{"id":576,"date":"2011-03-13T21:25:30","date_gmt":"2011-03-14T00:25:30","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2011\/03\/os_7_lugares_de_pensamento\/"},"modified":"2011-03-13T21:25:30","modified_gmt":"2011-03-14T00:25:30","slug":"os_7_lugares_de_pensamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/2011\/03\/13\/os_7_lugares_de_pensamento\/","title":{"rendered":"Em busca dos 7 lugares de pensamento"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"mt-image-none\" alt=\"cicero.jpg\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2011\/08\/cicero1.jpg\" width=\"500\" height=\"333\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Na semana que vem come\u00e7am meus cursos na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do curso de forma\u00e7\u00e3o de professores a dist\u00e2ncia da UAB que estou ajudando a ministrar, e como uso cada vez mais a escrita na avalia\u00e7\u00e3o dos alunos, quis pesquisar sobre a principal ferramenta que uso para e escrever e ensinar meus alunos a escrever: os 7 lugares do pensamento, representados pelas perguntas <em>&#8216;O que&#8217;, &#8216;Quem&#8217;, &#8216;Quando&#8217;, &#8216;Como&#8217;, &#8216;Onde&#8217;, &#8216;Por que&#8217; e &#8216;Para que&#8217;<\/em>. Eu aprendi sobre eles com a <a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/inclusaodigital\/\">Sonia Rodrigues<\/a> quando estava <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2007\/04\/falei-pra-voces-que-estou-aprendendo-a-ler.php\">reaprendendo a ler e a escrever<\/a>.<br \/>\nS\u00f3 que separar o <em>Joio do trigo<\/em> em busca da informa\u00e7\u00e3o acurada no <em>Google<\/em> pode ser uma saga, como eu j\u00e1 descrevi <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2010\/04\/bob_marley_abrahan_lincoln_e_a.php\">aqui<\/a>. Dessa vez foi outra epop\u00e9ia, que eu contarei aqui, junto com o que eu descobri. Vou contar ela do in\u00edcio. O meu in\u00edcio. A minha &#8216;trilha&#8217; do texto (que eu agora, depois do texto terminado, admito que ficou longa, quase um artigo. Certamente mais do que um post deve ser. Por isso, resolvi avisar aqui, pra se o tempo encurtar, voc\u00ea n\u00e3o ir embora sem ler os dois \u00faltimos par\u00e1grafos).<br \/>\nA primeira vez que vi as 7 perguntas fora das aulas da <em>Sonia<\/em>, foi no livro <a href=\"http:\/\/www.submarino.com.br\/produto\/1\/5719\/anjo+pornografico:+a+vida+de+nelson+rodrigues,+o\/?franq=284021\">&#8216;O Anjo Pornogr\u00e1fico&#8217; do <em>Ruy Castro<\/em><\/a>, uma biografia do jornalista Nelson Rodrigues. A hist\u00f3ria come\u00e7a no Recife com seu pai, o jornalista M\u00e1rio Rodrigues, do <em>&#8216;Jornal da Rep\u00fablica&#8217;<\/em>. A hist\u00f3ria de Nelson, nesse ponto, se confunde com a hist\u00f3ria da evolu\u00e7\u00e3o do jornalismo no Brasil. Foi l\u00e1 que aprendi que as perguntas eram o <em>&#8216;Lead&#8217;<\/em>, uma t\u00e9cnica de reda\u00e7\u00e3o, do qual eu j\u00e1 vou falar.<br \/>\n<em>&#8220;No Brasil, durante muito tempo, jornalismo e literatura se confundiam e at\u00e9 a segunda metade do s\u00e9culo XX, era considerado um subproduto das belas artes. (&#8230;) N\u00e3o tinham uma t\u00e9cnica pr\u00f3pria de contar hist\u00f3ria, (&#8230;) um paradigma, um modelo a seguir e os jornalistas se espelhavam na literatura, seguindo uma gama variada de estilos. (&#8230;) Al\u00e9m de literatos, havia no jornalismo uma certa tradi\u00e7\u00e3o associada aos bachar\u00e9is de Direito, o que fazia do jornalismo tamb\u00e9m herdeiro de uma certa ret\u00f3rica &#8216;empolada&#8217;. Logo, &#8220;os peri\u00f3dico brasileiros seguiam ent\u00e3o