Troco música por brinde

Seguindo o exemplo dos meus colegas lablogueiros (sempre preferi o nome antigo), irei presentear um (01) leitor com um brinde.
A princípio não será sorteio, mas pode ser que chegue a tanto se eu não conseguir me decidir.
Deixem-me esclarecer: faz muito tempo que eu não consigo compor. Uma parte é preguiça, uma é tendinite, outra é falta de tempo e ainda outra é falta de inspiração (porque faz muito tempo que eu não toco, que é aquilo que me inspira no fim das contas), então eu decidi contar com a ajuda dos meus maravilhosos leitores (<= vocês! YAY! \o/).
O que eu quero é a letra.
Pode ser um poema, pode ser uma miríade de palavras soltas, pode ser uma descrição de um manual de solda (eu já usei isso numa música, sério mesmo), uma versão condensada das suas aventuras na casa da sua avó, aquele dia em que seu cachorro esqueceu que estava de castigo e, apesar de todas as proibições impostas veementemente pela sua mãe, mais uma vez mijou no sofá da sala, o gosto das amoras, qualquer coisa.
Não precisa rimar, não precisa ocupar vinte page downs, não precisa fazer sentido, não precisa se adequar à gramática (licença poética, crianças!). Eu me contento com conteúdo, seja ele qual for.
Mesmo que um de vocês seja ritmicamente prejudicado ou metricamente incapacitado, tanto faz. Eu gosto de desafios.
Caso alguém queira me mandar o áudio já com a melodia (o barulho que as pessoas fazem quando cantam) ou até mesmo com um violão ou teclado (ou gaita de fole, berimbau, xequerê, whamola, sanfona, côro de crianças berrando, etc) acompanhando, à vontade.
Não prometo usar a mesma sequência de acordes nem me manter fiel ao estilo, mas já é uma ajuda.
Eu farei a produção com os instrumentos que me vierem à cabeça, talvez até cante (mais provavelmente vou arrumar um cantor para isso ou quem sabe o letrista possa fazer isso depois) e, quando tudo estiver pronto, colocarei no mundo como conteúdo livre (creative commons) para que qualquer pessoa em qualquer possa baixar, ouvir, se divertir e espalhar mais.
Afinal, é para isso que estamos aqui: dispersar.
Escolherei aquela letra/música que mais me agradar, portanto vocês simplesmente não têm como saber qual será devido ao meu caráter aleatório quando achando algo bom.
Mas caso a escolhida não seja a sua, saiba de antemão que ela foi a segunda colocada e só perdeu no cara-ou-coroa.
Como incentivo, eu darei ao vencedor o prazer de ter uma música co-composta comIgor.[1]
Vocês têm o resto do ano todinho para me mandar uma letra (nos comentários ou direto para meu email caso seja um arquivo de áudio).
O meu prazo é mais flexível. A música vai ficar pronta quando ficar pronta.
[1] E um vale-presente da Saraiva. Mas isso é o que menos importa.
Né?

Discussão - 8 comentários

  1. Magnus Deon disse:

    Ajudar a compor eu não sei se consigo, mas ouvir a música feita com “descrição de um manual de solda” me interessou.

  2. Igor Santos disse:

    Magnus, vou providenciar.
    Acho que uma vez por semana vou colocar uma música minha no meu outro blogue.

