{"id":963,"date":"2012-01-09T10:21:39","date_gmt":"2012-01-09T13:21:39","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/?p=963"},"modified":"2012-01-09T10:21:39","modified_gmt":"2012-01-09T13:21:39","slug":"riqueza-ou-criatividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/2012\/01\/09\/riqueza-ou-criatividade\/","title":{"rendered":"Riqueza ou Criatividade"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><em>ZF &#8211; Quanto custou isto?<\/em><br \/>\n<em>GL &#8211; A economia do futuro \u00e9 meio diferente. N\u00e3o existe dinheiro no s\u00e9culo 24.<\/em><br \/>\n<em>ZF &#8211; N\u00e3o existe dinheiro? Ent\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 pago?<\/em><br \/>\n<em>GL &#8211; A aquisi\u00e7\u00e3o de fortuna n\u00e3o \u00e9 mais uma motiva\u00e7\u00e3o para n\u00f3s.<\/em><br \/>\n<em>GL &#8211; Procuramos nos aperfei\u00e7oar&#8230; e ao resto da humanidade.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify\">Todo ano escrevo um post de retrospectiva, para fechar o ano. Esse ano resolvi escrever um post de perspectiva, para abri o ano. Um com uma perspectiva ampla.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"float: left;padding: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" style=\"border: 0\" src=\"http:\/\/www.researchblogging.org\/public\/citation_icons\/rb2_large_gray.png\" alt=\"ResearchBlogging.org\" \/><\/a><\/span><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2012\/01\/Screen-Shot-2012-01-08-at-03.20.53.png\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-964\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2012\/01\/Screen-Shot-2012-01-08-at-03.20.53.png\" alt=\"\" width=\"474\" height=\"297\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2012\/01\/Screen-Shot-2012-01-08-at-03.20.53.png 474w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2012\/01\/Screen-Shot-2012-01-08-at-03.20.53-300x188.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2012\/01\/Screen-Shot-2012-01-08-at-03.20.53-200x125.png 200w\" sizes=\"(max-width: 474px) 100vw, 474px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esse di\u00e1logo, entre o exc\u00eantrico personagem <em>Zefram Cochrane<\/em> (interpretado por <em>James\u00a0Cromwell<\/em>) e o engenheiro <em>Geordi La Forge<\/em> (interpretado por <em>LeVar Burton<\/em>) me marcou profundamente quando assisti <strong>Jornada nas Estrelas: O primeiro contato<\/strong> em 1996. Ele constru\u00edra a primeira nave da humanidade capaz de fazer a &#8216;dobra espacial&#8217; (viajar a velocidade da luz), a <em> Phoenix<\/em>, a partir de um antigo m\u00edssil nuclear, tendo se tornado um \u00edcone em toda gal\u00e1xia, com universidades, cidades e at\u00e9 mesmo planetas com o seu nome. No entanto, sua \u00fanica motiva\u00e7\u00e3o para criar o mecanismo que nos deixaria ir &#8220;<em>audaciosamente onde nenhum homem jamais esteve<\/em>&#8220;, era&#8230; <strong>ficar rico<\/strong>. A ideia (ser\u00e1 que algum dia vou me acostumar a escrever ideia sem acento?) de que o acumulo de riqueza n\u00e3o deveria mais ser um objetivo a ser perseguido era incr\u00edvel, simplesmente, porque o acumulo de riqueza n\u00e3o faz o menor sentido como estrat\u00e9gia evolutiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ela est\u00e1 no centro da quest\u00e3o do aquecimento global e das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. No centro da quest\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o. Voc\u00eas sabem que a <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/vqeb\/2007\/08\/alarmismo-nao-pessimismo\/\">minha opini\u00e3o<\/a> sobre esses assuntos \u00e9 contoversa. Para mim, a resposta para os problemas