{"id":62,"date":"2008-10-20T15:25:15","date_gmt":"2008-10-20T18:25:15","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/universofisico\/2008\/10\/a-estreia-da-antimateria-na-ficcao-cientifica\/"},"modified":"2008-10-20T15:25:15","modified_gmt":"2008-10-20T18:25:15","slug":"a-estreia-da-antimateria-na-ficcao-cientifica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/2008\/10\/20\/a-estreia-da-antimateria-na-ficcao-cientifica\/","title":{"rendered":"A estr\u00e9ia da antimat\u00e9ria na fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Um <a href=\"http:\/\/www.symmetrymagazine.org\/cms\/?pid=1000643\">ensaio na revista Symmetry<\/a> de setembro conta a hist\u00f3ria de uma das primeiras apari\u00e7\u00f5es da antimat\u00e9ria em hist\u00f3rias de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. O f\u00edsico William Higgins, do  Fermilab, explica que o editor da revista <em>Astounding Science Fiction<\/em> (que ainda existe, chamada de <a href=\"http:\/\/www.analogsf.com\/\"><em>Analog<\/em><\/a>), John Campbell Jr., se interessou em 1941 por uma controv\u00e9rsia entre cientistas, sobre a possibilidade de existirem aster\u00f3ides feitos de antimat\u00e9ria vagando pelo Sistema Solar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">A antimat\u00e9ria havia acabado de surgir por acaso em uma nova teoria proposta por Paul Dirac, em 1928, para explicar o comportamento dos el\u00e9trons pr\u00f3ximos \u00e0 velocidade da luz, e sua exist\u00eancia havia sido rec\u00e9m descoberta  por  Carl Anderson, em 1932.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Assim como a mat\u00e9ria de que somos feitos, a antimat\u00e9ria \u00e9 composta de part\u00edculas subat\u00f4micas, chamadas de antipart\u00edculas.  Para cada tipo de part\u00edcula, existe um tipo de antipart\u00edcula de mesma  massa, com as suas caracter\u00edsticas invertidas. Por exemplo, existe  o el\u00e9tron, que tem uma carga el\u00e9trica <em>negativa<\/em>; e existe o  antiel\u00e9tron, com massa igual a do el\u00e9tron e com a mesma carga el\u00e9trica,  s\u00f3 que  <em>positiva<\/em>. O pr\u00f3prio Paul Dirac imaginou que o antiel\u00e9tron poderia  se juntar com um antin\u00facleo feito de antiquarks para formar anti\u00e1tomos,  que por sua vez se juntariam em antimol\u00e9culas, que constituiriam anticriaturas,  que viveriam em antiplanetas, em volta de antiestrelas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Hoje sabemos que o universo inteiro deve ser feito de mat\u00e9ria, enquanto a antimat\u00e9ria existe apenas em min\u00fasculas  quantidades, somente por alguns instantes, durante colis\u00f5es subat\u00f4micas  de grande energia. Mas isso n\u00e3o estava claro na \u00e9poca&#8211;da\u00ed a controv\u00e9rsia que chamou a aten\u00e7\u00e3o de Campbell.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Quando uma  part\u00edcula colide com uma de suas antipart\u00edculas, as duas desaparecem.  A energia do seu movimento e de suas massas s\u00e3o transformadas em  uma explos\u00e3o de novas part\u00edculas. Pode nascer praticamente qualquer  tipo de part\u00edcula, desde que a energia da colis\u00e3o seja suficiente.  Part\u00edculas mais pesadas requerem mais energia para surgir e tendem  a viver por menos tempo, logo se transformando em part\u00edculas de massa  menor. \u00c9 por isso que as part\u00edculas que mais surgem nessas explos\u00f5es  s\u00e3o as part\u00edculas de luz, chamadas de f\u00f3tons, cuja massa \u00e9 zero.  Quando um f\u00f3ton colide com outro, tamb\u00e9m ambos se aniquilam e, se  a energia deles for suficiente, surgem pares de part\u00edculas e antipart\u00edculas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Campbell pediu ao escritor Jack Williamson (1908-2006) um conto sobre astronautas que arriscavam a vida em \u00f3rbita de aster\u00f3ides feitos de antimat\u00e9ria, para coletar a energia das colis\u00f5es entre mat\u00e9ria e antimat\u00e9ria.O resultado foi <a href=\"http:\/\/www.symmetrymagazine.org\/cms\/?pid=1000644\">o conto <em>Collision Orbit<\/em><\/a>, publicado pela <em>Astounding<\/em> em 1942. Na hist\u00f3ria, o engenheiro protagonista usa um sistema  de im\u00e3s que captura antimat\u00e9ria sem encostar nela, evitando explos\u00f5es. O mesmo princ\u00edpio est\u00e1 por tr\u00e1s das atuais<a href=\"http:\/\/athena-positrons.web.cern.ch\/ATHENA-positrons\/wwwathena\/overview.html\"> armadilhas de Penning<\/a>, usadas nos laborat\u00f3rios de part\u00edculas elementares para capturar e armazenar antipart\u00edculas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Fiquei sabendo do ensaio <a href=\"http:\/\/www.boingboing.net\/2008\/10\/17\/science-fictions-tre.html\">via Boing Boing.<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;font-family: Times New Roman\"> <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ensaio na revista Symmetry de setembro conta a hist\u00f3ria de uma das primeiras apari\u00e7\u00f5es da antimat\u00e9ria em hist\u00f3rias de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. 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