Descoberta revolucionará a fotografia – e o mundo – digital


Se achava que não tinham mais o que inventar em termos de máquinas digitais… Prepare-se, suas fotos nunca mais serão as mesmas. Graças a acidental descoberta do silício negro! Calma, ele é do bem, não irá engolir a Terra ou qualquer coisa que o valha.
É o seguinte. A máquina capta a luz por sensores que poderão, no futuro, ser substituídos por esse silício negro. Para ter uma idéia, ele é de 100 a 500 vezes mais sensível à luz do que uma bolacha de silício tradicional. Por isso, também poderá ser usado para captar a energia solar e ter visão noturna.
O silício – normal – é usado na fabricação de chips e processadores de computadores. Sem ele não haveria internet, telefones celulares ou eletrônicos em geral. O negro pode substituí-lo para construir computadores mais finos e detectores de poluição, vapor d’água ou outros líquidos que alteram a qualidade do ar.
Foi sem querer querendo
O silício negro foi descoberto em 1999. Num certo entediante dia, lá no laboratório de física da Harvard, alguns estudantes e seu orientador, Eric Mazur, decidiram apontar um laser de alta intensidade para o silício normal. Eles estudavam que química pode ocorrer quando lasers brilham em metais como a platina – vai que surge uma nova molécula…
Colocaram um chip de silício cinza em uma câmara a vácuo, adicionaram alguns gases e mandaram a ver no laser. Cada pulso durou meros 100 milionésimos de um bilionésimo de um segundo. Mas ele é muito forte. Um pulso é o mesmo que concentrar toda a luz do Sol que bate na Terra de uma vez em um espaço do tamanho de uma unha.
Depois de mais de 500 pulsos, o silício ficou preto. Os inventores coloram no microscópio para ver se foi queimado e… Surpresa! Sua superfície, gravada pelo calor e pelo gás, se transformou em uma floresta deslumbrante de milhares de milhões de mini agulhas em forma de espigas – veja imagem. A luz que incide sobre essa superfície, repetidamente, salta para frente e para trás entre os picos e nunca volta de novo.
Eles ficarão ricos! E, sim, dominarão o mundo! Uma matéria no The New York Times – leia aqui – disse que a Harvard possui patentes licenciadas do silício negro com a empresa SiOnyx e que já levantou US$ 11 milhões em financiamentos.
Veja a história completa aqui e mais sobre o silício negro ali. Foto do The New York Times.

5 comentários em “Descoberta revolucionará a fotografia – e o mundo – digital”

  1. Não será a resolução que será melhorada, e sim a sensibilidade à captação de luz, o que significa poder fotografar em condições nunca imaginadas de iluminação – algo como ISO 51.200 (!!!)

  2. Olá Ísis,
    Uns dois posts à frente você fala sobre o capitalismo. Pois é, veja força que o dinheiro tem. Neste temos o que chamamos de “notícia requentada” – pela universidade, claro. Os americanos são excelentes em fazer isso. Sabe o que aconteceu agora? Os pesquisadores conseguiram dinheiro para montar uma empresa e transformar o silício negro em produto.
    A descoberta? Bom, a descoberta foi em 2003, como você pode ver nesta matéria: Descoberto o silício negro. Revolucionário..
    Lindo blog.
    Abraços,
    Agostinho.

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