foi dada e eu gosto de duas em especial que considero representativas: <em>Jacques Cousteau<\/em>, quando defendeu na confer\u00eancia das na\u00e7\u00f5es unidas para o meio ambiente de 1992 no Rio de Janeiro o controle da natalidade como forma de defesa do meio ambiente:\u00a0<span style=\"font-family: Arial,Helvetica\"><span style=\"font-family: Arial,Helvetica\"><em>&#8220;O pavio ligado \u00e0 explos\u00e3o populacional j\u00e1 est\u00e1 queimando. N\u00f3s temos menos de dez anos para apag\u00e1-lo. \u00c9 preciso uma mobiliza\u00e7\u00e3o mundial para evitar o big-bang populacional.&#8221; <\/em>Ele foi um dos poucos a ter coragem de pronunciar o termo &#8216;controle da popula\u00e7\u00e3o humana&#8217; j\u00e1 que a igreja cat\u00f3lica havia, meio que proibido, que o tema fosse tratado na confer\u00eancia.<\/span><\/span> Tamb\u00e9m gosto muito do excelente artigo de <em>Slesser<\/em> de 1993, que mostra que apenas a redu\u00e7\u00e3o no consumo \u00e9 capaz de reduzir as emiss\u00f5es de CO2 para a atmosfera:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>&#8220;Tornou-se cada vez mais claro para n\u00f3s que, para alcan\u00e7ar a sustentabilidade, seria necess\u00e1rio uma troca entre consumo, \u00edndices de crescimento e o que n\u00f3s fazemos com nossa riqueza.&#8221; &#8220;(&#8230;) estimular de forma tanto nuclear como renov\u00e1vel (altamente solar) a energia e reduzir ponderadamente o consumo a um crescimento de n\u00e3o mais de 0.05% ao ano acima investimento em crescimento industrial [permite o] crescimento do setor de servi\u00e7os (2%). E Funciona! [Lentamente] mas funciona. Logo no in\u00edcio do s\u00e9culo podemos observar decl\u00ednios na produ\u00e7\u00e3o de di\u00f3xido de carbono (&#8230;) [com] padr\u00e3o e qualidade de vida (produ\u00e7\u00e3o de setor de terci\u00e1rio) mantidos bem altos.&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A id\u00e9ia pode parecer moderna, quase fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mas n\u00e3o \u00e9: os atenienses foram os primeiros a propor e experimentar uma sociedade onde a busca da riqueza material n\u00e3o era um objetivo. Plat\u00e3o e Arist\u00f3teles foram os primeiros primeiros a registrar essas id\u00e9ias no papel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>&#8220;Poucos milhares de homens, que povoaram por algumas dezenas de anos uma regi\u00e3o praticamente est\u00e9ril, que viveram vidas breves e inseguras, em bairros imundos, em casas desconfort\u00e1veis, ainda assim, permitiram a sua esp\u00e9cie &#8211; a esp\u00e9cie humana &#8211; um salto de qualidade todavia n\u00e3o superado seja pela criatividade pol\u00edtica e social que pela criatividade est\u00e9tica e especulativa&#8221;<\/em> diz o soci\u00f3logo <em>Domenico de Masi<\/em> no livro &#8220;<a href=\"http:\/\/www.submarino.com.br\/produto\/1\/1021247\/criatividade+e+grupos+criativos:+volume+1+++volume+2\/?franq=284021\">Criatividade<\/a>&#8221; &#8211; cuja leitura at\u00e9 o final \u00e9 uma das minhas resolu\u00e7\u00f5es de ano novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>&#8220;A filosofia, a matem\u00e1tica, a teoria musical, as ci\u00eancias naturais, a medicina finalmente desvinculada da magia, a \u00e9tica, a pol\u00edtica, a est\u00f3ria, a geografia, a psicologia, a anatomia, a bot\u00e2nica a zoologia, a f\u00edsica, a biologia fizeram mais progresso te\u00f3rico naqueles 100 anos do que nos milhares de s\u00e9culos precedentes.&#8221;<\/em> completa <em>de Masi<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2012\/01\/Aula00_fig04_RAfael_escola_atenas.