{"id":1073,"date":"2012-05-16T14:21:16","date_gmt":"2012-05-16T17:21:16","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/?p=1073"},"modified":"2012-05-16T14:21:16","modified_gmt":"2012-05-16T17:21:16","slug":"tese-sobre-escrita-da-tese","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/2012\/05\/16\/tese-sobre-escrita-da-tese\/","title":{"rendered":"A tese sobre a escrita da tese"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2012\/05\/keyboard_hands_913633_16151531.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1074\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2012\/05\/keyboard_hands_913633_16151531-545x363.jpg\" alt=\"\" width=\"545\" height=\"363\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em um mundo saturado de informa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o basta mais o aluno &#8216;saber&#8217;. Ele precisa saber aprender e saber mostrar o que aprendeu tamb\u00e9m. Se n\u00e3o souber selecionar informa\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o souber ser preciso, conciso, coeso e coerente, n\u00e3o vai conseguir identificar o que importa do que n\u00e3o importa no mar de informa\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o vai conseguir responder uma pergunta de prova, montar uma apresenta\u00e7\u00e3o para um processo de sele\u00e7\u00e3o, nem sobreviver a uma entrevista de emprego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para todos os alunos, a experi\u00eancia mais comum de produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado \u00e9 a resposta de prova. Por mais namoradas que um cara tenha na vida, ele responder\u00e1 muito mais quest\u00f5es de prova do que escrever\u00e1 cartas de amor. Ainda assim, na escola ningu\u00e9m ensina a gente a &#8216;responder&#8217; o que o professor est\u00e1 perguntando, o que \u00e9 uma habilidade t\u00e3o importante quanto &#8216;saber&#8217; o que o professor quer saber se a gente sabem ou n\u00e3o. Para alguns alunos, aqueles que chegaram na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, as ang\u00fastias da resposta da prova se multiplicam e se amplificam na hora de escrever a tese. Sim, porque n\u00e3o conhe\u00e7o nenhum curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o que ensine seus alunos a escreverem suas teses (da mesma forma que n\u00e3o ensinam os professores a avaliarem essas teses). \u00c9 como se escrever fosse uma habilidade natural, com a qual a gente j\u00e1 nasce. Ou um talento, que quem tem est\u00e1 feito e quem n\u00e3o tem&#8230; est\u00e1&#8230; perdido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com a &#8216;<a title=\"Oficina de Escrita Criativa em Ci\u00eancia 2012\" href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2012\/02\/oficina-de-escrita-criativa-em-ciencia-2012\/\">Oficina de Escrita Criativa em Ci\u00eancia<\/a>&#8216; n\u00f3s temos tentado mostrar que escrever n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de talento, \u00e9 uma quest\u00e3o de pr\u00e1tica, porque envolve uma coisa que n\u00e3o se ensina mas se pratica, que \u00e9 crit\u00e9rio. Ent\u00e3o pra melhorar a sua escrita voc\u00ea precisa primeiro querer escrever melhor e depois&#8230; escrever!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas ainda assim as pessoas tem dificuldade. Escrever, como disse a Bruna Surfistinha, <em>&#8216;\u00c9 uma quest\u00e3o de coragem&#8217;<\/em>, coragem de se expor, coragem de errar. E muita gente n\u00e3o tem essa coragem. Mas ainda assim temos que escrever. Ent\u00e3o n\u00f3s criamos o &#8216;<a title=\"Roteiro Bioletim para divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edca\" href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2010\/12\/roteiro_bioletim_para_divulgac\/\">roteiro do bioletim<\/a>&#8216; que deveria ajudar as pessoas a selecionar informa\u00e7\u00e3o de uma maneira amig\u00e1vel. Com a experi\u00eancia, descobrimos que nem com o roteiro do Bioletim as pessoas escrevem. Por mais que ele te ajude a