{"id":160,"date":"2009-11-02T11:19:13","date_gmt":"2009-11-02T14:19:13","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/universofisico\/2009\/11\/graos_de_espaco-tempo_ninguem\/"},"modified":"2009-11-02T11:19:13","modified_gmt":"2009-11-02T14:19:13","slug":"graos_de_espaco-tempo_ninguem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/2009\/11\/02\/graos_de_espaco-tempo_ninguem\/","title":{"rendered":"Gr\u00e3os de espa\u00e7o-tempo, Ningu\u00e9m entende estat\u00edstica, Ningu\u00e9m entende aerossol, como p\u00e1ssaros migrat\u00f3rios enxergam magnetismo e porque as hem\u00e1cias s\u00e3o tortas"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Destaques de ci\u00eancias f\u00edsicas na Internet, semana passada:<\/span><\/p>\n<p style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 16px\"><strong>Telesc\u00f3pio Fermi imp\u00f5e limites aos &#8220;gr\u00e3os&#8221; do espa\u00e7o-tempo<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">O espa\u00e7o e o tempo s\u00e3o lisinhos e cont\u00ednuos, segundo a teoria da gravidade de Einstein. A maioria dos f\u00edsicos argumenta, por\u00e9m, que perto de tamanhos da ordem de cent\u00e9simos de bilion\u00e9simos de bilion\u00e9simos do raio de um pr\u00f3ton&#8211; isto \u00e9, \u207b\u00b3\u2075 metros&#8211;a gravidade precisa tamb\u00e9m obedecer \u00e0s leis da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica. Nessa escala absurdamente pequena, o espa\u00e7o-tempo deve ser rugoso, feito de &#8220;gr\u00e3ozinhos&#8221; cujo tamanho e comportamento seriam descritos por uma ainda desconhecida teoria da gravidade qu\u00e2ntica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Sendo imposs\u00edvel observar diretamente esses gr\u00e3ozinhos, f\u00edsicos perceberam uma chance de medir o efeito acumulado deles em um raio de luz ultraenerg\u00e9tico que viajasse bilh\u00f5es de anos-luz at\u00e9 chegar na Terra. Alguns modelos prev\u00eam que a granula\u00e7\u00e3o provocaria um atraso no tempo de chegada dos raios mais energ\u00e9ticos. Esse atraso violaria a lei fundamental da teoria da gravidade de Einstein de que a luz sempre viaja a uma mesma velocidade no espa\u00e7o vazio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">(in)Felizmente, esse atraso n\u00e3o foi observado pela equipe do telesc\u00f3pio espacial Fermi, que fez a an\u00e1lise mais precisa at\u00e9 hoje do problema, estudando uma explos\u00e3o de raios gama vinda de uma gal\u00e1xia h\u00e1 7 bilh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia, registrada pelo Fermi dia 10 de maio. Dentro de uma precis\u00e3o de uma parte em 100 milh\u00f5es de bilh\u00f5es (!), raios gama de energias diferentes chegaram praticamente ao mesmo tempo na Terra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Os resultados, <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/vaop\/ncurrent\/abs\/nature08574.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">publicados agora<\/a> na Nature, impoem um limite \u00e0s propriedades que esses hipot\u00e9ticos gr\u00e3os de espa\u00e7o-tempo podem ter.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Muito bom o v\u00eddeo que a equipe de comunica\u00e7\u00e3o do Fermi preparou para explicar a pesquisa:<\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Leia mais sobre em <a href=\"http:\/\/www.symmetrymagazine.org\/breaking\/2009\/10\/28\/gamma-ray-burst-restricts-ways-to-beat-einstein%E2%80%99s-relativity\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Symmetry Breaking<\/a> (\u00f3tima explica\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a entre teoria e fenomenologia), <a href=\"http:\/\/backreaction.blogspot.com\/2009\/10\/photon-and-its-cousins.