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-969\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2012\/01\/Aula00_fig04_RAfael_escola_atenas-545x356.jpg\" alt=\"\" width=\"545\" height=\"356\" \/><\/a>(A Escola de Atenas, de Raffaello)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 verdade que <em>Arist\u00f3teles<\/em>, em seu &#8216;<strong>Tratado da pol\u00edtica<\/strong>&#8216; defendia que alguns homens haviam nascidos para serem escravos. Se conseguirmos nos desvencilhar do problema moral para seguir a l\u00f3gica de <em>Arist\u00f3teles<\/em> veremos que ela est\u00e1 correta: <em>&#8220;N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel praticar as virtudes da pol\u00edtica conduzindo a vida de um oper\u00e1rio, de um assalariado&#8230; N\u00f3s chamamos trabalhos oper\u00e1rios aqueles que modificam a disposi\u00e7\u00e3o do corpo\u00a0 e os trabalhos remunerados que impedem a eleva\u00e7\u00e3o e a facilidade de esp\u00edrito&#8221;<\/em>. Imagino que muitos estejam se remexendo nas cadeiras enquanto l\u00eaem isso porque provavelmente o significado dos termos &#8216;pol\u00edtica&#8217;, &#8216;oper\u00e1rio&#8217;, &#8216;assalariado&#8217; para n\u00f3s tem significados diferentes. Mas <em>Domenico de Masi<\/em> lembra que 2000 anos depois, na obra prima de <em>Tocqueville<\/em> &#8216;Democracia na Am\u00e9rica&#8217;, o mesmo pensamento reaparece, talvez de forma mais palat\u00e1vel para nossos dias: <em>&#8220;Quando um oper\u00e1rio se dedica continuamente e unicamente a fabrica\u00e7\u00e3o de apenas um objeto, termina por desenvolver este trabalho com destreza singular, mas perde, ao mesmo tempo, a faculdade geral de aplica\u00e7\u00e3o do seu esp\u00edrito na dire\u00e7\u00e3o do trabalho. Ele se torna cada dia mais h\u00e1bil e menos industrioso e, se se pode dizer, <strong>o homem se degrada a cada passo que o oper\u00e1rio se aperfei\u00e7oa.&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Arist\u00f3teles<\/em> considerava que, entre os diversos tipos de trabalho, <em>&#8220;os mais mec\u00e2nicos eram aqueles que deformavam o corpo, os mais servis aqueles que se fundamentam somente no uso do corpo e os mais ign\u00f3beis aqueles que requerem um m\u00ednimo de capacidade espiritual.&#8221;<\/em> Para ele <em>&#8220;devem ser considerados ign\u00f3beis todas as obras, profiss\u00f5es e ensinamentos que rendam inadequados as obras e a\u00e7\u00f5es da virtude, o corpo ou a intelig\u00eancia do homem livre. Portanto, todos os trabalhos que prejudicam as boas condi\u00e7\u00f5es do corpo devem ser chamados de ign\u00f3beis, como tamb\u00e9m os trabalhos assalariados, porque privam a mente do \u00f3cio e a fazem pequena&#8221;.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0Apesar do que voc\u00ea pode pensar, <em>Arist\u00f3teles<\/em> n\u00e3o apreciava ou encorajava a pregui\u00e7a, a ociosidade a apatia ou a in\u00e9rcia. Muito pelo contr\u00e1rio! <em>De Masi<\/em> diz que Arist\u00f3teles acreditava na nobreza do trabalho intelectual que acontecia nos limites entre o estudo e o jogo, na excel\u00eancia da reflex\u00e3o filos\u00f3fica e na atividade mental que se exprime atrav\u00e9s da pol\u00edtica e da arte. O que <em>de Masi<\/em> chama de <strong>&#8216;\u00d3cio Criativo&#8217;<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas como \u00e9 poss\u00edvel dedicar-se ao \u00f3cio criativo sem morrer de fome?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para Arist\u00f3teles e para os &#8216;cl\u00e1ssicos&#8217; a resposta \u00e9 simples: <em>&#8220;Acima de tudo, \u00e9 preciso reduzir ao m\u00ednimo o desejo por objetos e servi\u00e7os, de todos os sup\u00e9rfluos bens materiais. De luxo, isto \u00e9, ostenta\u00e7\u00e3o de riqueza, \u00e9 at\u00e9 desnecess\u00e1rio dizer; a verdadeira habilidade \u00e9 a raz\u00e3o e o \u00fanico verdadeiro luxo \u00e9 a sabedoria. Reduzida a necessidade de bens materiais, se reduz tamb\u00e9m a necessidade de trabalhadores.