{"id":622,"date":"2011-06-19T20:54:34","date_gmt":"2011-06-19T23:54:34","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2011\/06\/batendo_o_martelo\/"},"modified":"2011-06-19T20:54:34","modified_gmt":"2011-06-19T23:54:34","slug":"batendo_o_martelo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/2011\/06\/19\/batendo_o_martelo\/","title":{"rendered":"Batendo o martelo"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"IMG_1346.jpg\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2011\/08\/IMG_13461.jpg\" width=\"400\" height=\"533\" class=\"mt-image-center\" style=\"text-align: center;margin: 0 auto 20px\" \/><\/p>\n<div style=\"text-align: justify\">\n<em>&#8220;<strong>Alguns de meus alunos eram extremamente inteligentes. <\/strong><br \/>\nEu sabia que entrariam no mundo profissional e criaram novos e fant\u00e1sticos programas de computa\u00e7\u00e3o, projetos de anima\u00e7\u00e3o e recursos de entretenimento. Mas eu tamb\u00e9m sabia que que eles tinham o potencial para frustrar milh\u00f5es de pessoas no processo.<br \/>\nN\u00f3s, engenheiros e cientistas da computa\u00e7\u00e3o, nem sempre criarmos coisas f\u00e1ceis de usar. Muitos de n\u00f3s somos terr\u00edveis quando explicamos tarefas complexas de modo simples. J\u00e1 leram algum manual de instru\u00e7\u00f5es de um videocassete? Ent\u00e3o j\u00e1 viveram a frustra\u00e7\u00e3o a que me refiro. Por isso sempre quis enfatizar a meus alunos a import\u00e2ncia de pensarem nos usu\u00e1rios finais de suas cria\u00e7\u00f5es. Como eu poderia tornar clara para eles a necessidade de n\u00e3o criarem uma tecnologia frustrante? Arranjei um meio sensacional de lhes prender a aten\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNo primeiro dia de aula eu levava um aparelho de videocassete funcionando. Colocava o aparelho sobre uma mesa, na frente da sala, pegava uma marreta e o destru\u00eda. Em seguida, dizia: <\/em>&#8220;Quando se constr\u00f3i algo dif\u00edcil de usar, as pessoas se aborrecem. Ficam t\u00e3o irritadas que querem destru\u00ed-lo. E n\u00f3s n\u00e3o queremos criar objetos que as pessoas queiram destruir&#8221;<em>. <\/em><br \/>\nSensacional esse trecho do texto <strong>&#8220;Atraia a aten\u00e7\u00e3o das pessoas&#8221;<\/strong> de Randy Pausch (do livro <a href=\"http:\/\/el2.me\/5cvx\"><em>&#8220;A li\u00e7\u00e3o final&#8221;<\/em><\/a>, presente da minha querida amiga Cristine Barreto.<br \/>\nMas n\u00e3o s\u00e3o apenas os engenheiros que constroem coisas dif\u00edceis de usar. Alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em geral fazem isso. Constroem teses dificil\u00edssimas de ler. Por isso lembrei desse texto, porque foi exatamente assim que eu me senti depois de ler uma tese essa semana: vontade de pegar um martelo e destru\u00ed-la!<br \/>\nPorque as pessoas querem fazer coisas que ningu\u00e9m entende depois? Ou pior, como \u00e9 que aluno e orientador podem ler um trem daquele e achar que est\u00e1 bom? Pregui\u00e7a, s\u00f3 pode ser pregui\u00e7a. E ai passam a responsabilidade pro revisor.<br \/>\nD\u00e1 vontade de martelar.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Alguns de meus alunos eram extremamente inteligentes. Eu sabia que entrariam no mundo profissional e criaram novos e fant\u00e1sticos programas de computa\u00e7\u00e3o, projetos de anima\u00e7\u00e3o e recursos de entretenimento. Mas eu tamb\u00e9m sabia que que eles tinham o potencial para frustrar milh\u00f5es de pessoas no processo. 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