Será o fim para o capitalismo?

Quero fazer algo inédito aqui no blog. Propor um debate mesmo. Segundo notícias que ouvi e li, a França, a Alemanha e o Reino Unido pediram uma revisão do sistema financeiro internacional – que teve suas bases inauguradas na Conferência de Bretton Woods, em julho de 1944, quase no final da guerra. Também, solicitaram aos líderes do G-8 – quero entrar nessa cúpula! – e às principais economias emergentes que se encontrem no próximo mês para debater o tema. Eles pretendem refundar o capitalismo. Mas, dessa vez, que as finanças sirvam os cidadãos. E não o contrário.
Um amigo jornalista de perfil “agressivo” – na linguagem econômica – está fazendo um curso na área. Seu receio sobre a atual crise é tão grade, que ele colocou boa parte do dindin na poupança – o governo garante até R$ 60 mil. Teoricamente, o investimento que possui pior rendimento. Ontem, eu estava conversando com um investidor mais “agressivo” ainda, para uma matéria. Ele é pessimista quanto às ações. Acredita que elas seguirão despenhadeiro abaixo – e ficarão em baixa por bons longos anos.
Daí, um outro amigo mandou essa: “O comunismo espalhava a pobreza, o capitalismo concentrava a riqueza e agora, o que virá?”. Eu tenho a impressão que o mercado é assim mesmo. As especulações, boatos e fatos reais fazem as bolsas subirem e caírem – e os mais “sábios” ganham dinheiro. Além disso, crescer infinitamente, hoje em dia, parece impossível. Os recursos – incluindo os naturais – têm limites.
Todos os posts do blog estão abertos para a discussão, pessoas que discordam e expressão dos que concordam. Mas este é especial. Uma dúvida que dirijo aos pesquisadores. O dólar, praticamente, subindo e a falta de empréstimos prejudicam atualmente – ou poderão no futuro – as suas pesquisas? Afinal, tem muito material importado, não? Debate deliberadamente aberto: Qual será o futuro do capitalismo ou da nossa economia? Como isso poderá afetar a ciência?

12 comentários em “Será o fim para o capitalismo?”

  1. Espera assentar a poeira que ainda tem muita “torre” desabando… Hoje foi a vez da Suíça… Uma coisa é certa: depois do “crash” de 1929, muita coisa mudou no capitalismo. Depois dessa crise, mais coisas vão mudar. A falácia de que “o mercado se auto-regula” foi por terra (espero que para sempre…) O mercado se “auto-regula”, sim… Como a natureza também… Só que algumas espécies são suprimidas durante o processo.
    A primeira conseqüência da atual crise foi a estatização dos principais “baluartes do capitalismo”: os bancos. Pela via indireta, chegamos de novo ao estágio inicial de todas as “aventuras comunistas”: o “capitalismo de estado”.
    Mas, como observou o Primeiro-Ministro do Japão, “ainda não dá para saber onde fica o fundo do poço”. Até todos os desdobramentos desse “tsunami” aparecerem, não dá para fazer qualquer previsão que não seja “achismo”. Mas eu vou adiantar um “achismo”: é bem provável que os cientistas-pesquisadores saiam ganhando, no fim… Quanto mais “útil” uma linha de pesquisa se mostrar (e aí vai ser necessário o surgimento de algo que eu já vinha prevendo: o “maketeiro de ciência”), mais fácil vai ser encontrar fundos para ela. Inclusive os mega-projetos (tipo LHC e Estação Espacial Internacional) – com um “marketing” adequado – vão se tornar mais comuns, nem que seja na base daquelas “Frentes de Trabalho” da velha SUDENE… (Uma versão “techno” do “New Deal”…)

  2. Talvez o João tenha razão, a ciencia pode ser fonte de New Deal (ou Keynesianismo) high tech, pois afinal de contas, (quase) não tem limite o numero de perguntas científicas que podemos fazer. Bom, mas talvez isso seja meio otimista, não?
    Acho que o que vai cair por terra é a tal idéia (na verdade retórica) de que os mercados se auto-regulam. Na verdade, os mercados se comportam como os ecossistemas, e estes não se auto-regulam (não existe o tal equilibrio da natureza). Os sistemas se tornam conectados, hiperconectados, críticos (no sentido de criticalidade auto-organizada).
    Ou seja, assim como temos extinções sistemicas de todos os tamanhos (inclusive as big five), o sistema de mercado fica tendo essas crises: no final o sistema sobrevive (na verdade muda e se reconfigura), mas a extinção global de espécies (e empresas) produz perdas e danos não recuperáveis. Afinal de contas, uma boa empresa, com know how acumulado, enxuta etc etal, pode morrer simplesmente por causa da crise sistemica, nao por falta própria. Não é a sobrevivência dos mais aptos, mas dos mais sortudos que não foram pegos pela avalanche, pelo efeito dominó.