o modelo franc\u00eas de jornalismo, cuja t\u00e9cnica da escrita era bastante pr\u00f3xima da liter\u00e1ria. Os g\u00eaneros mais valorizados eram aqueles mais livres, como a cr\u00f4nica e o artigo pol\u00eamico&#8221;<\/em><br \/>\nEssa introdu\u00e7\u00e3o do artigo de <em>L\u00edgia Guimar\u00e3es<\/em>[1] sobre o processo de produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica no Maranh\u00e3o da uma boa id\u00e9ia do jornalismo naquela \u00e9poca, do qual um dos \u00edcones era o &#8216;<em>Nariz de Cera<\/em>&#8216;:<br \/>\n<em>&#8220;O <\/em>&#8216;nariz de cera&#8217;<em> era o texto introdut\u00f3rio, longo e rebuscado, normalmente opinativo, que antecedia a narrativa dos acontecimentos e que visava ambientar ao leitor sobre os fatos que seriam narrados a seguir. Usava uma linguagem prolixa, cheia de preciosismos e pouco objetiva. Outra marca vis\u00edvel do padr\u00e3o franc\u00eas no jornalismo brasileiro era o excesso de t\u00edtulos e uma aus\u00eancia de l\u00f3gica na hierarquia do material.&#8221;<\/em><br \/>\nIsso dava muita liberdade aos redatores para &#8216;criar&#8217; a not\u00edcia, como relata o <em>Ruy Castro<\/em>:<br \/>\n<em>&#8220;Quando chegavam antes da pol\u00edcia, rep\u00f3rter e fot\u00f3grafo julgavam-se no direito de vasculhar as gavetas da fam\u00edlia, surrupiar fotos cartas \u00edntimas e r\u00f3is de roupas do falecido. Os vizinhos eram ouvidos. Fofocas abundavam no quarteir\u00e3o, o que permitia ao rep\u00f3rter abanar-se com um vasto leque de suposi\u00e7\u00f5es. (&#8230;) De volta \u00e0 reda\u00e7\u00e3o, o rep\u00f3rter despejava o material na mesa do redator e este esfregava as m\u00e3os antes de exercer sobre ele os seus pendores de ficcionista.(&#8230;) Nas suas m\u00e3os [de Nelson Rodrigues], o atropelamento de uma velhinha na rua S\u00e3o Francisco X\u00e1vier, no bairro do Maracan\u00e3, toprnava-se uma saga digna do merlho sub-<\/em>Anatole France<em>&#8220;<\/em><br \/>\nEra \u00f3timo para fic\u00e7\u00e3o e nos deu, anos depois, <a href=\"http:\/\/el2.me\/3hGP\">&#8220;A Vida como ela \u00e9&#8221; de Nelson Rodrigues <\/a>. Mas para a verdade do fato&#8230; n\u00e3o era t\u00e3o bom assim.<br \/>\nTudo isso mudou na metade do s\u00e9culo com a introdu\u00e7\u00e3o do &#8216;<em>Lead<\/em>&#8216;. O &#8216;<em>Lead<\/em>&#8216; palavra inglesa que significa &#8216;<em>guiar, conduzir<\/em>&#8216;, \u00e9 o primeiro par\u00e1grafo da not\u00edcia, a abertura que deve apresentar aos leitores os principais fatos, seguindo a l\u00f3gica da &#8216;pir\u00e2mide invertida&#8217; (o mais importante vem primeiro).<br \/>\nAqui a dificuldade da busca por informa\u00e7\u00f5es precisas se mistura com o pr\u00f3prio objeto da busca: ser\u00e1 que se as pessoas se ativessem ao fato na hora de escrever seria mais f\u00e1cil encontrar a informa\u00e7\u00e3o? Acho que sim.<br \/>\nPra come\u00e7ar tentaram, ainda que sem muito sucesso, abrasileirar o termo para &#8216;<em>lide<\/em>&#8216;, o que j\u00e1 te manda para algumas p\u00e1ginas completamente fora do escopo. Mas o grande problema mesmo \u00e9 a disputa pela paternidade do &#8216;<em>Lead<\/em>&#8216; (ou lide se voc\u00ea preferir), como voc\u00eas podem ver nesse trecho do artigo &#8216;Jornalismo Narrativo&#8217; de Felipe Gomes[2]:<br \/>\n<em>&#8220;No Brasil, o &#8216;Lead&#8217; foi implantado pela primeira vez na reda\u00e7\u00e3o do jornal &#8216;Di\u00e1rio Carioca&#8217; em 1951, e muito se acredita que pelas m\u00e3os do chefe de reda\u00e7\u00e3o, Pompeu de Souza, considerado o &#8216;pai do moderno jornalismo brasileiro&#8217;. Mas, segundo Nelson Werneck Sodr\u00e9, a reforma foi devida a Lu\u00eds Paulistano, chefe da reportagem.