{"id":2016,"date":"2013-07-10T11:38:18","date_gmt":"2013-07-10T14:38:18","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/uoleo\/?p=2016"},"modified":"2013-07-10T11:38:18","modified_gmt":"2013-07-10T14:38:18","slug":"da-falta-de-controle-artistica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/2013\/07\/10\/da-falta-de-controle-artistica\/","title":{"rendered":"Da falta de controle art\u00edstica"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;font: 15.0px Arial\">Arte em geral (mas especialmente m\u00fasica, minha especialidade) tem um jeito de fugir do controle de seus autores, de tomar uma vida pr\u00f3pria e se auto realizar independentemente de fatores externos. S\u00e3o como mini deuses que se formam em mini big bangs e passam a criar o resto de si mesmos. <\/p>\n<div id=\"attachment_2024\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2024\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/museu.jpg\" alt=\"Paredes de um museu moderno.\" width=\"600\" height=\"450\" class=\"size-full wp-image-2024\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/museu.jpg 600w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/museu-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/museu-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><p id=\"caption-attachment-2024\" class=\"wp-caption-text\">Paredes de um museu moderno.<\/p><\/div>\n<p style=\"margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;font: 15.0px Arial\">Sempre existe aquela personagem cuja personalidade aflora sozinha e passa a escrever as pr\u00f3prias falas, agir de vontade pr\u00f3pria dentro do contexto da est\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;font: 15.0px Arial\">Num livro de Scott Sigler, por exemplo, o \u201cher\u00f3i\u201d principal da obra anterior morre porque as circunst\u00e2ncias o levaram a uma situa\u00e7\u00e3o da qual ele n\u00e3o pode escapar. Sigler fala sobre isso como se fosse um acontecimento real que ele apenas descreveu, onde a morte do personagem j\u00e1 aconteceu e ele apenas narra o que viu, como se ele n\u00e3o fosse o autor da vida e da morte.<\/p>\n<div id=\"attachment_2023\" style=\"width: 601px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2023\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/despretensioso.jpg\" alt=\"Desenho velho num caderno antigo.\" width=\"591\" height=\"433\" class=\"size-full wp-image-2023\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/despretensioso.jpg 591w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/despretensioso-300x220.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/despretensioso-200x147.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 591px) 100vw, 591px\" \/><p id=\"caption-attachment-2023\" class=\"wp-caption-text\">Desenho velho num caderno antigo.<\/p><\/div>\n<p style=\"margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;font: 15.0px Arial\">Numa anedota \u2013 provavelmente ap\u00f3crifa, Ariano Suassuna \u00e9 perguntado por um curioso acerca de uma morte em um de seus livros. O questionador pede: \u201cAriano, como \u00e9 que fulano morreu esfaqueado tantas vezes? O que aconteceu?\u201d Ao que o autor responde: \u201cSei l\u00e1 como foi, eu n\u00e3o estava l\u00e1 quando isso aconteceu. S\u00f3 sei que ele morreu e quantas facadas ele levou.\u201d<\/p>\n<p style=\"margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;font: 15.0px Arial\">Uma informa\u00e7\u00e3o que \u00e9, ao mesmo tempo, vital e completamente desnecess\u00e1ria para o desenvolvimento da trama. O sujeito morreu esfaqueado, sim. Mas quem matou e por qu\u00ea? Sei n\u00e3o. Esse detalhe aparentemente indispens\u00e1vel \u00e9 absolutamente irrelevante. Basta que ele tenha morrido para a est\u00f3ria prosseguir.<\/p>\n<div id=\"attachment_2022\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2022\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/despretensiosidade.jpg\" alt=\"Vermes floridos. Eu acho. Formas semigeom\u00e9tricas, na verdade.\" width=\"500\" height=\"388\" class=\"size-full wp-image-2022\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/despretensiosidade.jpg 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/despretensiosidade-300x233.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/despretensiosidade-200x155.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><p id=\"caption-attachment-2022\" class=\"wp-caption-text\">Vermes floridos. Eu acho. Formas semigeom\u00e9tricas, na verdade.<\/p><\/div>\n<p style=\"margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;font: 15.0px Arial\">Em m\u00fasica, quando a fagulha da ideia principal surge (e n\u00e3o se apaga imediatamente, perdurando num modelo evolutivo do pensamento), excetuando-se algumas escolhas estil\u00edsticas, todo o resto apenas vem \u00e0 mente do autor que tenta transcrever o que est\u00e1 acontecendo o mais r\u00e1pido poss\u00edvel para que o bonde musical n\u00e3o o deixe para tr\u00e1s numa mistura confusa de met\u00e1foras.