  3. Boa tarde, Isis.
    Parece não haver dinheiro que chegue para amenizar essa crise. Tudo indica que uma era econômica chegou ao fim e que a União Européia irá reassumir a liderança econômica mundial.
    Gostaria de contribuir para a discussão com um post sobre o assunto: http://casagrande.posterous.com/enquanto-isso-em-wall-street
    Não sabemos exatamente o que irá acontecer, mas é certo que 2008 será um ano histórico para a nossa economia globalizada. Muita coisa terá que ser revista.

  4. Deixe eu abordar rapidamente alguns tópicos levantados:
    1. O capitalismo vai sofrer uma porrada imensa, mas não há outros sistemas econômicos razoavelmente disseminados, a não ser o socialismo e os governos absolutistas. Não que estes não possam ressurgir; podem, mas o que acho mais provável é que continue o capitalismo, modificado. É achismo.
    2. Investimento seguro: poupança não é segura. Não contra colapso do estado, que convenhamos, está cada vez mais provável de acontecer, pelo menos nos EUA e Europa. Seguro deveria ser: bens de subsistência, comida, água, habitação e ouro. Os primeiros salvam sua pele, o último salvaria a riqueza até o ressurgimento econômico. Mas, que muitas torres ainda vão cair, disto tenho certeza. A “brincadeira” só começou.
    3. Ecossistema… Muito interessante a comparação. Fiz esta comparação hoje mesmo. A diferença é que a natureza tem tempos de resposta muito mais longos que a economia. A natureza ainda está agonizando, há séculos, enquanto a crise começou a causar penúria faz poucos meses / anos. Extinções na economia se recuperam em alguns anos (20?). Extinções na natureza devem ser sustituídas por outras num prazo de, sei lá, 1.000.000 anos? Se estamos vendo o efeito de uma irresponsabilidade financeira, excesso de consumo na economia produtiva, acho que temos que cuidar também dos excessos que estamos impactando na natureza, que iria nos mostrar a lição mais tarde mas com muito mais força.
    Sou ignorante em sociologia, política e filosofia, perdoem algum erro; mas por outro lado, a economia me parece clara como nunca.
    Abraços

