{"id":174,"date":"2011-03-09T15:53:40","date_gmt":"2011-03-09T18:53:40","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/universofisico\/2011\/03\/cem_anos_de_nucleo_atomico_e_c\/"},"modified":"2011-03-09T15:53:40","modified_gmt":"2011-03-09T18:53:40","slug":"cem_anos_de_nucleo_atomico_e_c","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/2011\/03\/09\/cem_anos_de_nucleo_atomico_e_c\/","title":{"rendered":"Cem anos de n\u00facleo at\u00f4mico e colis\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><font face=\"georgia\">&#8220;Foi de longe o evento mais incr\u00edvel que jamais aconteceu comigo em minha vida. Foi quase t\u00e3o incr\u00edvel quanto se voc\u00ea atirasse um proj\u00e9til de 40 cent\u00edmetros contra um peda\u00e7o de papel toalha e ele ricocheteasse e acertasse voc\u00ea.&#8221; &#8211; <i><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ernest_Rutherford\" rel=\"noopener noreferrer\">Ernest Rutherford<\/a> (1871-1937), citado no livro <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.record.com.br\/livro_sinopse.asp?id_livro=18906\" rel=\"noopener noreferrer\">Big Bang<\/a>, de Simon Singh. <\/i><\/p>\n<p>Assim o f\u00edsico Ernest Ruhterford descreveu a incr\u00edvel descoberta do n\u00facleo at\u00f4mico, anunciada pela primeira vez na Sociedade Filos\u00f3fica e Liter\u00e1ria de Manchester, Reino Unido, em 7 de mar\u00e7o de 1911, como ficamos sabendo neste <\/font><font face=\"georgia\"><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/revista-ch\/2011\/278\/100-anos-com-o-nucleo-atomico\" rel=\"noopener noreferrer\">artigo na Ci\u00eancia Hoje<\/a> do f\u00edsico Odilon Tavares, do <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/portal.cbpf.br\/index.php?page=home&amp;lang=pt_BR\" rel=\"noopener noreferrer\">CBPF<\/a><\/font><font face=\"georgia\">, que relata v\u00e1rios detalhes interessantes da hist\u00f3ria e o esp\u00edrito da f\u00edsica na \u00e9poca.<br \/>&nbsp;&nbsp; <br \/>A descoberta resultou dos experimentos de Rutherford, realizados com seus colegas Hans Geiger e Ernest Marsden, em 1909. Na \u00e9poca, a vis\u00e3o que se tinha do \u00e1tomo era a de uma esfera pouco densa e uniforme de carga el\u00e9trica positiva, incrustada com part\u00edculas de carga el\u00e9trica negativa (a esfera vermelha da figura abaixo). Para verificar esse modelo, Ruhterford, Geiger e Marsden resolveram lan\u00e7ar um feixe de part\u00edculas positivamente carregadas (n\u00facleos de \u00e1tomo de h\u00e9lio, na \u00e9poca chamadas de part\u00edculas alfa) contra uma placa fina de ouro (figuras do experimento podem ser vistas no artigo da Ci\u00eancia Hoje). Se o \u00e1tomo fosse mesmo com se pensava at\u00e9 ent\u00e3o, os n\u00facleos de h\u00e9lio atravessariam a placa de ouro sem sofrer quase nenhum desvio (setas pretas na figura). Mas em vez disso, os f\u00edsicos observaram que uma vez ou outra, uma part\u00edcula alfa era fortemente espalhada, como se tivesse colidido com algo muito duro e ricocheteasse (figura abaixo).<\/p>\n<p>Foi s\u00f3 em 1910 que Rutherford conseguiu entender o que estava acontecendo. Ele foi for\u00e7ado a concluir que toda a carga el\u00e9trica positiva do \u00e1tomo estava concentrada em seu centro, em uma regi\u00e3o 100 mil vezes menor que o pr\u00f3prio \u00e1tomo. Na maioria de seu volume, o \u00e1tomo era essencialmente vazio. Foi uma conclus\u00e3o estarrecedora, que desencadeou uma s\u00e9rie de questionamentos que contribuiram ao desenvolvimento da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica.<br \/><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/portal.cbpf.br\/index.php?page=home&amp;lang=pt_BR\" rel=\"noopener noreferrer\"><\/a><br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-content\/uploads\/sites\/205\/2011\/08\/200px-Rutherford_gold_foil_experiment_results.svg_1.png\" \/><font face=\"georgia\"><br \/>Fonte: <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/File:Rutherford_gold_foil_experiment_results.svg\" rel=\"noopener noreferrer\">Wikipedia<\/a> <br \/><\/font><\/font><font face=\"georgia\">&nbsp;<br \/>E h\u00e1 mais um motivo para se comemorar o experimento de Rutherford, Geiger e Marsden. Como ressaltam <\/font><font face=\"georgia\">Frederick Dylla, do American Institute of Physics, e Steven Corneliussen, do Jefferson Lab, nesta <\/font><font face=\"georgia\"><a target=\"_blank\" href=\"www.aip.org\/aip\/rutherford_and_the_accelerator.pdf\" rel=\"noopener noreferrer\">apresenta\u00e7\u00e3o em PDF<\/a>, o<\/font><font face=\"georgia\"> m\u00e9todo do experimento de colidir part\u00edculas e analisar o resultado das colis\u00f5es \u00e9 a base de todos os experimentos de f\u00edsica nuclear e de part\u00edculas elementares que resultaram em todas as outras descobertas da estrutura da mat\u00e9ria no s\u00e9culo XX. J\u00e1 no s\u00e9culo XXI, e<\/font><font face=\"georgia\">mbora um milh\u00e3o de vezes mais energ\u00e9ticos que as part\u00edculas alfa de Rutherford, os pr\u00f3tons do rec\u00e9m inaugurado LHC, e os el\u00e9trons e p\u00f3sitrons do ainda em projeto <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.linearcollider.org\/\" rel=\"noopener noreferrer\">ILC<\/a>, colidem em experimentos cuja ess\u00eancia \u00e9 basicamente a mesma.<\/p>\n<p><\/font><\/p>\n<div class=\"zemanta-pixie\"><img decoding=\"async\" class=\"zemanta-pixie-img\" alt=\"\" src=\"http:\/\/img.zemanta.com\/pixy.gif?x-id=18b0a891-e65c-8658-846a-66a3edcd1c04\" \/><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Foi de longe o evento mais incr\u00edvel que jamais aconteceu comigo em minha vida. Foi quase t\u00e3o incr\u00edvel quanto se voc\u00ea atirasse um proj\u00e9til de 40 cent\u00edmetros contra um peda\u00e7o de papel toalha e ele ricocheteasse e acertasse voc\u00ea.&#8221; &#8211; Ernest Rutherford (1871-1937), citado no livro Big Bang, de Simon Singh. Assim o f\u00edsico Ernest [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":464,"featured_media":175,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-174","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-universo-quantico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/174","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/users\/464"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=174"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/174\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/media\/175"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=174"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=174"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=174"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}