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Backreaction<\/a> (comenta a diferen\u00e7a pra melhor entre as afirma\u00e7\u00f5es <a href=\"http:\/\/arxiv.org\/abs\/0908.1832\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">no preprint<\/a> e no artigo publicado) <a href=\"http:\/\/physicsworld.com\/cws\/article\/news\/40834\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">PhysicsWorld<\/a> (cita outras observa\u00e7\u00f5es astrof\u00edsicas que testam e confirmam a simetria de Lorentz), <a href=\"http:\/\/www.sciencenews.org\/view\/generic\/id\/48891\/title\/Gamma-ray_observations_shrink_known_grain_size_of_spacetime_\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Science News<\/a> , <a href=\"http:\/\/www.newscientist.com\/article\/dn18068-universes-quantum-speed-bumps-no-obstacle-for-light.html?DCMP=OTC-rss&amp;nsref=space\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">New Scientist<\/a> e <a href=\"http:\/\/news.stanford.edu\/news\/2009\/october26\/fermi-telescope-discovery-102809.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Stanford Report<\/a>.<\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 16px\"><strong>Provavelmente voc\u00ea n\u00e3o analisa a estat\u00edstica como devia<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Nem eu e a imensa maioria dos jornalistas. E isso \u00e9 ruim, certeza, porque deixa a gente vulner\u00e1vel a interpretar err\u00f4neamente evid\u00eancias sobre quest\u00f5es essenciais como, por exemplo, <a href=\"http:\/\/news.yahoo.com\/s\/ap\/20091027\/ap_on_sc\/us_sci_global_cooling\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">o futuro do clima da Terra<\/a> ou <a href=\"http:\/\/sciencenow.sciencemag.org\/cgi\/content\/full\/2009\/1030\/1?rss=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">a validade de uma vacina contra a AIDS<\/a>, ou ainda as evid\u00eancias em <a href=\"http:\/\/www.newscientist.com\/article\/mg20427311.500-probably-guilty-bad-mathematics-means-rough-justice.html?full=true\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">julgamentos de tribunais de justi\u00e7a<\/a>. \u00c9 o que mostraram duas reportagens e uma entrevista semana passada.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Anda circulando pela Internet uma afirma\u00e7\u00e3o de que o aquecimento global \u00e9 um mito, pois desde 1998 a temperatura m\u00e9dia do planeta vem esfriando. Para verificar a tal hip\u00f3tese do &#8220;esfriamento global&#8221;, a <a href=\"http:\/\/news.yahoo.com\/s\/ap\/20091027\/ap_on_sc\/us_sci_global_cooling\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Associated Press mostrou os dados de temperatura em que se baseiam os defensores do esfriamento a quatro estat\u00edsticos independentes.<\/a> O rep\u00f3rter da AP pediu a eles que analisassem os dados em busca de tend\u00eancias. Detalhe: para os estat\u00edsticos era apenas uma tabela de n\u00fameros; eles n\u00e3o sabiam do que se tratava. A conclus\u00e3o dos quatro foi un\u00e2nime: a queda de temperatura de 1998 para c\u00e1 \u00e9 uma pequena flutua\u00e7\u00e3o; a tend\u00eancia da temperatura global \u00e9 de aumentar. Tanto assim, que um dos climatol\u00f3gos ouvidos pela AP espera um recorde de temperatura para o El Ni\u00f1o de 2010. Preparem-se&#8230; (via <a href=\"http:\/\/laboratorio.folha.blog.uol.com.br\/arch2009-10-25_2009-10-31.html#2009_10-26_20_41_26-139779121-0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Laborat\u00f3rio<\/a>)<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">J\u00e1 o site de not\u00edcias da revista Science publicou uma <a href=\"http:\/\/sciencenow.sciencemag.org\/cgi\/content\/full\/2009\/1030\/1?rss=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">entrevista com o estat\u00edsitico Victor De Gruttola<\/a>, da Escola de Sa\u00fade P\u00fablica Harvard, em que o especialista se mostra irritado com a confus\u00e3o que a maioria dos jornalistas e seus colegas cientistas fazem com o conceito de <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/P-value\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">valor p<\/a>, que convenhamos \u00e9 mesmo dif\u00edcil de entender. A conversa gira em torno da empolga\u00e7\u00e3o excessiva da m\u00eddia com <a href=\"http:\/\/blogs.sciencemag.org\/scienceinsider\/2009\/09\/massive-aids-va.