  5. bom tema!
    Abordo-o em meu blog, sob o titulo “responsabilidade individual – social”.
    Mas nao posso passar ao lado de uma oportunidade de me expressar. Então aqui vai um pensamento de cidao/individuo:
    – nao mais haverá retorno ao viver em excessos colectivos, seja no consumo, seja especialmente no consumo de recursos naturais. Passaremos ao consumo suficiente, sendo este mais do que o indispensavel….mas o que e suficiente? o que e indispensavel?
    sera necessario para obter essa resposta limitar os meios (dinheiro) ou esgotar recursos do Planeta?
    – cabe a cada individuo zelar, aplicando a responsabilidade individual – social (sempre pensando num colectivo e nao mais em seu umbigo – egoico) esta pratica já levou as marcas mais reconhecidas Internacionalmente a apelarem ha responsabilidade social, e praticando-o, para assim poderem fazer voz. Assim a cada individuo cabe a escolha de consumo por ex. de um produto vindo de uma dessas marcas, que sao responsaveis distribuem melhor seus ganhos pelo seu Team, e ambientalmente tomam as medidas necessarias a preservaçao ambiental, ou temos os outros produtos, caracterizados pelo preço, que sao copias de alguem que investe inova arrisca e tem custos de responsabilidade social, por ex.: salarios mais elevados….entao se escolhe a copia dará força a miseria ambiental homana – social, mas se nesse simples acto der voz ao “original” entao esta reclamando responsabilidade e dando força a marca, reconhecendo merito e sendo aliado. Mas esta reflexão estende-se a todas as areas, como exemplo especulação imobiliaria ou bolsista.
    – A Crise em Si – BEM HAJA, pois vejamos este exemplo – de repenta, ontem, a escravidão foi abulida, mas hoje denomina-se exploração, entao como ex.: a China explora seus valores humanos passando o limite do imaginavel para combater economicamente e saciar avidez de ganhos, assim fizeram os bancos explorando familias acenando com dinheiro a novo emprestimo sobrevalorizando imoveis em auisiçao ou ja adquiridos, gerando a onda especalativa e a bolsa “vazia” em que estamos e ninguem consegue quantificar….
    A derrocada e bem vinda, como e bem vinda a subida de preços de produtos made in China, pois a soc. civil impos-se reclamando mais qualidade de vida, melhores salarios, especialmente nesta fase a quadros, mas sob olhar atento de organizaçoes de direitos Humanos e empresas que praticam responsabilidade social, melhoram a qualidade de vida de um grupo tanto em salario como em condiçoes de trabalho ou ate de higiene….ja la fui e vi!….
    Sendo que a Crise em si provocou a reformolação da visão economicista mas especialmente fruto de uma crise indentitaria, pos ninguem se indentifica com lucros perdadores ferozes marteers politicos, quando esse “ninguem” e um grupo significativo de habitantes do Planeta ameaçado por sua principal especie, ela mesmo – o Homem que nao tra sequer bem o seu similar quanto mais o Planeta.
    Uma boa crise deriva à reflexao e evolução da raça humana…nao provocada por lideres de topo mas aconteceu eheheheh rio porque o Criador afinal existe, como a consciencia colectiva que nao tenho/tinha Fé mas espero ver e Ter.
    Exemplos praticos cotidianos
    1/ especulaçao imobiliaria em Portugal aquando a entrada na zona Euro…porque? Especialmente porque muito do dinheiro es escudos teria de aparecer de uma forma legal em Euro, mas nao em conta de banco, pois seria alvo de suspeita…entao facil, sai debaixo do saco azul, foge para a suiça ou outras offshore, mas especialmente compra-se bens imobiliarios fazendo transacçoes via exterior empolando os preços…entao o cidadão comum quando vai alugar ou comprar encontra no Porto uma loja ao mesmo preço de uma em Paris na famosa Saint Honore por excelencia de comercio Top…com um mundo deavidos compradores Japoneses Chineses ou outros milionarios, mas aqui no Porto encontram meia duzia de jogadores de futebol e ilustres transeuntes olhando a montra sonhando comprar -um dia qual vale mais?procura – oferta=resultados(vendas)????insanidade colectiva
    Que fazer!? nao alugar nem comprar! sabemos que o mercado estava pelo menos pelo menos 30% acima do valor real…em alternativa nasceram mesmo novos polos atractivos ao comercio, procurem-nos, pois nasceram nem sempre em resultado de uma analise consciente, como agora podemos fazer, mas por necessidade de alternativa. Criemos a nossa – sem pactuar – praticando responsabilidade (individual) social.
    2/olhamos na revista o produto A (de marca responsavel que criou e desenvolveu, investiu e colocou no mercado) e o produto B (que tem origem de alguem que olhou o exito do produto A e reclama ganhos por via de predador, intelectual e social, produzindo-o mais barato explorando mao de obra e colocando no mercado com um atractivo – preço)….
    A nossa escolha é simples, complexa por vezes por insuficiencia de dinheiro…mas a escolha certa é o produto A
    Um melhor exemplo: para que uma TV plasma de 1,5mts quando a sala é 30m2???nao seria mais adequada uma de 80cm e quem sabe melhor resoluçaõ e som (ja e acima do indispensavel virando suficiente)
    Ontem sonhei em ter um Buggati, mas ops nao tenho como, mas olha posso comprar um Fiat de media gama sport cabriolet de jantes especias com som de potencia de 2000wats e rebento com os timapnos…mas tou feliz! tou feliz….nao ando a pe devera ser o pensamento.
    ou sera que temos de ir ao extremo e dizer:
    sonhei quando ia de carro visitar a familia e sair abrigado das intemperies….
    estes pretendem ser exemplos praticos quotidianos com Fe que sejam tomadas medidas drasticas e rapidas quanto a energias alternativas e corte ao consumo, pois estamos pagando excessos, excessos que nos estao no sangue, ja veem de geraçoes atraz, e hoje cabe a nos:
    carros a ar compromido….ja existe!!!!!!!mas defende-se a industria tal e tal pois gera mais riqueza no imediato e pensando no imediato faz decadas viramos irresponsaveis Individuais- socais…
    cada um assuma-se tomando consciencia da responsabilidade individual -social !!!
    Individualmente seja responsavel social, pois este e um processo, um aprendizado, mas que alguns sites deste mesmo blog dizem – o tempo urge!
    talvez uma ECO-POLITICA (ainda nao encontrei uma resposta, tenho os neuronios em reprocessamento…) mas consciencia colectiva nao tera de ter necessariamente como pano de fundo cor politica
    Vivendo aqui na terra dos “com tempo” depassagem…agradeço por este espaço a reflexão
    Miguel
    p.s. desculpem…alonguei-me….