organizar as id\u00e9ias, ele n\u00e3o ajuda a diminuir o medo e ele n\u00e3o pratica por voc\u00ea: voc\u00ea ainda tem que buscar fontes, identificar seu p\u00fablico alvo, escrever, rescrever&#8230; d\u00e1 trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A segunda constata\u00e7\u00e3o \u00e9 que quem tenta escapar do trabalho&#8230; n\u00e3o escreve. Ou n\u00e3o escreve bem, o que, em um mundo saturado de informa\u00e7\u00e3o, acaba dando no mesmo (porque ningu\u00e9m vai ler). Essas pessoas n\u00e3o v\u00eaem valor no <a title=\"Roteiro Bioletim para divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edca\" href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2010\/12\/roteiro_bioletim_para_divulgac\/\">roteiro do Bioletim<\/a> porque ele \u00e9 um roteiro sem ser um guia. Ele te diz &#8216;o que&#8217; tem de ser feito, mas n\u00e3o diz &#8216;como&#8217;. Ele estabelece limites (de se\u00e7\u00f5es, de t\u00f3picos, de n\u00famero de par\u00e1grafos, de palavras por par\u00e1grafo), te ajuda a escrever um primeiro rascunho (que \u00e9 a parte mais complicada para a maioria das pessoas) mas n\u00e3o h\u00e1 garantias de que voc\u00ea selecionou a informa\u00e7\u00e3o corretamente e nem que o artigo produzido seja interessante. Ou que algu\u00e9m v\u00e1 querer ler. Nunca h\u00e1 garantia de que o resultado tenha sido bom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As angustias v\u00e3o se acumulando e quando voc\u00ea v\u00ea, est\u00e1 na hora de escrever a tal da tese e voc\u00ea n\u00e3o tem id\u00e9ia do que fazer. Ou melhor, tem sim: <strong>quer escrever a tese da mesma forma que voc\u00ea &#8216;l\u00ea&#8217; a tese. Voc\u00ea quer come\u00e7ar pela introdu\u00e7\u00e3o, depois os objetivos&#8230; e terminar na discuss\u00e3o e nas conclus\u00f5es. Na verdade, voc\u00ea senta no computador e quer escrever o t\u00edtulo, fazer a folha de rosto e escrever os agradecimentos<\/strong>. E quer deixar as refer\u00eancias por \u00faltimo. TUDO ERRADO! N\u00e3o \u00e9 assim que se escreve uma tese. Quer dizer, pode at\u00e9 ser, mas \u00e9 bem mais dif\u00edcil, ainda que d\u00ea menos trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ops, como \u00e9 que pode ser mais dif\u00edcil e dar menos trabalho?! Bom, leia aqui o texto &#8220;<a title=\"Foi o Google quem disse\u2026\" href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2012\/02\/foi-o-google-quem-disse\/\">Foi o Google quem disse<\/a>&#8230;&#8217; pra saber porque um texto mais curto d\u00e1 mais trabalho pra ser escrito. Quanto menos trabalho voc\u00ea coloca no texto, pior ele fica e mais tempo leva para ele ficar bom. De novo, n\u00e3o tem como fugir do trabalho para produzir um bom texto. Mas se voc\u00ea quer seguir a sua &#8216;intui\u00e7\u00e3o&#8217; ou se quer &#8216;esperar a inspira\u00e7\u00e3o&#8217; ent\u00e3o boa sorte. Voc\u00ea vai precisar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas se quer escrever uma boa tese, \u00e9 assim que se faz:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify\">\n<li><strong>Escreva um rascunho respondendo os &#8216;sete lugares do pensamento&#8217; pra sua tese.<\/strong> Se voc\u00ea j\u00e1 fez a &#8216;Oficina de Escrita Criativa em Ci\u00eancia&#8217; vai ser f\u00e1cil. Se n\u00e3o fez, voc\u00ea pode estudar alguns textos sobre o assunto que est\u00e3o compilados no livro digital que n\u00f3s produzimos para a oficina e tentar. Esse rascunho ser\u00e1 o seu &#8216;mapa&#8217; para escrever a tese mais r\u00e1pido e melhor.\u00a0 Vai te dar dire\u00e7\u00e3o e permitir que voc\u00ea corrija desvios no caminho. Responda cada pergunta com uma frase de no m\u00e1ximo duas linhas. Voc\u00ea pode imprimir essa 1 p\u00e1gina e colar na parede atr\u00e1s do monitor do computador. Esse mapa ser\u00e1 seu companheiro pelas pr\u00f3ximas semanas.<\/li>\n<li>DEPOIS (e s\u00f3 depois) de responder as sete perguntas dos lugares do pensamento, <strong>escreva uma vers\u00e3o reduzida, de 3 a 5 p\u00e1ginas, da sua tese.