<\/p>\n<div id=\"attachment_2027\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2027\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/ibere.jpg\" alt=\"Mais paredes modernas.\" width=\"540\" height=\"720\" class=\"size-full wp-image-2027\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/ibere.jpg 540w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/ibere-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/ibere-300x400.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/ibere-150x200.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><p id=\"caption-attachment-2027\" class=\"wp-caption-text\">Mais paredes modernas.<\/p><\/div>\n<p style=\"margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;font: 15.0px Arial\">Em uma entrevista com o m\u00fasico George Hrab, o entrevistador pergunta se os sinos na introdu\u00e7\u00e3o da m\u00fasica <em>Everything Alive Must Die Someday<\/em> s\u00e3o \u201csinos funer\u00e1rios\u201d, ao que Hrab responde: \u201cEu acho que n\u00e3o. Eu os entendo mais como os sinos de uma vila, celebrando a vida dali. Como a cena de abertura de um filme, com a c\u00e2mera vindo pelas colinas e mostrando essa vila celebrando algo que voc\u00ea n\u00e3o sabe o que \u00e9, mas voc\u00ea v\u00ea toda aquela comunidade junta, unida.\u201d<\/p>\n<p style=\"margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;font: 15.0px Arial\">Notem que ele n\u00e3o diz \u201cn\u00e3o, s\u00e3o sinos de celebra\u00e7\u00e3o\u201d. Ele diz que \u201cacha\u201d que n\u00e3o s\u00e3o funer\u00e1rios e \u201cos entende\u201d mais como sinos celebrat\u00f3rios. A m\u00fasica fugiu ao seu controle desde a introdu\u00e7\u00e3o (que, em casos assim, \u00e9 geralmente a \u00faltima coisa a ser concebida e gravada). <\/p>\n<div id=\"attachment_2025\" style=\"width: 555px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/saatchi2.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2025\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/saatchi2-545x408.jpg\" alt=\"Quantas obras voc\u00ea consegue reconhecer nessa foto? Clique para ampliar.\" width=\"545\" height=\"408\" class=\"size-medium wp-image-2025\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2025\" class=\"wp-caption-text\">Quantas obras voc\u00ea consegue reconhecer nessa foto?<br \/>Clique para ampliar.<\/p><\/div>\n<p style=\"margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;font: 15.0px Arial\">Eu sinto isso quando fa\u00e7o uma m\u00fasica. Eu sei precisamente de onde est\u00e1 vindo aquele primeiro acorde e aquela escolha de compasso, mas da\u00ed para frente eu apenas obede\u00e7o \u00e0s ordens que me s\u00e3o dadas e que \u00e0s vezes s\u00e3o complexas demais para minhas habilidades mel\u00f3dicas e destreza geral.<\/p>\n<p style=\"margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;font: 15.0px Arial\">At\u00e9 quando quero escrever algo com um fim espec\u00edfico, como <a href=\"http:\/\/uoleo.tumblr.com\/post\/49181079386\/pequeno-prazer-um-poema\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">um poema sobre mijar na pia<\/a> que <strong>necessariamente precisa<\/strong> acabar com \u201cbranca e alta lou\u00e7a fria\u201d e que \u00e9 <strong>imperativo<\/strong> rimar estruturalmente ABA CBC DDEE FFDD e etc, com cada linha de um certo tamanho (poemas, para mim, precisam ser tamb\u00e9m visualmente interessantes) e tal, eu s\u00f3 sei que quero rimar as entona\u00e7\u00f5es da primeira e da \u00faltima linhas. O que acontece no meio me \u00e9 um completo mist\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;font: 15.0px Arial\">Outro exemplo, mais r\u00edgido e delicado, \u00e9 o da <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/2012\/07\/saturnismo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">tradu\u00e7\u00e3o de um poema sobre envenenamento com chumbo<\/a> que j\u00e1 vem com estrutura fixa de m\u00e9trica e rima. Eu n\u00e3o tenho muito o que fazer, apenas usar os termos corretos. Mas, mesmo assim, o resultado final n\u00e3o parece ser obra minha, mas apenas algo que eu vi escrito dentro da minha cabe\u00e7a (mas n\u00e3o por mim) e transcrevi para o mundo externo.<\/p>\n<div id=\"attachment_2026\" style=\"width: 555px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/saatchi.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2026\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/saatchi-545x116.jpg\" alt=\"A &quot;obra&quot; \u00e9 isso do lado esquerdo. O resto \u00e9 s\u00f3 efeito da foto, as paredes e uma porta. Clique para ampliar.