{"id":209,"date":"2007-06-30T00:20:00","date_gmt":"2007-06-30T03:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2007\/06\/vai-encarar\/"},"modified":"2007-06-30T00:20:00","modified_gmt":"2007-06-30T03:20:00","slug":"vai-encarar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/2007\/06\/30\/vai-encarar\/","title":{"rendered":"Vai encarar?"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_WuwYgETHu7A\/Roc-996wrWI\/AAAAAAAAAME\/y3WdArxwm_0\/s1600-h\/agressao1.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" style=\"text-align:center;cursor:pointer;margin:0 auto 10px\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_WuwYgETHu7A\/Roc-996wrWI\/AAAAAAAAAME\/y3WdArxwm_0\/s400\/agressao1.jpg\" alt=\"\" border=\"0\" \/><\/a><br \/>No semestre que vem tenho de dar um curso sobre <span style=\"font-style:italic\">Evolu\u00e7\u00e3o <\/span>e como estou numa fase muito literata, comprei um livrinho pra estudar mais sobre &#8220;<span style=\"font-weight:bold\">Sociobiologia<\/span>&#8220;. Durante d\u00e9cadas esse foi um tema controverso em Biologia, porque sugere que os comportamentos sociais no mundo animal, incluindo o humano, teriam uma base gen\u00e9tica (o autor, <span style=\"font-style:italic\">Edward O. Wilson<\/span>, foi at\u00e9 mesmo acusado de Nazista, o que certamente \u00e9 um exagero).<\/p>\n<p>J\u00e1 digo pra voc\u00eas que n\u00e3o sou muito adepto da Sociobiologia. Queria apenas saber mais sobre o assunto. E foi ai que me deparei com um dos principais temas do comportamento animal: <span style=\"font-weight:bold\">A agress\u00e3o!<\/span><\/p>\n<p>Como a <span style=\"font-style:italic\">sele\u00e7\u00e3o natural <\/span>sempre foi vista como a <span style=\"font-weight:bold\">&#8220;luta pela sobreviv\u00eancia&#8221;<\/span> a agress\u00e3o animal sempre teve um papel importante nessa <span style=\"font-style:italic\">luta<\/span>. Depois, a vis\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o foi mudando do &#8220;mais forte&#8221; para o &#8220;mais apto&#8221;, ou mais adaptado, e a <span style=\"font-style:italic\">agress\u00e3o<\/span> pode tomar v\u00e1rias formas menos violentas.<\/p>\n<p>O maior problema \u00e9 sempre a nossa vis\u00e3o romantizada dos eventos naturais e a nossa eterna necessidade de classificar tudo como <span style=\"font-style:italic\">certo <\/span>ou <span style=\"font-style:italic\">errado<\/span>. A agress\u00e3o entre animais de esp\u00e9cies diferentes \u00e9 aceit\u00e1vel, ou pelo menos compreens\u00edvel, como nas rela\u00e7\u00f5es <span style=\"font-style:italic\">predador-presa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight:bold\">Abre par\u00eanteses: <\/span>Isso me lembra meu primeiro dia de aula na universidade. Fomos todos da turma conhecer os diferentes laborat\u00f3rios e acabamos chegando na herpetologia (estudo dos r\u00e9pteis) onde um estagi\u00e1rio estava alimentando as cobras no terr\u00e1rio. As meninas da turma logo se indignaram: <span style=\"font-style:italic\">&#8220;Oh&#8230;. pobre ratinho&#8221;. <\/span>Seguiu-se ent\u00e3o a explica\u00e7\u00e3o do estagi\u00e1rio sobre a pobre cobra, presa em cativeiro e que deveria, pelo menos, comer. Com o passar do tempo houve uma curiosa invers\u00e3o. A cobra ia acompanhando o ratinho dentro do terr\u00e1rio e do lado de fora, todos, inclusive as meninas, passaram a torcer pela cobra. <span style=\"font-weight:bold\">Fecha par\u00eanteses.