&#8221;<\/em><br \/>\nOutros autores ainda tentam atribuir a mudan\u00e7a ao Jornal do Brasil, mas o texto do Ruy Castro confirma a introdu\u00e7\u00e3o do Lead no Brasil pelo &#8216;Di\u00e1rio Carioca&#8217;:<br \/>\n<em>&#8220;O Di\u00e1rio Carioca (&#8230;) em sua casa nova, iria promover uma revolu\u00e7\u00e3o na imprensa brasileira, adotando a t\u00e9cnica americana de uniformizar os textos e implantando a novidade do <\/em>&#8216;copy-desk&#8217;<em> &#8211; o redator encarregado de escoimar as mat\u00e9rias de verbos como, por exemplo, escoimar. Ningu\u00e9m mais podia ser literato na reda\u00e7\u00e3o, a n\u00e3o ser em textos assinados, e olhe l\u00e1. As reportagens do <\/em>&#8216;Di\u00e1rio Carioca&#8217;<em> tinham de ser objetivas e, logo nas primeiras linhas, dizer <\/em>quem, quando, onde, porque e como<em> o homem mordera o cachorro. Se fosse o contr\u00e1rio (mesmo que atendendo as exig\u00eancias das 6 perguntas) n\u00e3o interessava. Isso se chamava <\/em>&#8216;Lead&#8217;<em> &#8211; no fundo, um simples <\/em>qui, quae, quod<em> com Ph.D em Chicago&#8221;.<\/em><br \/>\nO <em>Lead<\/em> n\u00e3o foi bem aceito por todo mundo. Ainda hoje, se pe\u00e7o aos meus alunos, principalmente \u00e0queles que s\u00e3o professores para serem mais sucintos&#8230; os animos se inflamam e sou acusado de tudo que voc\u00eas possam imaginar.<br \/>\n<em>&#8220;Na d\u00e9cada de 50, a moderniza\u00e7\u00e3o do jornalismo brasileiro causava fortes discuss\u00f5es, acalentadas pela percep\u00e7\u00e3o de que a pr\u00f3pria sociedade rompia com antigos padr\u00f5es de cultura, pol\u00edtica e comportamento. (&#8230;) A id\u00e9ia da objetividade, que vinha agregada aos conceitos do <\/em>Lead<em>, chegava em detrimento do jornalismo em profundidade (que ent\u00e3o crescia no Brasil). (&#8230;) A moderniza\u00e7\u00e3o do jornalismo se adequava aos processos industriais e atribu\u00eda ao passado a escrita tida como liter\u00e1ria e desregrada, enquanto o jornalismo que se instalava procurava apresentar-se mais t\u00e9cnico, isento e regrado. <strong>Fortalecia a distin\u00e7\u00e3o entre informa\u00e7\u00e3o e opini\u00e3o<\/strong>.&#8221;<br \/>\n<\/em>[2]<br \/>\nMas a minha pesquisa n\u00e3o era sobre o &#8216;<em>Lead<\/em>&#8216; no Brasil. N\u00e3o era nem mesmo sobre o <em>Lead<\/em>, mas sim sobre as 6 perguntas (que eu acredito que sejam melhor como 7, como aprendi com a S\u00f4nia, e como j\u00e1 discuti <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2008\/10\/por-que-e-para-que.php\">aqui<\/a>). Ningu\u00e9m sabe direito tamb\u00e9m quem inventou o &#8216;<em>Lead<\/em>&#8216; e as p\u00e1ginas na internet apontam em muitas dire\u00e7\u00f5es. Um wikipedia da vida atribui ao jornalista americano <em>Walter Lippmann<\/em> na decad\u00e1 de 1920-30, mas se ele foi alguma coisa, foi apenas o principal divulgador da ferramenta, j\u00e1 que era um \u00e1rduo combatente do &#8216;tendenciosismo&#8217; no jornalismo.<br \/>\n<em>&#8220;O in\u00edcio do mito da imparcialidade, intrinsecamente arraigada ao modelo do <\/em>&#8216;Lead&#8217;<em>, teria ra\u00edzes ainda mais distantes (&#8230;) a divis\u00e3o entre informa\u00e7\u00e3o e opini\u00e3o teve in\u00edcio no dia 11 de maio de 1702, com o jornal ingl\u00eas <\/em>&#8216;The Daily Courant&#8217;<em>. A primeira not\u00edcia redigida com a t\u00e9cnica da &#8216;Pir\u00e2mide Invertida&#8217; teria aparecido no <\/em>&#8216;The New York Times&#8217;<em>, em abril de 1861&#8243;<\/em> diz um artigo do professor Luiz Costa Pereira Junior[3], que