{"id":471,"date":"2012-01-08T15:43:33","date_gmt":"2012-01-08T18:43:33","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/universofisico\/?p=471"},"modified":"2012-01-08T15:43:33","modified_gmt":"2012-01-08T18:43:33","slug":"o-universo-nas-ultimas-semanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/2012\/01\/08\/o-universo-nas-ultimas-semanas\/","title":{"rendered":"O Universo nas \u00faltimas semanas"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: georgia;font-size: 10pt\">Na \u00faltima semana de 2011, a colabora\u00e7\u00e3o Double Chooz, que estuda os antineutrinos do el\u00e9tron emitidos pela usina nuclear francesa de Chooz e conta com participa\u00e7\u00e3o brasileira, <a href=\"http:\/\/arxiv.org\/abs\/1112.6353\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">publicou online<\/a> os resultados de sua medida do &#8220;\u00e2ngulo de mistura \u03b8<sub>13<\/sub>&#8220;, uma quantidade relacionada com o fen\u00f4meno chamado de oscila\u00e7\u00e3o, pelo qual os neutrinos de diferentes tipos podem se transformar em outros. O fato dos dados de Double Chooz, <a href=\"http:\/\/physicsworld.com\/blog\/2012\/01\/third_experiment_homes_in_on_n.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">bem como de outros experimentos, o T2K e o MINOS,<\/a> indicarem que esse \u00e2ngulo e os demais s\u00e3o diferentes de zero \u00e9 uma boa not\u00edcia, porque de acordo com a teoria isso permitir\u00e1 aos f\u00edsicos medirem outro par\u00e2metro relacionado com a chamada &#8220;viola\u00e7\u00e3o de carga-paridade&#8221;. Medir essa quantidade <a href=\"http:\/\/www.jornaldaciencia.org.br\/Detalhe.jsp?id=80141\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">vai ajudar<\/a> a explicar como a mat\u00e9ria se tornou diferente da antimat\u00e9ria no in\u00edcio do universo e assim n\u00e3o foi aniquilada completamente.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia;font-size: 10pt\">O par de sondas Grail, da Nasa, <a href=\"http:\/\/www.nytimes.com\/2012\/01\/01\/science\/space\/two-nasa-spacecraft-set-to-orbit-the-moon.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">come\u00e7ou a orbitar <\/a>a Lua no fim de semana do r\u00e9veillon. As sondas v\u00e3o mapear o campo gravitacional da Lua com uma precis\u00e3o que vai dar uma ideia da composi\u00e7\u00e3o de seu interior. Seus tamb\u00e9m v\u00e3o podem ajudar a entender porque a face que vemos da Lua tem um relevo suave enquanto o outro lado do sat\u00e9lite \u00e9 montanhoso e testar a hip\u00f3tese de que a Lua na verdade \u00e9 fruto da colis\u00e3o de dois sat\u00e9lites anteriores.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia;font-size: 10pt\">Em <a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/early\/2012\/01\/03\/1111115109\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">artigo na revista PNAS<\/a>, pesquisadores confirmaram que a \u00fanica amostra de quasicristal j\u00e1 encontrada na natureza deve ter origem extraterrestre. Sofia Moutinho, da Ci\u00eancia Hoje, <a href=\"http:\/\/cienciahoje.uol.com.br\/noticias\/2012\/01\/quasicristal-extraterrestre\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">tem os detalhes<\/a>.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia;font-size: 10pt\">Ainda no mundo dos minerais ex\u00f3ticos, um mineral descoberto primeiramente em uma amostra trazida da Lua por astronautas da Apolo 11, a tranquilitita, <a href=\"http:\/\/www.ouramazingplanet.com\/2223-moon-mineral-australian-rock.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">foi encontrada<\/a> analisando rochas da Austr\u00e1lia com microscopia eletr\u00f4nica. Os ge\u00f3logos acreditam que o mineral deve certamente existir em outras partes do globo. As propriedades da tranquilitita permitem que se aplique nela um m\u00e9todo para determinar a idade das rochas, baseado na lenta transforma\u00e7\u00e3o de \u00e1tomos de ur\u00e2nio em chumbo.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia;font-size: 10pt\">Um estudo de biomec\u00e2nica publicado na Nature demonstrou com c\u00e2meras de alta velocidade e modelos matem\u00e1ticos como uma cauda longa e flex\u00edvel ajuda lagartos e rob\u00f4s a cair e saltar agilmente, sem se desiquilibrar. O mesmo deve ter valido para dinossauros como o velociraptor. <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/news\/leaping-lizards-jurassic-park-got-it-right-1.9736\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Veja o v\u00eddeo<\/a>.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia;font-size: 10pt\">Em reportagem na Nature, <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/news\/frontier-experiments-tough-science-1.9723\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Nicolas Jones destacada<\/a> cinco experimentos de f\u00edsica t\u00e3o insanamente dif\u00edceis e importantes quanto a busca por novas part\u00edculas elementares no LHC: 1) <strong>Detectar a composi\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica de exoplanetas<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.cfa.harvard.edu\/~dcharbon\/Site\/Welcome.