{"id":1483,"date":"2013-01-31T23:52:31","date_gmt":"2013-02-01T02:52:31","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/?p=1483"},"modified":"2013-01-31T23:52:31","modified_gmt":"2013-02-01T02:52:31","slug":"para-vencer-a-astrologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/2013\/01\/31\/para-vencer-a-astrologia\/","title":{"rendered":"Para vencer a astrologia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6481.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1486\" alt=\"UFRRJ - \u00e1tico do pr\u00e9dio da reitoria 1\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6481-1024x768.jpg\" width=\"620\" height=\"465\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6481-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6481-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6481-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6481-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6481-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6481-620x465.jpg 620w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6481-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 1990 eu estava no segundo ano da universidade quando fui pela primeira vez a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Era o meu primeiro Encontro Nacional de Estudantes de Biologia (ENEB). Fui com Milton Moraes, hoje coordenador da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Fiocruz e mais uma galera da Bio UFRJ. Ningu\u00e9m sai impune de um ENEB e eu certamente n\u00e3o sai. Fui a todos os outros durante toda a minha gradua\u00e7\u00e3o (e alguns depois dela tamb\u00e9m). Fiz ali amigos para o resto da vida como minha querida N\u00e1dia Somavilla, que ent\u00e3o era aluna de Biologia da Universidade Federal de Santa Maria. &#8216;Dan\u00e7ando Lambada&#8217;, do Kaoma, era o hit do momento (em todo o mundo) e eu lembro super bem de tantas coisas desse evento, que \u00e9 de questionar se tudo que eu li esse ano sobre a fugacidade da mem\u00f3ria \u00e9 verdadeiro. Dorm\u00edamos no ch\u00e3o das salas de aula e o banho era frio, mas ali vi o Carlos Minc falar pela primeira vez e descobri o que era o movimento estudantil. Al\u00e9m, \u00e9 claro, do Carimb\u00f3, com a sempre marcante delega\u00e7\u00e3o da UFPA. Lembro at\u00e9 de dirigir o FIAT UNO do Milton pelo campus, o que s\u00f3 aumentou hoje a minha surpresa, ao voltar a UFRRJ, quando me deparei com o bel\u00edssimo campus da universidade. Fui a convite da minha amiga, a jornalista e professora Alessandra Carvalho, falar sobre divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, dividindo a mesa com a tamb\u00e9m jornalista Eveline Teixeira, da Universidade Federal do Mato Grosso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eu n\u00e3o preciso de muito est\u00edmulo pra ir falar do meu blog. Principalmente agora que posso levar meu livro a tira colo. (fique at\u00e9 pensando, depois, se tinha alguma est\u00f3ria do ENEB no livro, mas acho que n\u00e3o. Ou ser\u00e1 que falei daquela ga\u00facha de 1,90m da UFRGS que dan\u00e7ava lambada de mini-micro saia?) Mas quando cheguei l\u00e1, no cair da tarde, a beleza dos pastos e dos pr\u00e9dios me impactou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6480.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1485\" alt=\"UFRRJ - \u00e1tico do pr\u00e9dio da reitoria 2\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6480-1024x768.jpg\" width=\"620\" height=\"465\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6480-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6480-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6480-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6480-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6480-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6480-620x465.jpg 620w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6480-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a>Talvez por isso, apesar de ter falado bem (no sentido de conseguir dizer tudo que tinha