segue:<br \/>\n<em>&#8220;o surgimento do atual modelo que impera no jornalismo impresso ocorreu durante a Guerra Civil dos Estados (1861-1865), como uma tentativa dos militares de superarem a falta de tecnologia da \u00e9poca. Com as dificuldades nas transmiss\u00f5es de dados via tel\u00e9grafos, tanto entre meios de comunica\u00e7\u00e3o quanto nos pr\u00f3prios servi\u00e7os militares, consolidou-se o artif\u00edcio de inserir as principais informa\u00e7\u00f5es da forma mais objetiva poss\u00edvel logo no topo da not\u00edcia. Naquela \u00e9poca, o tel\u00e9grafo era a tecnologia mais utilizada para enviar informa\u00e7\u00f5es para regi\u00f5es mais distantes, mas, ainda assim, com falhas: comumente as informa\u00e7\u00f5es chegavam incompletas ao destinat\u00e1rio. Nesse contexto, surgiu o paradigma da <\/em>&#8216;Pir\u00e2mide Invertida&#8217;<em> e do <\/em>&#8216;Lead&#8217;<em>, cuja paternidade \u00e9 reivindicada por norte-americanos e ingleses.&#8221;<\/em><br \/>\nEu estava quase perdendo as esperan\u00e7as quando encontrei a minha resposta. E n\u00e3o podia ser melhor. Resolvi <a href=\"http:\/\/www.bioletim.org\/content\/antiguidade_grecoromana_lead\">replicar o artigo<\/a> do professor Francisco Karam no Bioletim por que n\u00e3o achei os sites por onde encontrei o artigo dele muito confi\u00e1veis (at\u00e9 porque ele publicou em mais de um ve\u00edculo), mas a maior parte das vezes a refer\u00eancia apontava para a <a href=\"http:\/\/www.saladeprensa.org\/art150.htm\">revista mexicana Prensa<\/a>. Ele diz que a origem do &#8216;Lead&#8217; remonta a Roma antiga, quando C\u00edcero, no seu livro &#8216;<em>de Inventione<\/em>&#8216; retoma id\u00e9ias de ret\u00f3rica e orat\u00f3ria dos antigos gregos. Eu vou reproduzir alguns trechos aqui para encerrar a minha trilha, mas vale a pena ler o artigo completo.<br \/>\n<em>&#8220;A origem do <\/em>&#8216;Lead&#8217;<em> (&#8230;) n\u00e3o \u00e9 responsabilidade exclusiva do jornalismo norte-americano ou ingl\u00eas. N\u00e3o surge do acaso ou por um simples arb\u00edtrio na articula\u00e7\u00e3o do discurso. (&#8230;) Em Roma, fil\u00f3sofos retomam a tradi\u00e7\u00e3o grega da Ret\u00f3rica, entre eles o ex\u00edmio orador <\/em>Marco T\u00falio C\u00edcero<em>. Os retores, entre os quais <\/em>Plat\u00e3o, Arist\u00f3teles e Prot\u00e1goras<em> (cerca de 400 anos antes da era crist\u00e3), na Gr\u00e9cia Antiga, j\u00e1 haviam consolidado a id\u00e9ia de que o discurso deveria ser bem articulado e acess\u00edvel \u00e0s massas. Para que a exposi\u00e7\u00e3o fosse completa exigia-se, no entanto, alguns elementos essenciais. Para o famoso orador romano, era preciso responder as perguntas quem? <\/em>(quis\/persona)<em> o qu\u00ea? <\/em>(quid\/factum)<em> onde? <\/em>ubi\/locus)<em> como? <\/em>(quemadmodum\/modus)<em> quando?<\/em>(quando\/tempus)<em> com que meios ou instrumentos <\/em>(quibus adminiculis\/facultas) <em>e por qu\u00ea <\/em>(cur\/causa)<em>. As proposi\u00e7\u00f5es de C\u00edcero, originadas na Ret\u00f3rica da Antig\u00fcidade Grega, foram paradigma da exposi\u00e7\u00e3o de acontecimentos nos dois mil\u00eanios seguintes. Em diversos momentos, ao longo de tal per\u00edodo, as circunst\u00e2ncias do fato <strong>tiveram grande relev\u00e2ncia na constitui\u00e7\u00e3o de uma \u00e9tica da palavra<\/strong>, sendo exemplarmente utilizada no discurso jur\u00eddico e na argumenta\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica. (&#8230;) lembra que a ret\u00f3rica envolve o <\/em>docere<em> (transmiss\u00e3o de no\u00e7\u00f5es intelectuais), o <\/em>movere<em> (atingir os sentimentos) e o <\/em>delectare<em> (manter viva a aten\u00e7\u00e3o do audit\u00f3rio, sem se deixar dominar pelo aborrecimento, pela indiferen\u00e7a e pela distra\u00e7\u00e3o). Por isso, a linguagem deve ter um car\u00e1ter claramente acess\u00edvel, j\u00e1 que <strong>se dirige n\u00e3o a mentes superiores, a esp\u00edritos puros, mas a homens de carne e osso, sujeitos portanto ao cansa\u00e7o e ao t\u00e9dio, vulner\u00e1veis a racioc\u00ednios demasiado dif\u00edceis<\/strong>&#8220;.