Gifts ambientais dos patrocinadores

Para quem não entende lhufas de moda, saiba que ela é comportamento, portanto ciência, tecnologia, conseqüentemente, e meio ambiente. E que o São Paulo Fashion Week (SPFW) não é feito apenas de desfiles. Dentro do Pavilhão da Bienal, são montados bares, restaurantes, exposições e uma ambientação em torno do tema moda e, nesta edição, Japão.
Alguns patrocinadores criam lounges para receber clientes, amigos, convidados ou o público em geral. Assim, após ver o desfile – cada marca distribui convites para seus convidados – é possível circular pelo pavilhão. Onde cada passo é um flash – ou uma filmadela.
As exposições livres para todos. Mas, para entrar na maioria dos lounges, deve-se ter convite ou ser da imprensa. Cada lounge cria ações específicas como festas com DJs convidados, coquetéis, oferecem massagem, maquiam, fazem workshops e por aí vai. Muita gente tenta entrar nos lounges atrás dos “gifts” – vulgo brindes.
Geralmente, esses agradinhos procuram ser meio ambientais. Na edição passada, as chamadas ecobags – sacolas de pano para ir às compras – foram uma febre. Todos os lounges distribuiam a da sua marca. Particularmente, em janeiro ganhei uma da Hering em parceria com a Vogue que dá até dó de usar. De tão clarinha… Feita de algodão possui uma estampa branca de uma árvore. Essa sacola é bem rústica, cheira a pão. Só vendo.
Nesta edição, SPFW Verão 2009, as ações meio ambientais “vareiam”. Confira algumas:
A Schincariol dá porta-copo com o tema Japão, criado pela estilista Érika Ikezili, em troca de uma garrafinha de água. Você coloca a garrafinha em um tubo de dois metros de altura, desenvolvido pelo artista plástico Sérgio Mancini. Depois, escolhe um entre os três modelos.
No Senac, após ver um vídeo sobre a história da moda do século XIX até hoje em dia, a gente faz – ou tenta, para os descoordenados – um tsuru – aquele origami em forma de pássaro – em um papel quase todo reciclado. Ao final, deposita-se a dobradura em um “portal” japonês de vidro. Como presente, ganha-se uma ecobag assinada pelo estilista Jum Nakao. De fibra, um arraso.
A House of Erika Palomino tem uma ecobag gigante preta de jeans da Vicunha Têxtil, feita pela John John Denim, com o logo da revista KEY. Luxo.
Nas Havaianas, você escolhe seu modelo de chinelinho em um cardápio japonês. Depois de feita e encomenda, o sushiman entrega suas sandálias dentro de uma ecobag linda. Nunca vi igual.
A Hering dá aos convidados, no lounge da revista Vogue, uma camiseta feita com algodão cultivado apenas com agrotóxicos naturais. Ela é na cor creme e uma graça. Tem, ou tinha, foteeenha minha aqui.
No espaço do Estadão, os convidados podem tirar uma foto com produtos fofos da loja Accessorize e com uma camiseta da Hering. Também de algodão, o mimo customizável  tem estampas da marca misturadas com o logo site Limão. Na foto, pagando mico e de gatinha, eu com a camiseta e máscara Accessorize – para ninguém me reconhecer. Veja link aqui.
A Melissa dá uma sandália foférrima – para variar – em uma sacola branca que pode ser reutilizada para outros fins – como carregar as tralhas que não cabem na bolsa.
Dica: Leia a coluna do simpático João Braga – professor de história da moda – publicada no SPFW JOURNAL, encartado no Estadão. Ele explica, cientificamente, os devaneios da moda. E, quer saber mais sobre o SPFW e rir com piadelas infames? Entre nos endereços: Te dou um dado?, Blog da Fiat e Erika Palomino.

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