&#8221;\u00a0 \u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Vivemos em um mundo em crise, onde s\u00f3 a criatividade pode nos salvar da bancarrota. Mas enquanto estivermos preocupados em comprar o \u00faltimo modelo de iPhone, com uma assistente pessoal que n\u00e3o fala portugu\u00eas e n\u00e3o entende os seus comandos de voz (al\u00e9m de fazer julgamentos morais sobre suas perguntas) n\u00e3o podemos pensar em solu\u00e7\u00f5es criativas para os problemas que temos e teremos de enfrentar. E continuaremos produzindo gases do efeito estufa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Science+of+The+Total+Environment&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1016%2F0048-9697%2893%2990170-B&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Is+an+environmentally+sustainable+future+for+the+European+Community+compatible+with+continued+growth%3A+carbon+dioxide+and+the+management+of+greed&amp;rft.issn=00489697&amp;rft.date=1993&amp;rft.volume=129&amp;rft.issue=1-2&amp;rft.spage=191&amp;rft.epage=203&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2F004896979390170B&amp;rft.au=Slesser%2C+M.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Biology%2CEcology%2C+Evolutionary+Biology%2C+Molecular+Biology%2C+Behavioral+Biology%2C+Biochemistry%2C+Biological+Anthropology%2C+Cognitive+Psychology%2C+Comparative+Psychology%2C+Career%2C+Education%2C+Policy\">Slesser, M. (1993). Is an environmentally sustainable future for the European Community compatible with continued growth: carbon dioxide and the management of greed <span style=\"font-style: italic\">Science of The Total Environment, 129<\/span> (1-2), 191-203 DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1016\/0048-9697(93)90170-B\" rev=\"review\">10.1016\/0048-9697(93)90170-B<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ZF &#8211; Quanto custou isto? GL &#8211; A economia do futuro \u00e9 meio diferente. N\u00e3o existe dinheiro no s\u00e9culo 24. ZF &#8211; N\u00e3o existe dinheiro? Ent\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 pago? GL &#8211; A aquisi\u00e7\u00e3o de fortuna n\u00e3o \u00e9 mais uma motiva\u00e7\u00e3o para n\u00f3s. GL &#8211; Procuramos nos aperfei\u00e7oar&#8230; e ao resto da humanidade. Todo ano [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":553,"featured_media":964,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[10,13,21,24],"tags":[103,105,124,363,405,729,755,991,1024,1250],"class_list":["post-963","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-escrita-criativa","category-meio-ambiente-2","category-politica-cientifica","tag-aquecimento-global","tag-aristoteles","tag-atenas","tag-de-masi","tag-dinheiro","tag-inteligencia","tag-jornada-nas-estrelas","tag-pensamento","tag-poluicao","tag-superpopulacao"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-content\/uploads\/sites\/223\/2012\/01\/Screen-Shot-2012-01-08-at-03.20.53.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/963","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/553"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=963"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/963\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/media\/964"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=963"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=963"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/vqeb2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=963"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}