  6. Cristiano, Marcelo e Osame,
    Boa discussão. Mas, às vezes, tenho a impressão que esse período mais turbulento vai passar e tudo voltará a ser como era antes…
    João,
    Obrigada pela ótima dica.
    Miguel,
    Tenho a impressão que os governos estão discutindo, justamente, esses tópicos…

  7. Opa, vou comentar atrasado, mas vou comentar. Sendo direto e reto: não confunda capitalismo com liberalismo econômico. Talvez até haja possibilidade de ser o fim do liberalismo econômico (é só ver como o Alan Greenspan, ex presidente do Fed e liberal convicto, está sendo linchado e responsabilizado pela crise pela imprensa americana). Mas, fim do capitalismo, acho quase impossível. Acabar com o lucro, sociedade privada etc e tal? Mas nem com revolução armada!
    Bjo!

  8. Nada… Mas, supondo que fosse, seria assim: nas crises capitalistas, todo mundo chora pelas ruas, todos ficam desesperados e alguns até se matam de tanta depressão. No fim do comunismo, o povo vai para a rua em festa, explode em alegria e não acredita que finalmente poderá viver em liberdade.
    Já notou isso? 🙂

  9. O capitalismo(ismo do capital) a ideologia do dinheiro surgiu no século XVI na europa, e agora vai morrer para renascer a politica islamica, exatamente como anunciou Maomé.
    O capitalismo declarou guerra contra o islam e foi derrotado, muito mais vai acontecer, eu não sei explicar como funciona, eu sei que funciona, foi assim com os arabes pagãos, cruzados, inquisidores , gengis khan, mussonline, urss todos que declararam guerra ao islam terminaram derrotados e o islam é a religião que mais cresce no mundo e ja é a mais praticada do planeta, e a 2ª maior.
    Nos tempos antigos, o islam dominou o mundo e ajudou a europa em varios setores: educação, alimentação, moradia, taticas de guerra , sendo que ainda foram os muçulmanos que traduziram os textos gregos e os levaram para a Europa, a mesma que mais tarde usou estes textos para se auto-proclamar “democrata” uma antiga crença politica grega, nós muçulmanos consideramos a democracia ultrapassada, Deus ja trouxe novos modelos e opniões como a shura (consulta mutua) no alcorão.
    Espanha, portugal e sul da italia foram paises islamicos por séculos, exatamente dai nasceu a renascência européia, a influência do islam na renascência européia é exorbitante, mais tarde os livros de historia tentaram negar isto e dão um salto na historia não informando o periodo de dominio islamico sobre o mundo e a europa : séculos VII ao Século XV.
    Grande parte das invenções do mundo também se originaram no mundo islamico antigo, pegando textos gregos e criando coisas novas, desde o moinho de vento até o primeiro protótipo de foguete que apareceu no mundo. O macarrão, arroz, açucar ,café tudo veio do mundo islamico, a cultura ocidental esta aterrada da cultura islamica mais não pode saber disto porque seus livros ocultam tais fatos.
    Por fim o criminoso capitalismo começou a conhecer seu final, segundo a profecia de Maomé o islam vai se tornar a maior religião do mundo e vai dominar politicamente no planeta num governo mundial onde não haverão fronteiras nem mais paises, toda a terra será um só país e todos os terraqueos seus cidadãos, segundo maomé o que ele conseguiu na arabia(unificar todas as tribos ) o islam vai conseguir com o mundo , unificando tudo e só vai haver uma lingua universal: o arabe classico, mais todos ainda falarão suas linguas nativas.
    Repare que tudo caminha para isto, a ideia da ONU ja é um passo para isto, a propia humanidade amadureceu para isto.
    O destino final da humanidade será a criação de um governo mundial , um só exercito, um só país, todos seremos irmãos sem fronteiras, raças nem bandeiras, segundo maomé nesta época não haverá mais fomes nem guerras nem quaisquer tipo de conflitos .
    O islam tem 1.6 bilhão de pessoas hoje no mundo espalhados em mais de 250 paises e a séculos trabalha para concluir sua missão, a hora chegou e o capitalismo sabe disto , desesperado tenta patrocinar novas seitas dos anos 90 como o talibã pra ver se conseguia algo, mais falhou, hoje Deus começou a tirar do capitalismo o seu própio capital, o futuro da humanidade é um só , com um só Deus , o Deus de abraão.
    Fiquem com Deus

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