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">um teste de vacina da AIDS feito na Tail\u00e2ndia<\/a>. Das 8197 pessoas que tomaram a vacina, 51 foram infectadas pelo HIV. E das 8198 pessoas que tomaram o placebo, 74 foram infectadas. O &#8220;sucesso&#8221; do teste foi comemorado porque seus resultados atingiram um &#8220;valor p&#8221; de 0,04. Isso porque, reza a lenda, um valor p abaixo de 0,05 indica que o resultado \u00e9 estatisticamente significante. Mas De Gruttola explica que a regrinha de ouro do 0,05 \u00e9 totalmente arbitr\u00e1ria e que um valor p pr\u00f3ximo de 0,05 n\u00e3o quer dizer muita coisa, principalmente em se tratando de um assunto urgente como sa\u00fade p\u00fablica. O ideal seria chegar a um valor p no m\u00ednimo menor que 0,01.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Nos tribunais de justi\u00e7a, <a href=\"http:\/\/www.newscientist.com\/article\/mg20427311.500-probably-guilty-bad-mathematics-means-rough-justice.html?full=true\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">reporta Angela Saini para a revista New Scientist,<\/a> os julgamentos dependem cada vez mais de evid\u00eancias quantitivas, como os exames de DNA, por exemplo. Os ju\u00edzes precisam fazer as contas das probabilidades condicionais direito. Uma das confus\u00f5es mais frequentes \u00e9 igualar a probabilidade do acusado ser inocente dada um evid\u00eancia acusat\u00f3ria encontrada na cena do crime, com a probabilidade da evid\u00eancia ser encontrada na cena do crime seja l\u00e1 quem for o culpado. A diferen\u00e7a \u00e9 sutil mas pode levar um inocente \u00e0 cadeia. (Uma boa refer\u00eancia sobre estat\u00edsitica e probabilidades \u00e9 este <a href=\"http:\/\/plus.maths.org\/issue46\/package\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pacote especial da revista Plus<\/a>, em ingl\u00eas.)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 16px\"><strong>Gases estufa interagem com aeross\u00f3is modificando seu efeito<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Aeross\u00f3is s\u00e3o part\u00edculas suspensas na atmosfera tais como poeira, sal marinho, sulfatos e fuligem. Al\u00e9m dos vulc\u00f5es e da \u00e1gua do mar, uma grande fonte de aeross\u00f3is s\u00e3o os poluentes exalados por nossas chamin\u00e9s.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Alguns aeross\u00f3is como os sulfatos resfriam o clima, refletindo calor de volta para o espa\u00e7o, enquanto outros como a fuligem de carbono absorvem calor esquentando o ar. Estudos sugerem que o efeito antiestufa dos sulfatos supera o aquecimento provocado pela fuligem atualmente.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Um modelo mais sofisticado da atmosfera <a href=\"http:\/\/www.sciencemag.org\/cgi\/content\/short\/326\/5953\/672\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">publicado na revista Science<\/a> mostra que a intera\u00e7\u00e3o com os aeross\u00f3is modifica a intensidade do efeito de importantes gases estufa. O g\u00e1s metano (CH\u2084), que sozinho tem efeito estufa 25 vezes maior que o do g\u00e1s carb\u00f4nico (CO\u2082), reagindo com os aeross\u00f3is passa a ser&nbsp;&nbsp;28 vezes mais potente que o CO\u2082. O mon\u00f3xido de carbono (CO), cujo efeito estufa sozinho \u00e9 18 vezes maior que o do CO\u2082, torna-se 33 vezes maior que o do CO\u2082. O efeito estufa de ambos gases aumenta ainda mais se levada em vonta a infu\u00eancia deles nas forma\u00e7\u00e3o de nuvens.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><span style=\"font-family: TimesNewRomanPSMT;font-size: 12px\"><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">O metano, por exemplo, reage de maneiras diferentes com os demais gases do ar em alturas diferentes da atmosfera, produzindo oz\u00f4nio (um g\u00e1s estufa) na parte mais baixa, e CO\u2082 ou vapor d&#8217;\u00e1gua (outro g\u00e1s estufa) nas partes mais altas. O CH\u2084 tamb\u00e9m participa de rea\u00e7\u00f5es que reduzem a forma\u00e7\u00e3o de aeross\u00f3is de sulfato.<\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><span style=\"font-family: TimesNewRomanPSMT;font-size: 12px\"><br \/><\/span><\/span><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">J\u00e1 v\u00e1rios gases de efeito estufa tipo \u00f3xidos nitrosos podem aumentam a concentra\u00e7\u00e3o de aeross\u00f3is de sulfato, triplicando seu efeito de resfriamento.