{"id":2004,"date":"2015-03-07T12:13:04","date_gmt":"2015-03-07T15:13:04","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/?p=2004"},"modified":"2015-03-07T12:13:04","modified_gmt":"2015-03-07T15:13:04","slug":"terminei-de-ler-a-nascente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/2015\/03\/07\/terminei-de-ler-a-nascente\/","title":{"rendered":"Terminei de ler&#8230; A nascente"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/vimeo.com\/68662628\">The Fountainhead (1949)<\/a> from <a href=\"https:\/\/vimeo.com\/user19036179\">El origen del mundo<\/a> on <a href=\"https:\/\/vimeo.com\">Vimeo<\/a>.<br \/>\n\u00c9 lindo quando um livro nos comove e entretem ao mesmo tempo.<br \/>\nA hist\u00f3ria do arquiteto Howard Roark, o homem &#8216;poss\u00edvel&#8217; da autora e fil\u00f3sofa Russa Ayn Rand, cuja integridade moral, criatividade genial e inabilidade social transformam sua vida numa montanha russa,\u00a0surpreende a cada p\u00e1gina. Me fez pensar (como qualquer outra coisa faz) tanto na ci\u00eancia e na ci\u00eancia brasileira: N\u00e3o podemos fazer concess\u00f5es! Custe o que custar. Doa a quem doer. <strong>A ci\u00eancia n\u00e3o pode fazer concess\u00f5es! <\/strong>\u00c9 t\u00e3o dif\u00edcil, mas n\u00e3o podemos nunca nos esquecer.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.submarino.com.br\/produto\/116393491\/livro-a-nascente-volumes-i-e-ii\/?franq=284021\">A Nascente<\/a>\u00a0foi publicado em 1943 e mas continua\u00a0moderno porque \u00e9 real! Troque &#8216;arquiteto&#8217; por qualquer outra coisa e\u00a0a hist\u00f3ria continua veross\u00edmil.<br \/>\nEm 1949 foi lan\u00e7ado o filme (acima) que, apesar de ter roteiro da pr\u00f3pria autora, pegou leve com os conflitos morais e \u00e9ticos dos personagens, com a trama e com\u00a0os di\u00e1logos. \u00c9&#8230; diferente de seu personagem, Ayn Rand abriu concess\u00f5es. \u00c9 uma alternativa para quem n\u00e3o tiver f\u00f4lego para as 800 p\u00e1ginas do livro, mas n\u00e3o tem compara\u00e7\u00e3o. E Gary Cooper como o jovem arquiteto Irland\u00eas de cabelos\u00a0cor de ab\u00f3bora&#8230; n\u00e3o convence.<br \/>\nPara aqueles que precisam s\u00f3 de um pequeno est\u00edmulo, aqui v\u00e3o alguns trechos de um testemunho de Roark:<br \/>\n<em>&#8220;Nada e dado ao homem na Terra. Tudo o que ele precisa tem que ser produzido. E esta e a alternativa b\u00e1sica que o homem enfrenta: ele pode sobreviver de duas maneiras: por meio do uso independente de sua mente ou como um parasita alimentado pelas mentes de outros. O criador origina. O parasita toma emprestado. O criador enfrenta a natureza sozinho. O parasita enfrenta a natureza atrav\u00e9s de um intermedi\u00e1rio.&#8221; [&#8230;]\u00a0&#8220;O criador vive em fun\u00e7\u00e3o do seu trabalho. Ele n\u00e3o precisa de ningu\u00e9m. Seu objetivo principal esta dentro de si mesmo. O parasita vive em fun\u00e7\u00e3o dos outros. Ele precisa dos outros. Os outros s\u00e3o a sua motiva\u00e7\u00e3o principal.\u00a0\u00a0[&#8230;] &#8220;<\/em><em>A necessidade b\u00e1sica do criador e a independ\u00eancia. A mente racional n\u00e3o pode funcionar sob qualquer forma de coa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o pode ser limitada, sacrificada ou subordinada a nenhum tipo de considera\u00e7\u00e3o. Ela exige total independ\u00eancia no seu funcionamento e na sua motiva\u00e7\u00e3o.&#8221;\u00a0[&#8230;]\u00a0<\/em><em>&#8220;Aos homens foi ensinado que a maior virtude n\u00e3o e realizar, e dar. Mas nada pode ser dado antes de ser criado. A cria\u00e7\u00e3o precede a distribui\u00e7\u00e3o &#8230; ou n\u00e3o haveria nada a distribuir. As necessidades do criador tem preced\u00eancia sabre as de qualquer poss\u00edvel benefici\u00e1rio. Entretanto, somos ensinados a ter mais admira\u00e7\u00e3o pelo parasita que distribui presentes que n\u00e3o criou do que pelo homem que tornou os presentes poss\u00edveis. Nos elogiamos um ato de caridade e ficamos indiferentes a um ato de realiza\u00e7\u00e3o.\u201d\u00a0[&#8230;] &#8220;<\/em><em>Duas concep\u00e7\u00f5es foram oferecidas a ele como polos do bem e do mal: altru\u00edsmo e ego\u00edsmo. O ego\u00edsmo passou a significar o sacrif\u00edcio dos outros ao ego, para beneficia pr\u00f3prio; o altru\u00edsmo, o sacrif\u00edcio pessoal em beneficia dos outros. Essas concep\u00e7\u00f5es ataram irrevogavelmente o homem a outros homens e lhe deixaram apenas uma escolha de dor: sua pr\u00f3pria dor, suportada para beneficia de outros, ou a infligida a outros, para beneficia pr\u00f3prio. Quando a essas concep\u00e7\u00f5es foi adicionada a ideia de que o homem deve se alegrar com o sacrif\u00edcio pessoal, a autoimola\u00e7\u00e3o, a armadilha se fechou. O homem foi for\u00e7ado a aceitar o masoquismo como seu ideal, sob a amea\u00e7a de que o sadismo era sua \u00fanica alternativa.&#8221;\u00a0[&#8230;]\u00a0<\/em><em>&#8220;Graus de habilidade variam, mas o principia b\u00e1sico permanece o mesmo: o grau de independ\u00eancia, iniciativa e amor pelo seu trabalho e que determina seu talento como trabalhador e seu valor como homem. A independ\u00eancia de um homem e a \u00fanica medida da sua virtude e do seu valor: O que um homem e, e O que faz de si mesmo; n\u00e3o O que fez, ou deixou de fazer, pelos outros. N\u00e3o ha substituto para a dignidade pessoal. O \u00fanico padr\u00e3o de dignidade pessoal que existe e a independ\u00eancia.&#8221;\u00a0[&#8230;] &#8220;Em todos os relacionamentos dignos de respeito ningu\u00e9m se sacrifica por ningu\u00e9m&#8221;.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>The Fountainhead (1949) from El origen del mundo on Vimeo. \u00c9 lindo quando um livro nos comove e entretem ao mesmo tempo. A hist\u00f3ria do arquiteto Howard Roark, o homem &#8216;poss\u00edvel&#8217; da autora e fil\u00f3sofa Russa Ayn Rand, cuja integridade moral, criatividade genial e inabilidade social transformam sua vida numa montanha russa,\u00a0surpreende a cada p\u00e1gina. 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