{"id":22,"date":"2009-04-28T17:05:27","date_gmt":"2009-04-28T20:05:27","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2009\/04\/tatuagem\/"},"modified":"2009-04-28T17:05:27","modified_gmt":"2009-04-28T20:05:27","slug":"tatuagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/2009\/04\/28\/tatuagem\/","title":{"rendered":"Minha tatuagem cient\u00edfica"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center\"><span class=\"mt-enclosure mt-enclosure-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"DSC05664.JPG\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2011\/08\/DSC056641.jpg\" width=\"320\" height=\"480\" class=\"mt-image-none\" \/><\/span> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Quando cheguei na It\u00e1lia em 2002 fiz uma tatuagem. Cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o foi uma decis\u00e3o impulsiva. Foram anos tomando coragem pra fazer &#8220;algo que \u00e9 pro resto da vida&#8221;. Me decidi finalmente quando li a resposta da ent\u00e3o eleita &#8220;Musa do ver\u00e3o&#8221; do Rio pela revista de Domingo (suplemento do Jornal do Brasil do Rio de Janeiro) a um reporter que perguntava se ela n\u00e3o se preocupava com ter apenas 18 anos e tantas tatuagens. &#8220;Voc\u00ea n\u00e3o tem que se preocupar que \u00e9 para o resto da vida. Alias \u00e9 bom que seja. A tatuagem \u00e9 uma marca de um momento que voc\u00ea viveu e ajuda voc\u00ea a carregar esse momento pra sempre&#8221;.<br \/>\nComo uma patricinha pode ser t\u00e3o esperta? Felizmente pode. Pra gente se lembrar constantemente de vencer nossos preconceitos.<br \/>\nMas voltemos a tatuagem. Ainda levei anos pensando em qual seria o motivo, o desenho e em onde coloc\u00e1-lo. Eu mesmo que desenhei o DNA tribal e decidi colocar nas costas porque achei que seria bom n\u00e3o olhar pra ele todo dia (mas \u00e9 verdade que acabo n\u00e3o olhando nunca). Minha irm\u00e3, a loira linda e supertatuada, reclama que \u00e9 pequena demais e que n\u00e3o d\u00e1 pra ver direito porque se confunde com o cabelo, mas eu gosto. O motivo foi a minha op\u00e7\u00e3o pela raz\u00e3o e pela ci\u00eancia como doutrina de vida, com tudo que eu precisava estar disposto a fazer e arriscar por essa op\u00e7\u00e3o. Naquela \u00e9poca, isso significava mudar de cidade, de pa\u00eds, de lingua e de vida. Largar o cora\u00e7\u00e3o partido, o Rio querido, a fam\u00edlia, meu primeiro carro, meu primeiro apartamento e partir pra aventura do descobrimento. Descobrir se eu realmente dava pra cientista (Opa, pera\u00ea!).<br \/>\nDeu tudo certo e eu voltei cientista. Com muitas das certezas que eu tinha antes (<em>&#8220;there is no place like home&#8221;<\/em>), algumas novas mas um monte de bagagem na mochila (a mesma que viaja comigo a 17 anos). A tattoo est\u00e1 l\u00e1. Come\u00e7a a perder um pouco de defini\u00e7\u00e3o, mas a cor continua firme.<br \/>\nOutro dia me mandaram o site do pesquisador Carl Zimmer, que organizou o <a href=\"http:\/\/blogs.discovermagazine.com\/loom\/science-tattoo-emporium\/\">Science Tattoo Emporium<\/a>. Eu n\u00e3o resisti e mandei a minha pra ele. Est\u00e1 l\u00e1.<br \/>\nJ\u00e1 tive motivo pra fazer outra tatuagem. N\u00e3o era cient\u00edfica, mas o motivo desapareceu antes da marca ficar estampada na pele. E quando \u00e9 assim, quem sabe&#8230; \u00e9 melhor que seja. Agora finalmente decidi qual ser\u00e1 a proxima. N\u00e3o ser\u00e1 cient\u00edfica, mas vai marcar o meu verdadeiro grande amor, o Rio de Janeiro. Assim que ficar pronta, mostro pra voc\u00eas.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando cheguei na It\u00e1lia em 2002 fiz uma tatuagem. Cient\u00edfica. Mas n\u00e3o foi uma decis\u00e3o impulsiva. 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