{"id":96,"date":"2008-12-01T19:11:31","date_gmt":"2008-12-01T22:11:31","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/universofisico\/2008\/12\/massa-de-proton-e-neutron-surge-do-nada-confirmam-calculos\/"},"modified":"2008-12-01T19:11:31","modified_gmt":"2008-12-01T22:11:31","slug":"massa-de-proton-e-neutron-surge-do-nada-confirmam-calculos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/2008\/12\/01\/massa-de-proton-e-neutron-surge-do-nada-confirmam-calculos\/","title":{"rendered":"Massa de pr\u00f3ton e n\u00eautron surge do &#8220;nada&#8221;, confirmam c\u00e1lculos"},"content":{"rendered":"<p>Nessa representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica, trios de quarks formam o que podem ser pr\u00f3tons ou n\u00eautrons. C\u00e1lculos com  supercomputadores (parte de baixo da figura) verificaram que mais de 95% da massa de pr\u00f3tons e neutrons n\u00e3o vem da massa dos quarks, mas sim da energia de liga\u00e7\u00e3o entre eles. Pr\u00f3tons e n\u00eautrons formam quase toda a massa vis\u00edvel do universo.  Cr\u00e9dito: Forschungszentrum J\u00fclich\/Seitenplan<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/lablogatorios.com.br\/universofisico\/files\/2008\/12\/durr1hr.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-922\" src=\"http:\/\/lablogatorios.com.br\/universofisico\/files\/2008\/12\/durr1hr-315x400.jpg\" alt=\"Cr\u00e9dito:\" width=\"315\" height=\"400\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Ap\u00f3s meses de c\u00e1lculos em uma rede de supercomputadores capaz de mais de 200 trilh\u00f5es de opera\u00e7\u00f5es por segundo, um time de 12 pesquisadores europeus conseguiu pela primeira vez deduzir <\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">a partir da teoria do Modelo Padr\u00e3o <\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">a massa das part\u00edculas que constituem o n\u00facleo dos \u00e1tomos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Os resultados da orgia num\u00e9rica foram publicados na <a href=\"http:\/\/www.sciencemag.org\/cgi\/content\/abstract\/322\/5905\/1224\">edi\u00e7\u00e3o de 21 de novembro, da revista <em>Science<\/em><\/a>.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">&#8220;O qu\u00ea? S\u00f3 agora fizeram isso? E pra qu\u00ea tanta conta assim?&#8221;, pode perguntar algu\u00e9m que j\u00e1 ouviu falar que, de acordo com <a href=\"http:\/\/www.sprace.org.br\/AventuraDasParticulas\/\">o Modelo Padr\u00e3o<\/a>&#8211;atualmente a melhor e mais completa teoria das part\u00edculas elementares, desenvolvida com base em um s\u00e9culo de alternativas frustradas e verifica\u00e7\u00f5es experimentais&#8211;os constituintes dos n\u00facleos at\u00f4micos, pr\u00f3tons e n\u00eautrons, s\u00e3o constitu\u00eddos <\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">por sua vez <\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">de outras part\u00edculas, os quarks. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">O pr\u00f3ton \u00e9 feito de tr\u00eas quarks: dois quarks do tipo <em>up<\/em> e um do tipo <em>down<\/em>. J\u00e1 o n\u00eautron \u00e9 feito de dois quarks <em>down<\/em> e um <em>up<\/em>. \u00c9 natural pensar que basta somar a massa dos quarks constituintes para saber a massa do pr\u00f3ton e do n\u00eautron. N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples assim, por\u00e9m. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Em primeiro lugar, n\u00e3o existe na teoria do Modelo Padr\u00e3o uma maneira de calcular o  valor absoluto da massa dos quarks. As massas dos seis tipos conhecidos (<em>up<\/em>, <em>down<\/em>, <em>strange<\/em>, <em>charm<\/em>, <em>top<\/em> e <em>bottom<\/em>) precisam ser medidas em experi\u00eancias, para ajustar a teoria \u00e0 realidade. Acontece que quarks n\u00e3o existem isolados, mas sempre andam ligados em pares, chamados de m\u00e9sons, ou em trios, chamados de b\u00e1rions. M\u00e9sons e b\u00e1rions s\u00e3o chamados coletivamente de h\u00e1drons (da\u00ed o nome do famoso LHC, Grande Colisor de H\u00e1drons, em ingl\u00eas).<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\"> As massas dos quarks, ent\u00e3o, s\u00e3o deduzidas comparando entre si as massas dos v\u00e1rios h\u00e1drons que surgem durante as colis\u00f5es nos aceleradores (todos os  h\u00e1drons, exceto o pr\u00f3ton e o n\u00eautron, se desintegram em fra\u00e7\u00f5es de segundo). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">As \u00faltimas medidas das massas e de outras propriedades das part\u00edculas elementares s\u00e3o publicadas todo ano em uma esp\u00e9cie de &#8220;almanaque&#8221; em forma de livrinho, que alguns f\u00edsicos costumam carregar no bolso da camisa. \u00c9 o famoso <a href=\"http:\/\/pdg.ift.unesp.br\/\">Particle Physics Booklet, do Particle Data Group<\/a>. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Consultando a edi\u00e7\u00e3o 2008 do livrinho, lemos na p\u00e1gina 21 que a massa do quark <em>up<\/em> deve estar entre 1,5 e 3,3 MeV\/c<sup>2<\/sup> e que a massa do <em>down<\/em> est\u00e1 entre 3,5 e 6,0 MeV\/c<sup>2<\/sup>. Essa unidade esquisita de massa vem da c\u00e9lebre equa\u00e7\u00e3o E = m<\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">c<sup>2<\/sup><\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">, da onde se deduz que a massa de uma part\u00edcula \u00e9 sua energia (medida em <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/El%C3%A9tron-volt\">MeVs<\/a>) dividida pelo quadrado da velocidade da luz no v\u00e1cuo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Agora, se somarmos as massas dos quarks constituintes do pr\u00f3ton e do n\u00eautron, o resultado \u00e9 no m\u00e1ximo uns 15 MeV\/<\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">c<sup>2<\/sup><\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">. Na p\u00e1gina 124 do livrinho, est\u00e1 a massa medida do pr\u00f3ton: 938 MeV\/<\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">c<sup>2<\/sup><\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">. Na p\u00e1gina 126, a massa do n\u00eautron: 939 MeV\/<\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">c<sup>2<\/sup><\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">&#8230; Portanto, a massa dos quarks n\u00e3o chega a um pouquinho mais que 1% da massa total pr\u00f3ton ou do n\u00eautron! <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">A solu\u00e7\u00e3o para esse mist\u00e9rio est\u00e1 justamente na equa\u00e7\u00e3o E=m<\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">c<sup>2<\/sup><\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">. A maioria da massa do pr\u00f3ton e do n\u00eautron vem da energia do movimento de seus quarks e da for\u00e7a de liga\u00e7\u00e3o entre eles. Foi para calcular essa energia que demorou tanto uma dedu\u00e7\u00e3o acurada das massas a partir da teoria.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">A for\u00e7a que segura os quarks em trios ou em pares \u00e9 transmitida por part\u00edculas chamadas de gl\u00faons, que constantemente aparecem e desaparecem no v\u00e1cuo e s\u00e3o absorvidas e emitidas pelos quarks, conforme as regras da parte do Modelo Padr\u00e3o conhecida como Cromodin\u00e2mica Qu\u00e2ntica (QCD, em ingl\u00eas). Pelas regras da QCD, al\u00e9m dos gl\u00faons, aparecem e desparecem <\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">do v\u00e1cuo <\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">a toda hora pares de quarks e anti-quarks, que, apesar de ef\u00eameros, tamb\u00e9m contribuem para a energia total do h\u00e1dron.  Veja a figura abaixo, tirada <a href=\"http:\/\/www.physics.adelaide.edu.au\/theory\/staff\/leinweber\/VisualQCD\/Nobel\/\">daqui<\/a>.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p>Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica de um par &#8220;ef\u00eamero&#8221; de quark\/anti-quark strange surgindo dentro de um pr\u00f3ton. Note os quarks permanentes do pr\u00f3ton: up, up e down. As massas azul-verde-amarelo-vermelha em volta dos quarks representam a energia do campo de gl\u00faons. Essa imagem \u00e9 verificada em laborat\u00f3rio, observando colis\u00f5es de el\u00e9trons com o pr\u00f3ton, representadas pela linha  branca na figura. Cr\u00e9dito: Derek B. Leinweber&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/lablogatorios.com.br\/universofisico\/files\/2008\/12\/parstrangeproton.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-926\" src=\"http:\/\/lablogatorios.com.br\/universofisico\/files\/2008\/12\/parstrangeproton.jpg\" alt=\"Cr\u00e9dito: &lt;a href= &quot;http:\/\/www.physics.adelaide.edu.au\/theory\/staff\/leinweber\/VisualQCD\/Nobel\/&quot;&gt;Derek B. Leinweber&lt;\/a&gt; \" width=\"256\" height=\"256\" \/><\/a>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>C<span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: 'times new roman';font-size: 16px\">alcular quantidades \u00e0 partir das equa\u00e7\u00f5es da QCD \u00e9 praticamente imposs\u00edvel na ponta do l\u00e1pis. A QCD funciona ao contr\u00e1rio da for\u00e7a eletromagn\u00e9tica entre \u00e1tomos e mol\u00e9culas interagindo em gases e l\u00edquidos, onde a maioria da energia vem da intera\u00e7\u00e3o direta entre pares de part\u00edculas, uma parcela menor da energia vem de trios de part\u00edculas, uma parte menor ainda vem de grupos de quatro e assim por diante, o que permite aproxima\u00e7\u00f5es que facilitam os c\u00e1culos.  No caso da QCD, a intensidade da intera\u00e7\u00e3o aumenta com a dist\u00e2ncia e todas as possiblidades de intera\u00e7\u00e3o precisam ser levadas em conta nos c\u00e1lculos. Esse &#8220;acoplamento forte&#8221; entre os quarks \u00e9 o motivo pelo qual n\u00e3o existem quarks isolados e pelo qual \u00e9 preciso o aux\u00edlio de computadores para os c\u00e1lculos em QCD.