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">O modelo pode ainda ser usado para estimar o quanto os aeross\u00f3is est\u00e3o mascarando do aquecimento provocado pelos gases de efeito estufa.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Os autores alertam que as pol\u00edticas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o de gases de efeito estufa est\u00e3o centradas demais no CO\u2082. Os governantes deviam voltar mais aten\u00e7\u00e3o a outros gases de efeito estufa que se degradam rapidamente na atmosfera, como o metano e os aeross\u00f3is, pois a resposta do clima pode ser bem mais r\u00e1pida \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o desses gases, do que ser\u00e1 para o di\u00f3xido de carb\u00f4nico.<\/span><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">N\u00e3o d\u00e1 para considerar pol\u00edticas de clima separado de pol\u00edticas sobre a polui\u00e7\u00e3o do ar.<\/span> <span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Leia mais em <a href=\"http:\/\/www.scientificamerican.com\/article.cfm?id=aerosols-make-methane-more-pot\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Nature News<\/a> e principalmente em <a href=\"http:\/\/www.sciencenews.org\/view\/generic\/id\/48940\/title\/Aerosols_cloud_the_climate_picture\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Science News<\/a>.<\/span><\/p>\n<p>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 16px\"><strong>P\u00e1ssaros percebem magnetismo pelos olhos, n\u00e3o pelo bico<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Os p\u00e1ssaros usam o campo magn\u00e9tico da Terra do mesmo jeito que um navegador consulta sua b\u00fassola para viajar longas dist\u00e2ncias. Mas como funciona essa b\u00fassola interna?<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Existem duas explica\u00e7\u00f5es concorrentes. Alguns pesquisadores acreditam que s\u00e3o cristais de ferro encontrados nos bicos das aves que percebem o campo magn\u00e9tico terreste e transmitem a informa\u00e7\u00e3o ao c\u00e9rebro por um nervo conhecido como trigeminal.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><span style=\"font-family: TimesNewRomanPSMT;font-size: 12px\"><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">A outra explica\u00e7\u00e3o envolve os olhos da ave. Part\u00edculas de luz chegam \u00e0s c\u00e9lulas do olho, onde quebram prote\u00ednas chamadas de criptocromos em pares de mol\u00e9culas ionizadas que se alinham ao campo magn\u00e9tico do ambiente. O alinhamento dos criptocromos ionizados de alguma forma \u00e9 registrado e transmitido a um centro nervoso chamado de aglomerado N.<\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><span style=\"font-family: TimesNewRomanPSMT;font-size: 12px\"><br \/><\/span><\/span> <span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Para testar as duas teorias, pesquisadores criaram <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pisco-de-peito-ruivo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">piscos-de-peito-ruivo<\/a> e submeteram os passarinhos a neurocirurgias. Um grupo teve o nervo trigeminal cortado. Outro teve o aglomerado N lesionado. Depois, observaram o comportamento dos animais sob a\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico terrestre natural e de campos artificiais com dire\u00e7\u00e3o diferentes.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Apenas os p\u00e1ssaros com o aglomerado N intacto conseguiram perceber os campos magn\u00e9ticos. Desse modo os biof\u00edsicos conclu\u00edram que pelo menos essa esp\u00e9cie enxerga os campos magn\u00e9ticos pelos olhos.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Embora os cristais de ferro no bico pare\u00e7am in\u00fateis, os autores do <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/v461\/n7268\/edsumm\/e091029-09.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">estudo publicado na Nature<\/a> especulam que eles tenham um papel secund\u00e1rio na navega\u00e7\u00e3o da ave, talvez indicando mudan\u00e7as na intensidade do campo magn\u00e9tico.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Pesquisas como essa podem ajudar na conserva\u00e7\u00e3o de aves migrat\u00f3rias.