{"id":170,"date":"2011-03-07T11:22:40","date_gmt":"2011-03-07T14:22:40","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/universofisico\/2011\/03\/o_misterio_do_sumico_das_manch\/"},"modified":"2011-03-07T11:22:40","modified_gmt":"2011-03-07T14:22:40","slug":"o_misterio_do_sumico_das_manch","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/2011\/03\/07\/o_misterio_do_sumico_das_manch\/","title":{"rendered":"O mist\u00e9rio do sumi\u00e7o das manchas solares"},"content":{"rendered":"<p><font face=\"georgia\">Recentemente, a frequ\u00eancia das tempestades solares come\u00e7ou a aumentar e elas acabaram virando manchete no final do m\u00eas passado, como <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/multimedia\/videogallery\/index.html?media_id=66532431\" rel=\"noopener noreferrer\">a erup\u00e7\u00e3o solar deste v\u00eddeo<\/a> registrado dia 24 de fevereiro pela sonda SDO, da Nasa. As tempestades solares que alcan\u00e7am a Terra podem danificar a rede el\u00e9trica de pa\u00edses em altas latitudes e sat\u00e9lites.<br \/>&nbsp; <br \/>Esse aumento acontece depois de um per\u00edodo de calmaria anormalmente longo do Sol, cujo <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/v471\/n7336\/full\/nature09786.html\" rel=\"noopener noreferrer\">um modelo computacional publicado na revista Nature em 3 de mar\u00e7o<\/a> \u00e9 o primeiro a explicar.&nbsp; Veja abaixo uma ilustra\u00e7\u00e3o feita a partir do modelo: <\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-content\/uploads\/sites\/205\/2011\/08\/522578main_conveyorbelt1.jpg\" \/>&nbsp;<\/p>\n<p>As erup\u00e7\u00f5es solares acontecem ao redor de regi\u00f5es da superf\u00edcie do Sol onde h\u00e1 uma intensidade moment\u00e2nea maior de energia magn\u00e9tica, que \u00e0s vezes \u00e9 liberada de forma explosiva. O Sol \u00e9 uma enorme bola feita de um g\u00e1s quente e eletricamente carregado, o chamado plasma, que circula de maneira turbulenta, gerando campos magn\u00e9ticos intensos e complicados por toda a estrela, que mudam constantemente. Essas regi\u00f5es de maior intensidade magn\u00e9tica s\u00e3o as manchas solares, que aparecem como manchas escuras na superf\u00edcie solar, por serem relativamente mais frias que o material ao seu redor.&nbsp; <\/p>\n<p>O n\u00famero de manchas solares aumenta e depois diminui em um ciclo que dura mais ou menos 11 anos. A dura\u00e7\u00e3o do ciclo est\u00e1 relacionada com o tempo que demora para o plasma solar viajar da superf\u00edcie em seu equador em dire\u00e7\u00e3o aos polos, onde afunda 300.000 km para emergir novamente no equador 11 anos depois. \u00c9 por meio desse movimento chamado de circula\u00e7\u00e3o meridional (veja as linhas pretas na figura acima) que os campos magn\u00e9ticos das manchas solares (linhas douradas na figura) renovam suas for\u00e7as entrando em contato com o campo magn\u00e9tico principal do Sol, gerado em seu interior. <\/p>\n<p>O \u00faltimo pico de manchas solares (e portanto, tamb\u00e9m das explos\u00f5es solares) foi em 2001. Um novo ciclo devia ter come\u00e7ado em 2008, mas, em vez de aumentarem em n\u00famero, as manchas solares continuaram raras. Entre 2008 e 2010, foram 780 dias sem manchas solares, enquanto que o normal durante o per\u00edodo de atividade m\u00ednima de um ciclo solar s\u00e3o uns 300 dias. Foi o m\u00ednimo solar mais longo registrado desde 1913. <\/p>\n<p>Para entender