{"id":2057,"date":"2016-01-02T13:33:38","date_gmt":"2016-01-02T16:33:38","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/?p=2057"},"modified":"2016-01-02T13:33:38","modified_gmt":"2016-01-02T16:33:38","slug":"o-que-posso-consertar-sozinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/2016\/01\/02\/o-que-posso-consertar-sozinho\/","title":{"rendered":"O que posso consertar sozinho?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2015\/01\/a-intuicao-e-o-metodo\/\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/midia.cmais.com.br\/assets\/image\/image-6-b\/b64814c35863c015ae4f53ae9cfed60ab3a6a35e.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"384\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2015\/01\/a-intuicao-e-o-metodo\/\">Pensar n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil<\/a>. Por isso, nossa primeira rea\u00e7\u00e3o a uma pergunta \u00e9 tentar &#8216;lembrar&#8217; a resposta. Usar a mem\u00f3ria ao inv\u00e9s do racioc\u00ednio.\u00a0Sem encontrar a solu\u00e7\u00e3o, nossa segunda rea\u00e7\u00e3o talvez seja &#8216;perguntar pra algu\u00e9m&#8217;. Ainda muito mais f\u00e1cil do que pensar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">H\u00e1 algumas semanas participei de um treinamento para uma apresenta\u00e7\u00e3o. Um dos nossos projetos estava concorrendo a um pr\u00eamio e os organizadores queriam ter certeza que todas as apresenta\u00e7\u00f5es estariam de acordo com as expectativas de forma e conte\u00fado dos ju\u00edzes e da plat\u00e9ia. Ao final de cada apresenta\u00e7\u00e3o, o mediador n\u00e3o fazia nenhum coment\u00e1rio sobre a apresenta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o criticava, nem elogiava. N\u00e3o dizia o que estava bom ou ruim. Apenas repetia uma s\u00e9ria de perguntas:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify\">\n<li>Voc\u00ea caracterizou bem o problema?<\/li>\n<li>Voc\u00ea mostrou a solu\u00e7\u00e3o?<\/li>\n<li>Voc\u00ea apresentou bem a sua equipe?<\/li>\n<li>Voc\u00ea demonstrou a necessidade de financiamento?<\/li>\n<li>Voc\u00ea acredita que explicou como vai utilizar os recursos?<\/li>\n<li>Voc\u00ea explicou os resultados no longo prazo?<\/li>\n<li>Sua apresenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 dentro do tempo estipulado?<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o importava sobre o que era o projeto ou quem era o apresentador. Menos ainda como ele tinha se sa\u00eddo. As perguntas eram as mesmas e o resultado, inequivocamente o mesmo: a pessoa era capaz de reconhecer sozinha os problemas da pr\u00f3pria apresenta\u00e7\u00e3o e voltava para seu computador para\u00a0consertar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Foram 7 vers\u00f5es (e um dia e uma noite de trabalho intenso) at\u00e9 eu finalmente ter ficado satisfeito com a minha apresenta\u00e7\u00e3o e responder positivamente a todas as perguntas do moderador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O princ\u00edpio\u00a0n\u00e3o \u00e9 novo. <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2013\/04\/aprendendo-criterio-com-os-proprios-erros\/\">J\u00e1 escrevi aqui sobre a estrat\u00e9gia dos escritores de aprender com os pr\u00f3prios erros.<\/a>\u00a0Mas eu nunca tinha visto uma metodologia para colocar em pr\u00e1tica esse princ\u00edpio e o uso das perguntas para questionar o pr\u00f3prio texto me tomou de arrebate pela simplicidade e o poder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Hoje, lendo o livro &#8216;Vender \u00e9 da Natureza Humana&#8217; de Daniel Pink vi uma boa explica\u00e7\u00e3o para o poder dessa abordagem, que ele chama de &#8216;conversa pessoal interrogativa&#8217;:\u00a0<em>&#8220;A interrogativa, por sua pr\u00f3pria forma, incita respostas\u00a0&#8211; e dentro das respostas h\u00e1 estrat\u00e9gias para de fato realizar a tarefa.[&#8230;]\u00a0Tr\u00eas\u00a0pesquisadores &#8211; Ibrahim Senay, Dolores Albarrac\u00edn e Kenji Noguchi &#8211; confirmaram a [sua] efic\u00e1cia em uma s\u00e9rie de experi\u00eancias que eles conduziram em 2010. [&#8230;] &#8220;[Ela] pode inspirar pensamentos s\u00f3bre raz\u00f5es aut\u00f4nomas ou intrinsecamente\u00a0motivadas para buscar o objetivo&#8221;. [&#8230;] <strong>As pessoas tendem a agir e atuar bem quando as motiva\u00e7\u00f5es v\u00eam de escolhas\u00a0intrinsecas, em lugar de press\u00f5es extr\u00ednseca,<\/strong> A conversa pessoal afirmativa\u00a0tem o risco de ignorar as motiva\u00e7\u00f5es da pessoa. O questionamento pessoal evoca as\u00a0raz\u00f5es para fazer algo e lembra \u00e0s pessoas que muitas dessas raz\u00f5es v\u00eam de\u00a0dentro.&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outro exemplo excelente que o autor usa \u00e9 o desenho animado <a href=\"http:\/\/tvcultura.cmais.com.br\/bob\">Bob, o construtor<\/a>, que para\u00a0induzir a si mesmo e a sua equipe faz uma pergunta: Podemos consertar?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esperar a cr\u00edtica dos nossos superiores e amigos, apesar de ser uma \u00f3tima solu\u00e7\u00e3o no curto prazo, traz v\u00e1rios problemas no longo:\u00a0n\u00e3o nos permite praticar solu\u00e7\u00e3o de problemas, aprender coisas novas. Mas \u00a0talvez mais importante do que tudo isso, nos tira\u00a0o dom\u00ednio sobre a solu\u00e7\u00e3o dos nossos\u00a0problemas. \u00c9 claro que ningu\u00e9m sabe tudo e todos precisamos de ajuda, mas\u00a0ser\u00e1 que antes de tornar um problema nosso em um problema dos outros (e portanto sujeito a disponibilidade e prioridades dos outros) n\u00e3o dever\u00edamos esgotar todas as nossas op\u00e7\u00f5es?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pensar n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Por isso, nossa primeira rea\u00e7\u00e3o a uma pergunta \u00e9 tentar &#8216;lembrar&#8217; a resposta. Usar a mem\u00f3ria ao inv\u00e9s do racioc\u00ednio.\u00a0Sem encontrar a solu\u00e7\u00e3o, nossa segunda rea\u00e7\u00e3o talvez seja &#8216;perguntar pra algu\u00e9m&#8217;. Ainda muito mais f\u00e1cil do que pensar. H\u00e1 algumas semanas participei de um treinamento para uma apresenta\u00e7\u00e3o. Um dos nossos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":553,"featured_media":2058,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[6,10,19],"tags":[],"class_list":["post-2057","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comportamento","category-educacao","category-inovacao"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2016\/01\/b64814c35863c015ae4f53ae9cfed60ab3a6a35e.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2057","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/553"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2057"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2057\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2058"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2057"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2057"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2057"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}