  3. Bruna Abubakir disse:

    Perguntas intelligentes (só quando criança)
    Mamãe?
    Onde mora papai noel? Pra que serve isso aqui? Posso apertar o botão? Por que a gente sonha? Como funciona o dvd? Por que a cobra não tem pé mas tem cabeça? Posso dormir com você? Onde a gente vai quando morre? Vem me limpar?
    Devagar, sem aviso tudo isso acaba.
    Devagar, sem aviso todo mundo fica burro.
    Por que perdemos a curiosidade, quando é que perdemos a inteligência?
    Dorme, sonha, pensa com cuidado e só pergunta quando realmente importa saber. Tem resposta pra tudo mesmo quando sabe que não é verdade. Inventar a verdade é muito mais diverido que o fato em si.
    Por que que não podemos ver papai do céu? Por que que os cachorros não falam? Porque que a gente dorme de noite e não de dia? Posso ser um astronauta hoje? E um aventureiro? E um policial? Gosto de ser pirata. Pirata ainda existe? Como os dinosauros conversavam? Me dá na boca?
    Devagar, sem aviso tudo isso acaba.
    Devagar, sem aviso todos ficam burros.
    Por que perdemos a curiosidade, quando é que perdemos a inteligência?
    Volta, tempo, Volta. Quero voltar a quando tudo era simples. Se não der, me traz uma criança esperta e feliz, pra me desensinar a burrice que aprendi. Quando tudo acabar quero só ter 6 anos, e ser de novo feliz.
    Netuno é cheio de água? Então por que que é azul? Dá pra morar na Lua? Tubarão tem casa? Onde ele dorme? Não dá pra dormir nadando! O que que a planta come? Onde ela aprendeu a cozinhar? Me conta uma história? Essa não aquela que você contou ontem? Pra que serve o dinheiro? Posso ficar acordado mais um pouquinho?

  4. Quem já ganhou brinde antes, pode tentar ganhar de novo? 😛

  5. Igor Santos disse:

    Minhas competições são como loteria.
    No aspecto de todos os apostadores terem chances de ganhar e não no dessas chances serem quanticamente pequenas.

  6. Elvis disse:

    outro diz quis fazer uma assim:
    dois
    três
    cinco
    sete
    onze
    treze
    dezessete
    dezenove
    vinte e três
    vinte e nove
    trinta e um
    e pode seguir até cansar.
    ninguém achou boa, só eu.

  7. “A casa” ou “A canção do retorno”
    Lá vem ela branca branquejando em minha direção
    Pouco a pouco se desvelando ao contornar da curva
    Pouco a pouco revelando suas telhas e seu telhado
    Enquanto ouço povo falar: teia e teiado
    De repente a brisa traz o aroma…
    É frango recém-pronto na panela
    E da janela a luz da sala: a televisão
    E sob o alpendre à soleira em frente à porta
    Sombras de gente já morta
    Ao adentrar a casa, os mesmos quadros nas mesmas paredes
    Os rangidos do assoalho, com as tábuas como a me dizer:
    – Bem-vindo a sua casa, bem-vindo a seu lar
    Como doi estar de volta, como doi voltar
    Como soi ao estar de volta, como soi ao voltar
    Tarde da noite já, em meu quarto entrego-me aos balanços de Morfeu
    Enquanto frio brinca lá fora de cobrir de véu toda a cidade
    Orvalhando as folhas das hortênsias no quintal
    Campo de batalha outrora de Super-homem, Batman e Robin e tal
    De manhã ao acordar, o banheiro e seus azulejos em seus trincos
    Um banho sob o cheiro de bolor e pasta de dente
    À cozinha, a anosa mesa de pernas tortas, curvadas sob o peso da idade
    A luz filtrada por entre os rasgos da cortina
    Ilumina o balé do vapor do pão cozido sobre as cinzas
    E ao fundo o pomar cercado no meio muro branco cal
    E restam ainda lá gravados – riscados a prego e carvão –
    Os nomes dela e meu, os nomes dela e meu
    Como doi estar de volta, como doi voltar
    Como soi ao estar de volta, como soi ao voltar
    Vejo-a assim toda branca branquejando,
    Pouco a pouco esvanecendo ao espelho de meu carro
    Ocultado-se por trás da curva
    Como doi estar de volta, como doi voltar
    Como há que estar de volta, como há que voltar
    ——————
    []s,
    Roberto Takata

  8. Mary Susie disse:

    Muito legal! a galera mandou ver nas composições! Claro, a de Elvis é mesmo cansativa…
    Gostei do desafio, mas não vou mandar nada. Eu tô no Recanto das letras, vai lá! Meu nome no recanto é Mary Susie

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