o que causou esse m\u00ednimo prolongado, um grupo de pesquisadores simulou a circula\u00e7\u00e3o de plasma no interior do Sol. Ao simular 210 ciclos solares com seu novo modelo computacional, os pesquisadores conclu\u00edram que um m\u00ednimo solar prolongado \u00e9 provocado por varia\u00e7\u00f5es na velocidade da circula\u00e7\u00e3o meridional de plasma. Se essa circula\u00e7\u00e3o come\u00e7a bem veloz no in\u00edcio do ciclo solar, n\u00e3o sobra muito tempo para a renovar os campos magn\u00e9ticos que formariam as manchas solares. E se a velocidade da circula\u00e7\u00e3o diminui no fim do ciclo, ela atrasa o come\u00e7o do pr\u00f3ximo ciclo.&nbsp; <br \/>&nbsp;<br \/>A explica\u00e7\u00e3o s\u00f3 tem um pequeno problema. <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.wired.com\/wiredscience\/2011\/03\/spotless-sun-model\/\" rel=\"noopener noreferrer\">Conforme apurou<\/a> Lisa Grossman do site Wired Science, <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.sciencemag.org\/content\/327\/5971\/1350.abstract\" rel=\"noopener noreferrer\">um estudo<\/a> de 13 anos de observa\u00e7\u00f5es da superf\u00edcie solar feitas pela <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/sohowww.nascom.nasa.gov\/\" rel=\"noopener noreferrer\">sonda SOHO<\/a> da Nasa, publicado em mar\u00e7o de 2010 na Science, inferiu que a circula\u00e7\u00e3o meridional foi mais lenta no in\u00edcio do \u00faltimo ciclo e n\u00e3o mais r\u00e1pida como o novo modelo prop\u00f5e. Os pesquisadores do novo estudo e do estudo anterior defenderam suas conclus\u00f5es.&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p>Se o modelo est\u00e1 certo ou n\u00e3o pode ficar claro nos pr\u00f3ximos anos, com observa\u00e7\u00f5es da <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/sdo.gsfc.nasa.gov\/\" rel=\"noopener noreferrer\">sonda SDO<\/a> da Nasa de oscila\u00e7\u00f5es na superf\u00edcie solar. Da mesma maneira que as ondas dos terremotos s\u00e3o usadas para investigar o interior da Terra, essas oscila\u00e7\u00f5es vistas na superf\u00edcie solar permitem reconstruir o movimento do plasma em seu interior. Os instrumentos da SDO v\u00e3o explorar camadas de plasma mais profundas que as que a sonda SOHO consegue.<\/p>\n<p>Fontes:<br \/><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.cfa.harvard.edu\/news\/2011\/pr201107.html\" rel=\"noopener noreferrer\">Solar Mystery Solved (Cfa Press Room)<\/a><br \/><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/sunearth\/news\/solar-cycle23.html\" rel=\"noopener noreferrer\">Researchers Crack the Mystery of the Spotless Sun (Nasa) <\/a><br \/><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.wired.com\/wiredscience\/2011\/03\/spotless-sun-model\/\" rel=\"noopener noreferrer\">Study Blames Plasma Flow for Spotless Sun (Wired Science) &nbsp;<\/a> &nbsp;&nbsp; <\/font><\/p>\n<p><\/p>\n<div class=\"zemanta-pixie\"><img decoding=\"async\" class=\"zemanta-pixie-img\" alt=\"\" src=\"http:\/\/img.zemanta.com\/pixy.gif?x-id=5da3c32a-a67a-8a06-84a6-5300c905785f\" \/><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recentemente, a frequ\u00eancia das tempestades solares come\u00e7ou a aumentar e elas acabaram virando manchete no final do m\u00eas passado, como a erup\u00e7\u00e3o solar deste v\u00eddeo registrado dia 24 de fevereiro pela sonda SDO, da Nasa. 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