{"id":281,"date":"2008-03-30T14:43:00","date_gmt":"2008-03-30T17:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2008\/03\/deu-na-cbn-de-novo\/"},"modified":"2008-03-30T14:43:00","modified_gmt":"2008-03-30T17:43:00","slug":"deu-na-cbn-de-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/2008\/03\/30\/deu-na-cbn-de-novo\/","title":{"rendered":"Deu na CBN, de novo"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">Dar entrevista \u00e9 bacana. Eu que sou um \u00e1rduo defensor do cientista pop, fico feliz quando a imprensa se interessa por um determinado trabalho do laborat\u00f3rio. Mesmo que a entrevista seja \u00e0s 6:40h da manh\u00e3.<\/p>\n<p>Duas semanas atr\u00e1s a assessora de imprensa do IBQm, veio no laborat\u00f3rio conversar com a gente sobre os projetos em andamento e preparou um <span style=\"font-style:italic\">release <\/span>sobre o trabalho do Diogo. Ele est\u00e1 estudando no mestrado mecanismos de detoxifica\u00e7\u00e3o de metais pesados nos camar\u00f5es cultivados no Nordeste. At\u00e9 agora, descobrimos que os camar\u00f5es n\u00e3o utilizam as mesmas estrat\u00e9gias de descontamina\u00e7\u00e3o que a maior parte dos invertebrados marinhos. Mas descobrimos tamb\u00e9m a alta contamina\u00e7\u00e3o das ra\u00e7\u00f5es por metais pesados. V\u00e1rias marcas de ra\u00e7\u00e3o, v\u00e1rios lotes da mesma marca, todos tinham concentra\u00e7\u00f5es de Merc\u00fario (Hg) , muito al\u00e9m do residual. Isso n\u00e3o \u00e9 bom.<\/p>\n<p>O Hg, claro, vai para nos tecidos do camar\u00e3o. As concentra\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o s\u00e3o alarmantes (5% do valor m\u00e1ximo permitido por lei). Quer dizer, n\u00e3o s\u00e3o alarmantes para o consumo humano. J\u00e1 para os camar\u00f5es, isso \u00e9 um problema. Nossa hip\u00f3tese \u00e9 que eles gastam tanta energia pra se livrar do Hg, que n\u00e3o sobra nada para crescer. Isso \u00e9 ruim para o produtor, j\u00e1 que 70% do custo do cultivo \u00e9 ra\u00e7\u00e3o, que acaba sendo desperdi\u00e7ada com animais que est\u00e3o se descontaminando e n\u00e3o crescem.<\/p>\n<p>As 6h parei tudo, dei uma olhada na vers\u00e3o da tese, revi os valores permitidos pela legisla\u00e7\u00e3o. Dar entrevista ao vivo n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Inclusive por isso n\u00e3o deixei o Diogo falar. Cinco de cada oito palavras que ele fala s\u00e3o g\u00edria. Dessas, 3 s\u00e3o conhecidas apenas pela rapaziada do Grajau. N\u00e3o dava pra sair na CBN. Fiz algumas anota\u00e7\u00f5es para me livrar de um poss\u00edvel &#8216;branco&#8217; e fiquei esperando o telefone tocar.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode ouvir a conversa com o <span class=\"Servicos2\">Her\u00f3doto                              Barbeiro <\/span><a href=\"http:\/\/www.cbn.com.br\/wma\/wma.asp?audio=2008\/noticias\/rebelo_080328.wma\">aqui<\/a>. Achei que ele tentou ser mais contundente do que os meus resultados realmente permitiam. Mas essa n\u00e3o \u00e9 sempre a quest\u00e3o entre cientistas e jornalistas?<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dar entrevista \u00e9 bacana. Eu que sou um \u00e1rduo defensor do cientista pop, fico feliz quando a imprensa se interessa por um determinado trabalho do laborat\u00f3rio. Mesmo que a entrevista seja \u00e0s 6:40h da manh\u00e3. 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