pra falar), respondi pessimamente a melhor pergunta que foi feita na tarde. A pergunta era t\u00e3o boa, que eu pedi para a Eveline deixar eu dar um aparte, mas como diria a minha irm\u00e3, eu sou daqueles caras que tem a resposta perfeita para um discuss\u00e3o, 2h depois dela ter acabado. A pergunta de um rapaz foi: <em>&#8220;Todos os grandes jornais do Brasil e do mundo tem p\u00e1ginas e se\u00e7\u00f5es de hor\u00f3scopo. Mas quase nenhum (mais) tem de ci\u00eancia. Todos querem saber de astrologia e ningu\u00e9m quer saber de astronomia. Por que perdemos tantos espa\u00e7o para o esoterismo (hoje acertei Daniela Peres &#8211; na semana passada havia escrito esoterismo com &#8216;x&#8217;) e como podemos recuperar esse espa\u00e7o?&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Essa pergunta est\u00e1 na raiz do problema! Ela \u00e9 a principal raz\u00e3o pela qual precisamos divulgar ci\u00eancia. A resposta da Eveline foi boa, mas foi padr\u00e3o: <em>&#8220;porque a ci\u00eancia \u00e9 dif\u00edcil, est\u00e1 longe da vida das pessoas, enquanto o hor\u00f3scopo&#8230; quem n\u00e3o quer saber se vai encontrar o amor da sua vida?&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas eu acho que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso. Quer dizer, SEI que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso. N\u00e3o \u00e9 a quest\u00e3o da dificuldade. Aprendi que as pessoas, as normais, n\u00e3o NERDS, s\u00f3 gostam e s\u00f3 se interessam por hist\u00f3rias. De prefer\u00eancia com outras pessoas. E \u00e9 por isso que as pessoas gostam tanto de astrologia. N\u00e3o, n\u00e3o tem nada a ver com astros, planetas, mapas, modelos malucos com c\u00e1lculos absurdos: tem a ver com pessoas. Como se comportar em rela\u00e7\u00e3o a voc\u00ea e em rela\u00e7\u00e3o as pessoas a sua volta. Nada prende mais a nossa aten\u00e7\u00e3o do que isso!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E ai cometi a grande gafe: disse pro rapaz que n\u00e3o havia nada que pud\u00e9ssemos fazer e que dificilmente ganhar\u00edamos da astrologia. A ci\u00eancia \u00e9 efetivamente muito dif\u00edcil e est\u00e1 se afastando cada vez mais da escala das coisas que interessam as pessoas, para escalas, astron\u00f4micas ou moleculares, que pouqu\u00edssimas pessoas entendem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E foi s\u00f3 duas horas depois, dirigindo, voltando para o Rio, que eu vi o qu\u00e3o errada foi a minha resposta. Caramba, toda a minha luta, m\u00e9todo de trabalho, textos no blog, livro, \u00e9 pra mostrar que <strong>SIM! A ci\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 pode ser interessante como ela \u00c9 mais interessante que a astrologia. E SIM (!!!) n\u00f3s vamos vencer o hor\u00f3scopo!<\/strong> Fiquei t\u00e3o empolgado que perdi a sa\u00edda para a linha vermelha e fui parar dentro de Caxias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6479.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1484\" alt=\"UFRRJ - pr\u00e9dio da reitoria\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6479-1024x768.jpg\" width=\"620\" height=\"465\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6479-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6479-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6479-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6479-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6479-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6479-620x465.jpg 620w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2013\/01\/IMG_6479-200x150.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O problema dos cientistas \u00e9 que tiveram que estudar tanto para se super-especializarem nos seus assuntos, que criaram uma forma de transmitir conte\u00fado bastante pr\u00e1tica, por\u00e9m pouco intuitiva. Os artigos cient\u00edficos tem tudo que precisamos saber de forma pr\u00e1tica e segura. Mas fria e mon\u00f3tona. <strong>S\u00f3 estudantes e profissionais altamente motivados (e eu garanto para voc\u00eas que o estresse de uma tese \u00e9 um excelente fator motivador) conseguem superar a\u00a0chatice\u00a0dos artigos cient\u00edficos<\/strong> (e do papo dos cientistas tamb\u00e9m).