<\/span> <span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Leia mais em <a href=\"http:\/\/www.wired.com\/wiredscience\/2009\/10\/bird-migration-light\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Wired<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.newscientist.com\/article\/mg20427324.200-magnetic-eyesight-helps-birds-find-their-way.html?DCMP=OTC-rss&amp;nsref=physics-math\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">New Scientist<\/a>.<\/span><\/p>\n<div style=\"font-size: 14px\">\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 16px\"><strong>Como a corrente sangu\u00ednea entorta as hem\u00e1ceas<\/strong><\/span>\n<\/div>\n<p>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">As c\u00e9lulas vermelhas sangu\u00edneas, tamb\u00e9m conhecidas como gl\u00f3bulos vermelhos ou hem\u00e1ceas constituem 45% do sangue. S\u00e3o elas que transportam o oxig\u00eanio dos pulm\u00f5es para todo o corpo.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Uma s\u00e9rie de doen\u00e7as, do infarto \u00e0 mal\u00e1ria, est\u00e3o relacionadas com o formato das hem\u00e1cias e sua mobilidade.<br \/><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Em repouso, as hem\u00e1cias s\u00e3o uma panqueca mais ou menos circular, com 8 mil\u00e9simos de mil\u00edmetro de di\u00e2metro. Quando viajam pela corrente sangu\u00ednea, a forma das hem\u00e1cias encurva, lembrando um p\u00e1ra-quedas aberto. \u00c0s vezes, o p\u00e1ra-quedas, que \u00e9 sim\u00e9trico, se deforma ficando parecido com um chinelo.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Como a forma de chinelo foi observada em laborat\u00f3rio pela primeria vez quando o vaso sangu\u00edneo por onde as hem\u00e1ceas passavam era menor que duas vezes e meio o di\u00e2metro de uma s\u00f3 hem\u00e1cia, acreditava-se que era a proximidade da parede do vaso que causava a deforma\u00e7\u00e3o. (Ail\u00e1s, a elasticidade das hem\u00e1cias \u00e9 impressionate: elas <a href=\"http:\/\/www.physorg.com\/news93017423.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">podem se espremer<\/a> em vasos capilares quatro vezes menores que elas mesmas&#8230;)<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">J\u00e1 experimentos recentes mostram que a forma de chinelo aparece, sim, em vasos maiores, onde as hem\u00e1cias ficam longe da parede. O que faz as hem\u00e1cias mudarem de forma afinal?<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><span style=\"font-family: TimesNewRomanPSMT;font-size: 12px\"><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Um novo modelo simplificado das hem\u00e1cias na corrente sangu\u00ednea sugere que a transi\u00e7\u00e3o da forma de p\u00e1ra-quedas para a de chinelo acontece pela intera\u00e7\u00e3o do fluido viscoso do sangue em movimento com a superf\u00edcie da c\u00e9lula. O resultado das <span style=\"font-family: TimesNewRomanPSMT;font-size: 12px\"><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">simula\u00e7\u00f5es aparecem em um artigo na Physical Review Letters publicado online dia 26 de outubro. No<\/span> <span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">modelo bidimensional dos f\u00edsicos, as hem\u00e1ceas s\u00e3o representadas por bolsas com as propriedades el\u00e1sticas de uma hem\u00e1cea.<\/span><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><span style=\"font-family: TimesNewRomanPSMT;font-size: 12px\"><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><span style=\"font-family: TimesNewRomanPSMT;font-size: 12px\"><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Os biof\u00edsicos ainda descobriram que a forma de chinelo diminui a diferen\u00e7a de velocidade entre a hem\u00e1cea e o fluxo imposto pelo bombeamento do cora\u00e7\u00e3o. A forma de chinelo,portanto, aumenta a efici\u00eancia da corrente sangu\u00ednea.