Já pensou sua cidade sem eletricidade? Pague em dia, garanta energia…

Já notaram que lâmpadas incandescentes tendem a queimar mais freqüentemente ao serem acesas do que enquanto estão brilhando?
Estatisticamente isso não faz muito sentido, pois os bulbos tendem a ficar acesos por centenas de vezes mais tempo do que enquanto estão acendendo.
Então, deve haver algum outro mecanismo atuando para que isso aconteça, certo?
Não necessariamente. Só por eu ter começado com “já notaram”, eu estou induzindo vocês, seres sociais, cooperativos e evitadores de confrontos, a concordar comigo e estimulando suas memórias a recobrar só os eventos positivos e esquecer os negativos, como todas aquelas vezes quando a lâmpada queimou no meio do jantar. Mas, sério, alguém já presenciou isso? Eu lembro de nenhuma ocorrência do tipo. Só me recordo delas queimando ao serem ligadas.
Desta vez, existe sim o fenômeno e um conjunto de fatores que o propiciam. Não é apenas um truque psicológico, do tipo que videntes e astrólogos usam quando dizem coisas do tipo “você é uma pessoa forte e decisiva”. Ora, todos nós gostamos de nos ver maiores do que realmente somos, e gostamos de ter qualidades como Forte e Decisivo, por mais que não sejamos. O adivinho experiente, no entanto, completará a frase com “mas às vezes se sente frágil e gosta que lhe digam o que fazer”. Isso aí cobre 100% da população; os fortes, os fracos, os de decisão e os de cumprimento de ordem.
Mas, voltando para a explicação que quero dar.
Um filamento de lâmpada incandescente funciona da seguinte forma: corrente passa através dele, mas sofre muita resistência, o que faz o filamento esquentar (efeito análogo com o que ocorre quando esfregamos uma mão na outra e elas esquentam) até o ponto onde fica brilhante.
Um problema desse método é que o filamento frio tem menos resistência, logo conduz mais corrente. Se a corrente for muito alta, o fio se rompe em um ponto fraco.
Outro problema, é que sempre que a luz acende, elétrons super excitados (ui!) evaporam da superfície filamentosa. Saltam para fora aleatoriamente no começo, mas depois vão preferindo uns locais (chamados “nós”) a outros, fazendo o material perder massa em certas regiões, criando pontos fracos.
E além disso tudo, quando a corrente passa pelo filamento, que geralmente é helicoidal (em forma de mola), cria-se um pequeno campo eletromagnético temporário (depois que fica quente demais, o campo morre, tadinho) que efetivamente mexe o fio, empurrando e puxando até atingir equilíbrio. Mas isso é bem de pouquinho, não é o suficiente para desatarrachar a lâmpada do soquete, tranqüilize-se.
Então, temos a criação de nós frágeis quando está quente, a passagem de corrente excessiva quando está frio e um puxa-encolhe quando está ligando. Se isso não torar o sujeito na emenda, eu sei mais de nada!
Finalmente, como não é possível falar em lâmpadas sem falar n’Os Originais do Samba:
“As mariposa, quando chega o frio, fica dando volta em volta da lâmpida pra se esquentar.
Elas roda, roda, roda e dispois se senta em cima dos prato da lâmpida pra descansar.”
O resto da letra não carece, minha fama já é ruim o suficiente…
P.S. Mariposas, como outros insetos voadores de hábitos noturnos, se utilizam da luz da lua e das estrelas para achar o caminho de volta à toca. Como essas coisas estão muito longe dos bichos, o ângulo entre eles e a luz muda muito pouco, quase nada. Quando eles se deparam com uma fonte de luz mais forte que a desses marcos celestes, o sistema de navegação deles sofre interferência e eles tentam corrigir esse ângulo, chegando cada vez mais perto da fonte luminosa. O que quase sempre acaba em choro…
Só mais uma para acabar. Vou nem botar P.S.2, que parece marca de videogame.
Lâmpadas incandescentes são boas para manter coxinhas e queijadas quentes dentro de vitrines de padarias, pois são muito pouco eficientes e geram quantidades absurdas de calor e muito pouca luz, proporcionalmente.
Lâmpadas flourescentes antigas (das grandes) usam reatores que também esquentam muito, mas menos que as incandescentes, se tornando um pouco mais eficientes.
Já as novas lâmpadas econômicas (ou eletrônicas) usam reatores menores, que geram bem menos calor e consomem bem menos energia para produzir muito mais luz.
Mas boas mesmo são as lâmpadas de LED. Só são CARAS.
Pronto, acabei.

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