{"id":480,"date":"2012-01-09T21:58:38","date_gmt":"2012-01-10T00:58:38","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/universofisico\/?p=480"},"modified":"2012-01-09T21:58:38","modified_gmt":"2012-01-10T00:58:38","slug":"os-tesouros-alienigenas-enterrados-na-lua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/2012\/01\/09\/os-tesouros-alienigenas-enterrados-na-lua\/","title":{"rendered":"Os tesouros alien\u00edgenas enterrados na Lua"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_481\" style=\"width: 555px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-481\" class=\"size-medium wp-image-481\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-content\/uploads\/sites\/205\/2012\/01\/482305main_20100914_1b-545x545.jpg\" alt=\"\" width=\"545\" height=\"545\" \/><p id=\"caption-attachment-481\" class=\"wp-caption-text\">Entrada para tubo de lava no Mar da Tranquilidade, na Lua. Cr\u00e9dito: NASA\/GSFC\/Arizona State University<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-family: georgia;font-size: 10pt\">Se a explora\u00e7\u00e3o da Lua tivesse acontecido da forma que o escritor de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Arthur Clarke <a href=\"http:\/\/www.sffaudio.com\/?p=35736\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">imaginou <\/a>nos anos 1960, hoje haveriam bases permanentes por l\u00e1, da onde poderiam sair expedi\u00e7\u00f5es rotineiras de astronautas prontos para escavar o solo lunar. Estudos recentes sugerem que esses exploradores poderiam desenterrar coisas incr\u00edveis, de rochas contendo informa\u00e7\u00f5es sobre a nossa jornada ao redor da Via L\u00e1ctea, at\u00e9 poss\u00edveis artefatos alien\u00edgenas.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia;font-size: 10pt\">Em <a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0094576511003249\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">um artigo <\/a>na revista Acta Astronautica, uma dupla de f\u00edsicos, Paul Davies e Robert Wagner, da Universidade Estadual do Arizona, EUA, sugerem a busca de vida inteligente extraterrestre pelo escrut\u00ednio de imagens em alta resolu\u00e7\u00e3o da Lua obtidas por sondas como <a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/LRO\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">a LRO<\/a>, da Nasa. Em uma das um milh\u00e3o de fotos que a LRO ter\u00e1 tirado quanto completar seu mapeamento da superf\u00edcie do sat\u00e9lite, seria poss\u00edvel em tese encontrar sinais de visitas alien\u00edgenas como pilhas de lixo, evid\u00eancias de minera\u00e7\u00e3o, mensagens e artefatos abandonados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia;font-size: 10pt\">Embora a dupla concorde que as chances dessa busca dar certo sejam ridiculamente pequenas, o baix\u00edssimo custo da opera\u00e7\u00e3o, que poderia ser feita por volunt\u00e1rios online usando softwares especiais, justificaria a empreitada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia;font-size: 10pt\">Diferente da superf\u00edcie da Terra, em constante muta\u00e7\u00e3o, a Lua est\u00e1 h\u00e1 bilh\u00f5es de anos geologicamente morta, de modo que sua superf\u00edcie permanece praticamente a mesma atrav\u00e9s dos s\u00e9culos. Como explica Ian Sample em <a href=\"http:\/\/www.guardian.co.uk\/science\/2011\/dec\/25\/scour-moon-ancient-traces-aliens?newsfeed=true\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">reportagem do The Guardian<\/a>:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: georgia;font-size: 10pt\">O sism\u00f3grafo a bordo da <a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/apollo\/missions\/apollo12.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">miss\u00e3o Apolo 12<\/a>, da Nasa, detectou apenas um impacto por m\u00eas de meteoritos do tamanho aproximado de uma p\u00eara dentro de um raio de 350 km. De acordo com Davies e Wagner, poderia demorar centenas de milh\u00f5es de anos para um objeto de dezenas de metros de comprimento ser enterrado pelo solo e a poeira lunar lan\u00e7ada por esses impactos. (&#8230;) Vida alien\u00edgena poderia ter alguma vez se estabelecido uma base lunar na rede subterr\u00e2nea de <a href=\"http:\/\/science.nasa.gov\/science-news\/science-at-nasa\/2010\/12jul_rabbithole\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">tubos de lava<\/a> embaixo das escuras plan\u00edcies lunares de basalto e talvez deixado detritos quando partiram. &#8220;Os mesmos fatores que fazem os tubos de lava atrativos como h\u00e1bitat implicam que quaisquer artefatos deixados para tr\u00e1s perdurariam quase indefinidamente, sem ser danificados ou enterrados&#8221;, os cientistas escrevem.<a href=\"http:\/\/www.guardian.co.uk\/science\/2011\/dec\/25\/scour-moon-ancient-traces-aliens?newsfeed=true\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">LINK<\/a><\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-family: georgia;font-size: 10pt\">Possibilidades ex\u00f3ticas a parte, outros tesouros mais p\u00e9-no-ch\u00e3o mas t\u00e3o fascinantes quanto se escondem enterrados na Lua. Stephen Battersby<a href=\"http:\/\/www.newscientist.com\/article\/mg21228411.500-earths-wild-ride-our-voyage-through-the-milky-way.html?full=true\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> escreve na New Scientist <\/a>de 3 de dezembro sobre a praticamente desconhecida hist\u00f3ria da jornada do Sol ao redor do centro da nossa gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea. Durante os seus 5 bilh\u00f5es de anos de vida, o Sol, bem como todo o sistema solar, deram v\u00e1rias voltas gal\u00e1cticas &#8211; uma a cada 200 milh\u00f5es de anos. Nessa viagem j\u00e1 cruzamos regi\u00f5es com muito mais estrelas, atravessamos nebulosas escuras, al\u00e9m de passarmos perigosamente perto de explos\u00f5es de supernovas. Esses ambientes interestelares hostis podem ter influenciado a hist\u00f3ria da vida na Terra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia;font-size: 10pt\">Registros dessa viagem devem estar preservados no solo e nas rochas da Lua. Os raios c\u00f3smicos expelidos por supernovas, por exemplo, teriam deixado rasgos em minerais que seriam vis\u00edveis ao microsc\u00f3pio. Seu impacto teria criado is\u00f3topos ex\u00f3ticos como o cript\u00f4nio-83 e o xen\u00f4nio-126. Essas rochas, formadas em uma \u00e9poca em que a Lua ainda era quente e sofria erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas, teriam sido preservadas embaixo de camadas depositadas posteriormente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia;font-size: 10pt\">J\u00e1 a passagem do Sol pelo interior de nebulosas estaria gravado pela presen\u00e7a de gr\u00e3os de poeira dessas nuvens misturados ao solo lunar. Esses gr\u00e3os poderiam ser identificados por seus altos n\u00edveis de is\u00f3topos como o ur\u00e2nio-235. Essas amostras de solo estariam preservadas tamb\u00e9m por camadas de lava resfriada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia;font-size: 10pt\">Um dos pesquisadores <a href=\"http:\/\/www.ingentaconnect.com\/content\/klu\/moon\/2010\/00000107\/00000001\/00009358\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">autores da ideia<\/a>, Ian Crawford, da Universidade de Londres, sugere que futuras sondas lunares poderiam buscar por essas rochas em camadas antigas expostas nos flancos de crateras.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se a explora\u00e7\u00e3o da Lua tivesse acontecido da forma que o escritor de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Arthur Clarke imaginou nos anos 1960, hoje haveriam bases permanentes por l\u00e1, da onde poderiam sair expedi\u00e7\u00f5es rotineiras de astronautas prontos para escavar o solo lunar. 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