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Faz uns vinte anos que os f\u00edsicos usam uma t\u00e9cnica computacional chamada de <em>lattice gauge theory<\/em>, que aproxima o cont\u00ednuo do espa\u00e7o e do tempo por uma rede cub\u00edca. Esses modelos s\u00f3 levavam em conta os gl\u00faons, deixando de lado os pares de quarks\/antiquarks. Os valores para as massas dos h\u00e1drons calculados assim eram em m\u00e9dia 10% diferentes dos valores reais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Em 2003, uma colabora\u00e7\u00e3o internacional conseguiu calcular a massa de alguns m\u00e9sons inclu\u00edndo o efeito dos pares quark\/anti-quark, mas a t\u00e9cnica n\u00e3o era apropriada para calcular a massa de b\u00e1rions leves, como o pr\u00f3ton e o n\u00eautron.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">O que os pesquisadores fizeram agora foi encontrar pela primeira vez uma aproxima\u00e7\u00e3o do tipo <\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\"><em>lattice gauge theory<\/em><\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">, capaz de incluir todos os ingredientes da QCD, de permitir a realiza\u00e7\u00e3o de c\u00e1lculos sem sobrecarregar os supercomputadores e que al\u00e9m disso permite a an\u00e1lise das poss\u00edveis fontes de erros e incertezas nos resultados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\"> As aproxima\u00e7\u00f5es deles n\u00e3o disting\u00fcem os quarks <em>up<\/em> e <em>down<\/em> e inclui os efeitos de pares de quark\/anti-quarks do tipo <em>strange<\/em> (os demais quarks s\u00e3o muito mais pesados e n\u00e3o influem significativamente). <\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Os valores medidos das massas dos b\u00e1rions  \u03a9 (sss) e \u039e (uss ou dss) foram usados para &#8220;calibrar&#8221; a teoria, que n\u00e3o deriva valores absolutos de massa, apenas raz\u00f5es entre elas.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\"> A massa obtida para um b\u00e1rion feito de quarks <em>u<\/em> e <em>d<\/em> \u00e9 em torno de 936 MeV\/<\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">c<sup>2<\/sup><\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">, o que n\u00e3o est\u00e1 longe da massa real do pr\u00f3ton e do n\u00eautron. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Os pesquisadores usaram o mesmo m\u00e9todo  para calcular a massa de mais sete b\u00e1rions e quatro m\u00e9sons, feitos de quarks <em>u<\/em>, <em>d<\/em> e <em>s<\/em><\/span><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Os pesquisadores querem agora calcular outras propriedades dos h\u00e1drons al\u00e9m da massa. O objetivo a longo prazo \u00e9 comparar com os experimentos todas as previs\u00f5es da teoria da cromodin\u00e2mica qu\u00e2ntica e descobrir o que ainda h\u00e1 de desconhecido no interior dos n\u00facleos&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">\u00c9 curioso como podemos pelo Modelo Padr\u00e3o determinar a massa de pr\u00f3tons e n\u00eautrons ainda que a massa exata dos quarks <em>up<\/em> e <em>down<\/em> seja desconhecida, principalmente pelo fato de um quark isolado n\u00e3o existir no universo atual.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;font-family: times new roman\">Mas nem sempre foi assim. Pouco ap\u00f3s o Big Bang, o universo era  um g\u00e1s quente de quarks e gl\u00faons livres. O universo expandiu, esfriando e rapidamente os quarks e gl\u00faons ficaram confinados, formando os primeiros h\u00e1drons, que guardaram dentro si parte da energia do Big Bang. Chega a ser po\u00e9tica a id\u00e9ia de que parte da energia do Big Bang \u00e9 a origem do peso de nossos corpos&#8230;<\/span><\/p>\n<p>Fontes consultadas:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.nature.com\/news\/2008\/081120\/full\/news.2008.1246.html\">Nature News<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.newscientist.com\/article\/dn16095-its-confirmed-matter-is-merely-vacuum-fluctuations.html\">New Scientist<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/physicsworld.com\/cws\/article\/news\/36756\">Phyisics World<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.sciencemag.org\/cgi\/content\/summary\/322\/5905\/1198\">Science<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nessa representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica, trios de quarks formam o que podem ser pr\u00f3tons ou n\u00eautrons. C\u00e1lculos com supercomputadores (parte de baixo da figura) verificaram que mais de 95% da massa de pr\u00f3tons e neutrons n\u00e3o vem da massa dos quarks, mas sim da energia de liga\u00e7\u00e3o entre eles. Pr\u00f3tons e n\u00eautrons formam quase toda a massa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":464,"featured_media":97,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-96","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-universo-quantico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/users\/464"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/media\/97"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/universofisico\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}