magn\u00e9tico para induzir a corrente e medir sua intensidade. Mais detalhes em <a href=\"http:\/\/physicsworld.com\/cws\/article\/news\/40665\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Physics World<\/a>.<\/span><\/p>\n<\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><strong>Carga fracion\u00e1ria em grafeno<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Mais um efeito observado em grafeno&#8211;um plano feito de \u00e1tomos de carbono, com propriedades fant\u00e1sticas e que promete substituir as placas de sil\u00edcio da microeletr\u00f4nica. Trata-se do bom e velho Efeito Hall Qu\u00e2ntico Fracion\u00e1rio, em que grupos de el\u00e9trons agem como se fossem part\u00edculas com uma carga el\u00e9trica menor que a pr\u00f3pria carga de um el\u00e9tron. A descoberta abre a possibilidade de usar o grafeno para construir computadores qu\u00e2nticos &#8220;topol\u00f3gicos&#8221;. Saiba mais em <a href=\"http:\/\/sciencenow.sciencemag.org\/cgi\/content\/full\/2009\/1014\/1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Science NOW<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><strong>Modelo de Hubbard para leigos<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">O Modelo de Hubbard \u00e9 uma esp\u00e9cie de jogo de tabuleiro com el\u00e9trons que pulam de um ponto a outro de uma rede quadriculada. Surgiu como explica\u00e7\u00e3o simplificada para o fen\u00f4meno complexo do eletromagnetismo em materiais, mas se revelou t\u00e3o dif\u00edcil de calcular que hoje \u00e9 estudado por si s\u00f3. Leia essa curiosa hist\u00f3ria contada em linguagem comum por Brian Hayes, em <a href=\"http:\/\/www.americanscientist.org\/issues\/pub\/2009\/6\/hip-hop-physics\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sua coluna na American Scientist<\/a> (via <a href=\"http:\/\/www.3quarksdaily.com\/3quarksdaily\/2009\/10\/hiphop-physics.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">3quarks daily<\/a>).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><strong>Buraco negro artficial de bolso<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">F\u00edsicos chineses criaram o primeiro &#8220;buraco negro&#8221; de microondas. Buraco negro entre aspas, porque o pequeno cilindro de 22 cent\u00edmetros de di\u00e2metro feito de an\u00e9is conc\u00eantricos cada um com propriedades eletromagn\u00e9ticas diferentes captura apenas radia\u00e7\u00e3o na faixa das microondas e nada mais. Os criadores da engenhoca prometem em breve outro &#8220;buraco negro&#8221;, mas que captura radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica vis\u00edvel, isto \u00e9, luz. A inven\u00e7\u00e3o pode servir para capturar energia do Sol mais eficientemente que os atuais pain\u00e9is solares. Leia mais em <a href=\"http:\/\/www.newscientist.com\/article\/dn17980\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">New Scientist<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.technologyreview.com\/blog\/arxiv\/24234\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">the ArXiv blog<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.wired.com\/wiredscience\/2009\/10\/desktop-black-hole\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Wired Science<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><strong>Ge\u00f3logos encaram falhas em modelos de terremotos<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Grandes terremotos s\u00e3o estudados por modelos simples de ac\u00famulo e libera\u00e7\u00e3o da tens\u00e3o em falhas geol\u00f3gicas, que sugerem que eles acontecem ciclicamente. A velha teoria est\u00e1 ruindo frente a evid\u00eancias de que levar em conta a intera\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica entre falhas, \u00e0s vezes em escala global, \u00e9 importante para evitar cat\u00e1strofes. Leia mais em <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/news\/2009\/091014\/full\/461870a.html?s=news_rss\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">reportagem de Glennda Chui para a Nature<\/a> .<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><strong>Deixem o Higgs em paz!<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Em <a href=\"http:\/\/www.nytimes.com\/2009\/10\/13\/science\/space\/13lhc.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sua coluna no New York Times<\/a>, Mr. Dennis Overbye destacou <a href=\"http:\/\/arxiv.org\/abs\/0910.0359\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">um artigo cient\u00edfico honesto<\/a>, sim, mas absurdamente especulativo e desnecessariamente alarmante, sugerindo que os acidentes que impediram o LHC de funcionar at\u00e9 agora s\u00e3o sinal de que o universo quer ocultar o <a href=\"http:\/\/www.sprace.org.br\/AventuraDasParticulas\/frames.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">b\u00f3son de Higgs<\/a> de n\u00f3s. Ensaios nos blogs <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com\/builtonfacts\/2009\/10\/higgs_hates_us.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Built on Facts<\/a>, <a href=\"http:\/\/backreaction.blogspot.com\/2009\/10\/science-writers-and-public-bizarre-love.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Backreaction<\/a> e <a href=\"http:\/\/blogs.discovermagazine.com\/cosmicvariance\/2009\/10\/14\/spooky-signals-from-the-future-telling-us-to-cancel-the-lhc\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cosmic Variance<\/a> explicam inteligentemente a &#8220;amea\u00e7a&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><strong>Mapa da explora\u00e7\u00e3o do Sistema Solar<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><a href=\"http:\/\/books.nationalgeographic.com\/map\/map-day\/index\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fant\u00e1stico mapa do Sistema Solar<\/a> com todas as miss\u00f5es interplanet\u00e1rias j\u00e1 lan\u00e7adas, produzido pela National Geographic Books. A vers\u00e3o oficial \u00e9 complicada de visualizar (<a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/adamcrowe\/4002050596\/sizes\/o\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">uma c\u00f3pia mais amig\u00e1vel aqui<\/a>). A Lua \u00e9 o corpo celeste mais visitado, enquanto Plut\u00e3o nunca foi (miss\u00e3o New Horizons a caminho!). Via <a href=\"http:\/\/www.boingboing.net\/2009\/10\/14\/to-the-moon-alice.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Boing Boing<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><strong><em>Opera Cosmique<\/em> at\u00e9 25 de outubro em Paris<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">De 9 a 25 de outubro, das seis da tarde a meia noite, cada vez que um <a href=\"http:\/\/www.sprace.org.br\/AventuraDasParticulas\/frames.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">m\u00faon<\/a> vindo do espa\u00e7o acertar um detector instalado no edif\u00edcio Torre de Montparnasse em Paris, o observat\u00f3rio astron\u00f4mico da cidade luz vai disparar um feixe laser sobre o c\u00e9u. (queria saber ler em franc\u00eas para entender os detalhes &#8230;). Saiba mais em <a href=\"http:\/\/www.rfi.fr\/actuen\/articles\/118\/article_5451.asp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Radio France<\/a> e no site do evento, <a href=\"http:\/\/www.opera-cosmique.fr\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Opera Cosmique.<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esses foram alguns dos destaques nos sites de not\u00edcias de ci\u00eancia que chamaram minha aten\u00e7\u00e3o semana passada: Magnetricidade &#8211; a &#8220;eletricidade&#8221; do magnetismo &#8220;Gelo de spins&#8221; \u00e9 o nome de um material s\u00f3lido feito de cristais ionizados, magnetizados e congelados a temperaturas pr\u00f3ximas do zero absoluto, em que o arranjo conjunto do momento magn\u00e9tico faz [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":464,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-153","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-universo-fisico"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/153","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/users\/464"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=153"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/153\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=153"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=153"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=153"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}