<\/strong> Essa vers\u00e3o \u00e9 pra voc\u00ea contar a hist\u00f3ria da tese e n\u00e3o pra fazer um resumo dela. Conte como come\u00e7ou, qual foi o primeiro experimento, como voc\u00ea progrediu, o que aconteceu depois, quais foram os experimentos que se seguiram, o que voc\u00ea aprendeu, o que precisou estudar, o que descobriu&#8230; <strong>O mais importante nessa vers\u00e3o \u00e9 que ela tenha come\u00e7o meio e fim, ao inv\u00e9s de Introdu\u00e7\u00e3o, M&amp;M, Resultados e Discuss\u00e3o.<\/strong> Essa vers\u00e3o n\u00e3o servir\u00e1 de base para a tese, mas vai te ajudar a criar um fio condutor para suas id\u00e9ias que te ajudar\u00e1 enormemente durante a produ\u00e7\u00e3o do manuscrito<\/li>\n<li>Isso tudo voc\u00ea pode fazer mesmo antes de ter terminado todos os resultados. Mas para come\u00e7ar a escrever a tese mesmo, \u00e9 importante ter todos os seus resultados (ou quase todos) prontos. <strong>Isso porque a tese, se come\u00e7a a escrever pelos resultados.<\/strong><\/li>\n<ul>\n<li>Organize seus dados em tabelas e gr\u00e1ficos. Pode organizar os mesmos dados em tabelas e em gr\u00e1ficos para depois decidir qual deles permite uma compreens\u00e3o melhor dos resultados. Nesse caso a primeira etapa \u00e9 escolher qual gr\u00e1fico \u00e9 mais adequado para os seus dados.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Gr\u00e1ficos de barras s\u00e3o adequados para vari\u00e1veis que &#8216;saem&#8217; do zero e &#8216;chegam&#8217; a um valor. Crescem ou decrescem. Valores pontuais, obtidos de replicas t\u00e9cnicas e biol\u00f3gicas, que s\u00e3o muito comuns em experimentos na \u00e1rea biom\u00e9dica, devem ser representados por gr\u00e1ficos do tipo box-plot.<\/li>\n<li>N\u00e3o, nem tudo na vida \u00e9 normal. Muito menos nos seus experimentos em laborat\u00f3rio. Se voc\u00ea n\u00e3o sabe muito bem o que est\u00e1 fazendo, ent\u00e3o use boxes com mediana e quartis. Visualmente voc\u00ea j\u00e1 vai ter uma id\u00e9ia a distribui\u00e7\u00e3o (normal ou n\u00e3o) de cada grupo de dados. E \u00e9 justamente ai que, nesse grupo de dados, que deve ser testada distribui\u00e7\u00e3o <em>a priori<\/em> e n\u00e3o nos conjuntos de todos os dados para uma vari\u00e1vel.<strong> Abre par\u00eanteses:<\/strong> Um erro comum \u00e9 &#8216;agrupar&#8217; todos os dados de uma vari\u00e1vel (controle, tratado, tempos, r\u00e9plicas) e avaliar a normalidade desse conjunto de dados. Isso est\u00e1 errado! Voc\u00ea tem que avaliar a normalidade em cada grupo de dados que ser\u00e1 utilizado para calcular a m\u00e9dia e o desvio padr\u00e3o que ser\u00e3o utilizados para compara\u00e7\u00e3o entre esses grupos em um teste de hip\u00f3tese. Como a maior parte das pessoas usa um n=3 para suas r\u00e9plicas biol\u00f3gicas, s\u00e3o esses 3 m\u00edseros dados que devem ter a normalidade testada. Como voc\u00ea ver\u00e1 muitas vezes o software nem consegue fazer isso e se ele te diz que os dados s\u00e3o normais&#8230; n\u00e3o confie. <strong>Fecha par\u00eanteses<\/strong><\/li>\n<li><strong>Se voc\u00ea n\u00e3o tem muita certeza do que est\u00e1 fazendo, use o teste n\u00e3o param\u00e9trico U de Mann-Whitney para comparar qualquer dois grupos que te interessem e regress\u00e3o de Sperman-Karber para ver a depend\u00eancia entre duas vari\u00e1veis cont\u00ednuas.<\/strong> Se houver diferen\u00e7a mesmo, ela vai aparecer do mesmo jeito que na an\u00e1lise param\u00e9trica usando m\u00e9dia e desvio padr\u00e3o, s\u00f3 que voc\u00ea n\u00e3o corre o risco de criar diferen\u00e7as quando elas n\u00e3o existem, e nem de passar vergonha na hora que a banca te perguntar porque voc\u00ea usou uma coisa ou outra.<\/li>\n<\/ul>\n<li>Depois dos resultados, escreva as conclus\u00f5es. Em t\u00f3picos numerados, com base nos resultados como foram descritos acima.<\/li>\n<li>Depois das conclus\u00f5es, os Objetivos. Tamb\u00e9m em t\u00f3picos identificados por letras.