<\/span><\/p>\n<p>J\u00e1 a luta entre animais da mesma esp\u00e9cies \u00e9 menos aceita. Mas n\u00e3o por isso, quando a luta \u00e9 intra-espec\u00edfica, acontece algo curioso: <span style=\"font-weight:bold\">a amea\u00e7a \u00e9 mais utilizada do que a agress\u00e3o. <\/span>Existe um ritual onde o mais fraco pode sempre dar sinal de concilia\u00e7\u00e3o, impedindo a agress\u00e3o mortal do mais forte. Bem, parece que tamb\u00e9m existe uma contribui\u00e7\u00e3o, essa sim uma tend\u00eancia gen\u00e9tica, a um animal n\u00e3o gostar do sabor da carne de um companheiro da mesma esp\u00e9cie.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight:bold\">Mas o que determina qual o ponto da batalha onde se opta pela concilia\u00e7\u00e3o ou pela agress\u00e3o mortal?<\/span><\/p>\n<p>Quem melhor definiu isso foi um outro bi\u00f3logo, brilhante, chamado <span style=\"font-style:italic\">Maynard Smith<\/span>. Roberto Freire disse que <span style=\"font-style:italic\">&#8220;a maioria dos grandes criadores sinceros j\u00e1 sentiu e j\u00e1 comunicou essa sensa\u00e7\u00e3o de estar sendo uma esp\u00e9cie de tradutor, de comunicador da linguagem do inconsciente coletivo que existe igualmente em todos n\u00f3s, mas que eles especializaram em decifrar e comunicar. (&#8230;) Costumo dizer, com envergonhada honestidade ou com humilde paran\u00f3ia, que todos os poemas de Fernando Pessoa s\u00e3o meus, como se ele apenas tivesse revelado em seus versos o que j\u00e1 estava pronto poeticamente em mim.&#8221;<\/span> <span style=\"font-style:italic\">Maynard Smith <\/span>colocou em teoria matem\u00e1tica o que eu j\u00e1 sabia h\u00e1 muito tempo, como bem j\u00e1 coloquei aqui no blog outras vezes: N\u00e3o existe certo ou errado, apenas estrat\u00e9gias que sejam favor\u00e1veis em longo prazo. O nome que ele deu pra isso foi <span style=\"font-weight:bold\">&#8220;Estrat\u00e9gia Evolutivas Est\u00e1veis (EEE)&#8221;, <\/span>que podem ser avaliadas com base na &#8220;<span style=\"font-style:italic\">teoria dos jogos<\/span>&#8220;.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight:bold\">Abre par\u00eanteses de novo: <\/span>fiquei t\u00e3o empolgado com o assunto que fiz uma coisa que meu amigo Edu faz muitas vezes, comprei a refer\u00eancia bibliogr\u00e1fica que o autor d\u00e1, pra come\u00e7ar a ler antes de terminar o primeiro livro. Tive que ir at\u00e9 a Amazon.com porque o <span style=\"font-style:italic\">&#8220;Evolution and the Game Theory&#8221; <\/span>do <span style=\"font-style:italic\">Maynard Smith <\/span>n\u00e3o tem no Brasil<span style=\"font-weight:bold\">. Fecha par\u00eanteses.<\/span><\/p>\n<p>Uma <span style=\"font-style:italic\">EEE <\/span>\u00e9 uma estrat\u00e9gia para qual n\u00e3o existe nenhuma outra &#8220;estrat\u00e9gia <span style=\"font-style:italic\">mutante<\/span>&#8221; que possa dar mais sucesso. Funciona tanto no caso de uma partida de p\u00f4quer quanto para o sucesso reprodutivo. N\u00e3o ficou claro o que \u00e9 estrat\u00e9gia mutante? <span style=\"font-weight:bold\">Ficou pensando nos X-men? <\/span>Calma, acho que com o exemplo vai ficar mais claro.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/_WuwYgETHu7A\/RodB0t6wrbI\/AAAAAAAAAMs\/7myj4dJ24l0\/s1600-h\/agressao3.