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><span style=\"font-family: TimesNewRomanPSMT;font-size: 12px\"><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><span style=\"font-family: TimesNewRomanPSMT;font-size: 12px\"><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Em uma <a href=\"http:\/\/meetings.aps.org\/Meeting\/DFD09\/Event\/112213\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">apresenta\u00e7\u00e3o dia 2<\/a><span style=\"font-family: TimesNewRomanPSMT;font-size: 12px\"><span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\"><a href=\"http:\/\/meetings.aps.org\/Meeting\/DFD09\/Event\/112213\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">2 de novembro<\/a> em um encontro da American Physical Society, os pesquisadores v\u00e3o explicar como a forma de chinelo depende da rigidez da membrana da hem\u00e1cia.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 14px\">Leia mais em <a href=\"http:\/\/www.physorg.com\/news175781298.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">PhysOrg<\/a> e em <a href=\"http:\/\/physics.aps.org\/articles\/v2\/89?referer=rss\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Physics<\/a> .<br \/><\/span><br \/><\/span><\/span><\/p>\n<div style=\"font-size: 14px\">\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 16px\"><strong>Outros destaques:<\/strong><\/span>\n<\/div>\n<div style=\"font-size: 14px\">\n\n<\/div>\n<div style=\"font-size: 13px\">\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 15px\"><a href=\"http:\/\/www.scientificamerican.com\/article.cfm?id=powering-a-green-planet\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Tudo movido a energia solar e e\u00f3lica at\u00e9 2030 &#8211; \u00e9 poss\u00edvel?<\/a><br \/><\/span>\n<\/div>\n<div style=\"font-size: 13px\">\n\n<\/div>\n<div style=\"font-size: 13px\">\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 15px\"><a href=\"http:\/\/blogs.physicstoday.org\/newspicks\/2009\/10\/building-an-acoustic-map-of-th.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Mapa ac\u00fastico do Reino Unido e do mundo<\/a><br \/><\/span>\n<\/div>\n<div style=\"font-size: 13px\">\n\n<\/div>\n<div style=\"font-size: 13px\">\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 15px\"><a href=\"http:\/\/blogs.discovermagazine.com\/cosmicvariance\/2009\/10\/27\/beam-is-back-the-lhc-restarts\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pr\u00f3tons e ions voltam a circular no LHC<\/a><\/span>\n<\/div>\n<div style=\"font-size: 13px\">\n\n<\/div>\n<div style=\"font-size: 13px\">\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 15px\"><a href=\"http:\/\/news.bbc.co.uk\/2\/hi\/science\/nature\/8329865.stm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Recorde de explos\u00e3o de raios gama mais distante quebrado<\/a><\/span>\n<\/div>\n<div style=\"font-size: 13px\">\n\n<\/div>\n<div style=\"font-size: 13px\">\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 15px\"><a href=\"http:\/\/www.wired.com\/wiredscience\/2009\/10\/bead-cloud-mystery\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Misterioso padr\u00e3o em meio granular<\/a><\/p>\n<p><\/span>\n<\/div>\n<div style=\"font-size: 13px\">\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 15px\"><a href=\"http:\/\/www.technologyreview.com\/blog\/editors\/24303\/?a=f\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Microve\u00edculo em forma de semente voadora<\/a><\/span>\n<\/div>\n<div style=\"font-size: 13px\">\n\n<\/div>\n<div style=\"font-size: 13px\">\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 15px\"><a href=\"http:\/\/www.newscientist.com\/article\/dn18074\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Como evitar que 3 \u00f4nibus da mesma linha chegem de uma vez<\/a><\/span>\n<\/div>\n<div style=\"font-size: 13px\">\n\n<\/div>\n<div style=\"font-size: 13px\">\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 15px\"><a href=\"http:\/\/bit-player.org\/2009\/flights-of-fancy\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A matem\u00e1tica dos bandos de p\u00e1ssaros<\/a><\/span>\n<\/div>\n<div style=\"font-size: 13px\"><\/div>\n<div style=\"font-size: 14px\">\n<span style=\"font-family: Georgia;font-size: 16px;font-weight: bold\"><br \/><\/span>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Semana passada na rede a import\u00e2ncia de entender a Estat\u00edstica para resolver de controv\u00e9rsia sobre aquecimento global a assassinatos. 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