{"id":17,"date":"2008-08-30T20:25:08","date_gmt":"2008-08-30T23:25:08","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/universofisico\/2008\/08\/duas-vias-para-o-computador-quantico\/"},"modified":"2008-08-30T20:25:08","modified_gmt":"2008-08-30T23:25:08","slug":"duas-vias-para-o-computador-quantico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/2008\/08\/30\/duas-vias-para-o-computador-quantico\/","title":{"rendered":"Duas vias para o Computador Qu\u00e2ntico"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Escrevi para a Folha de S. Paulo no come\u00e7o do m\u00eas <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/ciencia\/ult306u431767.shtml\">uma reportagem especial sobre em que p\u00e9 estamos de construir um computador qu\u00e2ntico<\/a>. Me detive mais em uma das vias principais, baseada no spin de el\u00e9trons em pontos qu\u00e2nticos (ponto qu\u00e2ntico \u00e9 uma esp\u00e9cie de &#8220;curral&#8221; para el\u00e9trons em um material com propriedades el\u00e9tricas semelhantes ao do sil\u00edcio, onde d\u00e1 para deixar preso um \u00fanico el\u00e9tron; tamb\u00e9m \u00e9 chamado de &#8220;\u00e1tomo artificial&#8221;, porque um el\u00e9tron preso no ponto qu\u00e2ntico emite luz como um el\u00e9tron isolado em um \u00e1tomo). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Isso porque entrevistei <a href=\"http:\/\/theorie5.physik.unibas.ch\/loss\/\">Daniel Loss<\/a>, um dos te\u00f3ricos que desenvolveu a id\u00e9ia de computador qu\u00e2ntico com pontos qu\u00e2nticos, e <a href=\"http:\/\/www.nanonet.go.jp\/english\/mailmag\/2004\/013a.html\">Seigo Tarucha<\/a>, o f\u00edsico experimental que construiu os primeiros pontos qu\u00e2nticos em laborat\u00f3rio, durante um <a href=\"http:\/\/www.pasps-v.com.br\/\">congresso internacional de spintr\u00f4nica<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\"> Quando perguntei ao Loss se havia alternativas aos pontos qu\u00e2nticos, ele respondeu que sim, havia uma outra abordagem baseada em \u00edons presos por raios laser. Mas ele ironizou, afirmando que a outra abordagem n\u00e3o tinha chance de ser miniaturizada. &#8220;Como voc\u00ea p\u00f5e um canh\u00e3o laser dentro de um chip de computador?&#8221;, ele disse e n\u00f3s rimos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Bem, no dia seguinte, perguntei a <a href=\"http:\/\/www.virginia.edu\/ms\/faculty\/wolf.html\">Stuart Wolf<\/a>, que havia dirigido um programa do governo norte-americano para promover a pesquisa em computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica nos EUA, o que ele achava disso. Meu queixo caiu quando Wolf disse que <a href=\"http:\/\/physicsworld.com\/cws\/article\/news\/35538\">David Wineland<\/a> e seus colaboradores j\u00e1 tinham colocado os tais canh\u00f5es laser dentro de um chip&#8230; <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Foi dai que corri atr\u00e1s de entrevistar algu\u00e9m que trabalhasse com armadilhas laser de \u00edons. E para minha surpresa, descobri que um colega de gradua\u00e7\u00e3o, <a href=\"http:\/\/heart-c704.uibk.ac.at\/index.html?http:\/\/heart-c704.uibk.ac.at\/people\/alessandro.villar\/index.html\">Alessandro Villar<\/a>, trabalhou ano passado na Universidade de Innsbruck (\u00c1ustria) no laborat\u00f3rio de Rainer Blatt, o principal &#8220;concorrente&#8221; de Wineland. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Para quem quiser saber mais sobre as armadilhas de \u00edons, poder ler na <a href=\"http:\/\/www2.uol.com.br\/sciam\/sumario\/\">Scientific American Brasil de setembro<\/a> um artigo de Wineland, <a href=\"http:\/\/www.sciam.com\/article.cfm?id=quantum-computing-with-ions\">dispon\u00edvel online em ingl\u00eas.<br \/>\n<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">E para quem est\u00e1 com vontade de ir realmente a fundo na coisa, pode ler as perspectivas publicadas pela revista IEEE Spectrum sobre a computa\u00e7\u00e3o com <a href=\"http:\/\/www.spectrum.ieee.org\/aug07\/5378\">armadilhas de \u00edons<\/a> e com <a href=\"http:\/\/www.spectrum.ieee.org\/sep07\/5489\">pontos qu\u00e2nticos<\/a>. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Uma outra coisa que n\u00e3o ficou clara na reportagem para a Folha \u00e9 que um computador de 10 mil qubits \u00e9 algo muito al\u00e9m dos sonhos de muitos pesquisadores. &#8220;Quem te falou 10 mil qubits devia estar pensando em algo avan\u00e7ad\u00edssimo&#8230;&#8221;, comentou Villar. Na verdade, tanto o Villar, como o Loss e o Tarucha disseram que com uns 100 qubits j\u00e1 daria para fazer coisas muito interessantes como as tais &#8220;simula\u00e7\u00f5es de sistemas qu\u00e2nticos&#8221;, que seriam simula\u00e7\u00f5es detalhadas do comportamento qu\u00e2ntico de mol\u00e9culas.  As simula\u00e7\u00f5es atuais usam v\u00e1rias aproxima\u00e7\u00f5es, algumas que s\u00e3o inerentes a pr\u00f3pria natureza cl\u00e1ssica do computador normal. <\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrevi para a Folha de S. Paulo no come\u00e7o do m\u00eas uma reportagem especial sobre em que p\u00e9 estamos de construir um computador qu\u00e2ntico. 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