Eu geralmente não falo sobre tecnologia, mas…

…também nunca tinha visto uma micro-bateria feita com vírus.
A notícia original, em inglês:
MIT engineers work toward cell-sized batteries
Só o filé da notícia, em português, tradução minha:

Engenheiros do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) desenvolveram uma maneira de, ao mesmo tempo, criar e instalar micro-baterias com metade do tamanho de células humanas.
Eles conseguiram, com sucesso, montar e testar dois dos três componentes principais de uma bateria. Uma pilha completa está a caminho.
Mais ainda, a técnica não envolve material caro e tudo é feito em temperatura ambiente.
Baterias são compostas por eletrodos opostos, um cátodo (negativo) e um ânodo (positivo), separados por um eletrólito (meio condutor de cargas elétricas). Neste trabalho, o time do MIT criou tanto o ânodo quanto o eletrólito.
Usando uma técnica conhecida como litografia suave (ou nanoimpressão), os engenheiros criam várias hastes com quatro ou oito milionésimos de um metro (micrometro) de diâmetro e na extremidade delas depositam várias camadas de dois polímeros que agem como um eletrólito sólido e um separador de bateria.
Durante essa etapa, entram os vírus, que têm uma preferência em se auto-organizar sobre as camadas de polímero, formando os ânodos.
Eles fazem isso pois tiveram seus genes alterados para produzir uma coberta de proteínas que captura moléculas de óxido de cobalto, formando fios ultra-finos que, juntos, formam os ânodos.
O resultado final: um selo de hastes minúsculas, cada uma coberta com camadas de eletrólitos e o ânodo de óxido de cobalto. Em seguida, o selo é virado e a combinação de eletrólito/ânodo é transferida para uma estrutura de platina que, junto com folhas de lítio, é usada para testes.
A conclusão da equipe é: o conjunto resultante de eletrodos exibe funcionalidade eletroquímica completa¹.
O próximo passo agora é desenvolver o cátodo com esse método de criação viral.
O grupo também está interessado em integrar essas baterias a organismos biológicos.

Isso aí pode vir a servir para diminuir o tamanho de implantes que necessitem de energia elétrica para funcionar, como marcapassos.
Legal!
=¦¤þ
¹N.T. Ou seja, uma pilha que funciona.
P.S. não costumo falar em tecnologia porque sou um velho rabugento.

Discussão - 3 comentários

  1. Isis disse:

    Uau! O futuro está próximo.

  2. Igor,
    Descobri agora que você é de Natal. Bom saber que mais alguém aqui do Lablogatórios escreve do Nordeste. Atualmente moro no Recife, mas sou da Paraíba e passei os últimos oito anos em Minas. Morei em Natal em 1994. Será que há mais alguém do Nordeste por aqui? Podíamos organizar uma “Sub-seção NE” 😉
    Bom trabalho.

  3. Igor Santos disse:

    Prefiro organizar uma sobre-seção, ou melhor ainda, uma dominante-seção NE. =¦¤þ
    Duvido que haja mais alguém, eu teria notado o sotaque…
    Quando for visitar seus parentes avise preu passar por lá para tomarmos uma.

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