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel <\/a>para gigantes gasosos e super Terras usando os telesc\u00f3pios espaciais Hubble e Spitzer, e ser\u00e1 poss\u00edvel para planetas do tamanho da Terra com o sucessor do Hubble, o James Webb. 2)Usar espectroscopia de alt\u00edssima precisar para <strong><a href=\"http:\/\/arxiv.org\/abs\/1011.0518\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">buscar<\/a> por diferen\u00e7as na vibra\u00e7\u00e3o de uma dupla de mol\u00e9culas que s\u00e3o quase id\u00eanticas, cuja estrutura de uma \u00e9 o espelho da outra<\/strong> pode revelar melhor como a for\u00e7a nuclear fraca distingue a esquerda da direita, o que vai ajudar a entender melhor tanto as for\u00e7as fundamentais do universo, como o mist\u00e9rio de por que nos seres vivos s\u00f3 encontramos a vers\u00e3o canhota dessas mol\u00e9culas. 3)<strong>Buscar por dimens\u00f5es espaciais extras usando uma balan\u00e7a de tors\u00e3o<\/strong> com precis\u00e3o de bilion\u00e9simos de grau para medir desvios na for\u00e7a gravitacional em escala microm\u00e9trica. At\u00e9 agora, experimentos de <a href=\"http:\/\/www.npl.washington.edu\/eotwash\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">uma equipe da Universidade de Washington<\/a> j\u00e1 verificaram que n\u00e3o existem dimens\u00f5es extras maiores que 44 micr\u00f4metros. 4) <strong>Detectar ondas gravitacionais <a href=\"http:\/\/nanograv.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">monitorando <\/a>ao longo de dez anos os flashes de radia\u00e7\u00e3o que 20 pulsares emitem milhares de vezes a cada segundo<\/strong>. A ideia \u00e9 procurar por desvios na frequ\u00eancia ultraprecisa desses pulsares causadas por ondas gravitacionais passando entre eles e a Terra, geradas por exemplo por pares de buracos negros gigantes em rota de colis\u00e3o. 5) <strong>Redefinir o quilograma com base em uma constante fundamental da natureza, a constante de Planck,<\/strong> que f\u00edsicos experimentais v\u00eam medindo por dois m\u00e9todos diferentes e chegando a resultados levemente diferentes.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia;font-size: 10pt\">Na mesma revista, <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/news\/kepler-s-surprise-the-sounds-of-the-stars-1.9724\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ron Cowen reporta<\/a> como os tel\u00e9sc\u00f3pios espaciais Corot e Kepler, famosos por suas descobertas de exoplanetas, tamb\u00e9m est\u00e3o revolucionando o estudo do interior das estrelas por meio das ondas que propagam dentro delas e chegam a sua superf\u00edcie e afetam seu brilho em uma parte em mil &#8211; a astrosismologia. At\u00e9 agora, essas observa\u00e7\u00f5es confirmam que as estrelas tem o tamanho esperado, mas a distribui\u00e7\u00e3o de suas massas \u00e9 menor do que a teoria prev\u00ea. Observa\u00e7\u00f5es do Kepler tamb\u00e9m permitiram examinar a evolu\u00e7\u00e3o do interior de gigantes vermelhas, o tipo de estrela que o Sol deve se transformar daqui uns 5 bilh\u00f5es de anos. Se a miss\u00e3o Kepler for estendida por mais alguns anos, ser\u00e1 poss\u00edvel comparar os ciclos de atividade magn\u00e9tica do Sol com os de outras estrelas.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia;font-size: 10pt\">Tamb\u00e9m na Nature, um grupo de f\u00edsicos descreve <a href=\"http:\/\/physicsworld.com\/cws\/article\/news\/48253\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">uma nova t\u00e9cnica para resfriar \u00e1tomos <\/a>presos em uma armadilha feita de raios laser entrecruzados, chamada de rede \u00f3tica. Diferente de outros m\u00e9todos baseados em colis\u00f5es aleat\u00f3rias que removem \u00e1tomos com maior energia, o novo m\u00e9todo aplica uma s\u00e9rie de modula\u00e7\u00f5es na luz laser e pode em princ\u00edpio alcan\u00e7ar temperaturas abaixo do que \u00e9 poss\u00edvel atualmente (menos que 10<sup>-12<\/sup>Kelvins)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na \u00faltima semana de 2011, a colabora\u00e7\u00e3o Double Chooz, que estuda os antineutrinos do el\u00e9tron emitidos pela usina nuclear francesa de Chooz e conta com participa\u00e7\u00e3o brasileira, publicou online os resultados de sua medida do &#8220;\u00e2ngulo de mistura \u03b813&#8220;, uma quantidade relacionada com o fen\u00f4meno chamado de oscila\u00e7\u00e3o, pelo qual os neutrinos de diferentes tipos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":464,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[4,5,9,17],"tags":[26,28,30,46,55,59,70,80,83,90,91,93,95,110],"class_list":["post-471","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-universo-astronomico","category-universo-biologico","category-universo-geologico","category-universo-quantico","tag-assimetria-quiral","tag-astrosismologia","tag-biomecanica","tag-dimensoes-extras","tag-exoplanetas","tag-geocronologia","tag-lua","tag-neutrinos","tag-ondas-gravitacionais","tag-pulsares","tag-quasicristal","tag-quilograma","tag-redes-oticas","tag-violacao-carga-paridade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/471","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/users\/464"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=471"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/471\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=471"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=471"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=471"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}