Made in China. What do you think?

Faz um tempo que quero postar sobre os Jogos Olímpicos, a China, o Brasil e a ciência. Tudo junto agora ao mesmo tempo. Mas esses dias não deu. Assim, vou colocar aqui umas informações soltas ao vento… Para refletirmos…
Desenvolvimento sustentável, poluição, países, China, Jogos Olímpicos. Quer queira, quer mal queira, a China vai dominar o mundo! [Ai que síndrome minha de vilã…] Em segundo lugar, claro. Afinal, se ela apertar o calo do Titio Sam – nada sã – e outros, eles enviam as indústrias de tênis, roupas e afins para outro populoso e necessitado país.
Abertura dos jogos
O início com os tambores teve algo de ritualístico. Algo de Guerreiros de Terracota. Como me disseram, “lembrou os Trezentos”. A abertura foi uma demonstração de milênios de história, paciência, treino, educação oriental, militarismo, tecnologia, dinheiro, gente e um imenso mercado consumidor. O interessante é que não foi um show de tecnologia. Os destaques eram as pessoas, protagonistas da história e do show. Tá ok, com um forte apelo militar. E, outro ok, para mostrar ao mundo como eles são contemporâneos e a possibilidade de turismo.
8 é o símbolo do infinito
Por alguns ângulos a China é admirável. Sua cultura, tradição e organização são lindas. Até seu desenvolvimento seria inspirador, se não fosse dois fatores. Ela cresceu em cima da mão-de-obra barata do seu próprio povo pobre e excluído. Também, interferindo no governo e na ordem de alguns países vizinhos, não apenas o Tibet. Sem dizer o resultado para o meio ambiente. Os pandas que o diga. Leia aqui, no Blog do Planeta, o problema da poluição. Lembrando que os países europeus e outras potências também se desenvolveram explorando e degradando.
O dragão em poucos números
Mais de 4 bilhões de pessoas acompanham pela televisão os jogos, 1,5 bilhões apenas na China. Os jogos custaram US$ 40 bilhões, cerca de R$ 64 bilhões. Mas o retorno financeiro imediato, de marketing pessoal e de parceria comercial não tem preço. Só de jornalistas cadastrados, são 21 mil cobrindo as olimpíadas. Quase mais da metade dos atletas competidores.
Olimpíadas aqui? Ainda bem que Deus é brasileiro
Só fico imaginando como seria no Brasil… A abertura uma réplica de um carnaval descompassado, com amazônia, índios, biquínis, samba e nossos presidentes falando. Durante os jogos, assaltos, transporte público precário e muito cambista. No fechamento, tudo acabaria em pizza. E nossos atletas morreriam na praia. Em tempo, amo samba, sou descendente de índios com orgulho, uso biquíni e sou patriota. Para conseguirmos fazer um evento desse, falta organização, água no feijão e nada de jeitinho brasileiro. Dinheiro não é problema, ele volta com o turismo.
Um gigante exemplo
De qualquer maneira, temos que nos mirar na China. Aprender com seus acertos e evitar seus erros. Inclusive na área científica. “O que poucos sabem, é que ela está dando passos cada vez mais avançados para se tornar uma nação do saber. A cada ano, milhões de acadêmicos altamente especializados saem das suas universidades para o mercado de trabalho. Esse ‘pool’ de talentos está na mira não apenas das empresas e instituições nacionais, mas também estrangeiras, entre elas, as multinacionais e universidades suíças”. Leia mais aqui, no site Swissinfo – da Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão. Ah, está em português.

3 comentários em “Made in China. What do you think?”

  1. Eu confesso que faço torcida pro Brasil não sediar os jogos olímpicos tão cedo. Agente tem que comer muito arroz e feijão antes de chegar aos pés do que vem sendo a China… Tipo… Muuuuuito arros e feijão.
    A parte bizarra sobre a China foi de fato essa coisa em cima do 8. Abertura no dia oito do oito de dois mil e oito as oito horas e oito minutos em um país cujo calendário é completamente diferente… Coisas do comunismo globalizado.
    Bjs.

  2. Eu não sei se você já leu “Tai Pan” e “Casa Nobre” de James Clavell… Mas existe uma curta passagem de um desses dois livros (eu deixei minha biblioteca em Araruama…) que me dá calafrios…
    Simplesmente a China deixa os capitalistas encherem a China de investimentos e, sem aviso, dá um calote… Imagina o que vai acontecer (principalmente agora que a economia dos EUA está mais para lá do que para cá… 🙁 )

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