A briga com a Dengue

Espirrei o repelente nas pernas e nos braços. Eu que não quero voltar “dengosa” para São Paulo. Pena que, mesmo assim, não teve jeito. No meu primeiro dia no Rio de Janeiro, fiquei cheia de picadas de mosquitos. E não pense que fui fazer trilhas ou algo semelhante. Apenas caminhei pelos bairros.
No dia seguinte, fui admirar o pôr-do-sol do Arpoador – um dos meus lugares preferidos na Cidade Maravilhosa. Apesar de todo meu cuidado, juro que um mosquitinho amarelo e preto tentava sugar o sangue do meu braço. Claro que não era uma abelha. Espantei o inconveniente. Será o tal Aedes aegypti?
Em seguida, dentro do ônibus circular, saquei o produto da minha bolsa e mandei ver. Tomei um banho de repelente. Sem economizar ou medo de ser feliz, exagerada, ridicula, turista, etc. Os passageiros em volta nem perceberam…
Conversando com cariocas sobre os trabalhos de Oswaldo Cruz, senti como se estivéssemos regredindo no tempo. No início do século passado, o Rio de Janeiro – e outras cidades interioranas e quentes do país – sofria com epidemias semelhantes. Passados 100 anos de pesquisas e tecnologias, o que melhorou?

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