{"id":76,"date":"2006-08-16T03:39:00","date_gmt":"2006-08-16T06:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2006\/08\/o-que-e-a-vida\/"},"modified":"2006-08-16T03:39:00","modified_gmt":"2006-08-16T06:39:00","slug":"o-que-e-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/2006\/08\/16\/o-que-e-a-vida\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 a vida?"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><a href=\"http:\/\/photos1.blogger.com\/blogger\/3223\/1360\/1600\/anakarenina.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" style=\"float:right;cursor:pointer;margin:0 0 10px 10px\" src=\"http:\/\/photos1.blogger.com\/blogger\/3223\/1360\/320\/anakarenina.jpg\" alt=\"\" border=\"0\" \/><\/a>A pergunta, simp\u00e1tica e dif\u00edcil, foi feita por uma advogada que estava estudando direito biol\u00f3gico (o que quer que isso seja!).<\/p>\n<p>A mais manjada das defini\u00e7\u00f5es de ser vivo, que todo mundo lembra do 2o grau, \u00e9 que ele nasce, cresce, se reproduz, e morre.<\/p>\n<p>E na verdade, desde o segundo grau desse que voz fala, e provavelmente de muitos de voc\u00eas, a defini\u00e7\u00e3o n\u00e3o mudou. <span style=\"font-style:italic\">Obviamente, estou ignorando qualquer discuss\u00e3o sobre vida metaf\u00edsica e vida extraterrestre. <\/span><\/p>\n<p>\u00c0 defini\u00e7\u00e3o de vida, na Terra, devemos adicionar o ponto de vista bioqu\u00edmico (entidades que possuem metabolismo), gen\u00e9tico (entidades com capazes de auto-replica\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o) e at\u00e9 termodin\u00e2mico (sistemas abertos onde a entropia tende a diminuir). Todos essas defini\u00e7\u00f5es encontram problemas para explicar algumas exce\u00e7\u00f5es: algumas vezes m\u00e1quinas apresentam essas mesmas caracter\u00edsticas, outras vezes alguns seres vivos falham em apresentar alguma delas.<\/p>\n<p>Mas para minha linda advogada, preocupada com os homens e n\u00e3o com os bichos, a quest\u00e3o era ainda mais complicada. Quando a vida come\u00e7a? E meu primeiro pensamento foi de responder com outra quest\u00e3o: de que ponto de vista? Bioqu\u00edmico, gen\u00e9tico ou termodin\u00e2mico? Mas acho que advogados n\u00e3o gostam muito de pontos de vista diferentes e isso n\u00e3o resolvia o problema dela. Comecei a sugerir que era no momento da fecunda\u00e7\u00e3o, mas essa vida n\u00e3o era independente. Depois falei do parto, mas no final j\u00e1 estava arriscando &#8220;aos 5 anos de idade&#8221; que \u00e9 a idade a partir da qual acreditam que um ser humano seja capaz de se alimentar sozinho. Foi ai que ela me veio com uma outra pergunta: quando a vida acaba? J\u00e1 estava me dando por derrotado quando ent\u00e3o lembrei do <span style=\"font-weight:bold\">&#8220;princ\u00edpio Ana Karenina&#8221;<\/span>.<\/p>\n<p>O princ\u00edpio n\u00e3o tem nada a ver com biologia, mas sim com romance. De acordo com ele, o um relacionamento entre duas pessoas s\u00f3 pode funcionar se uma s\u00e9rie de fatores funcionarem concomitantemente. A falha em qualquer um desses fatores, leva ao fim do relacionamento. Por isso, que tantos relacionamentos terminam: \u00e9 muito dif\u00edcil encontrar todos os fatores necess\u00e1rios para que duas pessoas funcionem juntas.<\/p>\n<p>Para que haja vida independente, \u00e9 necess\u00e1ria a conjun\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de fatores. E a falha em qualquer um deles, ainda que n\u00e3o diretamente, vai levar a morte.<\/p>\n<p>Acabei gostando da defini\u00e7\u00e3o. E (d)ela tamb\u00e9m!<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pergunta, simp\u00e1tica e dif\u00edcil, foi feita por uma advogada que estava estudando direito biol\u00f3gico (o que quer que isso seja!). A mais manjada das defini\u00e7\u00f5es de ser vivo, que todo mundo lembra do 2o grau, \u00e9 que ele nasce, cresce, se reproduz, e morre. E na verdade, desde o segundo grau desse que voz [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":553,"featured_media":77,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[6,8,26],"tags":[82,369],"class_list":["post-76","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comportamento","category-didatico","category-saude","tag-ana-karenina","tag-definicao"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2011\/08\/anakarenina.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/553"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/media\/77"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}