{"id":69,"date":"2008-05-26T11:18:54","date_gmt":"2008-05-26T14:18:54","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/uoleo\/2008\/05\/65\/"},"modified":"2008-05-26T11:18:54","modified_gmt":"2008-05-26T14:18:54","slug":"65","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/2008\/05\/26\/65\/","title":{"rendered":"Meu nome \u00e9 Rmiga. Fo Rmiga."},"content":{"rendered":"<p>Sem saber sobre o que escrever hoje (MANDEM SUGEST\u00d5ES!), estava relendo meu arquivo de coisas legais e lembrei de uma formiga peruana, a Cephalotes atratus:<br \/>\n<img src='http:\/\/blog.wired.com\/wiredscience\/images\/2008\/01\/18\/atratus.jpg' alt='ROG' class='alignnone' \/><br \/>\nEssas formigas podem ser infectadas por <a href=\"\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Nematoda\">nemat\u00f3deos<\/a> (ou vermes cil\u00edndricos) que as fazem agir de uma maneira peculiar.<br \/>\nPrimeiro, o ac\u00famulo dos ovos amarelados desses vermes nos abdomens escuros dos insetos fazem com qu\u00ea estes fiquem avermelhados:<br \/>\n<img src='http:\/\/farm3.static.flickr.com\/2272\/2216873997_be93f8a581.jpg' alt='ROG' class='alignnone' \/><br \/>\nEssas formigas vivem nas copas das \u00e1rvores das florestas panamenhas e na Amaz\u00f4nia peruana, e, ap\u00f3s a mudan\u00e7a de colora\u00e7\u00e3o, elas passam a andar com os rabos apontados para cima:<br \/>\n<img src='http:\/\/www.thenakedscientists.com\/HTML\/uploads\/RTEmagicC_Infected_ant_02.jpg.jpg' alt='ROG' class='alignnone' \/><br \/>\nSteve Yanoviak, pesquisador da Universidade de Arkansas (nos EUA), descobriu tamb\u00e9m que o parasita deixa os insetos menos agressivos, os fazem parar produzir ferom\u00f4nios de defesa (do tipo que deixa sua carne com gosto ruim, sendo cuspida antes de ser engolida) quando se sentem amea\u00e7ados, e deixa seus exoesqueletos mais fracos (possibilitado, por exemplo, a extra\u00e7\u00e3o da parte posterior do animal com maior facilidade).<br \/>\nE para qu\u00ea isso tudo?<br \/>\nNessas florestas, v\u00e1rios p\u00e1ssaros se alimentam de frutas parecidas com estas:<br \/>\n<img src='http:\/\/berkeley.edu\/news\/media\/releases\/2008\/01\/images\/ant_plant-1.jpg' alt='ROG' class='alignnone' \/><br \/>\nNotaram a formiga no meio?<br \/>\nO verme, para completar o seu ciclo, precisa passar pelo trato digestivo de um animal de sangue quente (como um p\u00e1ssaro) para p\u00f4r novos ovos, que ser\u00e3o excretados, permitindo que outras formigas, ao vasculhar as fezes das aves em busca de comida para sua prole (na Natureza, o lixo de um \u00e9 o tesouro de outro), <a href=\"\/\/www.thenakedscientists.com\/HTML\/content\/news\/news\/1287\/\">infecte <\/a> uma nova gera\u00e7\u00e3o com esse nematode.<br \/>\nE o nome disso, Meninas e Cabras, \u00e9 co-evolu\u00e7\u00e3o (eu deveria ter usado esse exemplo no dia em que est\u00e1vamos jogando Master e perguntaram uma defini\u00e7\u00e3o. Bom, fica para a pr\u00f3xima).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem saber sobre o que escrever hoje (MANDEM SUGEST\u00d5ES!), estava relendo meu arquivo de coisas legais e lembrei de uma formiga peruana, a Cephalotes atratus: Essas formigas podem ser infectadas por nemat\u00f3deos (ou vermes cil\u00edndricos) que as fazem agir de uma maneira peculiar. Primeiro, o ac\u00famulo dos ovos amarelados desses vermes nos abdomens escuros dos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":482,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-69","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/482"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/uoleo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}