{"id":16,"date":"2009-10-07T09:18:27","date_gmt":"2009-10-07T12:18:27","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2009\/10\/e_eu_nao_quero_dar_pasto_a_cri\/"},"modified":"2009-10-07T09:18:27","modified_gmt":"2009-10-07T12:18:27","slug":"e_eu_nao_quero_dar_pasto_a_cri","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/2009\/10\/07\/e_eu_nao_quero_dar_pasto_a_cri\/","title":{"rendered":"&quot;E eu n\u00e3o quero dar pasto a cr\u00edtica do futuro&quot;"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"mt-enclosure mt-enclosure-image\"><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/files\/2011\/08\/machado%20de%20assis.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"machado de assis.jpg\" src=\"http:\/\/174.143.250.21\/vqeb\/assets_c\/2009\/10\/machado de assis-thumb-250x271-20345.jpg\" width=\"250\" height=\"271\" class=\"mt-image-left\" style=\"float: left;margin: 10px 10px 10px 0px\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify\">A frase de Machado de Assis, lida em um dos autofalantes na  exposi\u00e7\u00e3o sobre o autor no museu da L\u00edngua Portuguesa (SP), reflete o cuidado que o escritor tinha antes de publicar um escrito.<br \/>\nMe lembrei da frase depois de conversar essa semana com duas pessoas. Ambas assistiram minha palestra sobre escrita criativa no II EWCLiPo: um \u00e9 um pesquisador renomado e o outro um aluno que sempre enfrentou dificuldades com os rigorosos crit\u00e9rios da academia. Ambos acham que seus textos sempre precisam de mais alguma coisa antes de public\u00e1-los. E nunca publicam.<br \/>\n<em>&#8220;Escrever \u00e9 sobretudo reescrever&#8221; <\/em>falou o Ant\u00f4nio Lobo Antunes na FLIP e eu repeti na palestra. Conclamei todos a criarem seus blogs e come\u00e7arem, com textos pequenos, falando de momentos ou acontecimentos espec\u00edficos (como a dica de Fredo <em>&#8220;escreva sobre o 1o tijolo, da esquerda para direita, do alto para baixo, do pr\u00e9dio da prefeitura em frente a lanchonete&#8221;<\/em> com a qual conseguiu quebrar o bloqueio de uma aluna em &#8216;<a href=\"http:\/\/www.submarino.com.br\/produto\/1\/1966289\/zen+e+a+arte+da+manutencao+de+motocicletas:+uma+investigacao+sobre+...\/?franq=284021\">O Zen e a arte da manuten\u00e7\u00e3o de motocicletas<\/a>&#8216;), mas que por favor, come\u00e7assem a escrever.<br \/>\n<span class=\"mt-enclosure mt-enclosure-image\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2011\/08\/AlbertEinstein.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" alt=\"AlbertEinstein.jpg\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2011\/08\/AlbertEinstein-thumb-250x244-20343.jpg\" width=\"250\" height=\"244\" class=\"mt-image-right\" style=\"float: right;margin: 0px 10px 10px 10px\" \/><\/a><\/span><br \/>\n<strong>A primeira coisa para andar avante em um texto \u00e9 excluir o medo de errar como crit\u00e9rio de qualidade.<\/strong>  O medo da critica do futuro nunca impediu Machado de publicar nada. Os cientistas, por exemplo, sempre erraram. Um dos maiores deles, Einstein, acreditava em vari\u00e1veis escondidas na mec\u00e2nica quantica e refutava a sua natureza probabil\u00edstica (o livro <a href=\"http:\/\/www.submarino.com.br\/produto\/1\/50137\/penso,+logo+me+engano\/?franq=284021\">Penso, longo me engano<\/a> est\u00e1 cheio de gafes cient\u00edficas). Nem o &#8216;medo da critica do futuro&#8217; deve impedir cientistas ou alunos de escreverem. O que eles sim devem \u00e9, como Machado fazia, era apurar o trabalho e o cuidado com a revis\u00e3o de seus textos. O blog \u00e9 a ferramenta perfeita para isso.<br \/>\nQuem j\u00e1 leu meus textos viu que a l\u00edngua portuguesa n\u00e3o \u00e9 o meu forte: sem\u00e2ntica, gram\u00e1tica e ortografia. Meu pai e meus queridos amigos Edu e Bitty s\u00e3o incans\u00e1veis revisores dos meus textos, a quem eu sempre agrade\u00e7o as corre\u00e7\u00f5es que me fazem. E n\u00e3o s\u00e3o poucas.<br \/>\nMas eu vou parar de escrever por isso? N\u00e3o. Vou melhorando meu portugu\u00eas aos poucos (porque as demandas s\u00e3o muitas) e prometo que vou contratar um revisor para os textos ficarem perfeitos enquanto isso n\u00e3o acontece.<br \/>\nA quest\u00e3o \u00e9 que, quem deixa de escrever por medo de errar ou por timidez, est\u00e1 perdendo a grande arma do mundo moderno. A espontaneidade.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.luli.com.br\/2009\/03\/06\/privacidade-e-mito-somos-todos-celebridades\/\">A privacidade, como n\u00f3s a conhec\u00edamos, acabou.<\/a> Mas para alguns estudiosos isso n\u00e3o \u00e9 necessariamente um problema (claro que n\u00e3o estou falando dos namorados que filmam suas garotas e colocam depois na internet. Esses continuam merecendo um encontro como capit\u00e3o Nascimento). Enquanto a TV passou d\u00e9cadas tentando criar esteri\u00f3tipos para as pessoas seguirem, na web 2.0 cada um fala o que quer e se mostra do seu pr\u00f3prio jeito, com todas as suas particularidades e idiossincrasias. Encontramos de tudo sobre qualquer assunto na internet, isso significa que encontraremos tamb\u00e9m sobre n\u00f3s mesmos (ou voc\u00ea nunca digitou o seu nome no google?). Ent\u00e3o, porque n\u00e3o ser voc\u00ea mesmo o primeiro a se mostrar?<br \/>\nQuem escreve se mostra. Quem se mostra, arrisca estar errado. Mas tamb\u00e9m s\u00f3 quem se mostra, mostra o que sabe.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A frase de Machado de Assis, lida em um dos autofalantes na exposi\u00e7\u00e3o sobre o autor no museu da L\u00edngua Portuguesa (SP), reflete o cuidado que o escritor tinha antes de publicar um escrito. Me lembrei da frase depois de conversar essa semana com duas pessoas. 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