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" style=\"text-align:center;cursor:pointer;margin:0 auto 10px\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/_WuwYgETHu7A\/RodB0t6wrbI\/AAAAAAAAAMs\/7myj4dJ24l0\/s400\/agressao3.jpg\" alt=\"\" border=\"0\" \/><\/a><br \/><span style=\"font-style:italic\">Maynard <\/span>ilustra sua teoria com dois personagens, que representam duas estrat\u00e9gias opostas de comportamento: O <span style=\"font-style:italic\">pombo <\/span>e o <span style=\"font-style:italic\">gavi\u00e3o<\/span>. Os <span style=\"font-style:italic\">gavi\u00f5es <\/span>lutam sempre, ferozmente, at\u00e9 que ven\u00e7am ou sejam gravemente feridos. Os <span style=\"font-style:italic\">pombos <\/span>lutam de forma ritual\u00edstica, trocando amea\u00e7as at\u00e9 que um deles se canse e v\u00e1 embora. Eles sempre se retiram antes do confronto.<\/p>\n<p>Nenhuma dessas duas estrat\u00e9gias \u00e9 uma <span style=\"font-style:italic\">EEE<\/span>, pois um <span style=\"font-style:italic\">gavi\u00e3o<\/span><span style=\"font-weight:bold\"> <\/span>sempre obteria mais sucesso reprodutivo em uma popula\u00e7\u00e3o de <span style=\"font-style:italic\">pombos<\/span> e vice versa. Ent\u00e3o qual \u00e9 a melhor? Na verdade o melhor (e \u00e9 o que acontece na natureza) \u00e9 um equil\u00edbrio entre as duas estrat\u00e9gias. Uma poss\u00edvel <span style=\"font-style:italic\">EEE <\/span>seria que os animais da popula\u00e7\u00e3o apresentassem uma rela\u00e7\u00e3o de 5:7 entre <span style=\"font-style:italic\">pombos <\/span>e <span style=\"font-style:italic\">gavi\u00f5es<\/span>. Com a <span style=\"font-weight:bold\">possibilidade de agress\u00f5es ritual\u00edsticas inofensivas e agress\u00f5es reais e mortais.<\/span><\/p>\n<p>Mas \u00e9 isso mesmo que a gente encontra na natureza? Esses s\u00e3o modelos simples que n\u00e3o incluem uma figura tipicamente <span style=\"font-weight:bold;font-style:italic\">carioca<\/span>: O <span style=\"font-style:italic;font-weight:bold\">malandro<\/span>! Aquele <span style=\"font-style:italic\">gavi\u00e3o <\/span>que se finge de <span style=\"font-style:italic\">pombo <\/span>pra atacar depois, ou o <span style=\"font-style:italic\">pombo <\/span>que se finge de <span style=\"font-style:italic\">gavi\u00e3o <\/span>e depois sai correndo.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_WuwYgETHu7A\/Roc--N6wrXI\/AAAAAAAAAMM\/TXGXwF83iwg\/s1600-h\/agressao2.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" style=\"text-align:center;cursor:pointer;margin:0 auto 10px\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_WuwYgETHu7A\/Roc--N6wrXI\/AAAAAAAAAMM\/TXGXwF83iwg\/s400\/agressao2.jpg\" alt=\"\" border=\"0\" \/><\/a><br \/>Na verdade o pr\u00f3prio <span style=\"font-style:italic\">Maynard j\u00e1 havia descrito mais 3 estrat\u00e9gias al\u00e9m do <span style=\"font-style:italic;font-weight:bold\">gavi\u00e3o <\/span>e o <span style=\"font-style:italic;font-weight:bold\">pombo<\/span><span style=\"font-weight:bold\">: <\/span>o <span style=\"font-style:italic;font-weight:bold\">atrevido<\/span><span style=\"font-weight:bold\">, <\/span>que se faz de <span style=\"font-style:italic\">gavi\u00e3o <\/span>mas na verdade sai correndo como o <span style=\"font-style:italic\">pombo <\/span>se o oponente \u00e9 do tipo <span style=\"font-style:italic\">gavi\u00e3o<\/span>; o <span style=\"font-style:italic;font-weight:bold\">retaliador<\/span><span style=\"font-weight:bold\">, <\/span>que se faz de pombo mas ataca como <span style=\"font-style:italic\">gavi\u00e3o <\/span>se o oponente tamb\u00e9m o \u00e9;  e o <span style=\"font-style:italic;font-weight:bold\">experimentador<\/span><span style=\"font-weight:bold\">, <\/span>que se comporta quase sempre como um <span style=\"font-style:italic\">retaliador<\/span>, mas eventualmente pode come\u00e7ar atuando como <span style=\"font-style:italic\">gavi\u00e3o <\/span>para testar a for\u00e7a do oponente.<\/p>\n<p>O reino animal est\u00e1 cheio de exemplos que comprovam essas estrat\u00e9gias. Entre os humanos n\u00e3o \u00e9 diferente. E ao que parece, somos at\u00e9 uma esp\u00e9cies pac\u00edfica (acho que quem escreveu isso n\u00e3o mora no Rio).<\/p>\n<p>A teoria \u00e9 t\u00e3o bacana que at\u00e9 leva em conta a agress\u00e3o n\u00e3o realizada nunca. Uma forma de <span style=\"font-style:italic\">guerra fria<\/span>. O que conta para cada um dos opoentes \u00e9 o tempo gasto durante a batalha. <span style=\"font-weight:bold\">O tempo, com a gente bem sabe, \u00e9 um bem precioso.<\/p>\n<p><\/span>Em princ\u00edpio, toda popula\u00e7\u00e3o vai ter um lutador de <span style=\"font-style:italic\">Jiu-Jitsu <\/span>que se comporta como <span style=\"font-style:italic\">gavi\u00e3o <\/span>(at\u00e9 encontrar um <span style=\"font-style:italic\">gavi\u00e3o <\/span>com um &#8220;tr\u00easoit\u00e3o&#8221;). E sempre haver\u00e1 um jovem que n\u00e3o sabe se defender, ou um animal doente, que se comportar\u00e1 como <span style=\"font-style:italic\">pombo<\/span>. A quest\u00e3o \u00e9 que <span style=\"font-weight:bold\">nada disso est\u00e1 escrito nos seus genes.<\/span> <span style=\"font-weight:bold\">Ningu\u00e9m nasce gavi\u00e3o ou pombo! <\/span>Ou experimentador. Isso a gente aprende. Basta querer experimentar ser algo diferente do que a gente sempre foi.<br \/>Por isso, a n\u00e3o ser que voc\u00ea goste do gosto de sangue da mesma esp\u00e9cie, saber a hora de desistir e&#8230; abandonar a luta, ainda que voc\u00ea seja o mais forte, te devolve um bem muito precioso: seu tempo! Pena de quem n\u00e3o sabe reconhecer quem \u00e9 da mesma esp\u00e9cie, e fica brigando at\u00e9 a morte \u00e0 toa.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_WuwYgETHu7A\/Roc--d6wraI\/AAAAAAAAAMk\/uche6acIv2w\/s1600-h\/agressao7.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-3\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" style=\"text-align:center;cursor:pointer;margin:0 auto 10px\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_WuwYgETHu7A\/Roc--d6wraI\/AAAAAAAAAMk\/uche6acIv2w\/s400\/agressao7.jpg\" alt=\"\" border=\"0\" \/><\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No semestre que vem tenho de dar um curso sobre Evolu\u00e7\u00e3o e como estou numa fase muito literata, comprei um livrinho pra estudar mais sobre &#8220;Sociobiologia&#8220;. Durante d\u00e9cadas esse foi um tema controverso em Biologia, porque sugere que os comportamentos sociais no mundo animal, incluindo o humano, teriam uma base gen\u00e9tica (o autor, Edward O. 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