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando um cientista conta uma hist\u00f3ria&#8230; bem&#8230; \u00e9 esse o problema: o cientista NUNCA conta uma hist\u00f3ria. Ele sempre transmite informa\u00e7\u00e3o, mas nunca conta uma hist\u00f3ria. S\u00f3 que a hist\u00f3ria \u00e9 a melhor forma de transmitir informa\u00e7\u00e3o! N\u00e3o \u00e9 a mais eficiente (como o artigo cient\u00edfico) mas \u00e9 a mais eficaz! Quem ouve uma hist\u00f3ria, aprende alguma coisa. J\u00e1 quem estuda um artigo&#8230; pode aprender se n\u00e3o pegar no sono antes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>S\u00f3 que a hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 mais intuitiva &#8216;por que sim&#8217;. Ou &#8216;por acaso&#8217;. \u00c9 ci\u00eancia!<\/strong> Nosso c\u00e9rebro foi programado pela evolu\u00e7\u00e3o para interagir com outros seres humanos e tirar a maior vantagem reprodutiva poss\u00edvel. Em um mundo de coisas palp\u00e1veis. O nosso c\u00e9rebro, capaz de linguagem, arte e m\u00fasica, \u00e9 a nossa &#8216;cauda de pav\u00e3o&#8217;: o instrumento de sedu\u00e7\u00e3o mais eficaz criado pela natureza at\u00e9 hoje. E porque voc\u00ea nunca ouviu falar disso? Bom, primeiro porque est\u00e1 lendo hor\u00f3scopo ao inv\u00e9s de livros como <a title=\"A natureza humana\" href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2011\/01\/a_natureza_humana\/\">&#8216;a rainha vermelha&#8217;<\/a>, <a title=\"A verdade sobre Homens e Mulheres\" href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2012\/12\/verdade-sobre-homens-mulheres\/\">&#8216;a mente copuladora&#8217;<\/a> e &#8216;<a title=\"Squeeze my balls, baby!\" href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2008\/09\/squeeze-my-balls-baby\/\">a guerra dos espermatoz\u00f3ides&#8217;<\/a>. Ou <a title=\"\u201cA verdade sobre C\u00e3es e Gatos\u201d o livro do Blog \u201cVoc\u00ea que \u00e9 Bi\u00f3logo\u2026\u201d\" href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2012\/06\/a-verdade-sobre-caes-gatos-livro-blog-voce-e-biologo\/\">&#8216;A verdade sobre C\u00e3es e Gatos&#8217;<\/a>. Mas tamb\u00e9m porque mesmo os h\u00e1beis autores desses livros, apesar de contarem muito bem a hist\u00f3ria da ci\u00eancia e dessas descobertas, n\u00e3o conseguem criar hist\u00f3rias com o que se descobre dessa ci\u00eancia. E ai&#8230; a comunica\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia fica capenga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Voc\u00eas j\u00e1 ouviram a sinfonia 25 de Mozart? Ou o &#8216;Inverno&#8217; de Vivaldi? S\u00e3o duas obras primas que \u00a0foram,\u00a0obviamente, compostas pensando em sexo! Elas tem todo o ritmo de uma rela\u00e7\u00e3o sexual perfeita! J\u00e1 pensaram em um livro que conte a hist\u00f3ria da cria\u00e7\u00e3o dessas duas m\u00fasicas maravilhosas, inspiradas por mulheres por quem eles tinham um desejo incr\u00edvel, subsidiadas pela anatomia e fisiologia da mente humana, evolu\u00edda desde os primatas para seduzir parceiros sexuais? Seria um best seller!!! Ia virar filme em Hollywood!!! Acho que vou at\u00e9 escrever esse livro \ud83d\ude42<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ent\u00e3o me deixem responder pro rapaz novamente: <em>&#8220;Contando hist\u00f3rias! N\u00f3s vamos ganhar da astrologia contando hist\u00f3rias!&#8221;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1990 eu estava no segundo ano da universidade quando fui pela primeira vez a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Era o meu primeiro Encontro Nacional de Estudantes de Biologia (ENEB). Fui com Milton Moraes, hoje coordenador da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Fiocruz e mais uma galera da Bio UFRJ. 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