As mentiras que a internet conta

Você se lembra do Dia Mundial do Pulo? A teoria de um grupo de cientistas alemães, liderados por Hans Peter Niesward, membro do Instituto de Física Gravitacional de Munique, afirmava que se 600 milhões de pessoas pulassem ao mesmo tempo, a órbita do planeta Terra seria desviada. O que significaria o fim do aquecimento global. No site havia uma contagem regressiva com o final marcado para o dia 20 de Julho de 2006 às 11:39:13 GMT – britanicamente!
Na ordem, as pessoas que mais pularam foram provenientes dos países Alemanha, BRASIL – “put your hands up for Brazil, I love this country” -, Itália, Argentina e Portugal. Ainda segundo o site, apesar do esforço dessas milhares de pessoas, não conseguimos tirar o planeta da órbita. No máximo causamos um pequeno tremor de terra. Confesso que a brincadeira foi engraçada, afinal, tudo não passou mesmo de uma lorota. História para boi dormir. Veja o site aqui.
De acordo com alguém que atualizou a Wikipedia, é impossível mudar permanentemente a órbita da Terra usando sua própria massa – o que inclui a população mundial – a menos que tal massa fosse ejetada a uma velocidade monstra. Mesmo assim, ela seria deslocada a apenas uma fração do raio de um átomo. Além disso, desde que a órbita da terra é elíptica, existem grandes variações na distância do sol – em torno de 5.000.000 km – e nenhuma mudança notável na temperatura foi registrada. Leia mais aqui.
O Word Jump Day é uma criação do artista alemão Torsten Lauschmann. Como daquela vez no rádio nos Estados Unidos que um locutor leu um trecho de um livro sobre uma invasão de extraterrestres e todos ficaram desesperados, o artista tirou a idéia do livro Fora dos Eixos, do escritor Julio Verne. Mais detalhes aqui.
Recentemente, a geógrafa italiana Teresa Isenburg, professora do Departamento de Estudos Internacionais da Universidade de Milão, disse: “O Protocolo de Kyoto é inócuo para deter o aquecimento global”. Caímos no conto do vigário. O documento, assinado há quase dez anos no Japão, acabou atendendo somente os interesses do mercado financeiro. O que pode ser percebido na União Européia, onde os impactos do tratado deveriam ser mais sentidos. Aqui.
Agora, resta mais discussão. Será mesmo que o aquecimento global foi causado pelos seres humanos? Ou não faz parte de um ciclo natural da Terra? Ou o que fizemos se somou a esse ciclo? Ou, ainda, não passa de uma pequena fase do planeta que irá melhorar? Por fim, será que não interessa algumas potências – nem que sejam as dos países em eterno desenvolvimento?  Talvez, foi criado por algum artista-cientista por aí…

6 comentários em “As mentiras que a internet conta”

  1. Eu diria que, mesmo que fosse possível mudar a trajetória da Terra com sua própria massa (conservação de momento, alguém?), as pessoas pulando na Alemanha cancelariam as pessoas pulando no Brasil.
    É mais fácil deter a rotação terrestre fazendo milhões de pessoas correr prum mesmo lado…
    Ou acelerar. Já pensou, um dia mais curto?

  2. Eu tive a oportunidade de conversar com o professor Aziz Nacib Ab’Sáber sobre esse tema. Ao final da conversa, eu que já era bastante cético ao IPCC, saí ainda mais.
    No entanto, parece-me certo de que há alguma espécie de aquecimento. Os motivos que levam a este fenômeno ainda me são desconhecidos e as propostas atuais, de fato, parecem ser muito mais políticas do que científicas.
    O que me deixa um pouco “cabreiro” é a maneira como o aquecimento global antropocêntrico é vendido pela mídia. Parece até que esta tudo confirmado.

  3. Senão vejamos… O “aquecimento global” pode ser um fenômeno natural (afinal, se supõe que um fenômeno semelhante causou a última Era Glacial). Mas as emissões de gases de efeito estufa estão, no mínimo, acelerando o processo. E não se trata só de “aquecimento global”: existe toda uma questão de exaustão acelerada dos combustíveis fósseis (que não são só “combustíveis: em chego a pensar que metade da indústria química depende dos derivados de petróleo e congêneres). E, para complicar de vez a questão, existem os efeitos colaterais da emissão de poluentes: acidificação dos mares, interferência no frágil equilíbrio ecológico, risco maior de pandemias (é só olhar para Nápoles…) e o espectro de diversos conflitos oriundos do fato de que milhões de miseráveis por este planeta não vão morrer de fome quietos (basta olhar para a Nigéria e o efeito sobre a cotação do petróleo…)
    Na verdade, nunca vamos saber se o Protocolo de Kioto resolveria alguma coisa, porque o maior poluidor não deu a mínima para ele… Aquilo é letra morta, de um jeito ou de outro…
    Realmente existe alguma controvérsia quanto ao trabalho do IPCC… Mas descartar, simplesmente, as advertências do IPCC é “não levar o guarda chuva, porque essas nuvens carregadas podem ir embora”: na hora em que o temporal começar, “mudar de opinião” não resolve chongas!…

  4. Pra mim faz parte do ciclo da Terra. Nada dura para sempre e nunca vai existir um equilíbrio perfeito. Tudo é ciclíco, os dias, os anos, as estações, a vida. Tudo nasce, cresce e morre. Assim vai ser com a espécie humana, assim vai ser com o Planeta. Estamos fadados à extinção. E, como digo, isso não tem que ser triste nem desesperador, simplesmente porque c´est la vie…
    Beijos

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