<\/em><br \/>\n\u00c9 isso, a \u00e9tica da palavra. Que termo lindo! Ser \u00e9tico na palavra \u00e9 falar para ser compreendido, \u00e9 assumir que parte importante da responsabilidade da compreens\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 <strong>em quem transmite a informa\u00e7\u00e3o<\/strong>! \u00c9 saber para quem est\u00e1 falando, ou ent\u00e3o, falar para todo mundo! E para falar pra todo mundo, voc\u00ea tem que falar simples, falar conciso, falar objetivo. Por que? Porque assim todo mundo te entende! E ningu\u00e9m <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2011\/02\/desmaiando_de_chatice.php\">desmaia de chatice<\/a>.<br \/>\nP.S. Na minha busca, nenhum dos endere\u00e7os WEB fornecidos nos documentos que encontrei funcionaram. Tive que usar o nome dos autores e trechos dos artigos para prosseguir com a busca e chegar aos originais. Por isso n\u00e3o coloquei os links, mas aqui v\u00e3o os t\u00edtulos e autores. Antes que algu\u00e9m reclame, n\u00e3o s\u00e3o artigos cient\u00edficos, por isso n\u00e3o sigo o padr\u00e3o acad\u00eamico de cita\u00e7\u00e3o. Boa sorte na busca!<br \/>\n[1] Processo de Produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica: do nariz de cera ao lead nos jornais de S\u00e3o<br \/>\nLuis. L\u00edgia Guimar\u00e3es, P\u00e2mela Pinto, Reuben da Cunha Rocha Junior, Sarita Bastos Costa e Yane Botelho.<br \/>\n[2]Jornalismo Narrativo. Efici\u00eancia e viabilidade na m\u00eddia impressa. Felipe S\u00e1les Gomes, Klenio Veiga da Costa e Renata Louren\u00e7o Batista.<br \/>\n[3] A crise e a historia da pir\u00e2mide invertida. Luiz Costa Pereira Junior.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na semana que vem come\u00e7am meus cursos na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do curso de forma\u00e7\u00e3o de professores a dist\u00e2ncia da UAB que estou ajudando a ministrar, e como uso cada vez mais a escrita na avalia\u00e7\u00e3o dos alunos, quis pesquisar sobre a principal ferramenta que uso para e escrever e ensinar meus alunos a escrever: os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":553,"featured_media":577,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[8,9,11,13,25],"tags":[258,639,756,777,789,939,1117,1145,1164],"class_list":["post-576","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-didatico","category-divulgacao-cientifica","category-elearning","category-escrita-criativa","category-resenha","tag-cicero","tag-gregos","tag-jornalismo","tag-lead","tag-lide","tag-oratoria","tag-redacao","tag-retorica","tag-roma"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2011\/08\/cicero.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/576","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/553"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=576"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/576\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/media\/577"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=576"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=576"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=576"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}