Exploração espacial

Me ocorreu algo agora, quando lia mais um dos infinitos argumentos na discussão “homem vs. robôs no espaço”.
Com a tecnologia que temos e que teremos daqui a pouco, poderemos mandar quantos robôs quisermos (isso já é antigo) e poderemos vivenciar tudo o que se passa por onde eles estiverem, daqui, do conforto do nosso lar (essa é a parte nova).
No melhor estilo “realidade virtual”, poderíamos comandar robôs articulados e com visão binocular. Não precisaríamos mandar um biólogo para Marte, seria suficientemente bom mandar uma caixa metálica com motores e um microscópio.
Ver um astronauta andando desengonçadamente em terreno alienígena dá uma sensação boa, como ver o seu time ganhar um campeonato (eu acho. Não torço, não sei) e humanos são sim melhores que robôs, mas não precisamos necessariamente programar os bichinhos.
Nós já estamos programados e, basta um controle remoto para operarmos os danados em solo enceladiano.
Tudo bem que precisamos resolver o “problema” da velocidade da luz, que demora para chegar nesses cantos e causa um atraso de minutos no envio e retorno de informações, mas esse é um problema mais fácil de resolver do que proteger humanos frágeis da radiação espacial.
Um software de mapeamento e predição sairia bem mais barato que arrodear uma nave com toneladas de água.
Imaginem: um módulo orbital mapeia o relevo do terreno, com direito a análise cromatográfica e tudo mais, manda essa informação para a base terrestre, onde um ambiente virtual é criado.
Um geólogo humano pode “andar” pelo terreno reconstruído com uma resolução altíssima, ver onde seria mais interessante cavar e colher amostras. sua contraparte mecânica, horas-luz de distância, munido de uma pá e de instruções criadas organicamente, repete os passos do cientista, escava o local adequado, recolhe amostras, analisa e manda os dados já mastigados de volta, que serão estudados mais aprofundadamente por aqui.
Não há coisa alguma que um microscópio na Terra possa fazer que um igual em Io não consiga.
Mas há muitas coisas que um robô sem terminações nervosas superficiais consegue fazer a meio metro de um gêiser de metano líquido que um humano coberto com pele de foca não conseguiria.
Portanto, o futuro da exploração espacial reside em uma simbiose cibernética entre nós e nossos futuros mestre metálicos servos mecânicos.
Com o Skynet a ponto de se tornar autoconsciente, só nos resta botar os pés para cima e apreciar o espetáculo da colonização robótica espacial.
"Estamos de olho!"

Discussão - 1 comentário

  1. Luís Brudna disse:

    Li em uma SciAm Brasil uma matéria com argumentos de ambos os lados da questão.
    Acho que a versão em inglês é essa:
    http://encarta.msn.com/sidebar_461576326/robots_v_humans_who_should_explore_space_.html

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