Um cientista em minha vida

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“Inventora!” Eu já sabia de trás para frente a resposta para aquela clássica pergunta de “o que você quer ser quando crescer”. Claro, não deveria ser por menos. Eu cresci entre conversas sobre águas, pedras, minérios, petróleo e afins. Não, minha família não é proveniente do Oriente Médio, não sou filha de Sheik e nem nasci em um berço de ouro.

O buraco é muito mais embaixo. Bem meeesmo. Diria que, em muitos lugares da cidade de São Paulo, para encontrar água no lençol freático temos que perfurar no mínimo 500 metros. Tá quente a resposta? Não? Ok, confesso. Meu pai é hidrogeólogo – um especialista em águas.

Não existe nenhum cientista que poderia ser mais importante na minha vida do que meu pai. Desde criancinha, foi ele quem me ensinou a andar, a falar, a entender as placas tectônicas… Nunca voltaria tão inteligente das férias se não fizesse viagens de carro com ele. “Está vendo aquelas camadas de terras coloridas na montanha cortada ao meio? Cada uma é proveniente de um período da Terra… E, aquela cadeia de serras? Então…”

Ele é tudo. É crème de la crème, meu bem. Além do melhor pesquisador científico na área, digite no google “Hélio Nóbile Diniz”, é meu pai. Já deu entrevistas para veículos variados como o Jornal Nacional, SPTV, Valor Econômico e por aí vai. Quem quiser entrevistá-lo, basta entrar em contato com a assessora dele aqui, euzinha – brincadeira, olha a propaganda! Mas, voltado à história, e aquela criancinha que queria ser cientista? Pois é… Graças a ele… Me tornei inventora. Inventora e contadora de histórias!

Obs.: Esse post faz parte da blogagem coletiva “Um cientista na minha vida”, organizada pelos queridos companheiros de blogs Carlos Hotta e Atila Iamarino. Leia mais textos em: Brontossauros em meu jardim e Rainha de Copas.

7 comentários em “Um cientista em minha vida”

  1. Cara Ísis,
    Me permita discordar de você: ciência não é coisa de mulher – é coisa de gente, independente de ser homem, mulher, cheirosinho ou não: basta ter interesse e ser aplicado… Parabéns pela escolha: me lembrou a de Carl Sagan, que, se não me engano, também escolheu o pai, no início de seu livro “O mundo assombrado pelos demônios”, como sendo a principal influência que o levou à ciência.
    Um abraço!

  2. Pois é, eu acabei não virando cientista também… Eu até comecei a enveredar nesse caminho uma época, mas o dinheiro falou mais alto e fui logo ser “engenheiro” 😛 (Pra minha mãe, engenheiro é quase uma ofensa).

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