<\/li>\n<li><strong>Associe os objetivos (letras) e as conclus\u00f5es (n\u00fameros). N\u00e3o pode ter objetivo sem conclus\u00e3o ou conclus\u00e3o sem objetivo.<\/strong> Todo objetivo deve ser respondido por (pelo menos) uma conclus\u00e3o. Toda conclus\u00e3o deve estar associada a pelo menos um objetivo.<br \/>\nVolte ao mapa da tese e confira se objetivos e conclus\u00f5es est\u00e3o dentro dos sete lugares do pensamento. Faca ajustes no &#8216;mapa&#8217; se necess\u00e1rio (mas se o seu mapa foi bem feito, \u00e9 mais prov\u00e1vel que voc\u00ea tenha que fazer ajustes nos seus objetivos e conclus\u00f5es).<\/li>\n<li><strong>Fa\u00e7a um mapa conceitual da sua introdu\u00e7\u00e3o.<\/strong> Mapas conceituais s\u00e3o uma t\u00e9cnica que ainda n\u00e3o tratamos na oficina de escrita, mas que voc\u00ea pode estudar um pouco sobre ela aqui. Ela ajuda a identificar os os n\u00facleos conceituais que devem estar na introdu\u00e7\u00e3o, e que s\u00e3o aqueles necess\u00e1rios para que o leitor entenda os objetivos, os m\u00e9todos e os resultados do seu trabalho.<strong> Abre par\u00eanteses:<\/strong> Voc\u00ea n\u00e3o precisa dizer tudo para o leitor: defina quais as &#8216; lacunas&#8217; voc\u00ea espera que o leitor preencha e quais voc\u00ea vai preencher pra ele. N\u00e3o trate o leitor como burro: se ele j\u00e1 deve saber alguma coisa, ou se \u00e9 de dom\u00ednio publico, voc\u00ea n\u00e3o precisa dizer. Lembre-se tamb\u00e9m que seu p\u00fablico, na tese, \u00e9 limitado e especializado. <strong>Fecha par\u00eanteses.<\/strong><\/li>\n<li><strong>Fa\u00e7a outro mapa conceitual para a discuss\u00e3o<\/strong>. O mapa conceitual ajuda a estabelecer rela\u00e7\u00f5es, filtrar informa\u00e7\u00e3o e sair da confus\u00e3o geral da cabe\u00e7a. Te permite tamb\u00e9m corrigir depois o texto corrido.<\/li>\n<li><strong>Na discuss\u00e3o, seus resultados vem SEMPRE primeiro.<\/strong> Levantamento bibliogr\u00e1fico \u00e9 pra ser feito na introdu\u00e7\u00e3o. Na discuss\u00e3o, discutimos o SEU dado, e n\u00e3o tudo que j\u00e1 foi feito no mundo.<br \/>\n<strong>Abre par\u00eanteses:<\/strong> a discuss\u00e3o \u00e9 um delicado equil\u00edbrio entre o que os seus dados deixam e o que eles n\u00e3o deixam voc\u00ea dizer. At\u00e9 onde a evidencia permite que voc\u00ea v\u00e1 e at\u00e9 onde voc\u00ea e eu permitiremos que a especula\u00e7\u00e3o v\u00e1. Al\u00e9m dos resultados, isso ser\u00e1 avaliado na tese.dizer menos do que os dados permitem, n\u00e3o extraindo conclus\u00f5es, \u00e9 ruim, talvez at\u00e9 pior, do que expectar e inferir sem lastro experimental e estat\u00edstico. <strong>Fecha par\u00eanteses.<\/strong><\/li>\n<li>E os dados mais importantes v\u00eam sempre antes dos dados menos importantes.<\/li>\n<li>Pronto. Agora voc\u00ea pode fazer todo o resto, que \u00e9 escrever sum\u00e1rio, resumo, refer\u00eancias, t\u00edtulo.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify\">Fazer desse jeito vai te dar trabalho, mas te garanto que voc\u00ea n\u00e3o ficar\u00e1 nenhum dia olhando para o computador perdido sem saber que fazer. As corre\u00e7\u00f5es ser\u00e3o menores tamb\u00e9m. Se voc\u00ea ainda tiver alguma d\u00favida, d\u00ea uma olhada no post &#8216;<a title=\"Check-List\" href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2011\/02\/check_list\/\">check-list<\/a>&#8216;, onde eu j\u00e1 discuti quais os crit\u00e9rios que um aluno deve usar para saber se a tese dele est\u00e1 &#8216;pronta&#8217; para a defesa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um mundo saturado de informa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o basta mais o aluno &#8216;saber&#8217;. Ele precisa saber aprender e saber mostrar o que aprendeu tamb\u00e9m. Se n\u00e3o souber selecionar informa\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o souber ser preciso, conciso, coeso e coerente, n\u00e3o vai conseguir identificar o que importa do que n\u00e3o importa no mar de informa\u00e7\u00e3o. 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