\" width=\"545\" height=\"116\" class=\"size-medium wp-image-2026\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2026\" class=\"wp-caption-text\">A &#8220;obra&#8221; \u00e9 isso do lado esquerdo. O resto \u00e9 s\u00f3 efeito da foto, as paredes e uma porta.<br \/>Clique para ampliar.<\/p><\/div>\n<p style=\"margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;font: 15.0px Arial\">Outro exemplo dessa falta de controle: sempre que eu visito um museu de arte moderna eu me sinto compelido a tirar fotos das paredes (como na primeira imagem deste texto, no museu Iber\u00ea Camargo). Por que? E por que, especificamente, as fotos s\u00e3o tiradas nos \u00e2ngulos que s\u00e3o? E a foto imediatamente acima deste par\u00e1grafo, na galeria Saatchi? Por que esse efeito?<\/p>\n<p style=\"margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;font: 15.0px Arial\">E esses desenhos absurdos salpicados aqui? O l\u00e1pis encosta no papel e depois de uns dois minutos essas formas verminosas semitridimensionais est\u00e3o l\u00e1, sem muita decis\u00e3o consciente da minha parte. Mesmo porque se eu tentar primeiro visualizar o desenho, n\u00e3o vou conseguir faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p style=\"margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;font: 15.0px Arial\">OOutras vezes, no entanto, obras me surgem prontas no meio da rua e s\u00e3o fotografadas apenas como registro do ocorrido. <a href=\"http:\/\/uoleo.wordpress.com\/tag\/arte-colaborativa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui<\/a> para ir ao meu outro blog e entender do que estou falando.<\/p>\n<div id=\"attachment_2021\" style=\"width: 555px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/pratopintado.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2021\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-content\/uploads\/sites\/229\/2013\/07\/pratopintado-545x532.jpg\" alt=\"Apenas um prato de bateria, um marcador permanente e um dia calmo. Clique para ampliar.\" width=\"545\" height=\"532\" class=\"size-medium wp-image-2021\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2021\" class=\"wp-caption-text\">Apenas um prato de bateria, um marcador permanente e um dia calmo.<br \/>Clique para ampliar.<\/p><\/div>\n<p style=\"margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;font: 15.0px Arial\">Tem tamb\u00e9m aquele epis\u00f3dio que rola pela Internet de uma m\u00e3e que foi reclamar com a professora da filha por causa de uma nota em um trabalho de interpreta\u00e7\u00e3o de texto. A professora, determinada e intransigente, diz que a aluna respondeu errado \u00e0 pergunta \u201co que a autora do texto quis dizer com a frase bl\u00e1bl\u00e1bl\u00e1\u201d e, por isso, tirou nota zero. A m\u00e3e, meio consternada, retruca com \u201cmas como voc\u00ea sabe o que a autora quis dizer com essa passagem?\u201d, ao que a professora responde com uma mini aula de interpreta\u00e7\u00e3o, semi\u00f3tica, hist\u00f3ria da literatura, etc. Ao final, a m\u00e3e com a express\u00e3o cansada, se levanta para ir embora e, finalizando o epis\u00f3dio, diz: \u201cEngra\u00e7ado voc\u00ea dizer isso tudo. Porque a autora do texto em quest\u00e3o \u00e9 uma amiga minha de inf\u00e2ncia e a resposta que minha filha colocou no trabalho foi dada por ela, a autora do texto.\u201d <\/p>\n<p style=\"margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px;font: 15.0px Arial\">Assim como Sigler e Hrab eu tamb\u00e9m n\u00e3o tenho certeza o que cada trecho de uma <a href=\"http:\/\/uoleo.wordpress.com\/tag\/quivering-blue-funk\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">m\u00fasica<\/a> minha significa ou como cada palavra foi parar naquele lugar para formar uma determinada frase. <\/p>\n<p style=\"margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;font: 15.0px Arial\">S\u00f3 sei que foi assim.<\/p>\n<p style=\"margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;font: 15.0px Arial\">&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<p style=\"margin: 0.0px 0.0px 12.0px 0.0px;font: 13.0px Arial\">Tenho pensado muito em m\u00fasica, sinestesia e consci\u00eancia ultimamente por causa de uma <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/eccemedicus\/2013\/03\/o-instinto-da-danca\/comment-page-1\/#comment-17684\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">discuss\u00e3o no blog de Karl<\/a> acerca do que significa \u201critmo\u201d. Acho que vou escrever mais sobre isso nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arte em geral (mas especialmente m\u00fasica, minha especialidade) tem um jeito de fugir do controle de seus autores, de tomar uma vida pr\u00f3pria e se auto realizar independentemente de fatores externos. S\u00e3o como mini deuses que se formam em mini big bangs e passam a criar o resto de si mesmos. 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