{"id":67,"date":"2008-05-23T10:50:55","date_gmt":"2008-05-23T13:50:55","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/uoleo\/2008\/05\/tchuplec-tchuplim\/"},"modified":"2008-05-23T10:50:55","modified_gmt":"2008-05-23T13:50:55","slug":"tchuplec-tchuplim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/2008\/05\/23\/tchuplec-tchuplim\/","title":{"rendered":"Tchupl\u00e9c, Tchuplim\u00b9"},"content":{"rendered":"<p>Sab\u00e3o \u00e9 formado atrav\u00e9s da hidr\u00f3lise de gorduras numa rea\u00e7\u00e3o chamada <a href=\"\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Saponifica%C3%A7%C3%A3o\">saponifica\u00e7\u00e3o<\/a>.<br \/>\nEsse processo cria uma <a href=\"\/\/www.chemistry.nus.edu.sg\/2500\/soap-molecule.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\">mol\u00e9cula longa<\/a>, com duas pontas distintas: uma hidrof\u00edlica (que gosta de \u00e1gua) e outra hidrof\u00f3bica (que n\u00e3o gosta de \u00e1gua).<br \/>\nPara se manter longe da \u00e1gua, as pontas hidrof\u00f3bicas se agrupam, formando uma estrutura arredondada (chamada de <a href=\"\/\/www.chemgapedia.de\/vsengine\/media\/vsc\/en\/ch\/12\/oc\/c_acid\/fatty_acid\/micelle_gif.gif\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\">micela<\/a>), com as partes que gostam de \u00e1gua apontando para fora.<br \/>\nEssa estrutura atrai mol\u00e9culas gordurosas (coisas que n\u00e3o gostam de \u00e1gua costumam se agrupar, fen\u00f4meno este que pode ajudar a explicar a prolifera\u00e7\u00e3o das comunidades hippies), que s\u00e3o imunes \u00e0 a\u00e7\u00e3o solvente da \u00e1gua (<a href=\"http:\/\/www.fida.es\/imagenes\/fotos_agua\/bien_molecula_agua.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\">H2O<\/a> \u00e9 uma mol\u00e9cula polar, enquanto gorduras s\u00e3o apolares, a\u00ed n\u00e3o se misturam). Mas como a parte de fora das micelas \u00e9 hidrof\u00edlica, quando a \u00e1gua bate, toda a composi\u00e7\u00e3o \u00e9 levada embora. Gordura, \u00f3leo, poeira, tudo. O que for sol\u00favel em \u00e1gua, dissolve e desaparece nela mesma, o que n\u00e3o for, \u00e9 preso pelas mol\u00e9culas de sab\u00e3o e arrastado \u00e0 for\u00e7a para fora.<br \/>\n\u00c1gua tem uma propriedade chamada \u201ctens\u00e3o superficial\u201d, que faz com qu\u00ea pequenos insetos consigam andar sobre a \u00e1gua (e que \u00e9 suficientemente forte para segurar um <a href=\"\/\/www.exploratorium.edu\/ronh\/bubbles\/clip.gif\" data-rel=\"lightbox-image-3\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\">clipe<\/a> de papel). O sab\u00e3o desmancha essa tens\u00e3o, literalmente deixando a \u00e1gua mais molhada (de fato, diminuir a tens\u00e3o de superf\u00edcie deixa a \u00e1gua mais fluida e mais f\u00e1cil de se misturar com outras coisas).<br \/>\nO sab\u00e3o \u00e9 feito quando se cozinha gordura (qualquer tipo de gordura, tanto animal quanto vegetal) com soda c\u00e1ustica (altamente corrosivo, especialmente quando em contato com a pele). Esse processo \u00e9 descrito em mais detalhes (tanto o uso de gordura quanto a rea\u00e7\u00e3o soda-pele) no filme Clube da Luta.<br \/>\n\u00c1gua s\u00f3 \u00e9 \u00e1gua por causa da atra\u00e7\u00e3o que os \u00e1tomos de hidrog\u00eanio exercem entre si. Se essa atra\u00e7\u00e3o n\u00e3o existisse, s\u00f3 existiria \u00e1gua em forma de vapor.<br \/>\nEsse mesmo fen\u00f4meno explica as bolhas de sab\u00e3o.<br \/>\nOs \u00e1tomos de hidrog\u00eanio contido nas mol\u00e9culas da \u00e1gua tentam a todo o custo se segurar uns nos outros (a explica\u00e7\u00e3o completa envolve cargas positivas e negativas apontando pros lados e pro centro, o papel do oxig\u00eanio nesse misturado e resist\u00eancia de liga\u00e7\u00f5es, mas eu vou explicar isso tudo nem com a mol\u00e9stia) e as bolhas crescem (sem perder a elasticidade, como um bal\u00e3o que quando seca fixa mais flex\u00edvel. Outra explica\u00e7\u00e3o que eu n\u00e3o vou dar.) de modo a ocupar o menor espa\u00e7o poss\u00edvel com o volume de ar fornecido. Todos sabemos que o formato tridimensional com a menor \u00e1rea de superf\u00edcie para o maior volume \u00e9 o esfer\u00f3ide. \u00d3bvio.<br \/>\nPor isso que as bolhas s\u00e3o em forma de esfera (e n\u00e3o redondas, quem \u00e9 redonda \u00e9 pizza, que tem bordas).<br \/>\nA cor psicod\u00e9lica das bolhas \u00e9 dada pela reflex\u00e3o\/refra\u00e7\u00e3o luminosa, atrav\u00e9s de intera\u00e7\u00f5es destrutivas e construtivas causadas pela natureza dualista (onda\/part\u00edcula) da <a href=\"\/\/uoleo.wordpress.com\/2008\/05\/12\/eletricismo-e-magneticidade-i\/\">luz<\/a>. Adivinha o que vai acontecer com esta explica\u00e7\u00e3o?<br \/>\n\u00b9N\u00e3o confundir com &#8220;Lupuliplin, Clapatop\u00f4&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sab\u00e3o \u00e9 formado atrav\u00e9s da hidr\u00f3lise de gorduras numa rea\u00e7\u00e3o chamada saponifica\u00e7\u00e3o. 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